domingo, 27 de junho de 2010

Sol no Painel de Burle Marx

Por katia maia

Há mais de uma ano em reforma, o Palácio do Planalo aguarda o fim da obra marcado inicialmente para o dia 21 de abril deste ano, data em que Brasília comemorou o seu cinquentenário. Como já era esperado, a reforma não terminou no prazo e a obra continua.

Mas o que me chamou a atenção ao passar pela Esplanada dos Ministérios neste domingo, não foi a falta de compromisso com os prazos da obra, mas sim com as obras de arte que estão lá dentro do Palácio e que tem como prazo durar a eternidade.

Só que, para isso, é preciso cuidado com cada uma delas, o que não me pareceu estar acontecendo, por exemplo, com o painel de Burle Max que fica no salão lateral do Palácio do Planalto.

O Painel 'Sem título' de óleo sobre madeira, medindo 421,5 x 1669 cm e produzido em 1972, todas as tardes, recebe a ação dos raios solares o que, imagino, desgasta e destrói aos poucos a obra.

O sol bate diretamente no painel de Burle Marx, apesar da tentativa de proteção.

Há até, reconheço, uma tentativa de barrar o sol com folhas de papel pardo coladas nas vidraças do Palácio, mas que não são suficientes para impedir que o sol bata diretamente sobre o Painel de Burle Marx.

Gostaria de saber quem está supervisionando a restauração do local e especialmente quem está cuidando da integridade das obras de arte que fazem parte do acervo do Palácio do Planalto e portanto são patrimônio público - meu, seu e de todo o povo brasileiro.

Ação do calor solar sobre o Painel

Há um site especialmente criado pela Presidencia da República para falar da reforma do Palácio do Planalto e os cuidados que foram tomados com licitação, procedimentos administrativos e até com o acervo.

Na página que fala das parcerias técnico-administrativas, há um parágrafo especialmente dedicado ao cuidado que se deve ter com o acervo e curiosamente cita o Painel de Burle Marx como exemplo. Está escrito:

"Considerando a existência de obras de artes instaladas no Palácio do Planalto, como por exemplo, o painel do artista Burle Marx, a Presidência da República mantém permanente contato com o IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, por intermédio da sua Superintendência Regional no Distrito Federal, adotando as cautelas necessárias à preservação desse conjunto histórico-patrimonial".

As folhas de papel pardo não impedem a ação do sol sobre a obra de arte

Bom, vamos perguntar ao IPHAN e à própria Presidência da República se está correto deixar o painel exposto ao sol, dia após dia. Talvez, não tenha problema e eu é que estou vendo coisas demais e imaginando que aí esteja mais um exemplo de descaso com a coisa pública. Não sei, talvez...

Para quem quiser conhecer mais sobre o acervo do Palácio do Planalto, há um site da Presidência da República onde é possível conhecer todas as obras de arte de seu acervo:

http://www.presidencia.gov.br/palacios/palacio_planalto/obras_arte/autores/

Sobre o Painel de Burle Marx :

http://www.presidencia.gov.br/palacios/palacio_planalto/obras_arte/autores/aut_burlemarx

sexta-feira, 25 de junho de 2010

O frio chegou e trouxe a lua com ele!

A Lua, crescente ou meia, a Lua é cheia...

A lua dessa sexta-feira, 25.6, estava simplesmente maravilhosa. Um espetáculo gratuito que todo mundo pode admirar por essas bandas do Planalto Central. Apesar do frio que faz nessa época do ano - afinal é inverno - ela nos animou a sair de casa somente para admirá-la.
Não me canso de olhar a Lua e de reverenciá-la. Não me canso de fotografá-la. Capturar seus momentos que sempre nos brindam com imagens maravilhosas, absolutas e únicas.

blue moon, you left me stand alone...

Hoje, vou para a cama com a sensação gostosa de ter lavado a alma - não naquela peladinha que o Brasil jogou com Portugal e que não valia nada mesmo porque já estávamos classificados - mas porque pude ficar em paz por alguns momentos olhando para Lua, assim: despretensiosamente.


Lua de São Jorge, Lua soberana, Nobre porcelana

Portanto, a todos, uma boa noite. Durmam com essa energia maravilhosa que a Lua nos oferece lá do alto de sua beleza.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

O Frio Chegou e trouxe Olodum

por katia maia





Olodum no Festival de Inverno de BRasília


O frio já chegou, disso ninguém tem dúvida. Basta olhar em volta para perceber que o brasiliense tirou do armário aquele casaco, sobretudo, cachecol... E é grudado nesse clima que faz com que todo mundo fique perto um do outro para acumular calor humano, que o Festival de Inverno chega à Capital Federal.
Um evento que reunirá nos palcos da cidade muito pop, rock e MPB, além de música eletrônica. Chegam nesta sexta-feira à cidade bandas e nomes do circuito nacional como Olodum, Monobloco, fundo de Quintal (somente no primeiro dia). Eu conversei com Lucas di Fiori, vocalista do Olodum.


Olodum/Foto Edgar de Souza


Em nosso bate-papo, Lucas falou da importância que Brasília tem para o Olodum que por várias vezes esteve na cidade para animar a Micarecandanga, com sua turminha da escolinha do grupo. O próprio Lucas relembra que participou dessas vindas à capital do país.
Ele fala ainda do novo trabalho da banda. Povo das Estrelas, o segundo DVD do grupo baiano, gravado em Janeiro, no Pelourinho, e que só será lançado em setembro. Segundo Lucas, o show no Festival trará muita composição desse novo trabalho, mas não deixará de fora grandes sucessos do Olodum.
They don't care about us - No momento em que o mundo relembra o primeiro aniversário de morte do Rei do Pop Rock, Michael Jackson, Lucas se recorda do encontro do Grupo com o astro e é taxativo quando revela que “a vida do Olodum divide-se em antes e depois do Michael Jackson”.
Lucas foi aluno da escolinha do Olodum. Está no grupo desde os nove anos de idade e fala com admiração do trabalho social que o Olodum desenvolve em Salvador. “Estamos lidando com a criança e dessa forma perpetuamos o nosso trabalho por meio do futuro”, disse.



Jorge Ben Jor/ Foto: Luís Couto

Programação:

E tem mais: Patu Fu abre a cena musical no segundo dia de Festival (sábado). Logo depois, a galera mineira do Skank canta seus sucessos no Palco Principal e Jorge Ben Jor. Capital Inicial fecha a programação do segundo dia em grande estilo, mostrando seu novo CD Das Kapital.
Para finalizar o evento, no domingo, tem NX Zero, Mallu Magalhães, que acompanhada de Marcello Camelo em algumas canções, mostra uma fase mais madura em seu segundo CD. E a baiana Pitty encerra a edição 2010 do Festival de Inverno de Brasília
O Festival acontece pelo quarto ano consecutivo. Desta vez o evento acontece em novo local: o estacionamento do ginásio Nilson Nelson.






Anote aí!

Palco Principal

SEXTA, 25

20H30 – FUNDO DE QUINTAL
22H30 – MONOBLOCO
01H00 – OLODUM

SÁBADO, 26

20H30 – SKANK
22H30 – JORGE BEN JOR
00H30 – CAPITAL INICIAL

DOMINGO, 27

18H00 – NX ZERO
21H00 – PITTY

Palco Diamantina

SEXTA, 25
18H30 – MR. BABÃO
22H00 – ELLEN OLÉRIA
00H30 – VENCEDORA SELETIVA DE BANDAS
03H – MR. BABÃO

SÁBADO, 26

19H00 – PATO FU
22H00 – VENCEDORA SELETIVA DE BANDAS
00H00 – INDIANA NOMMA

DOMINGO, 27

17H30 – VENCEDORA SELETIVA DE BANDAS
19H30 – MALLU MAGALHÃES E MARCELO CAMELO

Serviço
Festival de Inverno de Brasília 2010
De 25 a 27 de Junho
Área externa do Nilson Nelson
CI – 16 ANOS
Ingressos
Pista
R$ 90 (inteira)
R$ 45 (meia)
Camarote Vip
R$ 140 (inteira)
R$ 70 (meia)

Os valores correspondem à entrada para cada dia do festival.
Meia para estudantes, idosos e doadores de agasalhos ou cobertores.
Pontos de Venda:
Estande do Festival no Iguatemi Shopping
Lojas Free Corner
Koni – 109 norte, 209 sul e QI 11 Lago Sul

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Warning: Everybody hurts

por katia maia

Sei que o tema é 'hard', mas recebi esse vídeo de uma amiga minha e me sinto na obrigação de publicá-lo aqui e, mais, repassar para quantas pessoas eu puder.
Muitas vezes (eu mesma já me peguei nessa situação) pensamos: só mais um copo, uma taça, um pouquinho. Mas, definitivamente, álcool e transito não combinam. E esse vídeo traz para bem perto essa regra.
As cenas são fortes, as histórias tem desfechos tristes mas é preciso que entendamos que é assim que ascoisas terinam quando não sabemos ser responsáveis com o álcool, as drogas e a direção.
Enjoy it!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Sugestão para hoje

por katia maia

Hoje tem Feira da Agricultura Familiar, em Brasília, e, olha, vale a pena.

Desde 2007, eu costumo ir ao evento e nunnca me decepciono. É o lugar certo para encontrarmos vários produtos da agricultura familiar brasileira.


São castanhas, óleos e polpas de frutas da Amazônia. Tem ainda os queijos e embutidos da Região Sul, castanhas de baru e produtos a base de pequi do Centro-Oeste, geleias orgânicas e conservas da Região Sudeste e os artesanatos e doces da Região Nordeste.

São ao todo mais de três mil produtos diferentes, trazidos por 650 expositores apoiados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).




Isso, sem contar a programação cultural que,
hoje, sexta-feira, ás 20h,
tem Lenine.
local: Concha Acústica

Imperdível!




Para mais informações sobre o evento, clique aqui


As Simple as That

por Katia Maia

Não sei se acontece com todo mundo, mas comigo é assim que as coisas se processam: eu tenho uma antipatia natural por burocracia, papéis, formulários etc., aliás, não é apenas antipatia, mas certa dificuldade em lidar com os tais processos burocráticos.

Pois bem, apenas para dar uma leve idéia da forma como lido com esse setor em minha vida, há quatro anos comprei o meu apartamento.

O imóvel, um dois quartos charmosinho em um bairro legal de Brasília, foi comprado de uma amiga minha, jornalista também. Na época, fomos ao cartório, paguei o que tinha que pagar – acho que despesas de transferência mais o ITBI – e eles me passaram uma pasta cheia de documentos do imóvel.

O cartório me passou um papelzinho dizendo que em poucos dias eu poderia ir até lá para retirar a escritura. Pois bem, passaram-se quatro anos e eu ainda não havia ido pegar o tal papel. Pode? Claro que pode. Em se tratando de Katia Maia é bem possível.

Mas, num dia, assim sem fazer nada, com um pouco de tempo, eu resolvi ir atrás do tal papel para saber se eu ainda tinha direito à tal escritura. Imaginei que teria que pagar de novo trilhões e ribilhões de dinheiro para recuperar o documento.

Entrei no cartório, levei o papelzinho que me deram há quatro anos. A mulher do cartório se espantou. Olhou para minha cara e foi sincera: - mas isso foi em 2006!
É cara pálida, foi! Não respondi, mas deu vontade.

Mas, o melhor de tudo, foi ela me dizer:
- pode ir até aquele balcão e pedir a segunda via da sua escritura.
Em cinco minutos, sem pagar nada, o documento que levei quatro anos para retirar estava na minha mão! As simple as that! Pode?

Agora, é o caso refletir: por que demorei tanto para fazer algo tão simples? Porque eu imaginava que seria difícil? Por isso me dava o direito de adiar o tal momento de encarar a verdade e ver que tinha uma estrada de burocracia pela frente?

É... A vida poderia ser bem mais simples se a gente encarasse logo os fatos e não adiasse tanto o que tem que ser feito.

Isso aconteceu com a burocracia, que detesto e evito. Mas, se repete freqüentemente com situações tolas do dia a dia como dar um telefonema para ter aquela conversa ou dar aquela notícia ou anunciar a decisão que sabemos: vai incomodar.

Pois bem: adianta adiar? Não vai ter que encarar mais cedo ou mais tarde?

Racionalmente sabemos que a melhor atitude a tomar é agir logo e acabar com isso.
Mas, adiamos... Adiamos... E adiamos. E muitas vezes a coisa só aumenta feito uma bola de neve.

Bem, não sei se aprendi a lição, mas asseguro que estou bem mais feliz hoje, não só com a escritura, mas com o registro do meu apartamento na minha mão também. Porque, claro, assim que peguei o documento, corri no cartório ao lado e dei entrada nos papéis para fazer o registro. Acabei de ligar para o cartório e me informaram que está pronto. Yes! O meu apartamento agora é meu e ninguém tasca!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Motorista do Correio Braziliense atropela ciclista

O desrespeito ao ciclista está generalizado nas ruas de Brasília e infelizmente constatei isso esta noite ao retomar os meus pedais com o PedalNoturnoDF. Estávamos todos em um grupo de 30 pesoas, pedalando em pelotão, com equipamentos de segurança e respeitando as regras básicas de transito, quando um motorista, dirigindo um carro do Correio Braziliense, jogou o carro sobre o grupo.

O flagrante de desrespeito partiu de um veículo de órgão de imprensa que frequentemente faz reportagens de apoio ao ciclista e á causa de um trânsito consciente. O motorista, nitidamente irritado com o pelotão de ciclistas que passava pelo eixo monumental, próximo à rodoviária, não quis esperar o grupo passar e começou a forçar a entrada de seu carro no meio do pelotão.

Infelizmente, o Correio faz matérias pró-ciclistas, mas se esquece de treinar e educar seus proprios motoristas para agir decentemente e com respeito no transito.

Um dos ciclistas tentou argumentar com o motorista e pediu para ele esperar o pelotão passar. Não adiantou. O motorista xingou o ciclista e jogou o carro sobre o outro ciclista que vinha logo atrás, o André Fujimoto, que perdeu o equilíbrio no momento em que o carro bateu na bicicleta e foi ao chão, caindo sobre o ombro.

O motorista, que dirigia o Carro de número 31, do Correio Brasilienze, placa JIU 0845, arrancou com o veículo sem prestar socorro ou mesmo procurar saber se o ciclista estava bem. Nós chamamos os Bombeiros que o levaram para o Hospital de Base para fazer exames.

Espero do Correio Braziliense que procure apurar o fato e tome as devidas providências.

Atualizando: o André está em casa. Teve o ombro direito imobilizado e ficará assim por uns 15 dias. (11h07)

Calo-me...(da série #resgates)

*A partir de hj, sempre que eu resgatar algum texto meu escrito e não publicado, vou postar aqui. O que é escrito é para ser publicado....