quinta-feira, 31 de março de 2011

Surpreenda-me

por katia maia

Surpreenda-me sempre. Mas, por favor, surpreenda-me com bons momentos, com instantes de felicidade, com lembranças inesperadas. Surpreenda-me com um telefonema no meio da noite, as flores numa tarde de domingo ou um convite para uma saída meio de semana. Surpreender é a arte de fazer o que sempre esperamos no momento em que menos imaginamos. Quem não gosta de receber flores do nada? Rosas... Ah, as rosas são mágicas. Elas nos deixam sem fôlego, ansiosas pelo cartão, pelas letras e o mandatário. É mágico, é inesperado, é surpreendente.


E o telefone que toca no meio da noite sem mais nem menos. Primeiro o coração dispara. Acordou-me e ainda nem sei do que se trata. Olho para o relógio e é tarde, muito tarde. A primeira coisa que me vem à cabeça é o medo de uma notícia ruim. O coração dispara... Mas, logo se acalma quando ouve, do outro lado da linha, a voz e a frase: liguei porque estava com saudade... Ah... lembrar-me que sente saudade de mim, no meio da noite, que a cama está fria sem minha presença, que a noite está solitária sem meu calor... Isso é surpreender-me.

O convite para uma viagem rápida no meio da semana... Assim.. Sem mais nem menos. Como? Não posso! Posso, posso sim... Ah, posso! Posso porque é com você. Posso porque é irrecusável. Aquela fugidinha que tanto sonhamos de repente acontece e assim: sem planejar, sem muita elaboração. Posso, porque fui surpreendida por você.

Por isso, surpreenda-me sempre. Todo mundo gosta de ser lembrado e surpreendido com um gesto, uma palavra, uma atitude, um convite...

E, sabe, surpreender tem tudo a ver com fazer o que é certo fazer, mas de uma forma única e especial. Tem a ver com a arte de quebrar o previsível sem que o outro perceba e (como) interromper a expectativa antes de ela começar a virar decepção. Sim, porque quando esperamos que aconteça e acontece sem que acreditássemos que aconteceria, isso é sermos surpreendidos.
 
Mas, se há a expectativa e ela caduca, essa se transforma em decepção ou frustração. Portanto, evite frustrar e procure surpreender sempre. É a arte de manter a chama acesa e de estarmos sempre em sintonia. Um fazendo o que o outro espera que seja feito da forma mais inesperada possível porque, cá para nós, todo mundo espera que as coisas aconteçam – e eu acredito nisso -, mas poucos fazem com que aconteçam de um jeito inusitado, diferente e agradável em nossas vidas.
 
Em tempo:  esse texto foi escrito por mim em maio de 2007 e postado no meu antigo blog: katiamaia.multiply.com. Acabei de receber uma mensages de alguem que o leu e gostou. Foi algo que me surpreendeu, pois eu já havia me esquecido dele. Isso é o espirito 'surpreenda-me'

terça-feira, 22 de março de 2011

No meu ou no seu? Delírios de uma mente nada pura e muito fértil.

Crônica de um diálogo atravessado

 Por katia maia

Imagem puramente ilustrativa by gettyimages


- Você entra no meu?

- Entro, e você entra no meu?

- Entro.

As palavras foram pronunciadas com uma naturalidade desconcertante e a um volume que não deixava duvida: eles não estavam preocupados com o efeito que as frases poderia provocar nos outros e, mais, estavam seguros de que não praticavam nenhuma indiscrição.

A verdade é que o diálogo acima sugere algo que cérebros férteis e nada puras como a minha já se encarregariam de imaginar, fantasiar e elaborar toda uma história que poderia haver por detrás de cada vírgula, pausa, sílaba ou vogal pronunciada por aquele homem e aquela mulher.

Claro que, para uma mente nada ingênua como a minha, a história rapidamente se formou com nuances intrínsecos e incrustados no DNA da existência de cada um. Era uma trama de encontros furtivos, desejos, clima no ar. Uma história que começava com a empatia, o olhar, a troca de pensamentos.

Tudo muito bem elaborado, com sentimentos, desejos, vontades. Um roteiro típico de cinema com desencontros, palavras, escritos, scripts. Algo que envolveria o mundo virtual também. Claro. Por que não?

Twitadas, posts, curtir ou não curtir. Nesse caso, em minha opinião: curtir, recomendar e linkar. O diálogo tinha tudo que sugerisse empatia. Uma trama repleta de ingredientes doces, picantes, ardidos, numa gastronomia degustada.

#Ui! Assustei-me com minha imaginação fértil. Será que estou fantasiando demais? Será que é tudo o contrário do que eu disse antes? O avesso do avesso? Mas...

Como assim, ‘você entra no meu ou eu entro no seu’?

Esse tipo de diálogo não é para amadores. Digo mais: não é para acontecer em uma mesa de café da manhã, rodeado de amigos e (até) com crianças à volta.

Mas, pasmem: meninos, eu ouvi!

E foi tudo dito com a simplicidade de quem toma uma xícara de café. Eu, que me achava moderna e desencanada, fiquei atônita. Meu Deus, onde estamos? Aonde vamos parar? O ser humano perdeu a razão, a noção, a visão?

Estamos no fim do mundo. É o apocalipse. Já não há mais respeito, deferência, cuidado com o que se diz se pensa ou se publica?

Loucura ou verdade? Loucura, claro! O mundo atual, moderno, ágil, virtual, pode levar a gente a pescar diálogos do tipo do lado de lá ou de cá da tela do computador: num tweet, num microblog, na página de comentários ou, numa mesa de uma cafeteria, despretensiosamente, numa manhã de domingo.

Pois assim aconteceu. Verdade ou mentira? Mistérios!


Em tempo: o diálogo aconteceu realmente entre duas pessoas, numa mesa de cafeteria, em Brasília, numa manhã de domingo. Só que, ao contrário de todo esse meu delírio mental. eles conversavam sobre literatura. O casal de amigos tem seus espaços na web e se referiam aos respectivos blogs: no meu ou no seu?

segunda-feira, 21 de março de 2011

Tudo que transcende...

Por katia maia

As Mães de Chico Xavier
De onde viemos, para onde vamos? A dúvida persiste or séculos desde os primórdios da exitência humana nesse planeta. A Ciência tenta explicar de forma lógica e com fórmulas químicas, eventos físicos e explosões materiais. O homem acredita naquilo que quer acreditar, mas a verdade é que está sempre em busca de explicações para essa nossa passagem pela terra.



Para quem acredita e para quem é cético também, um bom momento para refletir e conhecer o lado transcedental de nossa existencia acontece essa seman aem Brasília:  a 1º Edição do Festival de Cinema Transcendental, uma iniciativa da ONG Estação da Luz, – co-produtora e produtora dos filmes “Chico Xavier” e “Bezerra de Menezes: o Diário de um Espírito”.
O Contestado - Restos Mortais
O evento abre espaço para a exibição de trabalhos sobre o gênero. “O objetivo é a promoção de filmes e vídeos que remetem à espiritualidade, aos fatos que a ciência não pode explicar, e a busca da religiosidade em cada um. O Festival também se propõe em uma maior aproximação das diversas denominações religiosas”, explica Lucas de Pádua, coordenador do evento.
O Festival de Cinema Transcendental será aberto com a exibição para convidados do longa-metragem “As mães de Chico Xavier”, dos diretores Glauber Filho e Halder Gomes e produção da Estação da Luz. A pré-estreia do filme contará com a presença dos diretores e de parte do elenco, como Via Negromonte e Joelson Medeiros.
A Árvore
O longa entrará em circuito comercial no dia 1º de abril e encerra as comemorações do centenário de Chico Xavier, iniciada por Daniel Filho com o filme “Chico Xavier”, que estreou em abril do ano passado, e foi sequenciado por “Nosso Lar”, em setembro de 2010, de Wagner de Assis.
Nos dias 25 a 27 de março serão exibidos outros longas- metragens com a temática transcendental. O Contestado - Restos Mortais (Brasil), A árvore (França/ Austrália) e Ricky (França/ Itália), produções inéditas no Brasil.
Ricky

Mostra Competitiva de curtas

O público brasiliense também poderá apreciar o trabalho de diretores de todo o país durante a Mostra Competitiva de Curta-metragem. Seis filmes participam da mostra: “O Jardineiro e o Pirata”, “As Crianças Não Morrem”, “O Nascimento de Jesus”, “Um Outro Ensaio”, “Sei que Vai Ficar Bem” e “Os Construtores”. Os vencedores do concurso serão premiados com o TROFÉU LUZ no dia 27 de março de 2011, em Brasília, onde serão eleitos os ganhadores de Melhor Curta do Festival e Melhor Direção, além da escolha do público do Melhor Curta do Júri Popular.

Exposição

A exposição "Os Pacifistas" estará no I Festival de Cinema Transcendental, nos dias 26 e 27 de março, a partir das 9h. Nela, serão apresentadas 16 personalidades que contribuíram de forma determinante pela paz no planeta, como Chico Xavier, Dalai Lama, Dom Helder Câmara, Irmã Dulce, João Paulo II, Mahatma Gandhi, Madre Teresa de Calcutá, entre outros.

Os quadros produzidas em óleo sobre tela no gênero hiperrealista são do artista plástico Ernane Pereira e público poderá ter acesso a textos com mini biografias dos pacifistas.

Serviço:

1º Festival de Cinema Transcendental

Brasília (DF) - De 24 a 27 de março no Teatro Nacional – Sala Martins Pena – às 19h

INGRESSOS:

Os ingressos do festival devem ser trocados de dois quilos de alimento não perecível, nos postos de troca: LBV, FEDF, Comunhão Espírita e nas quatro unidades da Cult Vídeo.

FEDF

Sede Sudoeste: QMSW 05 Lote 05 – Sudoeste

Fone / Fax: 3344 8237

LBV

SGAS 915, lote 74 — Asa Sul

Comunhão Espírita

Avenida L2 Sul, Quadra 604, Lote 27

Cult Vídeo

CLS 210 Bl. B Loja 18 - Asa Sul

CLS 204 Bl. C Loja 20 - Asa Sul

CLS 215 Bl. B Loja 03 - Asa Sul

CLN 107 Bl. D Loja 13 - Asa Norte

sábado, 12 de março de 2011

The day after. Quem imita quem?

por katia maia
Ainda seremos cuspidos de vez.
Começo a acreditar que vida e arte são uma única coisa. Claro, desde sempre nos deparamos com situações e cenas em filmes que nos levam a exclamar:
- Nossa, até parece que sou eu!
Isso me refiro a romances, histórias de dramas familiares e (até) biografias de famosos, quando percebemos que de alguma forma são pessoas tão humanas e passíveis de fraquezas e gestos grandiosos como nós mesmos.
Mas, este texto é para falar de outra coisa. De uma história que está acontecendo sob os nossos narizes e que, nesse caso, eu me pergunto, quem está imitando quem?
Há tempos vimos assistindo a filmes de catástrofes, atentados terroristas, guerras nucleares, então, nem se fala.
Aliás, me lembro que ainda adolescente, vi o filme “The Day After”. Assisti num cinema que ficava na altura da 110 sul, onde hoje há uma academia de ginástica. Esse filme foi marcante porque pela primeira vez a sétima arte retratava os efeitos de uma guerra nuclear.
Lembro-me que fiquei impressionada e ali tive a certeza de que esperar que a humanidade se acabasse por ogivas nucleares era uma questão de tempo. Voltei para casa triste, rezando para que a ‘guerra fria’ não nos levasse a um fim tão trágico e fiquei sinceramente impressionada com os efeitos especiais com pessoas explodindo com a bomba nuclear. A boma "H".
Responda rápido: 2012 ou Japão 2011?
Pois bem, isso foi uma coisa. A primeira de muitas outras peículas retratando a realidade, aumentada, explorada na tela de cinema.
Daí para filmes com atentados terroristas, explosões, destruições e fins do mundo foi um pulo. Mas tudo era uma coisa explicita: o homem inventava armas, o material lbélico cada vez mais se sofisticava e a nossa humanidade se acabava vítima de mentes maquiavélicas que insistiam em acabar com o mundo como se o planeta se resumisse aos Estados Unidos da América.
Então... O tempo passou e a coisa ficou menos explicita e a realidade deu uma volta na criatividade. Não mais o homem explodia tudo direto e reto. Agora, o homem também destrói mas de uma forma que durante anos ficou implícita. Um efeito camuflado, uma coisa sob a membrana de uma estufa... Agora quem aparece como o ‘grande terrorista’ que explode tudo e destrói é a própria natureza.
Mais uma: 2012 ou Japão 2011?
Os cineastas, a arte, perceberam isso e começaram a retratar tempestades, furacões, explosões agora vindas do interior do planeta e não mais de jatos supersônicos, não mais de ogivas nucleare. E então?
Tchan... tchan.. tchan...tchan!
As profecias e a vida em tempo real, no dia a dia, e não mais nas telas.
A vida é a arte. O tsunami que vemos nesse inicio de 2011 no Japão é a mais pura tradução do que tentaram fazer nos cinemas, mostrando a terra se contorcendo, com ventos devastadores e ondas assutadoras. Em 2012 – filme que preconiza  o fim da humanidade por meio de grandes catástrofes naturais - o mal vem da terra que se contorce vítima de anos de descaso e indiferença de uma raça chamada humana.
A última: 2011 ou 2012?
O homem mexeu tanto na terra que agora ela vai cuspir a todos. As fotos do Japão com estradas contorcidas, carros alagados sendo arrastados  como se fossem brinquedos de criança é tudo muito impressionante e o que é pior: não são efeitos especiais, é vida real, é gente de verdade morrendo, são cidades destruídas. Ação de uma história que ao contrário do que prevêem os cineastas, não acabará de vez, mas aos poucos. 
Esse roteiro ainda terá vários capítulos e o mundo vai definhar devagar levando com ele os atores dessa tragédia anunciada. Agora eiu pergunto? É vida ou é arte? It depends on...

Respostas do quiz: 1) Japão; 2) 2012; 3) Japão

quinta-feira, 10 de março de 2011

IR - Pura Revolta!

por katia maia

Passado o carnaval, os festejos de momo e toda aquela alegria incluída no pacote, o brasileiro finalmente encara o que divertidamente denominamos de “início oficial do ano”. Pois bem, o meu está começando da forma mais ‘boring’ possível. Pelo menos no que se refere a toda a minha estima pelo país e esperança em dias melhores – politicamente falando.

 A revolta (minha) é inevitável e eu explico porquê.

Resolvi usar meus momentos de descanso no feriadão para, pela primeira vez na vida, ajustar minhas contas com o Leão antecipadamente. Já era certo e liquido de que esse ano eu pagaria muito imposto no ajuste com o  fisco, mas confesso que a mordida veio acima do esperado e muito além do que possa compreender minha vã filosofia cidadã.

Como brasileira comum e mortal, que nunca esteve envolvida em falcatruas, que preza pelo nome limpo e que cumpre com as obrigações fiscais ano a ano resignadamente, desta vez sinto-me ultrajada.

Posso dizer que sou do tipo que não compra DVD pirata, não tira carteirinha de estudante fria para pagar metade do preço (em entradas de shows ou cinema) e que aceita pagar o imposto tal qual o fisco semrpe determinou. Mas, dessa vez, me sinto passada para trás.

Digo isso porque ajustei minhas contas e percebi que além dos 120 dias, ou 4 meses, que anulamos do nosso ano somente para pagar imposto, o Leão, este ano resolveu me tomar mais um.


Hospitais públicos lamentáveis

A minha declaração de Imposto de Renda me impôs nada mais nada menos do que o pagamento de um mês inteiro de salário. É como se agora, além dos quatro meses que jogamos no lixo pagando imposto, eu tenha que dar mais um para o leão.

Usei a expressão 'jogamos no lixo' porque para mim é exatamente isso que me parece quando vejo o uso dos recursos públicos em nosso país.

Mas, antes de falar disso, quero fazer mais um protesto. Na dita DIRPF, eu sou obrigada a declarar que, no ano passado o meu apartamento (próprio) esteve alugado o ano inteiro.

- Ok, até aí tudo bem.


Escolas públicas de 'dar pena'

Quer dizer, tudo bem não cara pálida.

Eu recebi o aluguel e na outra ponta paguei o aluguel. Tentei recuperar meu imóvel para morar e a Lei do Inquilinato me disse que contratos com 30 meses não permitem que eu , a dona, recupere minha casa para morar. Dessa forma, fui obrigada a pagar, em 2010, um aluguel acima do que eu recebia pelo meu. A Receita Federal viu isso?

Claro que não! Para o fisco, o que importa é que eu recebi grana e aumentei meus rendimentos. Se eu paguei aluguel na outra ponta não faz diferença. Portanto, 'Ferro' no acerto de contas.

Depois desse meu momento, pura revolta, vamos a outro. Quando eu falei em ‘jogar meu dinheiro no lixo”, digo isso com a decepção corrente entre os brasileiros quando avaliamos a aplicação do nosso dinheiro em benefícios e benfeitorias para a população.

Não consigo enxergar aonde está indo o meu imposto: hospitais lamentáveis, escolas de dar nojo, ensino público semi-analfabeto, estradas deploráveis e segurança inexistente.

Dessa forma, tenho a plena convicção de que o meu dinheiro está sendo mal empregado e só me resta concluir que não sou eu que tenho que pagar mais imposto, mas o Estado é que me deve e nesse acerto de contas, a Receita Federal é que tem Imposto a me restituir pelo mal uso do que arrecada.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Brasília em transe! Cronica de uma tranquilidade perdida.

A resposta já vinha pronta na ponta da língua:


- Não quero sair de Brasília. Vou criar meus filhos aqui porque é mais seguro e tranqüilo.

Fazia anos que ouvia isso e fazia (também0 anos que passara a repetir tal ‘mantra’. Sim, porque isso era quase um ‘mantra’ para quem chegava á capital do país e se deparava com um local absolutamente ‘suis generis’. Nada no país – ousava dizer que:’no mundo’ comparava-se àquele lugar.

Aprendera a gostar de Brasília. Quando chegara, ainda criança, acostumara-se a brincar debaixo dos pilotis dos prédios. ‘Pulava elástico’, descia nos gramados em cima de papelões, simulando ‘escorregas’, jogava ‘betz’ (é assim que se escreve?) e freqüentemente ia para a quadra central da ‘quadra’ onde morava para jogar vôlei. Era tudo muito tranqüilo e sua mãe raramente se preocupava com o paradeiro das crianças. Tinha sempre a sensação que estavam por perto e seguras, assim como todas as outras crianças daquele lugar encantado chamado Brasília.

Mas, nessa quarta-feira, do mês de março, do ano 2011, percebeu o que já observava e sentia há muito tempo: A terra encantada já não era mais feita de locais seguros e agradáveis.

A ficha caiu quando assistiu ao telejornal nacional logo pela manhã e percebeu que as noticias que saíam de Brasília não eram mais prioritariamente sobre política ou economia. A capital agora dominava a ‘rede’ com reportagens policiais com caso do empresário Nenê Constantino, dono da gol, mãe que entrega filho e amigos á polícia porque o adolescente estava roubando e usando drogas e a morte misteriosa de um engenheiro vítima de uma pedra que caiu de uma ponte sobre seu carro.

- Céus, cadê aquela capital pacata e longe da realidade cruel e massacrante dos grandes centros? Perguntara-se.

De repente, Brasília virou uma ‘cidade grande’. De repente, engarrafamentos. De repente “assaltos”. De repente tudo e nada!

Ficou triste. Ainda sonhava com Brasília como aquela cidade “boa para criar os filhos’, lembrara-se de sua mãe repetindo o mantra que adotara para si, mas que (aos poucos) sucumbia à pressão da realidade.