sexta-feira, 15 de abril de 2011

24h de virada em 360 graus de show!



Mega Show com efeitos de luz ´maravilhosos
 Por katia maia
Tem coisas que a gente olha, analisa e acha que não devia ter se proposto a fazer, mas que depois de feito conclui: valeu!

Há pelo menos três meses estou remoendo uma aventura para a qual me programei e que depois pensei: melhor se não tivesse inventado essa. Sabe aquela coisa de ‘ai que preguiça’, podia ficar aqui quietinha no meu canto e ver o tempo passar sem precisar mexer com o deslocamento de energia. Pois é. Assim estava eu imaginando até ontem, quando me aventurei a uma aventura de 24 horas e 30 graus.

Sim, porque foi essa revolução que se passou em minha vida quando programei que eu e meus dois filhotes viríamos o show do U2 em São Paulo, em plena quarta-feira.

Quando comprei os ingressos, ainda no início do ano, ou no fina de 2010, agora não me lembro bem. Achei que seria super legal. Depois, foi me dando uma canseira, um sentimento de ‘deixa quieto’ que só não virou verdade porque amigos me aconselharam e principalmente meus filhotes disseram: nós Vamos!

Estrutura é montada em 5 dias. Existem 3 delas para agilizar show na proxima cidade da temporada.
Pois bem, fomos. Saímos de Brasília às 15h, chegamos em Sampa às 18h. Seguimos rapidamente PA o hotel, deixamos as malas e corremos para o Morumbi.

O transito foi digno de nota. Quarta-feira à noite, em São Paulo! A gente não passaria incólume a isso. Não passamos!

A chegada ao Morumbi durou exatos 75 minutos, de engarrafamento e transito louco. O suficiente para meu filho mais novo dizer:

- Mãe eu jamais moraria aqui. É isso o tempo todo.

O taxista riu e disse resumidamente

- É!

Nós três na expectativa do início do show
Na chegada ao Morumbi, já 20h e tanta da noite, a entrada foi outra aventura. Anda daqui, corre dali, dá a volta no estádio e finalmente, encontramos um lugar na última fileira da arquibancada. Um lugar ótimo, na minha opinião: longe da muvuca, com espaço suficiente para ver o Bono e a banda bem pequeninos, mas livres de qualquer vara pau de dois metros que é o que me acontece quando vou para a pista.

A minha curta altura não me permite mais do que apenas ouvir o show. “Ver” já é um privilegio.

Mas, então. Chegamos, com fome, com sede, mas cheios de vontade. Meu filho mais velho era ansiedade pura. Ele adora o Eu. O mais novo gosta, mas não é muito de se envolver com shows. Mas, vai lá... Os dois estavam quicando de alegria com a nossa aventura.

O show começa e a energia é contagiante. O povo pula na arquibancada (a gente também) uma coisa. O estádio do Morumbi vibra! Estávamos ali, conseguimos.

Passamos quase duas horas ali, extasiados com a pirotecnia, a técnica, os recursos visuais e o charme do Bono que é uma graça na interação com o público.

Estava meio rouco, ok, a gente percebeu. Mas, “so what”? A gente estava ali e queria mais.

Ele, Bono, super engajado, falou muito da ajuda, dos pobres, oprimidos, africanos, portadores do vírus da AIDS e ainda das vítimas do realengo. Tudo inserido num contexto de que a gente tem que fazer acontecer.

Como num passe de mágica, o telão 360o desce até o palco.

O Seu Jorge subiu no palco. Deu uma palinha, cantou com o Bono e se foi. Tivemos mais U2 com Músicas recentes e antigas e foi nas antigas que eu me toquei. Canções com “I Still haven’t found what I am lokking for” fizeram parte da minha adolescência e ali estava eu com meus dois filhos adolescentes curtindo as mesmas canções. Impagável!

Hoje eu agradeço não ter sucumbido ao meu desanimo natural que adquirimos com o passar do tempo e que nos diz para ficar quietinha e ‘deixar quieto’ coisas que vão deslocar muita energia e fazer a nossa vida se mexer demais.

O fato de eu estar ali, ao lado dos meus dois filhos, curtindo as músicas que eu curtia na idade deles. Realmente, eu tinha naquele momento “encontrado o que eu procurava”.
Hora de voltar para casa com muita história para contar

p.s. saímos do show a 1h, chegamos no Hotel às 2h. Tentei fazer o check in da TAM pela internet para agilizar e ganhar um tempinho a mais de sono pela manhã – nosso vôo de volta estava marcado para as 8h – e não consegui. Dormimos ate as 5h30, tomamos café às 6h, fomos para Congonhas. O vôo saiu às 8h40, chegamos em Brasília às 10h e 10h30 estávamos em casa. Explodindo de dor de cabeça, porque nada é de graça e uma hora a falta de sono apareceria. Enfim, tirei “uma soneca de uma horinha, acordei, almocei e ‘back to current life”. Feliz da vida, eu diria.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Não possua, compartilhe!

por katia maia

Sempre Gostei de trocar coisas, mas estava longe de imaginar que isso poderia se tornar uma tendência. Não venho aqui dizer que fui vanguarda e minha idéia virou realidade. A idéia, claro, não é só minha. Há de haver – e há – pelo mundo zilhões de pessoas que adoram realizar ‘troquinhas’ entre amigas.
Pois bem, isso virou realmente uma ‘onda’ e nos Estado Unidos já se reflete em centenas de sites que apregoam: não possua, compartilhe! É o já batizado ‘consumo colaborativo’.
Eu sempre gostei de ganhar roupas de outras pessoas. Sentia que estava fazendo algo certo de alguma forma Até quando eu herdava as roupas da minha irmã mais velha eu ficava super feliz. Sei lá. Acho que eu pensava algo como – eu achava aquela roupa tão bonita e agora ela é minha. Será que era inveja? Não, não acredito. Era mais um sentimento de satisfação de poder possuir algo que eu achava legal e, mais, que eu não precisei gastar nada para tê-lo.
Ok, sempre fui meio ‘pirangueira’ como se diz na minha terra (Recife-PE). E para quem não sabe o que isso significa, eu já traduzo: mão de vaca!
A verdade é que esse meu lado pirangueira me tornou uma pessoa mais previdente, mais racional com o consumo e menos perdulária. O perfil perfeito para uma sociedade que está entupida de ‘stuff’.
Há uns quatro anos, resolvi promover um evento de trocas entre amigas. Combinamos que faríamos aquela tradicional faxina em nossos armários e nos reuniríamos para ‘share’ aqueles artigos que não quiséssemos mais ou que tivéssemos comprado e nunca usado. Sim, porque isso é mais comum do que se imagina. Entre mulheres, especialmente.
Desesperadas, compulsivas e alucinadas, vamos às compras e muitas vezes adquirimos roupas, acessórios e coisinhas que nunca usaremos. Ou é aquela roupa que está super em conta, ou uma calça bonita – de tamanho menor do que o nosso – mas que juramos irá servir um dia ou apenas um artigo que uma amiga está vendendo, achamos bonitinho e terminamos comprando.
Rachel Botsman
É, mulheres uni-vos! Para esses momentos de arroubos, existe agora o consumo colaborativo. É uma idéia simples: o que é meu é seu, como diz Rachel Botsman, a maior especialista dos Estados Unidos em consumo colaborativo, em seu livro lançado nos Estados Unidos e que trata dessa onda colaborativa.
É verdade! Para quê guardar se você poder passar adiante? É só seguir algumas regrinhas básicas:
- há quanto tempo você não usa aquela roupa, artigo, bijuteria, objeto?
- Por que ele está guardado?
Se a sua resposta superar um ano. Passe adiante!
Não adianta guardar. Você nunca mais usará aquela roupa. Ela está guardada, mofando, ocupando espaço no seu armário e empacando a energia. Sim, porque isso também acontece: objeto guardado é energia represada. Sendo assim, mãos á obra. Vamos trocar, passar adiante e até vender nossas cositas usadas ou não, mas certamente esquecidas. Quer um começo: entre no site Troca Troca Brasília e comece a compartilhar suas coisas. É muito bom.
Essa semana, troquei um vestido e um casaco de linha por três vestidinhos estilo tarde de sábado e três blusas com a Ana Paula do Anita Brechó. De quebra, comprei uma sandália super linda por trinta reais do Cantinho do Desapego. Voltei para casa super feliz.

Sandália super fofa de 30 reais
Abaixo, a dica de dois lugares onde você pode encontrar endereços de sites interessantes para trocar, comprar barato, compartilhar etc


Busca Brechó - contém lista de brechós de todo o Brasil

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Pobre é uma M...

por katia maia

Pobre é uma coisa!


Estou eu ás voltas com o meu desejo incontrolável de comprar um IPhone4. Depois de um tour pelas operadoras de celular, descobri que a minha bala na agulha é muito fraquinha, quase um festim.

Sou cliente da Vivo desde que ela era Telebrasília, BrasilTelecom, TCO e finalmente Vivo. O meu número é o mesmo desde 1994, época em que os celulares eram conhecidos por ‘tijolões’. O meu era um Motorola 550. Uma verdadeira arma. Se eu resolvesse atirar um daquele na cabeça de alguém, matava!


Esse era o Motorola PT550. Olha o tamanho do monstro!
Bom, mas o tempo passou, os aparelhos se modernizaram, veio a Nokia – marca que adotei como a mais amigável para a minha capacidade operacional – e agora estou na era dos smartphones.

Agora é este o meu inseparável smartphone até encontrar um IPhone

Pois bem, eis que surge o desejo consumista e começo ver à minha volta dezenas de pessoas falando maravilhas de uns tais aplicativos, facilidades, amigabilidade e muito mais. Foi aí que decidi: quero um IPhone! Qual é o mais novo? O 4? É esse que eu quero.


ainda não encontrei uma operadora que me desse um desse! Snif...

Com uma conta de celular que ultrapassa os R$ 400,00 mensais, fechei a história na minha cabeça:

- Com essa fidelidade de décadas e uma conta razoável, a #Vivo não terá dificuldade em me dar um IPhone 4 em condições de pagamento favoráveis.

Qual o quê!

Penei! Regatearam, disseram que não tinha o aparelho em estoque bla, bla, bla...

Fui a outras operadoras: #Tim, #Claro etc. Nada. Tudo muito bom, tudo mutio bem, mas de concreto: nada!

Achei que eles removeriam montanhas para me tirar da operadora concorrente. Sempre ouvi falar que eles comemoram quando roubam um cliente da outra. Na contramão achei que a #Vivo iria implorar para eu ficar.

Qual o quê!

O último e definitivo ato dessa minha busca consumista veio pelo twitter. Depois de postar vários comentários revelando o meu desejo por um IPhone4 e enviá-los com hashtags das operadoras, eis que surge na minha timeline a nextel:


@queronextel Quero Nextel
Boa tarde, @katiamaia! Sabia que na Nextel vc pode controlar seus gastos no site? Já pensou em ter um? Venha para o Clube de Vantagens! =)

Foi então que pensei: oba, pelo menos a Nextel é sensível e vai me assediar. Respondi:

@_queronextel o problema é que a Nextel é mto caro

Esperava uma resposta do tipo: temo planos especiais. Para o seu perfil existe um assim ou assado.

Qual o quê! Veja a resposta:

@_queronextel Agradecemos pelo contato, @katiamaia. Quem sabe então em uma próxima oportunidade vc possa fazer parte do Clube! :)

Pobre é uma M!

quinta-feira, 31 de março de 2011

Surpreenda-me

por katia maia

Surpreenda-me sempre. Mas, por favor, surpreenda-me com bons momentos, com instantes de felicidade, com lembranças inesperadas. Surpreenda-me com um telefonema no meio da noite, as flores numa tarde de domingo ou um convite para uma saída meio de semana. Surpreender é a arte de fazer o que sempre esperamos no momento em que menos imaginamos. Quem não gosta de receber flores do nada? Rosas... Ah, as rosas são mágicas. Elas nos deixam sem fôlego, ansiosas pelo cartão, pelas letras e o mandatário. É mágico, é inesperado, é surpreendente.


E o telefone que toca no meio da noite sem mais nem menos. Primeiro o coração dispara. Acordou-me e ainda nem sei do que se trata. Olho para o relógio e é tarde, muito tarde. A primeira coisa que me vem à cabeça é o medo de uma notícia ruim. O coração dispara... Mas, logo se acalma quando ouve, do outro lado da linha, a voz e a frase: liguei porque estava com saudade... Ah... lembrar-me que sente saudade de mim, no meio da noite, que a cama está fria sem minha presença, que a noite está solitária sem meu calor... Isso é surpreender-me.

O convite para uma viagem rápida no meio da semana... Assim.. Sem mais nem menos. Como? Não posso! Posso, posso sim... Ah, posso! Posso porque é com você. Posso porque é irrecusável. Aquela fugidinha que tanto sonhamos de repente acontece e assim: sem planejar, sem muita elaboração. Posso, porque fui surpreendida por você.

Por isso, surpreenda-me sempre. Todo mundo gosta de ser lembrado e surpreendido com um gesto, uma palavra, uma atitude, um convite...

E, sabe, surpreender tem tudo a ver com fazer o que é certo fazer, mas de uma forma única e especial. Tem a ver com a arte de quebrar o previsível sem que o outro perceba e (como) interromper a expectativa antes de ela começar a virar decepção. Sim, porque quando esperamos que aconteça e acontece sem que acreditássemos que aconteceria, isso é sermos surpreendidos.
 
Mas, se há a expectativa e ela caduca, essa se transforma em decepção ou frustração. Portanto, evite frustrar e procure surpreender sempre. É a arte de manter a chama acesa e de estarmos sempre em sintonia. Um fazendo o que o outro espera que seja feito da forma mais inesperada possível porque, cá para nós, todo mundo espera que as coisas aconteçam – e eu acredito nisso -, mas poucos fazem com que aconteçam de um jeito inusitado, diferente e agradável em nossas vidas.
 
Em tempo:  esse texto foi escrito por mim em maio de 2007 e postado no meu antigo blog: katiamaia.multiply.com. Acabei de receber uma mensages de alguem que o leu e gostou. Foi algo que me surpreendeu, pois eu já havia me esquecido dele. Isso é o espirito 'surpreenda-me'

terça-feira, 22 de março de 2011

No meu ou no seu? Delírios de uma mente nada pura e muito fértil.

Crônica de um diálogo atravessado

 Por katia maia

Imagem puramente ilustrativa by gettyimages


- Você entra no meu?

- Entro, e você entra no meu?

- Entro.

As palavras foram pronunciadas com uma naturalidade desconcertante e a um volume que não deixava duvida: eles não estavam preocupados com o efeito que as frases poderia provocar nos outros e, mais, estavam seguros de que não praticavam nenhuma indiscrição.

A verdade é que o diálogo acima sugere algo que cérebros férteis e nada puras como a minha já se encarregariam de imaginar, fantasiar e elaborar toda uma história que poderia haver por detrás de cada vírgula, pausa, sílaba ou vogal pronunciada por aquele homem e aquela mulher.

Claro que, para uma mente nada ingênua como a minha, a história rapidamente se formou com nuances intrínsecos e incrustados no DNA da existência de cada um. Era uma trama de encontros furtivos, desejos, clima no ar. Uma história que começava com a empatia, o olhar, a troca de pensamentos.

Tudo muito bem elaborado, com sentimentos, desejos, vontades. Um roteiro típico de cinema com desencontros, palavras, escritos, scripts. Algo que envolveria o mundo virtual também. Claro. Por que não?

Twitadas, posts, curtir ou não curtir. Nesse caso, em minha opinião: curtir, recomendar e linkar. O diálogo tinha tudo que sugerisse empatia. Uma trama repleta de ingredientes doces, picantes, ardidos, numa gastronomia degustada.

#Ui! Assustei-me com minha imaginação fértil. Será que estou fantasiando demais? Será que é tudo o contrário do que eu disse antes? O avesso do avesso? Mas...

Como assim, ‘você entra no meu ou eu entro no seu’?

Esse tipo de diálogo não é para amadores. Digo mais: não é para acontecer em uma mesa de café da manhã, rodeado de amigos e (até) com crianças à volta.

Mas, pasmem: meninos, eu ouvi!

E foi tudo dito com a simplicidade de quem toma uma xícara de café. Eu, que me achava moderna e desencanada, fiquei atônita. Meu Deus, onde estamos? Aonde vamos parar? O ser humano perdeu a razão, a noção, a visão?

Estamos no fim do mundo. É o apocalipse. Já não há mais respeito, deferência, cuidado com o que se diz se pensa ou se publica?

Loucura ou verdade? Loucura, claro! O mundo atual, moderno, ágil, virtual, pode levar a gente a pescar diálogos do tipo do lado de lá ou de cá da tela do computador: num tweet, num microblog, na página de comentários ou, numa mesa de uma cafeteria, despretensiosamente, numa manhã de domingo.

Pois assim aconteceu. Verdade ou mentira? Mistérios!


Em tempo: o diálogo aconteceu realmente entre duas pessoas, numa mesa de cafeteria, em Brasília, numa manhã de domingo. Só que, ao contrário de todo esse meu delírio mental. eles conversavam sobre literatura. O casal de amigos tem seus espaços na web e se referiam aos respectivos blogs: no meu ou no seu?

segunda-feira, 21 de março de 2011

Tudo que transcende...

Por katia maia

As Mães de Chico Xavier
De onde viemos, para onde vamos? A dúvida persiste or séculos desde os primórdios da exitência humana nesse planeta. A Ciência tenta explicar de forma lógica e com fórmulas químicas, eventos físicos e explosões materiais. O homem acredita naquilo que quer acreditar, mas a verdade é que está sempre em busca de explicações para essa nossa passagem pela terra.



Para quem acredita e para quem é cético também, um bom momento para refletir e conhecer o lado transcedental de nossa existencia acontece essa seman aem Brasília:  a 1º Edição do Festival de Cinema Transcendental, uma iniciativa da ONG Estação da Luz, – co-produtora e produtora dos filmes “Chico Xavier” e “Bezerra de Menezes: o Diário de um Espírito”.
O Contestado - Restos Mortais
O evento abre espaço para a exibição de trabalhos sobre o gênero. “O objetivo é a promoção de filmes e vídeos que remetem à espiritualidade, aos fatos que a ciência não pode explicar, e a busca da religiosidade em cada um. O Festival também se propõe em uma maior aproximação das diversas denominações religiosas”, explica Lucas de Pádua, coordenador do evento.
O Festival de Cinema Transcendental será aberto com a exibição para convidados do longa-metragem “As mães de Chico Xavier”, dos diretores Glauber Filho e Halder Gomes e produção da Estação da Luz. A pré-estreia do filme contará com a presença dos diretores e de parte do elenco, como Via Negromonte e Joelson Medeiros.
A Árvore
O longa entrará em circuito comercial no dia 1º de abril e encerra as comemorações do centenário de Chico Xavier, iniciada por Daniel Filho com o filme “Chico Xavier”, que estreou em abril do ano passado, e foi sequenciado por “Nosso Lar”, em setembro de 2010, de Wagner de Assis.
Nos dias 25 a 27 de março serão exibidos outros longas- metragens com a temática transcendental. O Contestado - Restos Mortais (Brasil), A árvore (França/ Austrália) e Ricky (França/ Itália), produções inéditas no Brasil.
Ricky

Mostra Competitiva de curtas

O público brasiliense também poderá apreciar o trabalho de diretores de todo o país durante a Mostra Competitiva de Curta-metragem. Seis filmes participam da mostra: “O Jardineiro e o Pirata”, “As Crianças Não Morrem”, “O Nascimento de Jesus”, “Um Outro Ensaio”, “Sei que Vai Ficar Bem” e “Os Construtores”. Os vencedores do concurso serão premiados com o TROFÉU LUZ no dia 27 de março de 2011, em Brasília, onde serão eleitos os ganhadores de Melhor Curta do Festival e Melhor Direção, além da escolha do público do Melhor Curta do Júri Popular.

Exposição

A exposição "Os Pacifistas" estará no I Festival de Cinema Transcendental, nos dias 26 e 27 de março, a partir das 9h. Nela, serão apresentadas 16 personalidades que contribuíram de forma determinante pela paz no planeta, como Chico Xavier, Dalai Lama, Dom Helder Câmara, Irmã Dulce, João Paulo II, Mahatma Gandhi, Madre Teresa de Calcutá, entre outros.

Os quadros produzidas em óleo sobre tela no gênero hiperrealista são do artista plástico Ernane Pereira e público poderá ter acesso a textos com mini biografias dos pacifistas.

Serviço:

1º Festival de Cinema Transcendental

Brasília (DF) - De 24 a 27 de março no Teatro Nacional – Sala Martins Pena – às 19h

INGRESSOS:

Os ingressos do festival devem ser trocados de dois quilos de alimento não perecível, nos postos de troca: LBV, FEDF, Comunhão Espírita e nas quatro unidades da Cult Vídeo.

FEDF

Sede Sudoeste: QMSW 05 Lote 05 – Sudoeste

Fone / Fax: 3344 8237

LBV

SGAS 915, lote 74 — Asa Sul

Comunhão Espírita

Avenida L2 Sul, Quadra 604, Lote 27

Cult Vídeo

CLS 210 Bl. B Loja 18 - Asa Sul

CLS 204 Bl. C Loja 20 - Asa Sul

CLS 215 Bl. B Loja 03 - Asa Sul

CLN 107 Bl. D Loja 13 - Asa Norte

sábado, 12 de março de 2011

The day after. Quem imita quem?

por katia maia
Ainda seremos cuspidos de vez.
Começo a acreditar que vida e arte são uma única coisa. Claro, desde sempre nos deparamos com situações e cenas em filmes que nos levam a exclamar:
- Nossa, até parece que sou eu!
Isso me refiro a romances, histórias de dramas familiares e (até) biografias de famosos, quando percebemos que de alguma forma são pessoas tão humanas e passíveis de fraquezas e gestos grandiosos como nós mesmos.
Mas, este texto é para falar de outra coisa. De uma história que está acontecendo sob os nossos narizes e que, nesse caso, eu me pergunto, quem está imitando quem?
Há tempos vimos assistindo a filmes de catástrofes, atentados terroristas, guerras nucleares, então, nem se fala.
Aliás, me lembro que ainda adolescente, vi o filme “The Day After”. Assisti num cinema que ficava na altura da 110 sul, onde hoje há uma academia de ginástica. Esse filme foi marcante porque pela primeira vez a sétima arte retratava os efeitos de uma guerra nuclear.
Lembro-me que fiquei impressionada e ali tive a certeza de que esperar que a humanidade se acabasse por ogivas nucleares era uma questão de tempo. Voltei para casa triste, rezando para que a ‘guerra fria’ não nos levasse a um fim tão trágico e fiquei sinceramente impressionada com os efeitos especiais com pessoas explodindo com a bomba nuclear. A boma "H".
Responda rápido: 2012 ou Japão 2011?
Pois bem, isso foi uma coisa. A primeira de muitas outras peículas retratando a realidade, aumentada, explorada na tela de cinema.
Daí para filmes com atentados terroristas, explosões, destruições e fins do mundo foi um pulo. Mas tudo era uma coisa explicita: o homem inventava armas, o material lbélico cada vez mais se sofisticava e a nossa humanidade se acabava vítima de mentes maquiavélicas que insistiam em acabar com o mundo como se o planeta se resumisse aos Estados Unidos da América.
Então... O tempo passou e a coisa ficou menos explicita e a realidade deu uma volta na criatividade. Não mais o homem explodia tudo direto e reto. Agora, o homem também destrói mas de uma forma que durante anos ficou implícita. Um efeito camuflado, uma coisa sob a membrana de uma estufa... Agora quem aparece como o ‘grande terrorista’ que explode tudo e destrói é a própria natureza.
Mais uma: 2012 ou Japão 2011?
Os cineastas, a arte, perceberam isso e começaram a retratar tempestades, furacões, explosões agora vindas do interior do planeta e não mais de jatos supersônicos, não mais de ogivas nucleare. E então?
Tchan... tchan.. tchan...tchan!
As profecias e a vida em tempo real, no dia a dia, e não mais nas telas.
A vida é a arte. O tsunami que vemos nesse inicio de 2011 no Japão é a mais pura tradução do que tentaram fazer nos cinemas, mostrando a terra se contorcendo, com ventos devastadores e ondas assutadoras. Em 2012 – filme que preconiza  o fim da humanidade por meio de grandes catástrofes naturais - o mal vem da terra que se contorce vítima de anos de descaso e indiferença de uma raça chamada humana.
A última: 2011 ou 2012?
O homem mexeu tanto na terra que agora ela vai cuspir a todos. As fotos do Japão com estradas contorcidas, carros alagados sendo arrastados  como se fossem brinquedos de criança é tudo muito impressionante e o que é pior: não são efeitos especiais, é vida real, é gente de verdade morrendo, são cidades destruídas. Ação de uma história que ao contrário do que prevêem os cineastas, não acabará de vez, mas aos poucos. 
Esse roteiro ainda terá vários capítulos e o mundo vai definhar devagar levando com ele os atores dessa tragédia anunciada. Agora eiu pergunto? É vida ou é arte? It depends on...

Respostas do quiz: 1) Japão; 2) 2012; 3) Japão

Calo-me...(da série #resgates)

*A partir de hj, sempre que eu resgatar algum texto meu escrito e não publicado, vou postar aqui. O que é escrito é para ser publicado....