quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Não vou de bike (infelizmente)

Eu, sinceramente, amaria ir para o trabalho de bike. #Amobike, mas isso é algo impossível pelo menos aqui em Bsb. O transito e os motoristas são muito irascíveis e o respeito ao ciclista beira o ódio.

Já fui atropelada andando de bike (há três anos) em plena manhã de sábado, numa via super larga e com pouco transito. Naquele dia, um gol prata, vindo sei lá de onde, me atingiu pelas costas e me jogou no asfalto como um ‘pacote flácido’, parodiando Chico Buarque.


Eu e meu filhote mais velho em um Pedal Noturno de 2009

Só não atrapalhei o transito porque era sábado e porque fiz o que todo mundo diz para não fazer em casos de acidentes: me levantei! Quando vi que estava consciente e que podia sentir todos os membros do meu corpo. Levantei-me e fui para a margem da avenida antes que algum carro me pegasse e o estrago fosse maior.

Bom, posso até dizer que ganhei na mega sena naqueles dia. Tive apenas uma vértebra fraturada e hoje sigo a vida normalmente, com alguma dor nas costas de vez em quando, mas nada que uma bela esticada numa bola de Pilates não resolva.

Eu e meus dois filhotes em uma trilha de mountain bike tm em 2009
Pois bem, desde aquele dia, fiquei temerosa do transito de Brasília. Eu frequentemente participava do #PedalnoturnoDF, um grupo que se permite pedalar pelas avenidas de Brasília todos os dias de semana, sempre a partir das 20h30.

O Pedal Noturno era uma terapia para mim. Tornou-se uma tortura. Parei um tempo de pedalar com o grupo e retornei há um ano, para me dar a chance de novamente desfrutar daquele hobby tão prazeroso.

Mas, para minha surpresa, no dia em que eu retornava – e ainda levava uma amiga para experimentar a aventura – o grupo foi desrespeitado por um motorista do Correio Braziliense e um dos ciclistas atingidos.

Percebi (então) que o motorista de Brasília não evolui nunca. Pelo contrário, ele está cada vez mais de mal com a vida, de mal com os ciclistas. Infelizmente, não me aventurei mais no Pedal Noturno (sinto falta) e não acredito em transito consciente até que se abram ciclovias descentes nas avenidas da cidade.

Aliás, só um comentário: o governador Agnelo pegar uma bike hoje para dizer que foi ao trabalho de bike e, para isso, montar uma estrutura de batedores, fechando o transito para ele... Tenha santa paciência: MICO TOTAL!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

A Reforma - the beginning

por katia maia

Hoje, começa a minha jornada pelo imprevisível mundo das reformas. Nunca estive a frente de qualquer coisa que se parecesse com uma reforma e me confesso assustada e apreensiva.


Por isso, me proponho a descarregar aqui no meu blog todas as minhas dúvidas e ansiedades em relação a tão polêmica reforma em casa.
levei os filhotes para conferir o primeiro dia de demolição

Começo pelo aspecto mais difícil e doloroso, no meu ponto de vista: os custos. Meu Deus é tudo muito, mas muito mesmo, caro! O que eu imaginava que seria uma coisinha simples, de repente (antes mesmo de começar) foi crescendo, crescendo, me absorvendo as finanças e quando eu percebi já estava completamente tomada por números e cifras.

Contratei um arquiteto para agilizar o processo. Sempre soube que a consultoria de um profissional ajuda (e muito) nessas horas. Bom, posso dizer que tem me sido bem útil ‘so far’...
Parede da sala/varanda que foi demolida

Bom, o arquiteto ao apresentar o projeto – que inicialmente era apenas para cozinha e quarto dos filhos, mas terminou sendo feito para todo o apartamento - isso aqui a gente faz a bom custo, aquilo ali é simples, aquilo lá é fácil.

Qual o quê! Nada é simples e barato quando se trata de derrubar paredes e mudar a cara de sua casa. Uma reforma, eu definiria, como um emaranhado de fios. Uma coisa puxa a outra e na hora de desenrolar, você termina enrascada num emaranhado de detalhes que nem imaginava que existisse.

Parede do quarto dos meninos para varanda em processo de demolição
È a pedra da pia, a iluminação da sala, a parede customizada, o piso flutuante, etc etc etc! Quase enlouquecendo, eu gritei:

- Pára tudo! Não vou dar conta. Precisamos rever esses orçamentos. Está tudo muito caro. Vou ter que eleger prioridades e não vou conseguir fazer tudo de uma só vez. Não adianta dizer que dá, quando na verdade não dá!

Meu arquiteto, Beto Carril, concordou. Ele percebeu que eu estava a beira de uma ataque de nervos e compreensivamente assentiu. Ficou acertado que farei o que é mais urgente.

- O restante, você faz mais para frente. Vamos por partes. Disse ele e eu, claro, concordei.

Uma pequena parte do entulho que começa a se formar
Vou abrir minha cozinha para a sala com um janelão para que ela possa ‘respirar’ dentro do minúsculo espaço designado para a gastronomia e aumentarei o quarto dos meus filhotes, aproveitando a varanda.
- OK? Então? Diminuímos custos assim? Perguntei ansiosa

Resposta: sim e não. O custo cai, obviamente, porque cortei um monte de coisa mas. Reforma é assim mesmo. Você entra e só depois que termina saberá em que condições conseguiu sair. Let’s see.

Blade Runner para bebês?

por katia maia Com meus filhos crescidos, adultos e já homens feitos, não preciso mais pautar minhas idas ao cinema aos horários, ses...