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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Curso de nivelamento, é humilhação!

por katia maia

Eu prometi a mim mesma que não iria me pronunciar sobre o tema ‘Cotas’, mas não consigo. É mais forte do que eu. Não consigo ficar calada e sei que serei execrada pelo que vou falar aqui, mas acho essa política de cotas para o ensino público um ‘arremedo’. Uma maneira de maquiar a verdadeira responsabilidade do estado brasileiro com a educação.


É mais ou menos assim: se não vamos melhorar o nível da nossa educação básica, fundamental e média, vamos nivelar por baixo o ensino superior. Eu acho um absurdo! O fato de o governo criar cotas para o ensino público. Para mim, soa como uma solução de preguiçoso que não quer ter trabalho com algo que, aí sim, exige do estado um investimento maior e um esforço incansável para que mudemos a cara do Brasil de uma vez por todas.

A verdade é que o ensino público brasileiro caiu na vala dos setores indignos de investimentos do estado. E não me venham com esse blábláblá de que houve universalização e 99,9% das crianças estão na escola. Isso não significa nada quando o ensino é precário e digno de pena.

Os professores, coitados, ganharam o direito de um Piso Nacional Salarial de hum mil e poucos reais e não conseguem receber. Os governos entram na justiça para não pagar R$1,8 mil de salário para um professor! Ora bolas, isso sim é um absurdo.

Vejo o Ministério da Educação falando em distribuir tablets, em informatizar escolas, isso, aquilo, etcetcetc. A quem estão tentando enganar? Nossa escola é um horror. O ensino público é uma grandessíssima droga, salvem-se as exceções em escola onde se destaca o esforço pessoal do capital humano. Escolas que se destacam porque a diretora, os professores, os alunos resolveram fazer a diferença e não mais esperar pelo estado. Porque se esperassem pela ajuda governamental estariam na mesma vala comum do nosso ensino precário.

Para o governo é difícil destinar 10% do PIB para a educação. Por quê? Por quê? É a pergunta que não quer calar. Como esse país quer crescer, chegar ao primeiro mundo com essa educação pífia?

Aí, para consertar o erro que já nasce na formação infantil, o governo decide: vamos puxar à força os alunos do ensino público para as universidades federais. Para isso, adota cotas (metade para eles) e mais: (li hoje em #OGLOBO) o Ministério da Educação vai criar cursos para nivelar os alunos do ensino público que ingressarem nas universidades por meio das cotas!

Agora, eu pergunto: por que o governo não investe em melhorar o ensino nas escolas públicas para que TODOS disputem as vagas em igualdade de condições? E digo mais: eu adoraria colocar meus filhos para estudar em uma escola pública de qualidade. Acho que todos (eu inclusive), independentemente de condição social, temos os direito a um ensino de qualidade.

Mas, não! Sou obrigada a pagar uma fortuna pela educação dos filhos e pago duas vezes: quando pago uma ‘renca’ de impostos e quando tenho que separar do meu orçamento quase R$ 3 mil reais pela educação dos filhos.

Ah, mas você pode! Tem condições! Dizem os mais radicais. Eu rebato: tenho que e esfolar para isso. Pago, mas não é fácil. Faço parte daquela classe que está sempre levando safanões, a classe média!

A gente está sempre no olho do furacão. Estamos fora de qualquer benefício do governo (e não estou dizendo que eu teria que ter direito a eles, não! Acho justa distribuição de Bolsa Família para quem está na faixa de pobreza. Acho justo que o estado dê melhor condição aos menos favorecidos).

Não concordo é com essa forma torta de pensar do governo que fecha os olhos para uma educação de M... E quer consertar o mundo criando paliativos e nivelando por baixo. Temos que lutar por uma educação decente no ensino público para TODOS e não por cotas para os coitadinhos das escolas públicas. Chega de tratá-los como coitadinhos. Eles tem direito, sim, a uma educação de qualidade de cabo a rabo, independentemente da fase educacional em que se encontre. Agora, criar cotas e em seguida cursos para que possam ‘acompanhar’ o curso superior, para mim é humilhação.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Quanto se paga de imposto no Brasil?

"Se o contribuinte soubesse o quanto paga de tributo sobre cada mercadoria, tenho certeza de que lutaria pela redução da carga atual", diz Paulo Skaf


Uma pesquisa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo mostra que a maioria da população tem conhecimento de que paga impostos sobre produtos de consumo doméstico, como alimentos, sabão em pó e conta de luz. No entanto, a maior parte dos entrevistados não sabe quanto paga sobre cada mercadoria ou serviço.

Outra questão levantada pelo estudo, que ouviu mil pessoas no Brasil, foi sobre corte de impostos. Dos entrevistados, 81% consideram que é melhor para o País que o Governo Federal corte os tributos dos produtos da cesta básica para que a população mais carente possa consumir mais. Já outros 14% consideram que é melhor para o Brasil que o Governo Federal cobre impostos dos produtos da cesta básica e transfira estes recursos para as famílias mais carentes.

"A carga tributária no Brasil é muito alta e prejudicial ao desenvolvimento do País", afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp. "A transparência no cálculo dos impostos é fundamental para mudar essa situação. Se o contribuinte soubesse o quanto paga de tributo sobre cada mercadoria, tenho certeza de que lutaria pela redução da carga atual", complementa.


Acesse a pesquisa completa no link abaixo:

http://www.fiesp.com.br/economia/pdf/pulso_impostos_abr10.pdf

Calo-me...(da série #resgates)

*A partir de hj, sempre que eu resgatar algum texto meu escrito e não publicado, vou postar aqui. O que é escrito é para ser publicado....