domingo, 30 de maio de 2010

Sex in the City 2 - a crítica

Katia Maia

Li as críticas e percebi que elas não eram nada favoráveis ao Sex in the City2. Mesmo assim, me permiti ir ao cinema e asistir à mais nova versão da historia das quatro moças de NYC.

Antes de mais nada, gostaria de dizer - e me sinto na obrigação - que sou fã da série e iria asistir o filme de qualquer forma.
Pois bem. Eu o fiz hoje!

Fui ao cinema sozinha, bem ao estilo 'by myself'. Fui logo na primeira sessao do dia, às 13h40, num cinema que gosto de frequentar - Embracine, no Casa Park, shopping center de Brasília especializado em artigos para casa. Bem, vamos ao filme.

Qual a minha primeira impressão? Não fugiu ao que eu esperava. Não é um filme para fazer pensar, refletir ou no estilo denso. É um filme para sentar na poltrona, esperar as luzes se apagarem e pronto: não pensar em mais nada somente assistir.

Bom para dar umas boas risadas e certo para a gente abstrair o que é a nossa realidade e evitar comparações com o glamour, as situações absurdas e o vestuário 'out' que elas usam.
Ah, também não dá para fazermos comparações com os homens maravilhosos que aparecem no filme. Eles definitivamente não são do tipo que surgem na nossa vida comum assim a toa como se a gente estivesse no meio do dia. Aqueles homens maravilhosos realmetne não estão disponíveis na realidade de 'ordinary people' como a nossa.

Bem, no mais, é um filme divertido. Tem momentos em que a gente se identifica e até podem fazer pensar um pouco, como por exemplo, na hora em que a Charlotte - casada e com duas filhas - sente-se culpada porque precisa de tempo somente para ela e confessa à Miranda que muitas vezes se tranca num quarto enquanto a filha mais nova chora desesperadamente por nada.

Em outro momento bem possível, Carrie Bradshaw sente-se entediada com o casamento de dois anos com Mister Big. Tudo porque o marido adora ficar em casa assistindo TV. Wellcome to real life Carrie.

So far so good. Até o momento em que as quatro viajam para o Oriente Médio numa viagem de cortesia à Samantha. A partir daí o filme torna-se um conjunto de absurdos ainda maior. Cenas absolutamente fora da realidade, umas roupas loucas e momentos 'out'.

Mas se a gente abstrair esse pequenos detalhes, posso dizer que o filme é divertido e vale a pena ver. Pelo menos quem é fã da série.

Nesse filme, a gente vê um quarteto de amigas que envelheceram e tentam lutar contra isso. É bom saber que o tempo passa para todo mundo inclusive para Samantha, Charlotte, Miranda e Carrie.

Eu indico Sex in the City 2. Mas, quem for, deve ir sem preconceito. Não é um filme para definir, determinar, marcar época, ser referencia para nada. É apenas uma história divertida de quatro amigas. Bem ao estilo 'Sex in the city'.
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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Pausa para o nada! Hj é sexta-feira!

Em meio à correria do mundo moderno, globalizado, conectado, online e em tempo real: pausa! Aproveitemos que hoje é sexta-feira e... Pausa.

Um instante sequer, um momento apenas, alguns poucos segundos para se dar o direito de divagar. De ir devagar.

Pensar nos filhos com carinho, sem preocupação. Lembrar dos amigos com a saudade de quem precisa marcar um café ou uma boa conversa regada a um bom vinho. Sonhar com um amor que já existe ou que ainda virá para sua vida - leve, tranqüilo e sem paranóia. Ah, que maravilha viver!

Pausa para planejar o fim-de-semana que começa amanhã e (bem sabemos) são dois dias que não devem, não podem, ser desperdiçados.

Pausa para imaginar/sonha com a próxima viagem, quando ela vier a acontecer. Pode ser no mês que vem, no fim do ano ou até no próximo. Não importa. Pausa para sentir-se bem.

O mundo moderno rouba de todos nós esses momentos à toa. Exclui de nossos dias o prazer de não pensar globalizado.

Não precisamos saber de tudo o tempo todo.

Precisamos, sim: sabermos nós mesmos sempre.

Pausa para o nada. A folha em branco, a mente vazia, o pensamento longe. Tão longe que nem é possível ver o final.

Pausa. É tudo o que desejo a todos nessa sexta-feira que, mais tarde terá uma linda lua cheia para nos brindar.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

O Mundo BBB


Até que ponto é seguro viver nesse mundo moderno e online? Muita gente sente-se incomodada com a superexposição de câmeras de segurança espalhadas por avenidas, vias, corredores, elevadores. Tem até que coloque câmeras dentro de sua própria casa, quarto! Bom, mas aí, o papo é outro e dá pano para manga para uma conversa de mais de metro.
Em São Paulo – vejo nos telejornais – acontece uma Feira de Segurança que reúne o que há de mais novo no setor - tecnologia 3G permite gerar as imagens de câmeras de segurança, em tempo real, para telefones celulares em qualquer parte do planeta; equipamentos são capazes de identificar rostos, movimentação suspeita, fluxo de pessoas e por aí vai.
A verdade é que há quem goste, há quem desgoste.
Um dia, ao entrar no elevador do meu prédio, um morador resmungou aborrecido:
- Colocaram câmera aqui dentro. Não temos mais privacidade para nada.
Confesso que me surpreendeu o comentário dele. Fiquei calada e pensei baixinho, para mim mesma:
- Que bom. Assim, sinto-me mais segura.
Não enxergo as câmeras como invasão, mas como mais um elemento que pode nos assegurar algum conforto e segurança em nossa vida diária. Embora, claro, eu não tenha a ilusão de que estamos sendo filmados 24horas por dia, 7 dias por semana.
Mas, olha, estamos nos aproximando do BBB de nossas vidas.
Hoje, duas cenas que vi na internet me chamaram a atenção. Em uma delas, uma avó se descuida do carrinho de bebê do seu netinho de 1,5 ano de idade e o carrinho escorrega em direção aos trilhos do metrô. O carro do trem está chegando e consegue frear a tempo. A criança nada sofreu. Mas, está lá, a imagem para comprovar a displicência da avó e o momento de desatenção.
Em outro vídeo, um garoto de quatro anos resolve subir pela escada rolante de um shopping pelo lado de fora da escada. Claro que também não deu certo. O menino perde o equilíbrio, fica pendurado e quando chega no ponto mais alto da escada não consegue descer e cai. Um rapaz que estava no shopping, corre e consegue aparar o menino em seus braços, que terminou são e salvo depois da peraltice.
Bom, tudo devidamente registrado pelo circuito interno do shopping. É, meus amigos, a vida está online. Chegamos ao futuro e não adianta fugir dessa realidade.
Agora, claro que as máquinas falham e acontecem casos como o de Brasília, onde ocorreu um assassinato triplo, em uma quadra nobre da cidade, e as câmeras de segurança nada gravaram. O caso, que envolvia um ex-ministro do judiciário, está em aberto, sem solução ‘so far’.
A verdade é que o Show de Truman, como o que vimos retratado em filme estrelado por Jim Carrey. A história foi rodada em 1998! E é absolutamente atual. Estamos cercados de olheiros.
O que fazemos vai direto para uma rede mundial, onde incontáveis mentes curiosas estão conectadas e loucas para espiar a vida alheia.
Agora, o alerta que diz para termos cuidado ao fazer algo errado porque é nessa hora que somos surpreendidos, vale mais do que nunca! Os olhos se multiplicaram.

domingo, 23 de maio de 2010

Conforme o combinado

Nesse fim de semana, levei meu filho mais velho para uma festa de 15 anos de uma amiga dele. Acompanhei todo o ritual de: escolhe a blusa certa para combinar com o terno, decide qual gravata usar, veste-se, perfuma-se e calça-se um... Tênis!

Era a pitada de rebeldia que ele acabara de colocar em seu visual para dizer, de uma maneira contundente, mas de certa forma discreta, que ele estava se enquadrando no que exigia o ritual, mas que, como todo bom adolescente, não seria o certinho da vez.

Fiquei olhando todo aquele processo de se preparar para a festa e inevitavelmente lembrei-me dos meus tempos de adolescente e de rebeldia intríseca. Fiquei feliz em saber que ainda paira nos jovens essa identidade propria e que eles ainda tentam burlar de certa forma a rigidez das regras.

Ficou bonito, ficou legal. Eu, de certa forma gostei do estilo que ele empreendeu em seu visual e achei que estava tudo em harmonia com a proposta. Afinal, é isso que os jovens buscam: serem diferentes, sendo iguais.

No caminho até a festa, refleti calada sobre a situação. Uma sexta-feira, dia internacional da cerveja, dia para sair, ir para barezinhos, se divertir, dançar, cair na gandaia... E eu, ali: com uma roupa que beirava o pijama, levando meu filho para uma festa.

E eu? Pensei.

Bom, eu tive os meus momentos 'sexta-feira' durante muitas e muitas noites em minha vida. Sempre fui o tipo de pessoa que não dispensa uma farra. Agora, bem, agora o tempo é outro. Eu sou a mãe e a mim cabia, naquele momento, levar meu filho para a festa de 15 anos da amiguinha.

Ao chegar na festa, percebi que o 'estilo' do meu filho, nada mais era do que a tendencia daquela garotada. Todos com seus devidos tênis e até um ou outro mais ousado fora pra a festa de boné!

Me divertir com aquela situação. Achei legal ver a garotada se divertindo. Fiquei feliz pelo meu filho que estava iniciando uma nova fase em sua vida e me resignei com a minha etapa que agora incluirá madrugadas acordada, esperando a hora de pegá-lo nas festas.

Nesse dia, acredito fui bem generosa: marcamos o horário para eu buscá-lo. Uma e meia da manhã. "Tá bom, num tá?", perguneti a ele, que fez aquela cara de 'putz, só isso'.

Bom, mas não teve discussão. Na minha época, com 14 anos, meia-noite já era uma extrapolação. Ficou acertado assim e à 1h30 eu estava lá na porta da festa, à espera do meu filhote, que cumpriu o script conforme o combinado.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Something is technically wrong!

katia maia

O mundo ficou instantâneo e a tolerância do ser humano para as coisas básicas do dia a dia está cada vez menor. A facilidade com que temos acesso á informação, a banalidade de tudo o que é dito o tempo todo, a necessidade de falar primeiro e a ansiedade de se obter a resposta o mais breve possível está nos tornando em insuportáveis neuróticos virtuais.

Fico imaginando como se processa na cabeça dessa nova geração essa relação com o tempo. Sim, porque eu, que já estou nesse planeta há algum tempo, tive que exercitar minha paciência e aprender no dia a dia o que sabiamente diz a canção: “não se avexe não, que nada é para já”.

Certíssimo, as coisas não podem ser imediatas o tempo todo. Na minha infância, me correspondia com amigos de outras cidades, estados e até países, por carta! É meus caros amigos, a velha e boa carta. Nada substitui a deliciosa espera da chegada de uma carta pelos correios.

Era um exercício diário: abrir a caixa de correio do prédio onde morava, e dar início ao ritual – pegar a chave, descer até o térreo, colocar a chavezinha na fechadura, abrir a carta e ter (ou não) a surpresa da carta respondida. Impagável. Eu adorava escrever cartas. Verdadeiros documentos vivos. Reflexos dos vários momentos de minha vida, dos meus pensamentos, dos amigos que eu tinha, das angustias e sentimentos.

Hoje, não. Tudo é para agora! Meu Deus! Acho que até a vida de quem só conhece ávida em modo instantâneo sofre com isso. Vejo meus filhos. A escola publica diariamente – e é todo dia mesmo – o desempenho deles em sala de aula e aí leia-se tudo o que eles deixaram de fazer.

Se não levou a tarefa de casa, a anotação vai para o site do colégio no mesmo dia. Se conversou demais durante a aula, idem, se brigou com o coleguinha, da mesma forma. É um inferno! Para ele e para mim, que sou mãe. Isso me obriga a, diariamente, vistoriar o comportamento dos meus filhos na escola e mais: me posicionar.

Se um dos meus filhotes não vai bem, pronto! Lá vou eu para mais uma daquelas discussões comportamentais. No meu tempo não era assim. Muitas vezes deixei de entregar a tarefa e meus pais nem sonharam. Cheguei até a faltar a aula, conversar, fazer bagunça e aquilo caía no esquecimento caso não fosse constante nem recorrente, claro.

E assim o mundo instantâneo vai criando também pessoas neuróticas. Uma criança manda um e-mail para seu amigo e já quer a resposta em instantes. Cadê a espera pela correspondência? O adolescente, então, nem se fala. Esse já é impaciente por natureza.

Escrevo isso porque faço, aqui, um ‘mea culpa’. Eu estou me tornando uma pessoa contaminada pela instantaneidade. Mando um e-mail e se a resposta não chega em um prazo regulamentar de, digamos, uma hora, duas no máximo. Pronto! Já imagino que fui desprezada, que meu pedido não será atendido ou que falei tanta besteira que não vale a pena nem responder.

E essa nova mania chamada Twitter! Hoje está congestionado, não consigo mandar meus tweets. Over capacity! Try again in a moment! Something is technically wrong! O que cara

terça-feira, 18 de maio de 2010

Você é do tipo que fica Aluninada?

Dia a dica de hoje

Estréia na sexta-feira, no Rio de Janeiro, a peça Alucinadas. Claro que ainda não vi, mas só pelo jeitão do clipe a gente já percebe que tem tudo para dar certo. Para quem estiver no Rio, no dia 21, aí vai a dica. Para quem não estará como eu, vale se agendar.

No palco, Luciana Fregolente divide a cena com Renata Castro Barbosa (Cilada, A Diarista etc.) dirigida por Victor Garcia Peralta (Os Homens São de Marte É pra lá Que Eu Vou, Não Sou Feliz Mas Tenho Marido etc.).

"É uma peça que reúne esquetes escritos por uma galera jovem do humor carioca", explicou Leoni em seu blog. Ele que é marido de Luciana fez a trilha com o Pedro Mamede e compos a canção tema com a Luciana.

confira o vídeo abaixo e veja se não dá vontade de assistir.




Alucinadas
Estréia 21 de maio
Teatro do Leblon
Endereço: Rua Conde Bernadotte, 26 – Leblon
Telefone: 21-2529-7700
Horários: sextas e sábados, às 23h
Ingressos: R$ 40 reais
Classificação etária: 14 anos
Duração: 1h
Gênero: comédia
Até 26 de junho
www.alucinadas.com.br

Alguém de habilita?

Dia a dica de oportunidade de emprego
site BlueBus

Facebook está procurando gerente de negocios p o Brasil, interessa? 06:56 O Facebook está recrutando um Gerente de Negócios (Growth Manager) para posiçao no Brasil. É o primeiro sinal de que a empresa de Mark Zuckerberg deve entrar com força no mercado brasileiro. Apesar de ser a rede social número 1 no mundo - sao quase 500 milhoes de usuários ativos, o Facebook ainda enfrenta dificuldades em superar o Orkut por aqui (sao 40 milhoes de usuários cadastrados no Orkut, contra 4 milhoes do FB).

O profissional deve ser "obcecado por tecnologia, mídia social e estratégia corporativa", além de ter "experiência na área de Internet para o consumidor no Brasil, uma ampla rede de contatos e uma forte ênfase em marketing, análise estratégica, gerenciamento de produtos e parcerias". Quer se candidatar? Basta clicar nesse link.

Real versus Virtual, quem ganha?

O Festival Variluz de cinema Francês 2019 começou!  por katia maia O grande mal das relações pessoais da atualidade se chama ‘r...