quarta-feira, 30 de junho de 2010

Cinema Russo em Brasília

por katia maia


Responda rápido: o que você conhece do cinema Russo? Muito provavelmente você irá citar, ou se lembrar, o filme Encouraçado Potemkin - realização mais importante e conhecida, do russo Serguei Eisenstei. Pois agora, vc tem a oportunidade de conhecer muito mais do cinema russo.

Está em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil a mostra de cinema Tarkovski e Seus Herdeiros. Considerado o segundo maior cineasta da extinta União Soviética, atrás apenas do próprio Sergei Eisenstein, Tarkovski influenciou diretores por todo o mundo.

A mostra que chega à Brasília e é uma ótima oportunidade para preencher a lacuna de quem não conhece muito ‘mas morre de vontade de saber mais sobre o cinema russo’. Além de fomentar ainda mais a discussão sobre Tarkovski.

Ao todo, vão ser apresentados quinze filmes. Além da realização de um debate e de uma aula sobre o cinema moderno de Andrei Tarkovski e seu legado.

A mostra traz ainda cineastas influenciados por Tarkovski, como Béla Tarr e Aleksandr Sokurov, além de Sergei Paradjanov (contemporâneo de Tarkovski) que também terão filmes exibidos no CCBB.

Um pouco de Tarkovski - cineasta que passou a vida montando e desmontando "relógios" na tentativa de compreender o funcionamento da vida e do espírito dos homens.
Nascido em Moscou, em 1932, filho do célebre poeta Arseni Tarkovski, Andrei estudou música, pintura e a língua árabe na infância e juventude. Trabalhou em prospecção geológica na Sibéria e só aos 24 anos começou a se interessar por cinema.

Kárhozat

Aprendeu o novo ofício com Mikhail Romm (Lenin em Outubro) na Escola de Cinema de Moscou, onde realizou o curta Hoje Não Haverá Saída Livre (1959) e o média de conclusão do curso, "O Rolo Compressor e o Violino". (1960).
Com o épico introspectivo A Infância de Ivan (1962), Tarkovski fomentou a nouvelle vague soviética dos anos 60. Diante daquela história de guerra vista pelo menino como o inferno na terra, Jean-Paul Sartre a defendeu como peça de "surrealismo socialista".

O Sacrifício. Foto:Mosfilm




Em seguida veio Andrei Rublev (1966), para muitos sua obra-prima. A biografia poética do pintor de ícones medieval enfatizava a visão do artista não como uma elite, mas como um operário, um artesão gerado pela energia criativa do povo.
Nove filmes em 26 anos de carreira. A escala grandiosa da obra de Andrei Tarkovski definitivamente não é medida por números.
Em Esculpir o Tempo, seu livro de reflexões sobre arte e cinema, ele comparou o trabalho do diretor ao de um escultor que, "guiado pela visão interior de sua futura obra, elimina tudo o que não faz parte dela".

O cineasta morreu em Paris no ano de 1986 em decorrência de um câncer no pulmão.


Programação:

Dia 30 de junho
14h – Mãe e Filho
16h - Danação
19h - O Sacrifício

Dia 01 de julho
14h - Moloch
16h – A Lenda da Fortaleza Suram
19h – Stalker

Dia 02 de julho
14h – Ashik-Kerib
16h – As Harmonias de Werckmeister
19h – Andrei Rublev

Dia 03 de julho
14h – Sombras dos Nossos Antecipados
16h – Páginas Ocultas
19h – Solaris

Dia 04 de julho
14h – A Lenda da Fortaleza de Suram
16h – O Sol
19h – O Sacrifício

Dia 06 de julho
14h – Ashik-Kerib
16h30 – Mãe e Filho
19h30 – Stalker

Dia 07 de julho
14h – Sombras dos Nossos Antepassados
16h30 – Moloch
19h30 – Nostalgia

Dia 08 de julho
14h – Páginas Ocultas
16h30 – A Cor Romã

Dia 09 de julho
14h – Ashik-Kerib
16h – O Sacrifício
19h – As Harmonias de Werckmeister

Dia 10 de julho
17h – Solaris
20h – Danação

Dia 11 de julho
14h – O Sol
17h – Andrei Rublev
20h – Mãe e Filho

Serviço
Centro Cultural Banco do Brasil
SCES, Trecho 2 Conjunto 22
Informações pelo telefone: (61) 3310-7087

Data
29 de junho a 11 de julho

Preço:
R$ 4 (inteira) – filmes em película
Entrada Gratuita – filmes em DVD

A venda antecipada de ingressos inicia-se na terça-feira da semana anterior à do espetáculo, restrita a quatro ingressos por pessoa.

Classificação:
Vide sinopse de cada filme.

Belém, Belém, nunca mais fico de bem!

Quando a gente pensa que já se chegou ao limite do razoável na política, eis que surge sempre uma mente, ou várias, bem mais engenhosas que conseguem ir além em máximas já consagradas nesse meio, do tipo: 'estragar com os pés o que construiu com as mãos' ou quem sabe 'tudo pode ficar ainda pior', do nosso queridíssimo amigo Murphy e sua Lei.

Mas, olha, confesso que me surpreendi (não devia, mas me surpreendi) com os últimos acontecimentos da novela do vice do tucano presidenciável José Serra. Incrível, mas eles conseguiram ir além e 'defecar na madeira' (para deixar a expressão mais polida).


Parece que acertar o alvo não é a especialidade de Serra


O que parecia que já estava enrolado o suficiente piorou quando o PSDB resolveu que, agora sim, teria uma chapa puro-sangue, mesmo que essa não fosse com o desejado Aécio Neves. Mas, já num tava certo que a chapa puro-sangue era uma prerrogativa para seduzir o ex-governador de Minas? Mas, o PSDB está com essa moral toda de sair sozinho para uma disputa que sem sombra de dúvida será dificíllima? Mas, o que o PSDB ganha colocando Álvaro Dias como vice? Mas, o que eu tenho a ver com isso?

A rigor, nada. Estou apenas indignada e surpresa com a capacidade dos tucanos de indecisão e, mais, de decidirem pelo caminho mais esdrúxulo.

Álvaro Dias agora é o vice? A troco?

O partido já não está com essa bola toda, já não tem esse tempo todo de propaganda política na TV, já está com um espaço 40% menor do que da sua concorrente a petista Dilma Roussef e ainda fica desdenhando do seu aliado mais forte?


Não que tenha algo a ver com isso ou que goste de um ou de outro ou que defenda um ou outro. Longe disso. Não defendo coligação nenhuma entre PSDB com DEM, ou esse partido com aquele outro, ou A com B. Não é esse o caso.


Eu estou apenas 'de cara' com toda essa novela de "quem será o vice de Serra?". Uma história sem fim que se arrasta desde que o tucano foi pré-confirmado para concorrer à presidência pelo PSDB.


DEM: será que rola o "ou dá ou desce"?

Agora, aos 45 minutos do segundo tempo, os tucanos anunciam que vão formar sua chapa Serra e Dias. A troco de quê, para quê? Não seria melhor seguir com seu amiguinho DEM e disputar essa eleição em dupla como já se anunciava há muito tempo? OU não? Ou será que vale o 'nada é o que eu disse antes'? Confuso, muito confuso.

E agora o DEM, hoje tem que decidir de qualquer jeito o que fará diante das novas trapalhadas. Se fica, se sai, se dá ou desce, se fica de bem ou de mal, se canta: "Belém, Belém, nunca mais fico de bem!". Parece mesmo troça de criança.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Vê, estão voltando as flores.

por katia maia
Vê, estão voltando as flores...
E em Brasília, flores significam Ipês. A cidade está toda colorida por aqueles de cor roxa ou rosa, dependendo do gosto do espectador. A verdade é que a cidade se enche de graça com o primeiro dos Ipês a florir no ano – de junho a agosto, conforme a árvore.

Não sou especialista, não sou botãnica, paisagista, bióloga ou qualquer coisa que o valha. Mas me coloco na condição de admiradora da árvore que enche nossos olhos de beleza e nesta época do ano se prepara para se reproduzir.

Os Ipês, segundo especialistas no assunto, são muito utilizados no paisagismo urbano, por sua beleza e desenvolvimento rápido. Aqui em Brasília segue o ciclo das cores: roxo, amarelo e branco.


Ipê rosa com Lago Paranoá ao fundo

Na medicina, além de melhorar a visão por sua beleza, claro, estudos científicos indicam que possui propriedades anti-cancerígenas, capazes de auxiliar no combate a determinados tipos de tumores. É usado também como analgésico e como auxiliar no tratamento de doenças estomacais e da pele.


Estão voltando as flores (marcha)
Altemar Dutra
Composição: Paulo Soledade

Vê, estão voltando as flo....res
Vê, nessa manhã tão lin....da
Vê, como é bonita a vi.....da
Vê, há esperança ain......da
Vê, as nuvens vão passan......do
Vê, um novo céu se abrin......do
Vê, o sol iluminan.....do
Por onde nós vamos indo
Por onde nós vamos indo.





segunda-feira, 28 de junho de 2010

IPHAN reconhece sol em obra de Burle Marx e pede providências à Presidência

por katia maia

(matéria foi publicada também no G1)

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), por meio da Superintendência Regional do Distrito Federal informou que a sua Divisão Técnica está finalizando (curiosamente HOJE) um Ofício sobre as más condições às quais está exposto o Painel do Burle Marx do Palácio do Planalto.

Segundo a assessoria de imprensa do IPHAN-DF, na quinta-feira passada, dia 24.6, o órgão realizou uma vistoria técnica no Palácio do Planalto e percebeu que “de fato os raios solares estão incidindo sobre a obra de arte e que esta incidência pode ocasionar danos”.

O Oficio que ‘está sendo finalizado hoje’ será encaminhado à Secretaria de Administração da Casa Civil, da Presidência da República, solicitando que sejam tomadas providências em relação à devida e adequada proteção do Painel de Burle Marx.

A obra tem sido alvo diário de raios solares durante a tarde. Tudo porque a proteção que foi colocada nas vidraças do prédio durante a reforma não é suficiente para barrar a incidência que acontece principalmente no fim da tarde. Entre as providencias solicitadas no oficio, o IPHAN pedirá a colocação de uma persiana específica para proteção da obra.





IPHAN pedirá persianas adequadas para proteger obra

O IPHAN não identificou se já houve algum dano à obra. Ainda de acordo com sua assessoria, “à primeira vista, o arquiteto que fez a última vistoria técnica não identificou avaria ao Painel por conta do sol”.

O Instituto justificou que a vistoria não foi especificamente para verificar as condições do Painel e que por isso o arquiteto não olhou a obra detalhadamente. Mas, “a princípio, não foi identificado qualquer dano, embora o arquiteto não seja especialista e que certamente em função desse fato, será feita uma visita técnica em breve somente para verificar se houve algum dano”, informou a assessoria.

IPHAN ainda não sabe se já houve dano


O Painel 'Sem título' de óleo sobre madeira mede 421,5 x 1669 cm e foi produzido em 1972. Dentro do acervo de obras artísticas do Palácio do Planalto, o Painel é a única do paisagista Burle Marx.

A reforma do Palácio do Planalto começou há mais de um ano e a previsão era de que fosse finalizada no mês de abril, no dia 21, quando Brasília completou seu primeiro cinqüentenário. A obra não terminou ainda e não tem prazo para terminar.

O projeto de restauração do local é assinado pelo arquiteto Oscar Niemeyer e a obra inicialmente foi orçada em R$ 88 milhões.

domingo, 27 de junho de 2010

Sol no Painel de Burle Marx

Por katia maia

Há mais de uma ano em reforma, o Palácio do Planalo aguarda o fim da obra marcado inicialmente para o dia 21 de abril deste ano, data em que Brasília comemorou o seu cinquentenário. Como já era esperado, a reforma não terminou no prazo e a obra continua.

Mas o que me chamou a atenção ao passar pela Esplanada dos Ministérios neste domingo, não foi a falta de compromisso com os prazos da obra, mas sim com as obras de arte que estão lá dentro do Palácio e que tem como prazo durar a eternidade.

Só que, para isso, é preciso cuidado com cada uma delas, o que não me pareceu estar acontecendo, por exemplo, com o painel de Burle Max que fica no salão lateral do Palácio do Planalto.

O Painel 'Sem título' de óleo sobre madeira, medindo 421,5 x 1669 cm e produzido em 1972, todas as tardes, recebe a ação dos raios solares o que, imagino, desgasta e destrói aos poucos a obra.

O sol bate diretamente no painel de Burle Marx, apesar da tentativa de proteção.

Há até, reconheço, uma tentativa de barrar o sol com folhas de papel pardo coladas nas vidraças do Palácio, mas que não são suficientes para impedir que o sol bata diretamente sobre o Painel de Burle Marx.

Gostaria de saber quem está supervisionando a restauração do local e especialmente quem está cuidando da integridade das obras de arte que fazem parte do acervo do Palácio do Planalto e portanto são patrimônio público - meu, seu e de todo o povo brasileiro.

Ação do calor solar sobre o Painel

Há um site especialmente criado pela Presidencia da República para falar da reforma do Palácio do Planalto e os cuidados que foram tomados com licitação, procedimentos administrativos e até com o acervo.

Na página que fala das parcerias técnico-administrativas, há um parágrafo especialmente dedicado ao cuidado que se deve ter com o acervo e curiosamente cita o Painel de Burle Marx como exemplo. Está escrito:

"Considerando a existência de obras de artes instaladas no Palácio do Planalto, como por exemplo, o painel do artista Burle Marx, a Presidência da República mantém permanente contato com o IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, por intermédio da sua Superintendência Regional no Distrito Federal, adotando as cautelas necessárias à preservação desse conjunto histórico-patrimonial".

As folhas de papel pardo não impedem a ação do sol sobre a obra de arte

Bom, vamos perguntar ao IPHAN e à própria Presidência da República se está correto deixar o painel exposto ao sol, dia após dia. Talvez, não tenha problema e eu é que estou vendo coisas demais e imaginando que aí esteja mais um exemplo de descaso com a coisa pública. Não sei, talvez...

Para quem quiser conhecer mais sobre o acervo do Palácio do Planalto, há um site da Presidência da República onde é possível conhecer todas as obras de arte de seu acervo:

http://www.presidencia.gov.br/palacios/palacio_planalto/obras_arte/autores/

Sobre o Painel de Burle Marx :

http://www.presidencia.gov.br/palacios/palacio_planalto/obras_arte/autores/aut_burlemarx

sexta-feira, 25 de junho de 2010

O frio chegou e trouxe a lua com ele!

A Lua, crescente ou meia, a Lua é cheia...

A lua dessa sexta-feira, 25.6, estava simplesmente maravilhosa. Um espetáculo gratuito que todo mundo pode admirar por essas bandas do Planalto Central. Apesar do frio que faz nessa época do ano - afinal é inverno - ela nos animou a sair de casa somente para admirá-la.
Não me canso de olhar a Lua e de reverenciá-la. Não me canso de fotografá-la. Capturar seus momentos que sempre nos brindam com imagens maravilhosas, absolutas e únicas.

blue moon, you left me stand alone...

Hoje, vou para a cama com a sensação gostosa de ter lavado a alma - não naquela peladinha que o Brasil jogou com Portugal e que não valia nada mesmo porque já estávamos classificados - mas porque pude ficar em paz por alguns momentos olhando para Lua, assim: despretensiosamente.


Lua de São Jorge, Lua soberana, Nobre porcelana

Portanto, a todos, uma boa noite. Durmam com essa energia maravilhosa que a Lua nos oferece lá do alto de sua beleza.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

O Frio Chegou e trouxe Olodum

por katia maia





Olodum no Festival de Inverno de BRasília


O frio já chegou, disso ninguém tem dúvida. Basta olhar em volta para perceber que o brasiliense tirou do armário aquele casaco, sobretudo, cachecol... E é grudado nesse clima que faz com que todo mundo fique perto um do outro para acumular calor humano, que o Festival de Inverno chega à Capital Federal.
Um evento que reunirá nos palcos da cidade muito pop, rock e MPB, além de música eletrônica. Chegam nesta sexta-feira à cidade bandas e nomes do circuito nacional como Olodum, Monobloco, fundo de Quintal (somente no primeiro dia). Eu conversei com Lucas di Fiori, vocalista do Olodum.


Olodum/Foto Edgar de Souza


Em nosso bate-papo, Lucas falou da importância que Brasília tem para o Olodum que por várias vezes esteve na cidade para animar a Micarecandanga, com sua turminha da escolinha do grupo. O próprio Lucas relembra que participou dessas vindas à capital do país.
Ele fala ainda do novo trabalho da banda. Povo das Estrelas, o segundo DVD do grupo baiano, gravado em Janeiro, no Pelourinho, e que só será lançado em setembro. Segundo Lucas, o show no Festival trará muita composição desse novo trabalho, mas não deixará de fora grandes sucessos do Olodum.
They don't care about us - No momento em que o mundo relembra o primeiro aniversário de morte do Rei do Pop Rock, Michael Jackson, Lucas se recorda do encontro do Grupo com o astro e é taxativo quando revela que “a vida do Olodum divide-se em antes e depois do Michael Jackson”.
Lucas foi aluno da escolinha do Olodum. Está no grupo desde os nove anos de idade e fala com admiração do trabalho social que o Olodum desenvolve em Salvador. “Estamos lidando com a criança e dessa forma perpetuamos o nosso trabalho por meio do futuro”, disse.



Jorge Ben Jor/ Foto: Luís Couto

Programação:

E tem mais: Patu Fu abre a cena musical no segundo dia de Festival (sábado). Logo depois, a galera mineira do Skank canta seus sucessos no Palco Principal e Jorge Ben Jor. Capital Inicial fecha a programação do segundo dia em grande estilo, mostrando seu novo CD Das Kapital.
Para finalizar o evento, no domingo, tem NX Zero, Mallu Magalhães, que acompanhada de Marcello Camelo em algumas canções, mostra uma fase mais madura em seu segundo CD. E a baiana Pitty encerra a edição 2010 do Festival de Inverno de Brasília
O Festival acontece pelo quarto ano consecutivo. Desta vez o evento acontece em novo local: o estacionamento do ginásio Nilson Nelson.






Anote aí!

Palco Principal

SEXTA, 25

20H30 – FUNDO DE QUINTAL
22H30 – MONOBLOCO
01H00 – OLODUM

SÁBADO, 26

20H30 – SKANK
22H30 – JORGE BEN JOR
00H30 – CAPITAL INICIAL

DOMINGO, 27

18H00 – NX ZERO
21H00 – PITTY

Palco Diamantina

SEXTA, 25
18H30 – MR. BABÃO
22H00 – ELLEN OLÉRIA
00H30 – VENCEDORA SELETIVA DE BANDAS
03H – MR. BABÃO

SÁBADO, 26

19H00 – PATO FU
22H00 – VENCEDORA SELETIVA DE BANDAS
00H00 – INDIANA NOMMA

DOMINGO, 27

17H30 – VENCEDORA SELETIVA DE BANDAS
19H30 – MALLU MAGALHÃES E MARCELO CAMELO

Serviço
Festival de Inverno de Brasília 2010
De 25 a 27 de Junho
Área externa do Nilson Nelson
CI – 16 ANOS
Ingressos
Pista
R$ 90 (inteira)
R$ 45 (meia)
Camarote Vip
R$ 140 (inteira)
R$ 70 (meia)

Os valores correspondem à entrada para cada dia do festival.
Meia para estudantes, idosos e doadores de agasalhos ou cobertores.
Pontos de Venda:
Estande do Festival no Iguatemi Shopping
Lojas Free Corner
Koni – 109 norte, 209 sul e QI 11 Lago Sul

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Warning: Everybody hurts

por katia maia

Sei que o tema é 'hard', mas recebi esse vídeo de uma amiga minha e me sinto na obrigação de publicá-lo aqui e, mais, repassar para quantas pessoas eu puder.
Muitas vezes (eu mesma já me peguei nessa situação) pensamos: só mais um copo, uma taça, um pouquinho. Mas, definitivamente, álcool e transito não combinam. E esse vídeo traz para bem perto essa regra.
As cenas são fortes, as histórias tem desfechos tristes mas é preciso que entendamos que é assim que ascoisas terinam quando não sabemos ser responsáveis com o álcool, as drogas e a direção.
Enjoy it!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Sugestão para hoje

por katia maia

Hoje tem Feira da Agricultura Familiar, em Brasília, e, olha, vale a pena.

Desde 2007, eu costumo ir ao evento e nunnca me decepciono. É o lugar certo para encontrarmos vários produtos da agricultura familiar brasileira.


São castanhas, óleos e polpas de frutas da Amazônia. Tem ainda os queijos e embutidos da Região Sul, castanhas de baru e produtos a base de pequi do Centro-Oeste, geleias orgânicas e conservas da Região Sudeste e os artesanatos e doces da Região Nordeste.

São ao todo mais de três mil produtos diferentes, trazidos por 650 expositores apoiados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).




Isso, sem contar a programação cultural que,
hoje, sexta-feira, ás 20h,
tem Lenine.
local: Concha Acústica

Imperdível!




Para mais informações sobre o evento, clique aqui


As Simple as That

por Katia Maia

Não sei se acontece com todo mundo, mas comigo é assim que as coisas se processam: eu tenho uma antipatia natural por burocracia, papéis, formulários etc., aliás, não é apenas antipatia, mas certa dificuldade em lidar com os tais processos burocráticos.

Pois bem, apenas para dar uma leve idéia da forma como lido com esse setor em minha vida, há quatro anos comprei o meu apartamento.

O imóvel, um dois quartos charmosinho em um bairro legal de Brasília, foi comprado de uma amiga minha, jornalista também. Na época, fomos ao cartório, paguei o que tinha que pagar – acho que despesas de transferência mais o ITBI – e eles me passaram uma pasta cheia de documentos do imóvel.

O cartório me passou um papelzinho dizendo que em poucos dias eu poderia ir até lá para retirar a escritura. Pois bem, passaram-se quatro anos e eu ainda não havia ido pegar o tal papel. Pode? Claro que pode. Em se tratando de Katia Maia é bem possível.

Mas, num dia, assim sem fazer nada, com um pouco de tempo, eu resolvi ir atrás do tal papel para saber se eu ainda tinha direito à tal escritura. Imaginei que teria que pagar de novo trilhões e ribilhões de dinheiro para recuperar o documento.

Entrei no cartório, levei o papelzinho que me deram há quatro anos. A mulher do cartório se espantou. Olhou para minha cara e foi sincera: - mas isso foi em 2006!
É cara pálida, foi! Não respondi, mas deu vontade.

Mas, o melhor de tudo, foi ela me dizer:
- pode ir até aquele balcão e pedir a segunda via da sua escritura.
Em cinco minutos, sem pagar nada, o documento que levei quatro anos para retirar estava na minha mão! As simple as that! Pode?

Agora, é o caso refletir: por que demorei tanto para fazer algo tão simples? Porque eu imaginava que seria difícil? Por isso me dava o direito de adiar o tal momento de encarar a verdade e ver que tinha uma estrada de burocracia pela frente?

É... A vida poderia ser bem mais simples se a gente encarasse logo os fatos e não adiasse tanto o que tem que ser feito.

Isso aconteceu com a burocracia, que detesto e evito. Mas, se repete freqüentemente com situações tolas do dia a dia como dar um telefonema para ter aquela conversa ou dar aquela notícia ou anunciar a decisão que sabemos: vai incomodar.

Pois bem: adianta adiar? Não vai ter que encarar mais cedo ou mais tarde?

Racionalmente sabemos que a melhor atitude a tomar é agir logo e acabar com isso.
Mas, adiamos... Adiamos... E adiamos. E muitas vezes a coisa só aumenta feito uma bola de neve.

Bem, não sei se aprendi a lição, mas asseguro que estou bem mais feliz hoje, não só com a escritura, mas com o registro do meu apartamento na minha mão também. Porque, claro, assim que peguei o documento, corri no cartório ao lado e dei entrada nos papéis para fazer o registro. Acabei de ligar para o cartório e me informaram que está pronto. Yes! O meu apartamento agora é meu e ninguém tasca!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Motorista do Correio Braziliense atropela ciclista

O desrespeito ao ciclista está generalizado nas ruas de Brasília e infelizmente constatei isso esta noite ao retomar os meus pedais com o PedalNoturnoDF. Estávamos todos em um grupo de 30 pesoas, pedalando em pelotão, com equipamentos de segurança e respeitando as regras básicas de transito, quando um motorista, dirigindo um carro do Correio Braziliense, jogou o carro sobre o grupo.

O flagrante de desrespeito partiu de um veículo de órgão de imprensa que frequentemente faz reportagens de apoio ao ciclista e á causa de um trânsito consciente. O motorista, nitidamente irritado com o pelotão de ciclistas que passava pelo eixo monumental, próximo à rodoviária, não quis esperar o grupo passar e começou a forçar a entrada de seu carro no meio do pelotão.

Infelizmente, o Correio faz matérias pró-ciclistas, mas se esquece de treinar e educar seus proprios motoristas para agir decentemente e com respeito no transito.

Um dos ciclistas tentou argumentar com o motorista e pediu para ele esperar o pelotão passar. Não adiantou. O motorista xingou o ciclista e jogou o carro sobre o outro ciclista que vinha logo atrás, o André Fujimoto, que perdeu o equilíbrio no momento em que o carro bateu na bicicleta e foi ao chão, caindo sobre o ombro.

O motorista, que dirigia o Carro de número 31, do Correio Brasilienze, placa JIU 0845, arrancou com o veículo sem prestar socorro ou mesmo procurar saber se o ciclista estava bem. Nós chamamos os Bombeiros que o levaram para o Hospital de Base para fazer exames.

Espero do Correio Braziliense que procure apurar o fato e tome as devidas providências.

Atualizando: o André está em casa. Teve o ombro direito imobilizado e ficará assim por uns 15 dias. (11h07)

Eu, ecochata!

Estive fazendo uma pesquisa para a elaboração de um roteiro educativo sobre meio ambiente e os efeitos nocivos de nossas atitudes diárias no cotidiano do planeta e confesso que comecei o levantamento com um sentimento incontrolável de má-vontade com o que eu considero os ‘ecochatos’.

Tenho sempre um pé atrás com verdades e opiniões formadas sobre tudo. Claro que não sou uma desconectada que não se preocupa com o planeta em que vivemos. Preocupo-me, sim, e muito! Sou do tipo que fecho a torneira enquanto ensabôo a louça, enquanto escovo os dentes, apago a luz quando saio de um ambiente – chego a ser obcecada por isso – e ainda procuro usar menos sacolas plásticas no meu dia a dia.

Mas, (sempre tem um ‘mas’) eu não tenho muita paciência para esses discursos dos 'ecoverdes' que se consideram os donos do mundo e que nos enxergam como pobres mortais ignorantes que estão destruindo o ‘planetinha’ deles. Pois bem, diante desse impasse pessoal, me vi frente ao desafio de falar do meio ambiente de uma forma que não cansasse os ouvidos de quem fosse assistir ao vídeo, da mesma forma como os meus estão cansados de ouvir todo o discurso ambientalista.

A verdade é que descobri que existem atitudes ecológicas tão simples e úteis que podem ser incorporadas em nossos hábitos sem nos sentirmos psicologicamente forçados a sermos ambientalmente corretos. É verdade.

E, aos poucos, lendo, pesquisando, buscando, me toquei que realmente não custa nada sermos um pouquinho mais antenados para esse planeta chamado terra e que tem sofrido tanto nas mãos de todos nós. Claro que, se eu quiser, posso ficar 'sentada com a boca cheia de dentes esperando a morte chegar'. Mas, é possível.

Claro que posso colocar a culpa das grandes catástrofes ambientais nas costas dos grandes desastres ecológicos. Aliás, tenho uma boa desculpa atualíssima para isso: o desastre no Golfo do México, com o poço aberto em alto-mar derramando a cada dia 4 milhões de litros de petróleo. Pois bem, eles são os culpados, eu não.

Ah é, bebé?

Não é bem assim. Vi que somente aquela sacolinha plástica na qual colocamos as nossas compras somada a outra, outra e outra, forma uma corrente sem fim de pedaços plásticos que vão para os lixões, entopem bueiros e, conseqüentemente, provocam enchentes. Parece distante, não? Mas não está.

Fico injuriada com as pessoas que jogam copinhos, papel de bala, latinhas de alumínio nas ruas sem o menor pudor. E eu, que estou jogando as sacolinhas plásticas nos lixões? Uma matéria que leva 400 anos para se decompor! Parece que nada é culpa nossa, mas é.
Acho que me tornei um pouco ecochata também.

///~..~\\\

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Nem um 'extreme makeover' resolve

por Katia Maia

Responda rápido: você votaria em alguém só porque lhe disseram para assim o fazer? Não, não responda rápido. Desculpe-me. Eu errei. Não é assim que se vota. Não é pensando rápido. É com muita reflexão e com muito cuidado. Claro que essa é uma regrinha que vale para quem pensa no voto, analisa e pondera. Não é a regra (infelizmente) da maioria da população brasileira. E é nisso que o presidente Lula aposta. No voto ‘Maria vai com as outras’. No voto do tipo ‘cabresto disfarçado’. Vote nesse candidato porque eu estou dizendo que ele é o melhor. Se voc~e gosta de mim, vote nesse porque esse sou eu.

Como? Lula Dilma da Silva?
Ah, não, essa não. Difícil, muito difícil...

Mais do que nunca (e isso ficou claríssimo na convenção do PT) o Lula queria ser a Dilma para que pudesse não só disputar novamente as eleições – já que ele tem a aprovação da maioria da população e a reeleição seria certa – como também ganhá-las.

Mas, sinto informar Lula: você não é a Dilma e vice-versa. E isso ficou claríssimo na convenção do PT que confirmou a ex-ministra como candidata do Partido dos Trabalhadores.

Em tom descontraído, mas (acredito) com um certo ressentimento, Lula reconheceu: Vai ser a primeira eleição, desde que voltaram as eleições diretas para presidente, que o meu nome não vai estar na cédula. Vai haver um vazio naquela cédula. E para que esse vazio seja preenchido, eu mudei de nome e vou colocar "Dilma" lá na cédula".

Vale a sua tentativa, Lula, mas não vale a certeza. A escolhida pelo presidente para sua substituta está longe de estar à altura do carisma do atual presidente. Constatação que ficou mais do que clara na convenção.

Lula, quando fala, contagia, esteja entre seus correligionários ou não. Durante todo esse seu tempo de estrada, o presidente desenvolveu a habilidade de falar na linguagem do seu público. Dilma, não. Parece uma professora chata, mal humorada que tenta ser legalzinha com seus alunos e não consegue.

É monocórdica, usa palavras difíceis, não saberia sentar à uma mesa com o povo para bater um papinho. Você imagina a Dilma num boteco do Nordeste conversando sobre a morte da bezerra? Jamais terá a naturalidade que uma campanha exige de uma candidata. É uma tora de madeira.

Dilma é uma porta, e aqui não me refiro à ua capacidade intelectual para gerenciar, mas à sua incapacidade de falar como se fosse povo, que pode ser falso e é entre os candidatos, mas é um atributo que a campanha exige de quem se aventura nessa seara.

Dilma assusta. Ao falar parece que vai morder, quando na verdade estaria tentando sorrir. Nem muita plástica, maquiagem ou um ‘extreme makeover’ convenceria que a presidenciável do PT é gente como a gente.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

A Culpa é Dele!

por Katia Maia

Quando o bicho pega, qual é a primeira coisa que o ser humano pensa em fazer? Encontrar alguém para botar a culpa! Quando o bicho homem erra, ele procura logo um culpado para transferir ou dividir a responsabilidade. Nunca o que ‘eu fiz’ aconteceu por minha única e exclusiva culpa, sempre tem alguém que pode ser apontado como o responsável. É esse o primeiro instinto que toma conta do ser humano em momentos do tipo ‘ih, fiz merda’.

Pouquíssimas e raríssimas exceções revelam exemplares que admitem de cara que erraram e que a pisada na bola foi deles, por iniciativa deles e somente à eles cabem as sanções e penalidades.

E quando se fala de políticos, então... Viche! A coisa quase nem tem exceção. E se for brasileiro? Aff!

Temos bons exemplos (e recentes) da índole de nossos políticos na hora de procurar o culpado – que nunca é ele, claro!

Na semana passada, divulgou-se que o Senado Federal havia contratado 1,2 mil funcionários terceirizados. A imprensa foi perguntar ao presidente da casa, o ilustríssimo senador José Sarney sobre mais esse absurdo. E o que ele respondeu?
-Não estou sabendo, não cuido da área administrativa...”.

Lembram da reação desse mesmo senhor outra vez em que a Fundação que leva o seu nome foi acusada de desviar recursos da Petrobrás, destinados ao incentivo e promoção da cultura. E o que ele respondeu?

- Não sei, sou apenas presidente de honra.

Ah, bom. Claro. ‘Tá explicado!’.

Agora, leio na imprensa que o PT afirma que a pré-candidata Dilma Rousseff (PT) não tem responsabilidade por eventuais problemas relacionados à empresa Lanza Comunicação, que foi contratada para atuar na sua equipe. A explicação se refere ao fato de a empresa remunerar jornalistas e técnicos da pré-campanha por meio de notas fiscais frias.

Ah, claro. Também nesse caso ‘tá explicado’: Dilma não tem nada a ver com isso. E quem tem cara pálida?

Está certo que, quando administramos uma empresa, não conseguimos ter sempre o controle de tudo. Mas, respondemos pela empresa e não adianta dizer: eu não sabia!

Aqui em Brasília, por exemplo, temos o clássico exemplo de nossa deputada da Bolsa. Aquela visão dantesca da Eurides Brito, catando (serelepe) os maços de dinheiro e enfiando na bolsa.

A ilustríssima deputada distrital, Eurides Brito. Aquela pessoa acima de qualquer suspeita disse que a culpa é de quem repassou dinheiro sujo para ela. Não é dela, que, inocentemente, recebeu a grana imaginando que era um pagamento corriqueiro de despesas que havia tido com campanha de outra pessoa super idônea como Joaquim Roriz.

Agora, vai eu, katia maia, por exemplo, ousar receber (sem saber, claro) notas falsificadas. Vai adiantar eu dizer: eu não sabia? Posso até tentar, mas existe uma Lei que me responsabiliza por não ter verificado que as notas eram falsas e eu me torno no mínimo cúmplice ou receptador (imagino).
Acho que seria o caso, nesta campanha eleitoral o uso daquelas camisas onde está escrito: a culpa é dele! Porque nunca, em tempo algum, jamais na história qualquer candidato, político, terá culpa pelo que acontece em suas vidas quando a coisa pega, claro.
No final de tudo, tenha a nítida impressão, que a culpa é mesmo de nós eleitores, que coloca esse tipo de gente no poder.

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segunda-feira, 7 de junho de 2010

O sujo falando do mal lavado

por katia maia

Fica tudo tão próximo, tão parecido e tão igual que às vezes me pergunto: faz diferença votar no candidato tucano ou na candidata petista?

Olha só: Dilma Roussef foi ativista na época da ditadura, lutou contra o regime militar, foi presa e torturada. José Serra presidiu a UNE, também foi perseguido e se exilou no exterior depois do golpe de 1964.

Dilma defende a bandeira do governo Lula de transferência de renda por meio do programa Bolsa Família que, a meu ver, mais do que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), é o melhor produto que ela tem nas mãos para buscar seu eleitorado. Isso colando sua imagem à do Lula, claro. Porque sem o presidente por perto ou para dar suporte, Dilma não passa de ‘aquela mulher’, para o eleitorado nordestino – reduto onde o bolsa família mais faz a diferença e onde Serra precisa buscar seu espaço.

É mas, a verdade é que o Bolsa Família teve sua origem no Bolsa escola implementado em 2001 pelo governo de Fernando Henrique Cardoso. Em 2003, ele foi incorporado ao Programa Bolsa Família pelo presidente Lula. E é justamente o mesmo bolsa Família de Lula/Dilma que o Serra garante que vai manter.

E o PAC? Bom, o PAC – que era filhote da Dilma. Afinal, ela foi sempre dita e sabida por Lula como a ‘Mãe do PAC’ – esse está meio lá, meio cá. O prório balanço do governo não conseguiu dar uma ‘ajudinha’ aos números e o Palácio do Planalto foi obrigado a admiitr que menos da metade (46%) do programa se efetivou. Esse, então, nem dá para falar muito e é até bom deixar meio de lado. É melhor mostrar só o que está dando certo, apresentar algumas obras grandes e tentar não falar de sua baixa execução.

Para Serra, o PAC não passa de uma lista de obras, mas já aproveitou em outras ocasiões para relacionar o PAC ao Avança Brasil, do governo Fernando Henrique Cardoso. "Não sou contra isso, não (PAC). É bom ter itens, porque já vai se abrindo caminho, como fez o Avança Brasil, do governo passado. O PAC recolheu muitas coisas do Avança Brasil", disse na época.

Então, o que pensar. Quem é quem? Onde começa o governo e termina a oposição? A guerrinha é somente na justiça eleitoral? Oposição entra com recursos por propaganda antecipada, governo idem, idem, da mesma forma. Dilma usa tempo de programa na TV do PT para fazer propaganda eleitoral, Serra utiliza tempo do Democratas para também se promover.

Pára! Pára que eu quero descer.

É o sujo falando do mal lavado. É a velha história: fala a mesma coisa mas diz diferente para parecer outra coisa. O eleitor que se prepare. Essas eleições vão ser mais do mesmo.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Eu sei!

Têm certas coisas, momentos, percepções na vida que não precisam ser ditos. É o famoso: para bom entendedor meia palavra basta. Pois bem, sinto isso em relação a pessoas próximas ou não. Muito mais em relação às próximas, para falar a verdade.

São frases que não são claramente pronunciadas, mas estão transparentes na atitude do dia a dia das pessoas. Nas feições, nas atitudes, no olhar.

Sabe aquele olhar que uma pessoa lhe dar para uma atitude sua, uma frase que o outro não diz quando era esperado que fosse pronunciada e termina ficando no ar porque a pessoa não quer e não vai dizer o que você espera que seja manifestado?

Muitas vezes, nos fazemos de bobos para passar melhor. Fingimos não ter entendido nada ou fazemos de conta que perdemos alguma parte do script para que as coisas se mantenham exatamente como estão e para que não prejudiquemos uma amizade de longos anos, uma parceria, um companheirismo.

Mas, olha, eu queria dizer apenas que ‘Eu sei’!

Não sou boba nem idiota. Percebo e tenho plena consciência e sei, claro que o outro percebe quando eu ajo dessa forma. Também sei jogar esse jogo. Também sei não pronunciar frases, não dizer verdades ou não expressar sentimentos e leituras meus somente para poupar a relação e a amizade.
Mas, olha, ‘Eu sei’!

É mais ou menos daquela forma quando temos filhos, eles crescem e percebemos que são ‘persona non grata’ na casa de algum amigo ou amiga. Sabe aquela frase que não é dita, do tipo:
- Ah, hoje estarei com os meus filhos e acho que não poderei ir na sua casa...
E o outro lado fica em silêncio e depois de alguns segundos responde:
- Ok, marquemos outro dia então.

E aí... Qual é a conclusão?

A frase ‘não tem problema, traga-os com você’ não foi dita. Portanto...
Uma chance para matar a charada:
A leitura da frase não dita:
- Ok. Deixemos para depois porque não quero que seus filhos venham e tenham contato com os meus.
É duro, mas é verdade e aí, para manter a amizade, vamos levando.
Eu também faço isso. Você faz isso, todos nós fazemos isso.

É uma espécie de código de sobrevivência nessa selva chamada relacionamento humano. Agimos assim com amigos, amantes, parceiros, sócios, colegas de trabalho etc.

É um pouco da hipocrisia regulamentar para mantermos a velha e boa convivência.
Você finge que não pensa assim e eu finjo que acredito. Pronto, está implantada a ética do ditado: para bom entendedor não precisa nem meia palavra.
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quinta-feira, 3 de junho de 2010

Tudo pode dar certo, será?

por katia maia

Acredito ou não que "Tudo pode dar certo"? Bom, não tenho opnião formada sobre isso, o que sei é que fui assistir ao filme de Woody Alllen e, como sempre, não saí desapontada.

Bem ao estilo Allen, o filme é todo contruído em cima de diálogos interessantes e cenas cotidianas, com a diferença de que é possível que tudo saia do script e tome um rumo absolutamente inusitado.
O filme mostra isso.

De uma forma despretenciosa, a história mostra que as coisas mais absurdas podem acontecer até mesmo as pessoas se apaixonarem por alguém absolutamente rabugento e egocênctrico como o Bóris Yellnikoff (Larry David).

Ele é uma pessoa que tem absoluto desprezo pela raça humana e considera que todos á sua volta são pessoas que não compreeendem e nem alcançam a genialidade dele.

Até que bate à sua porta uma moça do interior que não terminou o ensino médio e que está em Nova York com frio e fome, sem lugar para ficar. Termina ficando na casa dele.

Termina aprendendo e ensinando muito e assim a vida segue. Muitas outras situações acontecem. Ele, um homem já velho, ela, uma menina com seus vinte e pouquíssimos anos, a relaçao entre os dois evolui e as situações revelam os pontos de encontro e a distância que existe entre os dois.

Um filme bom. Gostei. Me fez pensar. Mas, manteve em mim a convicção de que 'se tudo pode dar certo', eu já não acredito tanto nisso. Confesso que ando meio descrente para essa coisa de relacionamentos que se esbarram e acontecem.

O filme revela, porém, que o mais improvável pode acontecer. É mesmo? Será? Não sei. Tirem suas conclusões 'by yourselves';

Tudo Pode Dar Certo

titulo original: (Whatever Works)

lançamento: 2009 (França) (EUA)

direção: Woody Allen

atores: Larry David , Evan Rachel Wood , Ed Begley Jr. , Henry Cavill , Patricia Clarkson

duração: 92 min

gênero: Comédia

status: em cartaz


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terça-feira, 1 de junho de 2010

Mudança pelo retrovisor.

katia maia




Lidar com mudanças não é algo fácil. Mesmo aquelas que são para melhor implicam em adaptação a tudo e a todos. Muitas vezes demoramos a nos acostumar, por exemplo, com as coisas boas. Pensamos: Meu Deus, algo está errado. Ou (até) – se está bom é porque vai piorar.

Será? Não. Claro que não. As mudanças são boas para chacoalhar nossa rotina, mexer com nossos conceitos e mudar muitas vezes nossa visão sobre determinados pontos de vistas. O problema é quando a mudança não é boa, é repentina e nós, num movimento de adaptação terminamos nos acostumando ao que passou a nos incomodar

Veja só: ontem, um louco arrancou o retrovisor do meu carro e amassou a lataria do meu carro. Desde então estou dirigindo sem o acessório que é uma ferramenta de segurança no transito e altamente necessária para a nossa sanidade automobilística.

Nos primeiros minutos, após a pancada, fiquei desnorteada. Natural.

Quase desaprendi a dirigir. A falta daquele retrovisor me tirou o eixo de direção e toda vez que eu olhava para ele, na esperança de enxergar o que acontecia por trás do meu carro e na lateral esquerda, pimba! Frustração. Nada de visão, nada de ângulo. Completa falta de referência. Fiquei tão desnorteada que nem consegui gravar a placa do desgovernado que me levou o senso de direção.

Bom, isso foi ontem. Hoje, eu já estava mais tranqüila e já desenvolvi (até) mecanismos para me sentir um pouco menos pior com a falta do dito cujo.

Passei, por exemplo, a usar preferencialmente a faixa da esquerda para não ter que mudar de via e, portanto, não precisar utilizar o retrovisor. Passei também a usar o retrovisor interno para ter uma noção dos carros que poderiam estar me ultrapassando pela esquerda e, por último, pasmem, fiquei mais paciente no transito para não sofrer toda vez que quisesse ultrapassar e não pudesse pela falta de visão.

Vejam só, menos de24 horas depois do incidente, eu já estou desenvolvendo ferramentas para sofrer menos com o dano causado ao meu carro e à minha rotina diária de mãetorista.

Assim é o ser humano. Adapta-se até ao que é ruim.

Mas... (sempre há um mas) é preciso registrar aqui que esses artifícios para me sentir menos ultrajada com essa mudança de hábito repentina não significam resignação eterna. São apenas mecanismos passageiros, com a devida pitada de desconforto para que eu me mexa e providencie logo a troca do retrovisor.

Hoje mesmo, liguei para concessionárias e oficinas para orçar o conserto – e aí eu descobri a enorme diferença de custo que existe entre a mesma peça em uma autorizada e outra, digamos, clandestina. Não é pirataria. A peça é a mesma, só que uma está na prateleira da Peugeot e outra na Oficina do Dijones.

Ah, tem mais: a Peugeot cobra 56 reais de mão-de-obra e o Dijones faz a troca por 15,00. Ah, está bem, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Ok, concordo, mas isso é assunto para outra conversa.

Por enquanto, quero encerra essa discussão – que está ficando longa demais – com a seguinte constatação: nos adaptamos às mudanças ruins MA NON TROPPO.
Até porque, sempre que essas situações ocorrem, quando a gente sana o problema e retoma nossa rotina percebe-se que vale mais dizer: eu era feliz e sabia.