sexta-feira, 30 de março de 2012

INFERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA!

por katia maia

Essa decisão do STJ, SUPERIOR Tribunal de Justiça, sobre o homem e seu sexo consentido com crianças de doze anos, é o caso da gente perguntar: #OI? Perdi alguma coisa? Realmente, não dá para entender. Quer dizer que ficou entendido que houve consentimento das crianças de 12 ANOS?


Como assim, basicamente, cara pálida?

São essas decisões que nos fazem novamente perder a esperança em algum tipo de decência na sociedade que se forma nesse país. E não me venham com esse bla, bla, blá de que as crianças já eram prostitutas. #COMOASSIM?

Vamos lá, senhores ministros superiores. Pergunto eu: suas netas têm condição de entender o que é sexo com 12 anos de idade? #Absurdo!

Estamos em uma guerra contra a pedofilia nesse país, contra qualquer tipo de abuso contra as inúmeras crianças e jovens que diariamente são molestados por homens e mulheres asquerosos que não merecem sequer serem chamado de algo além de #monstros!

Muitas vezes, em discussões sobre o tema, me deparei com adultos defendendo que existem (até) menininhas de 13, 14 ou 15 anos bem espertinhas e que não são nada inocentes. Ei, ei, ei, peraí! #COMOASIM?

São crianças! Não me venha dizer que essas crianças agem e sabem fazer isso ou aquilo como se adultas fossem. Não! São crianças que acham que sabem e podem. Uma jovem de 15 anos jamais terá o entendimento de uma pessoa de 20, 30, 40 anos. Simplesmente porque a vida é feita em etapas e precisamos vivê-las para amadurecer e compreender cada fase. Quantas vezes admitimos que agiríamos assim ou assado no passado se tivéssemos a cabeça e o entendimento que temos hoje. Isso se chama vivência. Uma jovem de 12 anos, não tem condição de decidir nada frente ao assédio (asqueroso) de um adulto. Essas meninas que o STJ entendeu que já agiam como prostitutas são crianças que foram, por alguma razão levadas àquela situação.

Segundo a lei vigente à época dos atos, a violência na relação sexual com menores de 14 anos é presumida, ou seja, não é necessário prová-la para caracterizar o estupro. O STJ entendeu que essa presunção é relativa e pode ser afastada caso existam elementos que comprovem a ausência de violência e a capacidade de consentimento da criança. Em 2009, o Código Penal foi alterado e a relação sexual com menor de 14 anos passou a ser crime de estupro de vulnerável.

A verdade é que seja por negligencia da família, do estado, da comunidade ou da vida essa meninas eram crianças e não tinham a mínima condição de decidir ou permitir nada. Se não fosse assim, por que viver? Por que aprender? Se aos 12 anos crianças são consideradas cobras criadas por ministros superiores de um país?

Me enoja essa decisão do STJ e sinceramente não sei o que aquele bando de senhores fizeram com seus estudos e conhecimentos se não conseguem entender que um adulto é, sim, culpado por tocar em uma criança com intenção sexual e não há letra da lei da época que modifique isso.

PROSTITUIÇÃO INFANTIL É CRIME. Se tecnicamente não está previsto em suas letras, moralmente está implícito em uma sociedade que pretende, e deve, proteger suas crianças.

A elas devemos dar educação, proteção e condição de crescerem saudáveis e em condições de conhecer a vida de acordo com cada etapa e sua maturidade.

Portanto, senhores digníssimos ministros, a vocês, só tenho a oferecer meu profundo desprezo e declarar que o STJ deveria estar se sentindo INFERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA.

terça-feira, 27 de março de 2012

Área Q - mistérios no Ceará

por katia maia

Quando criança, li o livro Eram os Deuses Astronautas, de Erich von Däniken, e sempre me impressionou a história de que seres de outros planetas teriam transitado pela Terra e aqui deixado suas marcas.

Pois bem, esse foi um tema que sempre me interessou e mesmo que não me chamasse a atenção creio que eu gostaria imensamente do filme que assisti ontem no Festival de Cinema Transcendental, que acontece aqui em Brasília, até a quinta-feira, dia 29/3.

O Festival, que está em sua segunda edição, foi aberto com o longa metragem “Área Q”.

Uma co-produção Brasil/Estados Unidos que traz em sua trama a história de um pai á procura do filho desaparecido. O pai é o ator norte-americano Isaiah Washington que interpreta Thomas Matthews, um repórter investigativo super hiper conceituado que vive atormentado pelo desaparecimento do filho.

Por desígnios do destino, ele é enviado por seu editor para investigar a veracidade de fatos não explicados como aparecimento de OVNIS e contatos extraterrestres de primeiro, segundo e terceiro graus em Quixeramobim e Quixadá, duas cidades do interior do Ceará - a Área Q.

Sua experiência no Brasil, onde entra em contato com um fazendeiro, João Batista, interpretado por Murilo Rosa, irá colocá-lo frente a revelações que ele jamais esperava saber e que abalam por completo o seu ceticismo. No Ceará, ele começa a encontrar respostas para o desaparecimento do filho.
Thomas Matthew em cena com o filho

A abertura do Festival contou com a presença do diretor do filme, Gerson Sanginitto, que explicou: “a história do filme tem uma abordagem espiritualista”. Espiritualista, alienista ou simplesmente sobrenatural, não importa. O filme tem uma bela fotografia e fala da busca do homem por respostas para fenômenos que não consegue explicar.

Área Q tem estréia em circuito comercial nacional prevista para o dia 13 de abril de 2012


#EU_RECOMENDO.
Sala Martins Penna, no Teatro Nacional, Brasília, lotada

HOJE TEM MAIS:
 
Programação 2º Dia de Festival - Dia 27 de março



19h – Mostra de Curtas

Seja Diferente - Dir. Luiz Vicente Braga (Distrito Federal) - 13min

Dona Romana e o grande eixo da terra - Dir. Paulo Rezende (Goiás) - 20 min

O Medalhão - Dir. Ricardo Borges (Goiás) - 7 min

Sunday - Dir. Fábio Delai/ Renne Castrucci (São Paulo) - 18 min

20h – O Moinho e a Cruz

SINOPSE: Flandres (hoje Bélgica), século 17, época da ocupação espanhola. Enquanto constrói o quadro A Procissão Para o Calvário, o artista Pieter Bruegel, o Velho, vai se inspirando em personagens e fatos históricos para compor a sua obra. Judas, um fazendeiro, um burguês se tornam vivos na pintura, assim como uma amiga serve de inspiração para a Virgem Maria. No quadro ele vai expressando as dores, os tormentos, os confrontos religiosos e os fatos que marcaram a vida humana na Idade Média. O FILME: Drama histórico filmado em locações fantásticas na Polônia, Áustria e Nova Zelândia, tendo, sempre, como pano de fundo um gigantesco quadro de Pieter Brugel pintado a mão. Quadro e filme retratam a arte flamenga do século 16.

Ficha Técnica:O MYLOS KAI O STRAVROS/The Mill and the Cross. Polônia, 2011. Diretor: LechMajewski. Roteiro: Majewski, Michael Francis Gibson. Fotografia: Majewski e Adam Sikora. Montagem: Eliot Sem e Norbert Rudzik. Música: Majewski e Josef Skrzek. Elenco: Rutger Hauer (Pieter Bruegel), Charlotte Rampling (Mary), Michael York (Nicolaes Jonghelinck), Joanna Litwin (MarijkenBruegel), Dorota Lis (Saskia Jonghelinck), Oskar Juliczka (Músico) e Marian Makula (Miller). Produção: Lech Majewski/Freddy Olsson/Dorota Roszkowska. Lume Filmes. 92 minutos.

Postos de troca de ingressos:

FEDF Sede Sudoeste: QMSW 05 Lote 05 – Sudoeste Fone / Fax: 3344 8237

LBV - SGAS 915, lote 74 — Asa SulComunhão Espírita Avenida L2 Sul, Quadra 604, Lote 27

Após a realização do festival em Brasília, será a vez de Fortaleza prestigiar a mostra, que acontece na capital cearense entre os dias 9 e 12 de abril.

Mais informações:

Estação da Luz - (85) 3260-5140

Frisson Comunicação: (61) 3964-8104

Site: www.cinematranscendental.com.br

Twitter: @ctranscendental

Crédito das fotos: Renato Alves

Fontes para entrevistas:

Lucas de Pádua – Coordenador do Festival

quinta-feira, 8 de março de 2012

Ser mulher é tudo de bom!

por katia maia

*relato de uma mulher mãe de dois homens.

No dia da Mulher quero dizer apenas uma coisa: adoro ser mulher! E falo isso de coração aberto. Acho que, se me for dada a opção, eu voltarei em outras encarnações sempre como mulher.

Fato é que a gente tem uma tarefa a mais em nossa existência que é a de ser mãe. Isso é só da mulher e ninguém tira. E quando eu falo ser mãe, falo de gestar, gerar. O restante, os homens podem fazer: trocar fraldas, cuidar dos filhos, educar, cozinhar, arrumar a casa, lavar, passar...

Tudo aquilo que sempre foi dito e propagado como sendo obrigação das mulheres, hoje pode ser feito e muitas vezes (até) muito mais bem feito do que nós mulheres somos capazes (admito).

Agora, que eu acho que ser mulher é muito bom, ah, isso é! A gente tem esse olhar a mais sobre as coisas, a gente consegue, por exemplo, encontrar objetos com facilidade – vá pedir a um homem para pegar um livro que está em cima da bancada: ele nunca encontrará!

Eu tenho dois filhos, homens, e acompanho diariamente o desenrolar da dinâmica de pensamento dos homens. Acompanho isso desde o nascimento deles e, acreditem-me, eu sei do que estou falando.

Todos os dias, vejo os dois entrarem em casa e deixarem o rastro entre a porta de entrada e o quarto. É só seguir os sapatos, as meias, a camisa... Tudo devidamente largado ao longo do caminho.

Gosto de gostar de organização, mas sofro na hora de cobrar. Os homens simplesmente não têm capacidade para entender que não custa nada sair do banho e estender a toalha em vez de deixá-la embolada em cima da cama. Ou, quem sabe, beber um copo de água e lavá-lo depois, ou, quem sabe, deixar a escova de dentes no local certo depois de utilizá-la.

Claro que não sou daquelas mulheres exemplares. Não sei cozinhar, por exemplo. Isso é algo que me fascina em alguns homens. Eles tem um jeito para cozinha que é uma coisa! E eu defendo, sim, que cozinhem para a gente.

Defendo, mais: que continuem abrindo a porta do carro, mandando flores e cortejando as mulheres. Não me sinto diminuída por isso, mas valorizada.

Acho que grito de independência feminina não tem nada a ver com a gente ter que aprender a trocar o pneu, pagar a conta ou provar que pode ser homem. Não somos. Somos mulheres e me orgulho disso. Sou a favor de compartilhar.

Claro que na hora de trocar o pneu, até é importante que saibamos como fazê-lo, mas essa é uma tarefa que deixo muito agradavelmente para os nossos digníssimos companheiros. Afinal, eles tem a força, certo?

Então, quando falamos em igualdade, queremos respeito. Nada de violência, nada de discriminação. É um absurdo a mulher ganhar menos do que o homem que possui as mesmas qualificações que ela, por exemplo.

Pois bem, sou a favor de vivemos em harmonia e com muito amor. Aliás, cá para nós, harmonia, amor com boas pitadas de atenção e carinho é tudo de bom! N’est pás?

terça-feira, 6 de março de 2012

NET, nunca mais!

por katia maia

Talvez, eu penso, tudo o que um consumidor quer na vida é ser valorizado e isso, na cabeça de quem compra, assina ou aluga algum bem ou serviço, ‘means’ oferta, brindes e uma boa negociação.


Às vezes, a gente nem sai ganhando na compra ou assinatura e só descobre isso lá na frente, meses depois, mas aí a coisa já está feita e no fim das contas, nos resignamos.

A verdade é que eu sou muito fácil de ser seduzida - embora não seja consumista, vale destacar. Digo sempre (em tom de brincadeira, claro) que sou capaz de comprar um apartamento se os quadros vierem de brinde. Essa frase não é minha, é (acho) da Ivete Sangalo. E desde que eu ouvi essa frase, me identifiquei de cara já que adooooro um brinde, e adotei como uma máxima em minha vida.

Pois bem, estamos em uma fase em que o consumidor brasileiro está a fim de comprar com força e com vontade. Chego a dizer que há uma certa febre do consumo pairando no ar. Hoje mesmo, uma matéria em O Globo diz que, segundo analistas, o consumo interno foi o que segurou o crescimento da economia.

Ok, então vamos lá: empresas, por favor, tratem bem e cortejem o consumidor brasileiro!

Digo isso porque fiquei indignada com a NET. Durante anos, fui assinate do serviço Net. Já tive TV a cabo, telefone e internet. O meu último contrato com a dita cuja terminou há um ano e meio, quando me mudei para um flat onde já havia TV a cabo.

Pois bem, agora, de volta ao meu apartamento, voltei a procurar a NET para reatarmos o nosso caso. Foi aí que descobri que consta no meu prontuário uma pendência. Algo relativo a devolução de aparelhos.

Na minha ultima assinatura, houve um mal entendido na devolução dos equipamentos e eu não posso provar que os mesmos foram disponibilizados para a NET porque não tenho a ordem de serviço provando o fato.

Então... Ao entrar em contato novamente com a NET, fui informada que não poderia ser assinante até pagar pelos equipamentos. Foi quando eu informei que havia, sim, devolvido os mesmos.

A atendente respondeu:

- A senhora tem a ordem de serviço?

- Não, não tenho. Respondi

- Então senhora, nada feito.

- Como assim, sem negociação, sem uma possibilidade de chegarmos a um acordo?

- Não, ou a senhora paga ou nada feito.

- Mas, a NET não vai fazer nada para me ter de volta? Sou uma assinante antiga, assídua, pago em dia...

- Não senhora.

- Então, ta. Vou procurar a GVT.

- OK senhora, mas quero informar que o nosso departamento jurídico, de cobrança, vai entrar em contato para cobrar judicialmente os equipamentos.

Ainda senti uma pontinha de ameaça: do tipo: a senhora vai ter que pagar de qualquer forma então, levante as mãos para o céu e agradeça ter a NET para você.
- Ah, vai? Ok! Respondi e complementei: eu até posso vira a pagar pelo equipamento, mas a NET não me terá de volta como assinante.

Foi tudo o que pude dizer. Esse é todo o poder que temos como consumidor: cortar de vez aquele serviço de nossas vidas.Sei que não é muito. Mas é a parte que me cabe nesse latifundio.

Eu esperava, confesso, que houvesse uma tentativa, uma negociação, 'at least'. Os equipamentos foram (sim) entregues a NET e eu não tenho como provar que eles foram retiradosdo meu apartamento porque não tenho papel nenhum para provar. Possuo apenas um e-mail, marcando com a NET Serviços a data da retirada, que foi acertada para acontecer no meu endereço, onde eu deixaria os aparelhos na portaria. A partir daí, não tive mais notícia deles.

Não os tenho mais e a empresa nem quis fazer um acordo. Algo como uma troca, um abono por conta de um plano tal, com condições tais, com fidelidade tal... Nada!

Ela me dispensou como se fosse mais uma e como se milhares de outros estivessem esperando na linha para assinar os serviços deles. Que, na verdade, é o que acontece.

Bom, eu assumo o meu erro: não tenho nada para comprovar a devolução dos equipamentos. Mas tenho a consciência limpa de que foram entregues. Portanto, NET, vocês perderam uma mísera assinante e ganharam uma consumidora pronta para fazer publicidade negativa para sempre.

Se bem que isso é quanse uma redundância em se tratando de NET. Eu desafio alguém que seja assinante da mesma e nunca tenha se estressado com o serviço de atendimento ao cliente. É quase um 'brinde' incluso no contrato: não deixar o assinante 100% feliz.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Não quero prender. Quero saber!

por katia maia

#memórias_de_uma_mãe_de_adolescentes


- Mãe, qual é a senha do meu cartão de débito mesmo?


A pergunta soaria como a mais natural possível, não fosse um detalhe:

- Como assim, qual é a senha do seu cartão? Onde você está para precisar usar o cartão?

- Não... é que eu estou aqui no Mc Donald’s com o fulano e fui passar o cartão para pagar o lanche e não estou lembrando qual é a senha...

- Como assim, eu estou no Mc Donald’s? Perguntei já quase aos berros.

- Não.. é que... sabe... Ele se enrolou na resposta e se eu etivesse no lugar dele já teria na minha mente a certeza do famoso “Ih, fiz M...!”

Fez mesmo! Respondo quase que automaticamente, mentalmente, aos pensamentos que, tenho certeza, estavam se passando pela cabeça dele.

A história é que ele estava na casa de um amigo, para onde fora com o irmão para dormir. Lá pelas tantas (pelas tantas mesmo) eles resolveram ir até o Mc Donald’s para comprar um lanche. Só que... Não me avisaram!

Quando ele me ligou para pedir a senha já era quase meia noite e justamente àquela hora ele estava comprando um lanche em um canto da cidade que eu desconhecia!

- Nem pensar! Gritei e rosnei:

- Volte agora! Você não tem autorização para estar aí. Você não me ligou avisando, você... Você... Você. Eu babava!

Ele percebeu a m... que tinha feito e me pediu desculpas.

Tudo bem, desculpas aceitas, mas: senta que lávem história. Ele ouviu, ouviu e ouviu pelo menos por uns três dias seguidos.

A verdade é que eu posso até parecer neurótica. Afinal, ele já tem 16 anos. Mas não sou e explico porquê.

Não dá para eu não saber a localização, o endereço, o lugar onde eles estejam.

Sou paranóica sim, mas não sou totalmente intransigível. Tudo o que peço é: me digam onde estão e eu explico (novamente):

Desde pequenos, conto para eles a história da estudante que decidiu acampar com o namorado e disse para a mãe que ia para um canto e terminou indo para outro - um sítio abandonado no interior de São Paulo. Os namorados foram surpreendidos por um psicopata que torturou e matou o casal.

Os dois adolescentes (ela de 16 e ele, 19) foram dados como desaparecidos e tiveram os corpos encontrados alguns dias depois. Isso aconteceu em 2003 e desde então conto para os meus filhos e falo da importância de me avisarem onde estão.

Esse caso foi emblemático, mas muitos outros ocorreram depois disso e muitos acontecem diariamente em nossas cidades. Por isso, é importante a gente saber sempre onde estão.

Eles retrucam, mas no fundo entendem.

O mundo tecnológico até trouxe para o dia a dia de todos nós a facilidade de acompanhar online, em tempo real o que acontece nos quatro cantos do planeta. A sensação que temos é de que há câmeras espalhadas por cada centímetro de nossas cidades. Tudo isso, levou as pessoas a terem uma sensação de que estão sendo vigiadas o tempo todo, todo o tempo.

- Isso é bom? Pergunto a mim mesma.

- É bom e é ruim. Respondo a mim mesma.

Nessa louca vida que levamos com nossos filhos adolescentes nesse mundo que não está nada amigável, o fato de termos um sistema de vigilância ininterrupto em cada centímetro de nossas vidas é algo que poderia (digo, poderia) dar uma certa tranqüilidade para nós – pais de adolescentes.

Mas não dá! E é por isso que em casa temos essa regrinha básica:

Não importa onde você esteja, para onde vá, o que vá fazer. TEM QUE AVISAR!

- Mas, mãe, você e meu pai prendem a gente demais! Retruca o meu caçula.

Não importa. Não quero prender, quero saber!