Estive fazendo uma pesquisa para a elaboração de um roteiro educativo sobre meio ambiente e os efeitos nocivos de nossas atitudes diárias no cotidiano do planeta e confesso que comecei o levantamento com um sentimento incontrolável de má-vontade com o que eu considero os ‘ecochatos’.
Tenho sempre um pé atrás com verdades e opiniões formadas sobre tudo. Claro que não sou uma desconectada que não se preocupa com o planeta em que vivemos. Preocupo-me, sim, e muito! Sou do tipo que fecho a torneira enquanto ensabôo a louça, enquanto escovo os dentes, apago a luz quando saio de um ambiente – chego a ser obcecada por isso – e ainda procuro usar menos sacolas plásticas no meu dia a dia.
Mas, (sempre tem um ‘mas’) eu não tenho muita paciência para esses discursos dos 'ecoverdes' que se consideram os donos do mundo e que nos enxergam como pobres mortais ignorantes que estão destruindo o ‘planetinha’ deles. Pois bem, diante desse impasse pessoal, me vi frente ao desafio de falar do meio ambiente de uma forma que não cansasse os ouvidos de quem fosse assistir ao vídeo, da mesma forma como os meus estão cansados de ouvir todo o discurso ambientalista.
A verdade é que descobri que existem atitudes ecológicas tão simples e úteis que podem ser incorporadas em nossos hábitos sem nos sentirmos psicologicamente forçados a sermos ambientalmente corretos. É verdade.
E, aos poucos, lendo, pesquisando, buscando, me toquei que realmente não custa nada sermos um pouquinho mais antenados para esse planeta chamado terra e que tem sofrido tanto nas mãos de todos nós. Claro que, se eu quiser, posso ficar 'sentada com a boca cheia de dentes esperando a morte chegar'. Mas, é possível.
Claro que posso colocar a culpa das grandes catástrofes ambientais nas costas dos grandes desastres ecológicos. Aliás, tenho uma boa desculpa atualíssima para isso: o desastre no Golfo do México, com o poço aberto em alto-mar derramando a cada dia 4 milhões de litros de petróleo. Pois bem, eles são os culpados, eu não.
Ah é, bebé?
Não é bem assim. Vi que somente aquela sacolinha plástica na qual colocamos as nossas compras somada a outra, outra e outra, forma uma corrente sem fim de pedaços plásticos que vão para os lixões, entopem bueiros e, conseqüentemente, provocam enchentes. Parece distante, não? Mas não está.
Fico injuriada com as pessoas que jogam copinhos, papel de bala, latinhas de alumínio nas ruas sem o menor pudor. E eu, que estou jogando as sacolinhas plásticas nos lixões? Uma matéria que leva 400 anos para se decompor! Parece que nada é culpa nossa, mas é.
Acho que me tornei um pouco ecochata também.
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quinta-feira, 17 de junho de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Nem um 'extreme makeover' resolve
por Katia Maia
Responda rápido: você votaria em alguém só porque lhe disseram para assim o fazer? Não, não responda rápido. Desculpe-me. Eu errei. Não é assim que se vota. Não é pensando rápido. É com muita reflexão e com muito cuidado. Claro que essa é uma regrinha que vale para quem pensa no voto, analisa e pondera. Não é a regra (infelizmente) da maioria da população brasileira. E é nisso que o presidente Lula aposta. No voto ‘Maria vai com as outras’. No voto do tipo ‘cabresto disfarçado’. Vote nesse candidato porque eu estou dizendo que ele é o melhor. Se voc~e gosta de mim, vote nesse porque esse sou eu.
Como? Lula Dilma da Silva?
Ah, não, essa não. Difícil, muito difícil...
Mais do que nunca (e isso ficou claríssimo na convenção do PT) o Lula queria ser a Dilma para que pudesse não só disputar novamente as eleições – já que ele tem a aprovação da maioria da população e a reeleição seria certa – como também ganhá-las.
Mas, sinto informar Lula: você não é a Dilma e vice-versa. E isso ficou claríssimo na convenção do PT que confirmou a ex-ministra como candidata do Partido dos Trabalhadores.
Em tom descontraído, mas (acredito) com um certo ressentimento, Lula reconheceu: Vai ser a primeira eleição, desde que voltaram as eleições diretas para presidente, que o meu nome não vai estar na cédula. Vai haver um vazio naquela cédula. E para que esse vazio seja preenchido, eu mudei de nome e vou colocar "Dilma" lá na cédula".
Vale a sua tentativa, Lula, mas não vale a certeza. A escolhida pelo presidente para sua substituta está longe de estar à altura do carisma do atual presidente. Constatação que ficou mais do que clara na convenção.
Lula, quando fala, contagia, esteja entre seus correligionários ou não. Durante todo esse seu tempo de estrada, o presidente desenvolveu a habilidade de falar na linguagem do seu público. Dilma, não. Parece uma professora chata, mal humorada que tenta ser legalzinha com seus alunos e não consegue.
É monocórdica, usa palavras difíceis, não saberia sentar à uma mesa com o povo para bater um papinho. Você imagina a Dilma num boteco do Nordeste conversando sobre a morte da bezerra? Jamais terá a naturalidade que uma campanha exige de uma candidata. É uma tora de madeira.
Dilma é uma porta, e aqui não me refiro à ua capacidade intelectual para gerenciar, mas à sua incapacidade de falar como se fosse povo, que pode ser falso e é entre os candidatos, mas é um atributo que a campanha exige de quem se aventura nessa seara.
Dilma assusta. Ao falar parece que vai morder, quando na verdade estaria tentando sorrir. Nem muita plástica, maquiagem ou um ‘extreme makeover’ convenceria que a presidenciável do PT é gente como a gente.
Responda rápido: você votaria em alguém só porque lhe disseram para assim o fazer? Não, não responda rápido. Desculpe-me. Eu errei. Não é assim que se vota. Não é pensando rápido. É com muita reflexão e com muito cuidado. Claro que essa é uma regrinha que vale para quem pensa no voto, analisa e pondera. Não é a regra (infelizmente) da maioria da população brasileira. E é nisso que o presidente Lula aposta. No voto ‘Maria vai com as outras’. No voto do tipo ‘cabresto disfarçado’. Vote nesse candidato porque eu estou dizendo que ele é o melhor. Se voc~e gosta de mim, vote nesse porque esse sou eu.Como? Lula Dilma da Silva?
Ah, não, essa não. Difícil, muito difícil...
Mais do que nunca (e isso ficou claríssimo na convenção do PT) o Lula queria ser a Dilma para que pudesse não só disputar novamente as eleições – já que ele tem a aprovação da maioria da população e a reeleição seria certa – como também ganhá-las.
Mas, sinto informar Lula: você não é a Dilma e vice-versa. E isso ficou claríssimo na convenção do PT que confirmou a ex-ministra como candidata do Partido dos Trabalhadores.
Em tom descontraído, mas (acredito) com um certo ressentimento, Lula reconheceu: Vai ser a primeira eleição, desde que voltaram as eleições diretas para presidente, que o meu nome não vai estar na cédula. Vai haver um vazio naquela cédula. E para que esse vazio seja preenchido, eu mudei de nome e vou colocar "Dilma" lá na cédula".
Vale a sua tentativa, Lula, mas não vale a certeza. A escolhida pelo presidente para sua substituta está longe de estar à altura do carisma do atual presidente. Constatação que ficou mais do que clara na convenção.
Lula, quando fala, contagia, esteja entre seus correligionários ou não. Durante todo esse seu tempo de estrada, o presidente desenvolveu a habilidade de falar na linguagem do seu público. Dilma, não. Parece uma professora chata, mal humorada que tenta ser legalzinha com seus alunos e não consegue.
É monocórdica, usa palavras difíceis, não saberia sentar à uma mesa com o povo para bater um papinho. Você imagina a Dilma num boteco do Nordeste conversando sobre a morte da bezerra? Jamais terá a naturalidade que uma campanha exige de uma candidata. É uma tora de madeira.
Dilma é uma porta, e aqui não me refiro à ua capacidade intelectual para gerenciar, mas à sua incapacidade de falar como se fosse povo, que pode ser falso e é entre os candidatos, mas é um atributo que a campanha exige de quem se aventura nessa seara.
Dilma assusta. Ao falar parece que vai morder, quando na verdade estaria tentando sorrir. Nem muita plástica, maquiagem ou um ‘extreme makeover’ convenceria que a presidenciável do PT é gente como a gente.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
A Culpa é Dele!
por Katia Maia
Quando o bicho pega, qual é a primeira coisa que o ser humano pensa em fazer? Encontrar alguém para botar a culpa! Quando o bicho homem erra, ele procura logo um culpado para transferir ou dividir a responsabilidade. Nunca o que ‘eu fiz’ aconteceu por minha única e exclusiva culpa, sempre tem alguém que pode ser apontado como o responsável. É esse o primeiro instinto que toma conta do ser humano em momentos do tipo ‘ih, fiz merda’.
Pouquíssimas e raríssimas exceções revelam exemplares que admitem de cara que erraram e que a pisada na bola foi deles, por iniciativa deles e somente à eles cabem as sanções e penalidades.
E quando se fala de políticos, então... Viche! A coisa quase nem tem exceção. E se for brasileiro? Aff!
Temos bons exemplos (e recentes) da índole de nossos políticos na hora de procurar o culpado – que nunca é ele, claro!
Na semana passada, divulgou-se que o Senado Federal havia contratado 1,2 mil funcionários terceirizados. A imprensa foi perguntar ao presidente da casa, o ilustríssimo senador José Sarney sobre mais esse absurdo. E o que ele respondeu?
-Não estou sabendo, não cuido da área administrativa...”.
Lembram da reação desse mesmo senhor outra vez em que a Fundação que leva o seu nome foi acusada de desviar recursos da Petrobrás, destinados ao incentivo e promoção da cultura. E o que ele respondeu?
- Não sei, sou apenas presidente de honra.
Ah, bom. Claro. ‘Tá explicado!’.
Agora, leio na imprensa que o PT afirma que a pré-candidata Dilma Rousseff (PT) não tem responsabilidade por eventuais problemas relacionados à empresa Lanza Comunicação, que foi contratada para atuar na sua equipe. A explicação se refere ao fato de a empresa remunerar jornalistas e técnicos da pré-campanha por meio de notas fiscais frias.
Ah, claro. Também nesse caso ‘tá explicado’: Dilma não tem nada a ver com isso. E quem tem cara pálida?
Está certo que, quando administramos uma empresa, não conseguimos ter sempre o controle de tudo. Mas, respondemos pela empresa e não adianta dizer: eu não sabia!
Aqui em Brasília, por exemplo, temos o clássico exemplo de nossa deputada da Bolsa. Aquela visão dantesca da Eurides Brito, catando (serelepe) os maços de dinheiro e enfiando na bolsa.
A ilustríssima deputada distrital, Eurides Brito. Aquela pessoa acima de qualquer suspeita disse que a culpa é de quem repassou dinheiro sujo para ela. Não é dela, que, inocentemente, recebeu a grana imaginando que era um pagamento corriqueiro de despesas que havia tido com campanha de outra pessoa super idônea como Joaquim Roriz.
Agora, vai eu, katia maia, por exemplo, ousar receber (sem saber, claro) notas falsificadas. Vai adiantar eu dizer: eu não sabia? Posso até tentar, mas existe uma Lei que me responsabiliza por não ter verificado que as notas eram falsas e eu me torno no mínimo cúmplice ou receptador (imagino).
Acho que seria o caso, nesta campanha eleitoral o uso daquelas camisas onde está escrito: a culpa é dele! Porque nunca, em tempo algum, jamais na história qualquer candidato, político, terá culpa pelo que acontece em suas vidas quando a coisa pega, claro.
No final de tudo, tenha a nítida impressão, que a culpa é mesmo de nós eleitores, que coloca esse tipo de gente no poder.
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Quando o bicho pega, qual é a primeira coisa que o ser humano pensa em fazer? Encontrar alguém para botar a culpa! Quando o bicho homem erra, ele procura logo um culpado para transferir ou dividir a responsabilidade. Nunca o que ‘eu fiz’ aconteceu por minha única e exclusiva culpa, sempre tem alguém que pode ser apontado como o responsável. É esse o primeiro instinto que toma conta do ser humano em momentos do tipo ‘ih, fiz merda’.Pouquíssimas e raríssimas exceções revelam exemplares que admitem de cara que erraram e que a pisada na bola foi deles, por iniciativa deles e somente à eles cabem as sanções e penalidades.
E quando se fala de políticos, então... Viche! A coisa quase nem tem exceção. E se for brasileiro? Aff!
Temos bons exemplos (e recentes) da índole de nossos políticos na hora de procurar o culpado – que nunca é ele, claro!
Na semana passada, divulgou-se que o Senado Federal havia contratado 1,2 mil funcionários terceirizados. A imprensa foi perguntar ao presidente da casa, o ilustríssimo senador José Sarney sobre mais esse absurdo. E o que ele respondeu?
-Não estou sabendo, não cuido da área administrativa...”.
Lembram da reação desse mesmo senhor outra vez em que a Fundação que leva o seu nome foi acusada de desviar recursos da Petrobrás, destinados ao incentivo e promoção da cultura. E o que ele respondeu?
- Não sei, sou apenas presidente de honra.
Ah, bom. Claro. ‘Tá explicado!’.
Agora, leio na imprensa que o PT afirma que a pré-candidata Dilma Rousseff (PT) não tem responsabilidade por eventuais problemas relacionados à empresa Lanza Comunicação, que foi contratada para atuar na sua equipe. A explicação se refere ao fato de a empresa remunerar jornalistas e técnicos da pré-campanha por meio de notas fiscais frias.
Ah, claro. Também nesse caso ‘tá explicado’: Dilma não tem nada a ver com isso. E quem tem cara pálida?
Está certo que, quando administramos uma empresa, não conseguimos ter sempre o controle de tudo. Mas, respondemos pela empresa e não adianta dizer: eu não sabia!
Aqui em Brasília, por exemplo, temos o clássico exemplo de nossa deputada da Bolsa. Aquela visão dantesca da Eurides Brito, catando (serelepe) os maços de dinheiro e enfiando na bolsa.
A ilustríssima deputada distrital, Eurides Brito. Aquela pessoa acima de qualquer suspeita disse que a culpa é de quem repassou dinheiro sujo para ela. Não é dela, que, inocentemente, recebeu a grana imaginando que era um pagamento corriqueiro de despesas que havia tido com campanha de outra pessoa super idônea como Joaquim Roriz.
Agora, vai eu, katia maia, por exemplo, ousar receber (sem saber, claro) notas falsificadas. Vai adiantar eu dizer: eu não sabia? Posso até tentar, mas existe uma Lei que me responsabiliza por não ter verificado que as notas eram falsas e eu me torno no mínimo cúmplice ou receptador (imagino).
Acho que seria o caso, nesta campanha eleitoral o uso daquelas camisas onde está escrito: a culpa é dele! Porque nunca, em tempo algum, jamais na história qualquer candidato, político, terá culpa pelo que acontece em suas vidas quando a coisa pega, claro.
No final de tudo, tenha a nítida impressão, que a culpa é mesmo de nós eleitores, que coloca esse tipo de gente no poder.
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segunda-feira, 7 de junho de 2010
O sujo falando do mal lavado
por katia maia
Fica tudo tão próximo, tão parecido e tão igual que às vezes me pergunto: faz diferença votar no candidato tucano ou na candidata petista?
Olha só: Dilma Roussef foi ativista na época da ditadura, lutou contra o regime militar, foi presa e torturada. José Serra presidiu a UNE, também foi perseguido e se exilou no exterior depois do golpe de 1964.
Dilma defende a bandeira do governo Lula de transferência de renda por meio do programa Bolsa Família que, a meu ver, mais do que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), é o melhor produto que ela tem nas mãos para buscar seu eleitorado. Isso colando sua imagem à do Lula, claro. Porque sem o presidente por perto ou para dar suporte, Dilma não passa de ‘aquela mulher’, para o eleitorado nordestino – reduto onde o bolsa família mais faz a diferença e onde Serra precisa buscar seu espaço.
É mas, a verdade é que o Bolsa Família teve sua origem no Bolsa escola implementado em 2001 pelo governo de Fernando Henrique Cardoso. Em 2003, ele foi incorporado ao Programa Bolsa Família pelo presidente Lula. E é justamente o mesmo bolsa Família de Lula/Dilma que o Serra garante que vai manter.
E o PAC? Bom, o PAC – que era filhote da Dilma. Afinal, ela foi sempre dita e sabida por Lula como a ‘Mãe do PAC’ – esse está meio lá, meio cá. O prório balanço do governo não conseguiu dar uma ‘ajudinha’ aos números e o Palácio do Planalto foi obrigado a admiitr que menos da metade (46%) do programa se efetivou. Esse, então, nem dá para falar muito e é até bom deixar meio de lado. É melhor mostrar só o que está dando certo, apresentar algumas obras grandes e tentar não falar de sua baixa execução.
Para Serra, o PAC não passa de uma lista de obras, mas já aproveitou em outras ocasiões para relacionar o PAC ao Avança Brasil, do governo Fernando Henrique Cardoso. "Não sou contra isso, não (PAC). É bom ter itens, porque já vai se abrindo caminho, como fez o Avança Brasil, do governo passado. O PAC recolheu muitas coisas do Avança Brasil", disse na época.
Então, o que pensar. Quem é quem? Onde começa o governo e termina a oposição? A guerrinha é somente na justiça eleitoral? Oposição entra com recursos por propaganda antecipada, governo idem, idem, da mesma forma. Dilma usa tempo de programa na TV do PT para fazer propaganda eleitoral, Serra utiliza tempo do Democratas para também se promover.
Pára! Pára que eu quero descer.
É o sujo falando do mal lavado. É a velha história: fala a mesma coisa mas diz diferente para parecer outra coisa. O eleitor que se prepare. Essas eleições vão ser mais do mesmo.

Fica tudo tão próximo, tão parecido e tão igual que às vezes me pergunto: faz diferença votar no candidato tucano ou na candidata petista?
Olha só: Dilma Roussef foi ativista na época da ditadura, lutou contra o regime militar, foi presa e torturada. José Serra presidiu a UNE, também foi perseguido e se exilou no exterior depois do golpe de 1964.
Dilma defende a bandeira do governo Lula de transferência de renda por meio do programa Bolsa Família que, a meu ver, mais do que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), é o melhor produto que ela tem nas mãos para buscar seu eleitorado. Isso colando sua imagem à do Lula, claro. Porque sem o presidente por perto ou para dar suporte, Dilma não passa de ‘aquela mulher’, para o eleitorado nordestino – reduto onde o bolsa família mais faz a diferença e onde Serra precisa buscar seu espaço.
É mas, a verdade é que o Bolsa Família teve sua origem no Bolsa escola implementado em 2001 pelo governo de Fernando Henrique Cardoso. Em 2003, ele foi incorporado ao Programa Bolsa Família pelo presidente Lula. E é justamente o mesmo bolsa Família de Lula/Dilma que o Serra garante que vai manter.
E o PAC? Bom, o PAC – que era filhote da Dilma. Afinal, ela foi sempre dita e sabida por Lula como a ‘Mãe do PAC’ – esse está meio lá, meio cá. O prório balanço do governo não conseguiu dar uma ‘ajudinha’ aos números e o Palácio do Planalto foi obrigado a admiitr que menos da metade (46%) do programa se efetivou. Esse, então, nem dá para falar muito e é até bom deixar meio de lado. É melhor mostrar só o que está dando certo, apresentar algumas obras grandes e tentar não falar de sua baixa execução.
Para Serra, o PAC não passa de uma lista de obras, mas já aproveitou em outras ocasiões para relacionar o PAC ao Avança Brasil, do governo Fernando Henrique Cardoso. "Não sou contra isso, não (PAC). É bom ter itens, porque já vai se abrindo caminho, como fez o Avança Brasil, do governo passado. O PAC recolheu muitas coisas do Avança Brasil", disse na época.
Então, o que pensar. Quem é quem? Onde começa o governo e termina a oposição? A guerrinha é somente na justiça eleitoral? Oposição entra com recursos por propaganda antecipada, governo idem, idem, da mesma forma. Dilma usa tempo de programa na TV do PT para fazer propaganda eleitoral, Serra utiliza tempo do Democratas para também se promover.
Pára! Pára que eu quero descer.
É o sujo falando do mal lavado. É a velha história: fala a mesma coisa mas diz diferente para parecer outra coisa. O eleitor que se prepare. Essas eleições vão ser mais do mesmo.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Eu sei!
Têm certas coisas, momentos, percepções na vida que não precisam ser ditos. É o famoso: para bom entendedor meia palavra basta. Pois bem, sinto isso em relação a pessoas próximas ou não. Muito mais em relação às próximas, para falar a verdade.São frases que não são claramente pronunciadas, mas estão transparentes na atitude do dia a dia das pessoas. Nas feições, nas atitudes, no olhar.
Sabe aquele olhar que uma pessoa lhe dar para uma atitude sua, uma frase que o outro não diz quando era esperado que fosse pronunciada e termina ficando no ar porque a pessoa não quer e não vai dizer o que você espera que seja manifestado?
Muitas vezes, nos fazemos de bobos para passar melhor. Fingimos não ter entendido nada ou fazemos de conta que perdemos alguma parte do script para que as coisas se mantenham exatamente como estão e para que não prejudiquemos uma amizade de longos anos, uma parceria, um companheirismo.
Mas, olha, eu queria dizer apenas que ‘Eu sei’!
Não sou boba nem idiota. Percebo e tenho plena consciência e sei, claro que o outro percebe quando eu ajo dessa forma. Também sei jogar esse jogo. Também sei não pronunciar frases, não dizer verdades ou não expressar sentimentos e leituras meus somente para poupar a relação e a amizade.
Mas, olha, ‘Eu sei’!
É mais ou menos daquela forma quando temos filhos, eles crescem e percebemos que são ‘persona non grata’ na casa de algum amigo ou amiga. Sabe aquela frase que não é dita, do tipo:
- Ah, hoje estarei com os meus filhos e acho que não poderei ir na sua casa...
E o outro lado fica em silêncio e depois de alguns segundos responde:
- Ok, marquemos outro dia então.
E aí... Qual é a conclusão?
A frase ‘não tem problema, traga-os com você’ não foi dita. Portanto...
Uma chance para matar a charada:
A leitura da frase não dita:
- Ok. Deixemos para depois porque não quero que seus filhos venham e tenham contato com os meus.
É duro, mas é verdade e aí, para manter a amizade, vamos levando.
Eu também faço isso. Você faz isso, todos nós fazemos isso.
É uma espécie de código de sobrevivência nessa selva chamada relacionamento humano. Agimos assim com amigos, amantes, parceiros, sócios, colegas de trabalho etc.
É um pouco da hipocrisia regulamentar para mantermos a velha e boa convivência.
Você finge que não pensa assim e eu finjo que acredito. Pronto, está implantada a ética do ditado: para bom entendedor não precisa nem meia palavra.
///~..~\\\
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Tudo pode dar certo, será?
por katia maia
Acredito ou não que "Tudo pode dar certo"? Bom, não tenho opnião formada sobre isso, o que sei é que fui assistir ao filme de Woody Alllen e, como sempre, não saí desapontada.
Bem ao estilo Allen, o filme é todo contruído em cima de diálogos interessantes e cenas cotidianas, com a diferença de que é possível que tudo saia do script e tome um rumo absolutamente inusitado.
O filme mostra isso.
De uma forma despretenciosa, a história mostra que as coisas mais absurdas podem acontecer até mesmo as pessoas se apaixonarem por alguém absolutamente rabugento e egocênctrico como o Bóris Yellnikoff (Larry David).

Ele é uma pessoa que tem absoluto desprezo pela raça humana e considera que todos á sua volta são pessoas que não compreeendem e nem alcançam a genialidade dele.
Até que bate à sua porta uma moça do interior que não terminou o ensino médio e que está em Nova York com frio e fome, sem lugar para ficar. Termina ficando na casa dele.
Termina aprendendo e ensinando muito e assim a vida segue. Muitas outras situações acontecem. Ele, um homem já velho, ela, uma menina com seus vinte e pouquíssimos anos, a relaçao entre os dois evolui e as situações revelam os pontos de encontro e a distância que existe entre os dois.
Um filme bom. Gostei. Me fez pensar. Mas, manteve em mim a convicção de que 'se tudo pode dar certo', eu já não acredito tanto nisso. Confesso que ando meio descrente para essa coisa de relacionamentos que se esbarram e acontecem.
O filme revela, porém, que o mais improvável pode acontecer. É mesmo? Será? Não sei. Tirem suas conclusões 'by yourselves';
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Acredito ou não que "Tudo pode dar certo"? Bom, não tenho opnião formada sobre isso, o que sei é que fui assistir ao filme de Woody Alllen e, como sempre, não saí desapontada.Bem ao estilo Allen, o filme é todo contruído em cima de diálogos interessantes e cenas cotidianas, com a diferença de que é possível que tudo saia do script e tome um rumo absolutamente inusitado.
O filme mostra isso.
De uma forma despretenciosa, a história mostra que as coisas mais absurdas podem acontecer até mesmo as pessoas se apaixonarem por alguém absolutamente rabugento e egocênctrico como o Bóris Yellnikoff (Larry David).

Ele é uma pessoa que tem absoluto desprezo pela raça humana e considera que todos á sua volta são pessoas que não compreeendem e nem alcançam a genialidade dele.
Até que bate à sua porta uma moça do interior que não terminou o ensino médio e que está em Nova York com frio e fome, sem lugar para ficar. Termina ficando na casa dele.
Termina aprendendo e ensinando muito e assim a vida segue. Muitas outras situações acontecem. Ele, um homem já velho, ela, uma menina com seus vinte e pouquíssimos anos, a relaçao entre os dois evolui e as situações revelam os pontos de encontro e a distância que existe entre os dois.
Um filme bom. Gostei. Me fez pensar. Mas, manteve em mim a convicção de que 'se tudo pode dar certo', eu já não acredito tanto nisso. Confesso que ando meio descrente para essa coisa de relacionamentos que se esbarram e acontecem.
O filme revela, porém, que o mais improvável pode acontecer. É mesmo? Será? Não sei. Tirem suas conclusões 'by yourselves';
Tudo Pode Dar Certo
titulo original: (Whatever Works)
lançamento: 2009 (França) (EUA)
direção: Woody Allen
atores: Larry David , Evan Rachel Wood , Ed Begley Jr. , Henry Cavill , Patricia Clarkson
duração: 92 min
gênero: Comédia
status: em cartaz
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terça-feira, 1 de junho de 2010
Mudança pelo retrovisor.
katia maia

Lidar com mudanças não é algo fácil. Mesmo aquelas que são para melhor implicam em adaptação a tudo e a todos. Muitas vezes demoramos a nos acostumar, por exemplo, com as coisas boas. Pensamos: Meu Deus, algo está errado. Ou (até) – se está bom é porque vai piorar.
Será? Não. Claro que não. As mudanças são boas para chacoalhar nossa rotina, mexer com nossos conceitos e mudar muitas vezes nossa visão sobre determinados pontos de vistas. O problema é quando a mudança não é boa, é repentina e nós, num movimento de adaptação terminamos nos acostumando ao que passou a nos incomodar
Veja só: ontem, um louco arrancou o retrovisor do meu carro e amassou a lataria do meu carro. Desde então estou dirigindo sem o acessório que é uma ferramenta de segurança no transito e altamente necessária para a nossa sanidade automobilística.
Nos primeiros minutos, após a pancada, fiquei desnorteada. Natural.
Quase desaprendi a dirigir. A falta daquele retrovisor me tirou o eixo de direção e toda vez que eu olhava para ele, na esperança de enxergar o que acontecia por trás do meu carro e na lateral esquerda, pimba! Frustração. Nada de visão, nada de ângulo. Completa falta de referência. Fiquei tão desnorteada que nem consegui gravar a placa do desgovernado que me levou o senso de direção.
Bom, isso foi ontem. Hoje, eu já estava mais tranqüila e já desenvolvi (até) mecanismos para me sentir um pouco menos pior com a falta do dito cujo.
Passei, por exemplo, a usar preferencialmente a faixa da esquerda para não ter que mudar de via e, portanto, não precisar utilizar o retrovisor. Passei também a usar o retrovisor interno para ter uma noção dos carros que poderiam estar me ultrapassando pela esquerda e, por último, pasmem, fiquei mais paciente no transito para não sofrer toda vez que quisesse ultrapassar e não pudesse pela falta de visão.
Vejam só, menos de24 horas depois do incidente, eu já estou desenvolvendo ferramentas para sofrer menos com o dano causado ao meu carro e à minha rotina diária de mãetorista.
Assim é o ser humano. Adapta-se até ao que é ruim.
Mas... (sempre há um mas) é preciso registrar aqui que esses artifícios para me sentir menos ultrajada com essa mudança de hábito repentina não significam resignação eterna. São apenas mecanismos passageiros, com a devida pitada de desconforto para que eu me mexa e providencie logo a troca do retrovisor.
Hoje mesmo, liguei para concessionárias e oficinas para orçar o conserto – e aí eu descobri a enorme diferença de custo que existe entre a mesma peça em uma autorizada e outra, digamos, clandestina. Não é pirataria. A peça é a mesma, só que uma está na prateleira da Peugeot e outra na Oficina do Dijones.
Ah, tem mais: a Peugeot cobra 56 reais de mão-de-obra e o Dijones faz a troca por 15,00. Ah, está bem, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Ok, concordo, mas isso é assunto para outra conversa.
Por enquanto, quero encerra essa discussão – que está ficando longa demais – com a seguinte constatação: nos adaptamos às mudanças ruins MA NON TROPPO.
Até porque, sempre que essas situações ocorrem, quando a gente sana o problema e retoma nossa rotina percebe-se que vale mais dizer: eu era feliz e sabia.

Lidar com mudanças não é algo fácil. Mesmo aquelas que são para melhor implicam em adaptação a tudo e a todos. Muitas vezes demoramos a nos acostumar, por exemplo, com as coisas boas. Pensamos: Meu Deus, algo está errado. Ou (até) – se está bom é porque vai piorar.
Será? Não. Claro que não. As mudanças são boas para chacoalhar nossa rotina, mexer com nossos conceitos e mudar muitas vezes nossa visão sobre determinados pontos de vistas. O problema é quando a mudança não é boa, é repentina e nós, num movimento de adaptação terminamos nos acostumando ao que passou a nos incomodar
Veja só: ontem, um louco arrancou o retrovisor do meu carro e amassou a lataria do meu carro. Desde então estou dirigindo sem o acessório que é uma ferramenta de segurança no transito e altamente necessária para a nossa sanidade automobilística.
Nos primeiros minutos, após a pancada, fiquei desnorteada. Natural.
Quase desaprendi a dirigir. A falta daquele retrovisor me tirou o eixo de direção e toda vez que eu olhava para ele, na esperança de enxergar o que acontecia por trás do meu carro e na lateral esquerda, pimba! Frustração. Nada de visão, nada de ângulo. Completa falta de referência. Fiquei tão desnorteada que nem consegui gravar a placa do desgovernado que me levou o senso de direção.
Bom, isso foi ontem. Hoje, eu já estava mais tranqüila e já desenvolvi (até) mecanismos para me sentir um pouco menos pior com a falta do dito cujo.
Passei, por exemplo, a usar preferencialmente a faixa da esquerda para não ter que mudar de via e, portanto, não precisar utilizar o retrovisor. Passei também a usar o retrovisor interno para ter uma noção dos carros que poderiam estar me ultrapassando pela esquerda e, por último, pasmem, fiquei mais paciente no transito para não sofrer toda vez que quisesse ultrapassar e não pudesse pela falta de visão.
Vejam só, menos de24 horas depois do incidente, eu já estou desenvolvendo ferramentas para sofrer menos com o dano causado ao meu carro e à minha rotina diária de mãetorista.
Assim é o ser humano. Adapta-se até ao que é ruim.
Mas... (sempre há um mas) é preciso registrar aqui que esses artifícios para me sentir menos ultrajada com essa mudança de hábito repentina não significam resignação eterna. São apenas mecanismos passageiros, com a devida pitada de desconforto para que eu me mexa e providencie logo a troca do retrovisor.
Hoje mesmo, liguei para concessionárias e oficinas para orçar o conserto – e aí eu descobri a enorme diferença de custo que existe entre a mesma peça em uma autorizada e outra, digamos, clandestina. Não é pirataria. A peça é a mesma, só que uma está na prateleira da Peugeot e outra na Oficina do Dijones.
Ah, tem mais: a Peugeot cobra 56 reais de mão-de-obra e o Dijones faz a troca por 15,00. Ah, está bem, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Ok, concordo, mas isso é assunto para outra conversa.
Por enquanto, quero encerra essa discussão – que está ficando longa demais – com a seguinte constatação: nos adaptamos às mudanças ruins MA NON TROPPO.
Até porque, sempre que essas situações ocorrem, quando a gente sana o problema e retoma nossa rotina percebe-se que vale mais dizer: eu era feliz e sabia.
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