quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Toquinho e Paulo Ricardo, #comoassim?


Por katia maia

Toquinho, para mim, sempre será Toquinho e Vinícius de Moraes, não há nem o que falar. Ele é eterno.
Agora quando vi a combinação “Toquinho e Paulo Ricardo cantam Vinícius”, achei a química estranha. Mas, no ímpeto de amigos e na vontade de rever um show do Toquinho (que adoro, aliás), me animei com a idéia.
Claro que o show foi bom. Quando Toquinho entrou, cantando clássicos como “sei lá, a vida tem sempre razão”, eu tive a certeza de que queria estar ali.
A vida tem mesmo sempre razão e aquilo que parecia uma “insensatez” me surpreendeu. O repertório de Vinícius é incontestável e as canções que Toquinho canta de sua própria autoria – Aquarela e Caderno – são clássicos que há muito permeiam a vida de muita gente.
A minha pelo menos. Me recordo do meu filho mais velho, pequenino ainda, curtindo bastante as músicas de Toquinho. Hoje, ele (meu filho, já adolescente) deixou o Toquinho um pouco de lado (para minha tristeza e vive ouvindo essas coisas horrorosas que chamam de música e que nada mais são do que o empobrecimento da música com  os tchá, tchum, tchá tchum.... Paraparapapá, tche, tchê, tchê  rê rê... Argh!.
Bom voltando ao show. Fomos eu, e três amigos, admirar a boa música popular brasileira de qualidade e não me arrependi.
O show começa somente com Toquinho e confesso que torci para continuar assim, mesmo sabendo que uma hora o seu parceiro no palco entraria. O Paulo Ricardo nesse dueto é quase uma interrogação do tipo: qual é a química ou o link nessa dupla?
Confesso que não descobri - mesmo depois de ver todo o show. O Paulo Ricardo é um triste arremedo do que um dia tentou ser, e cantando Vinicius de Moraes! É quase como perguntar: sim e aí?
Paulo Ricardo precisa dar um F5 na vida e se atualizar. Ele continua com a mesma postura e o mesmo cabelinho dos anos 80, com um detalhe: tem 50 anos e não é mais aquele rapaz do “Olhar 43” , aquele assim meio de lado, indo embora, louco por você...


O show tem dois momentos em que cada um dos intérpretes faz uma apresentação solo. O Toquinho, claro com músicas dele e o Paulo Ricardo... Bom, eu esperava que ele cantasse (pelo menos) alguma coisa da época do RPM, até porque ele não teve nenhum outro momento marcante na carreira senão aquele. Esperava que cantasse (talvez) “London, London”, só para constar. Qual o quê! Ele inventou de cantar músicas em inglês. Uma delas, do Elton John. #Oi? #basicamente #comoassim? 


Bom, no mais, aconteceu o que era esperado. O Paulo Ricardo tentou justificar a sua presença nesse dueto e atuou no show como (quase) um mestre de cerimônia. Ele introduzia algo sobre alguma música e pedia para o Toquinho contar a história da composição. Histórias que, claro, o Toquinho viveu. Histórias de quem tem conhecimento de causa, porque ele, sim, fez parte da época Vinícius – Tom.
Resumo da ópera: me diverti muito (sim!), analisando a falta de performance do Paulo Ricardo, me satisfazendo com a voz e o violão de Toquinho, que sempre gostei, e me deliciando com as composições de Vinícius que são sempre a certeza  de sucesso.

domingo, 18 de novembro de 2012

SEJA FELIZ! CURTA A VIDA!


por katia maia

A gente tem que, de vez em quando, se fazer um mimo e se dar ao prazer de pagar caro por algo que a gente tem vontade de possuir, ver ou experimentar. Foi assim com o show da Marisa Monte, nesse fim de semana, em Brasília, com a turnê "Verdade, uma ilusão". Era caro, era num domingo e eu iria sozinha. Mas, ‘so what’?
Quando vi que já estavam quase esgotados os ingresso para o show dela, corri, entrei na internet, localizei uma cadeira (única) em aberto na área vip e não tive dúvida: Comprei!
Não me arrependi! O show valeu cada centavo do ingresso. Já fazia alguns anos que eu não assistia a um show da Marisa Monte. Não sei por que. Acho que o tempo foi passando, outras prioridades e não acontecia. Mas, eu sempre estive de olho nos trabalhos da artista. Sempre gstei de MM. Desde o ˜Bem que se quis”, gosto dela, da sua performance diva, do seu jeito que, para mim, passa a impressão de altamente profissional, focada e exigente. Qualidades que admiro em qualquer pessoa.
Pois bem, depois de alguns anos, lá estava eu: no Centro de Convenções de Brasília para, novamente, ver um show da MM. 
O último CD, eu comprei logo que saiu. Rodei no som do carro insistentemente. Adorei a músicas, o estilo, as letras. Cantei por várias vezes a canção “Ainda Bem” que, explicou a própria MM, foi oferecida para uma cantora italiana (Mina) para que fizesse um dueto com ela nesse novo álbum. A própria Marisa – bastante gracinha, descontraída e falante no show – disse que a interprete italiana gostou tanto a música que pediu para gravá-la em seu novo álbum também.

Aliás, a Marisa Monte estava especialmente ‘fofa’ no show. Com tiradas bonitinhas e palavras super gracinha para a plateia brasiliense.
Em um momento, (no bis) ela voltou e apenas com o bandolim ela anunciou para a plateia:
-       antes de cantar, deixa eu dizer uma coisa para vocês? 
E começou a cantar:
-       Deixa eu dizer que te amo... (Amor I Love You)

Lá pelas tantas, quando a música original pede a voz de Arnaldo Antunes, recitando Eça de Queiros, Marisa para e diz:
-       Temos muitos Arnaldo Antunes pelo Brasil, quando eu canto essa música, mas o melhor deles é daqui de Brasília. Ele estava no meu show no Rio de Janeiro e foi o melhor até hoje. O Gleidson, Ele é daqui de Brasília e está aqui, na minha frente. Viu dar o microfone para ele recitar...
E o Gleidson começou a recitar...

No final, Marisa anunciou:
-       Com vocês, no papel de Arnaldo Antunes, recitando Eça de Queiroz,  Geidson, de Brasília!
Marisa cantou de tudo no show, desde Gentileza até a música ECT que –eu pelo menos não sabia, é de autoria dela. A música ficou eternizada na voz de Cássia Eller. Marisa Monte falou como a Cássia gravou a música e fez uma homenagem a amiga. Ela disse:


       Dizem que saudade vem quando a gente sente a falta de alguém. Saudade é quando a gente sente a presença de alguém.
Tá dito!




Ah, marisa Monte termina o bis e o show com a música "Seja Feliz", mais próprio, impossível. Saí do show absolutamente feliz e, como diz a música: Curta a vida!