por katia maia
No início parecia pitoresco, engraçado, bufão! O horário eleitoral gratuito (confesso) chegou até a me divertir no seu início. Era engraçado ver o candidato tal dizendo que é o mais confiável, o outro garantindo que o salário mínimo será de R$ 2,5 mil e o outro prometendo algo inédito como educação, saúde e segurança.
Ah, ta! Então está combinado: o Brasil será outro a partir dessas eleições.
Bom. Encheu o saco e eu declaro que não tenho mais paciência alguma para esse monte de baboseira e blá... Blá... Blá que vemos na propaganda eleitoral gratuita. É um festival de figuras ‘nonsense’, sem qualificação alguma pedindo o meu voto!
Meu voto vale muito mais do que as promessas de todos juntos. E comunico e participo: não agüento mais. É muito tempo de rádio e TV para esse monte de nada.
E eu me refiro não apenas aos candidatos cacareco – aqueles que se aproveitam de sua situação pública (cantores de quinta, comediantes decadentes, jogadores de futebol ultrapassados) para se eleger – falo de todos: até dos presidenciáveis. Todos!
Hoje, em seu programa no rádio, Dilma finalmente revelou ao brasileiro: “a saúde pública ainda não atingiu o nível de qualidade que o povo brasileiro merece”. Jura?
- Ah, claro! Agora, sim, alguém teve a coragem de falar a verdade. Agora, temos consciência da situação precária do sistema publico de saúde. Obrigada, Dilma por me fazer enxergar a realidade.
Ora bolas, francamente. Não agüento mais isso tudo.
Ah, e o outro concorrente: o tucano!
Em seu programa, hoje cedo também, falou das estradas brasileiras. Disse que estão absolutamente precárias. Não diga?
Mas, o pior não foi isso. O mais interessante vem depois. Após falar das estradas brasileiras, o locutor do programa de rádio do Serra pergunta por que o tucano é o mais preparado para ser presidente e aí vem o texto:
- porque Serra foi ministro da saúde!
Claro, saúde... Estradas... Acidentes... Atendimentos na rede pública... Ah, bom, captei!
Na boa. Está cada vez mais difícil enfrentar o programa eleitoral gratuito. Mas, como eu sou brasileira, não desisto nunca. Vou insistir. Vou continuar ouvindo as propostas do Fulano sangue bom, lando lanches, Maggie não sei das quantas, Majos aviador, etc etc etc. Firme e forte até o fim porque meu ouvido não é penico mas eu sou teimosa.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Consciência dentro da bolsa
por katia maia
Já há algum tempo adotei em minha vida algumas poucas atitudes que são pequenas, mas para mim têm um significado especial. Coisas do tipo:estou fazendo algo para ajudar a minimizar efeitos danosos ao nosso planeta.
Parece bobo,ingênuo... Idealista. Mas também é uma boa maneira de exercitar um pouco a nossa consciência com o que pode vir aacontecer à terra.
Okay, deixemos de 'rame-rame' e vamos ao que interessa. Hoje, ao fazer compras no supermercado (Pão de Açúcar) me deparei com uma atitude do estabelecimento que muito me agradou: ao passar as compras pelo caixa, a atendente me perguntou:
- vai querer usar sacolas plásticas ou caixas.
Me assustei com a proposta:
- como asssim? Tem caixas separadas para a gente usar ao invés das sacolinhas plásticas? perguntei.
- sim, é só a senhora escolher usar as caixas.
Juro que fiquei surpresa e feliz com a proposta. Pode parecer insignificante, mas essa é uma atitude que, aos poucos, começa a disseminar uma cultura do 'saco é um saco' - como diz a campanha do Ministério do Meio Ambiente.
É um saco mesmo, e, mesmo que essa ação do supermercado não venha acompanhada de uma explicção - a atendente não me disse o por que das opções- de certa forma ela faz com que as pessoas passem a abrir mão do plástico para utilizar as caixas de papelão.
todos sabem que o plástico leva 100 anos para se decompor. Além disso, o uso excessivo de sacolas plásticas tem também o impacto no uso de recursos naturais e na liberação de gases de efeito estufa.
As sacolas plásticas convencionais são feitas a partir do petróleo e do gás natural – recursos não-renováveis – e seus processos de refino e fabricação consomem energia, água e liberam efluentes e emissões de gases poluentes. 100 milhões de sacolas plásticas precisam de 1,5 milhão de litros de petróleo e causam a emissão de 4,2 mil toneladas de CO2.
Passado o meu momento didático... Retomo o texto:
E não precisa muito para ser ambientalmente correto porque as caixas de papelão oferecidas pelo supermercado são aquelas que ele esvazia quando coloca os produtos nas prateleiras e terminam jogadas no depósito ou coisa parecida.
Eu só tinha visto a opção de usar essas caixas naqueles hipermercados que vendem atacado e que não disponibiliam as sacolas plásticas. Isso para baratear o preços - segundo eles.
Então... Eu já carrego em minha bolsa uma sacola de pano. Uma, aliás, bem simpática que ganhei de minha prima que vende Natura. A sacola - que eu não tinha visto (até então) no catálogo da empresa, até ter ganhado essa de presente, vem toda dobradinha dentro de uma coisa que mais se parece com uma bolsinha de guardar moedas. É um dos presente mais úteis que me deram nos últimos tempos.
Pois bem. A partir de então, toda vez que vou às compras, rejeito as sacolinhas plásticas e puxo da minha bolsa a hiper prática Natura Crer para Ver Bolsa para compras. E digo mais: faço isso de maneira exagerada para que todos vejam e copiem a atitude. Acredito que bons hábitos quando são vistos são seguidos. pelo menos, insisto no 'água mole em pedra dura tanto bate até que fura'.
Portanto, se você está sem idéias para presentes, aí vai a dica. Dê uma bolsinha ambientalmente correta para seuamigo ou amiga carregar as compras do supermercado. Se o estabelecimento ainda não adotou a opção de oferecer caixas de papelão aos seus clientes.
Claro que esse presentinho entra na categoria regalo. Não estou dizendo para comprar para a esposa, marido, namorado, filho ou alguém que o valha, uma bolsinha ecologica de aniversário de casamento, nascimento etc. Claro que aqui também vale o bom senso. Não sou ingênua ao ponto de cogitar a bolsinha no dia do aniversário da minha mãe por exemplo.
Mas, bem que eu darei como complemento. Ou comprarei para ela num dia sem significado nenhum, apenas para ser gentil. Porque gentileza é outra coisa que anda faltando nesse mundo. Mas, isso é asunto para outro post.
Por enquanto, me limito a dizer que garanto que a pessoa que ganhar esse tipo de sacola - que não precisa ser da Natura, eu já soube que existem várias opções no mercado - dê um pouco de consciência embalada numa bolsinha charmosa e cheia de boas intenções em relação ao planeta. Eu posso assegurar que o 'regalo' vai agradar e muito.
p.s. Este blog não recebeu nenhuma contribuição financeira para fazer propaganda da sacola da Natura. O comercial é gratuito e espontâneo.
Já há algum tempo adotei em minha vida algumas poucas atitudes que são pequenas, mas para mim têm um significado especial. Coisas do tipo:estou fazendo algo para ajudar a minimizar efeitos danosos ao nosso planeta.
Parece bobo,ingênuo... Idealista. Mas também é uma boa maneira de exercitar um pouco a nossa consciência com o que pode vir aacontecer à terra.
Okay, deixemos de 'rame-rame' e vamos ao que interessa. Hoje, ao fazer compras no supermercado (Pão de Açúcar) me deparei com uma atitude do estabelecimento que muito me agradou: ao passar as compras pelo caixa, a atendente me perguntou:
- vai querer usar sacolas plásticas ou caixas.
Me assustei com a proposta:
- como asssim? Tem caixas separadas para a gente usar ao invés das sacolinhas plásticas? perguntei.
- sim, é só a senhora escolher usar as caixas.
Juro que fiquei surpresa e feliz com a proposta. Pode parecer insignificante, mas essa é uma atitude que, aos poucos, começa a disseminar uma cultura do 'saco é um saco' - como diz a campanha do Ministério do Meio Ambiente.
É um saco mesmo, e, mesmo que essa ação do supermercado não venha acompanhada de uma explicção - a atendente não me disse o por que das opções- de certa forma ela faz com que as pessoas passem a abrir mão do plástico para utilizar as caixas de papelão.
todos sabem que o plástico leva 100 anos para se decompor. Além disso, o uso excessivo de sacolas plásticas tem também o impacto no uso de recursos naturais e na liberação de gases de efeito estufa.
As sacolas plásticas convencionais são feitas a partir do petróleo e do gás natural – recursos não-renováveis – e seus processos de refino e fabricação consomem energia, água e liberam efluentes e emissões de gases poluentes. 100 milhões de sacolas plásticas precisam de 1,5 milhão de litros de petróleo e causam a emissão de 4,2 mil toneladas de CO2.
Passado o meu momento didático... Retomo o texto:
E não precisa muito para ser ambientalmente correto porque as caixas de papelão oferecidas pelo supermercado são aquelas que ele esvazia quando coloca os produtos nas prateleiras e terminam jogadas no depósito ou coisa parecida.
Eu só tinha visto a opção de usar essas caixas naqueles hipermercados que vendem atacado e que não disponibiliam as sacolas plásticas. Isso para baratear o preços - segundo eles.
Então... Eu já carrego em minha bolsa uma sacola de pano. Uma, aliás, bem simpática que ganhei de minha prima que vende Natura. A sacola - que eu não tinha visto (até então) no catálogo da empresa, até ter ganhado essa de presente, vem toda dobradinha dentro de uma coisa que mais se parece com uma bolsinha de guardar moedas. É um dos presente mais úteis que me deram nos últimos tempos.
Pois bem. A partir de então, toda vez que vou às compras, rejeito as sacolinhas plásticas e puxo da minha bolsa a hiper prática Natura Crer para Ver Bolsa para compras. E digo mais: faço isso de maneira exagerada para que todos vejam e copiem a atitude. Acredito que bons hábitos quando são vistos são seguidos. pelo menos, insisto no 'água mole em pedra dura tanto bate até que fura'.
Portanto, se você está sem idéias para presentes, aí vai a dica. Dê uma bolsinha ambientalmente correta para seuamigo ou amiga carregar as compras do supermercado. Se o estabelecimento ainda não adotou a opção de oferecer caixas de papelão aos seus clientes.
Claro que esse presentinho entra na categoria regalo. Não estou dizendo para comprar para a esposa, marido, namorado, filho ou alguém que o valha, uma bolsinha ecologica de aniversário de casamento, nascimento etc. Claro que aqui também vale o bom senso. Não sou ingênua ao ponto de cogitar a bolsinha no dia do aniversário da minha mãe por exemplo.
Mas, bem que eu darei como complemento. Ou comprarei para ela num dia sem significado nenhum, apenas para ser gentil. Porque gentileza é outra coisa que anda faltando nesse mundo. Mas, isso é asunto para outro post.
Por enquanto, me limito a dizer que garanto que a pessoa que ganhar esse tipo de sacola - que não precisa ser da Natura, eu já soube que existem várias opções no mercado - dê um pouco de consciência embalada numa bolsinha charmosa e cheia de boas intenções em relação ao planeta. Eu posso assegurar que o 'regalo' vai agradar e muito.
p.s. Este blog não recebeu nenhuma contribuição financeira para fazer propaganda da sacola da Natura. O comercial é gratuito e espontâneo.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Agora, sou uma estatística.
por katia maia
Eu fui recenseada! Essa semana, tive o prazer de receber em minha casa a recenseadora do IBGE. Ela chegou por volta das 22h e me causou espanto alguém tocar a minha campainha àquela hora. Já me preparava para dormir.
Mas, quando a moça se identificou, confesso que fiquei até emocionada. Por diversas vezes já havia visto no elevador a foto da recenseadora. Num daqueles avisos que dizem:
"Esta é fulana e ela é a recenseadora do IBGE nesta área".
Bom, admito que não lembrei da fisionomia dela, quando tocou a campainha, mas logo identifiquei o colete azul do Instituto e percebi que finalmente eu iria entrar para a estatística do censo.
A moça começou perguntando se eu morava num imóvel próprio ou alugado, perguntou alguma coisa sobre a infraestrutura do local e se alguém mais morava comigo, ao que respondi:
- Bom agora você me pegou. Tenho uma situação que (acredito) o IBGE ainda não prevê na estrutura das famílias modernas.
E expliquei...
Eu e meu ex-marido temos uma situação de guarda compartilhada dos nossos filhos. Nesse caso, os meus filhos dormem comigo às 2ª, 4ª e 6ª, dependendo do fim-de-semana. Se os dois forem ficar com o pai no sábado e domingo, então, eles dormem na 6ª com ele. Portanto, se você fizer essa mesma pergunta ao pai deles, certamente ele dirá que os meninos moram com ele.
A moça me olhou intrigada e disse: e agora?
- Agora, eu é que pergunto.
Ela indagou se eles passam mais tempo comigo ou com o pai. Eu disse que normalmente, eles terminam dormindo mais comigo e aí ela sugeriu:
- então, podemos colocar que eles moram com você.
-ok. Mas, eu vou ter que falar para o pai deles que a resposta foi essa porque senão aparece dois brasileiros a mais morando em locais diferentes (rs).
Bom, a recenseadora que se chamava Creusiane (eu descobri) fez mais meia dúzia de perguntas do tipo, cor, data de nascimento minha e de meus filhos e pronto.
- Terminou? Perguntei.
- Terminou. Ela respondeu.
- Mas, já?
- Já!
- Você não vai me perguntar o estado civil, quantos eletromésticos eu tenho, se tenho carro etc?
- Não.
- Uai, mas é pouco assim? Digo, o questionário é pequeno desse jeito?
E aí, ela me explicou que existem dois tipos de questionários, um básico e outro mais longo e que a maquinhinha do censo é que escolhe qual será aplicado e em que momento – deve seguir algum critério estatístico para isso (pensei).
Fiquei um pouco frustrada, confesso. Queria falar mais. Foi aí que comecei a fazer perguntas para a Creusiane e descobri que ela estava passando àquela hora porque naquela área, a maioria das pessoas só está em casa no fim do dia e que a jornada de trabalho dela começava ás 19h e terminava por volta das 23h.
Ela explicou ainda que nem sempre é bem recebida e muita gente tem (até) má vontade na hora de responder às perguntas do questionário. O que é lamentável. Essa falta de espírito cívico, essa má vontade generalizada na população me entedia.
Pois eu digo e repito: fiquei muito feliz em receber o censo na minha casa e, olha, responder às perguntas, ser gentil e agradável não tira pedaço de ninguém.
O censo deveria medir (sugiro) o nível de humor da população e a falta de disposição para ser gentil e prestativo. Acho que é isso que está faltando (e muito) na percepção da população brasileira.
Eu fui recenseada! Essa semana, tive o prazer de receber em minha casa a recenseadora do IBGE. Ela chegou por volta das 22h e me causou espanto alguém tocar a minha campainha àquela hora. Já me preparava para dormir.Mas, quando a moça se identificou, confesso que fiquei até emocionada. Por diversas vezes já havia visto no elevador a foto da recenseadora. Num daqueles avisos que dizem:
"Esta é fulana e ela é a recenseadora do IBGE nesta área".
Bom, admito que não lembrei da fisionomia dela, quando tocou a campainha, mas logo identifiquei o colete azul do Instituto e percebi que finalmente eu iria entrar para a estatística do censo.
A moça começou perguntando se eu morava num imóvel próprio ou alugado, perguntou alguma coisa sobre a infraestrutura do local e se alguém mais morava comigo, ao que respondi:
- Bom agora você me pegou. Tenho uma situação que (acredito) o IBGE ainda não prevê na estrutura das famílias modernas.
E expliquei...
Eu e meu ex-marido temos uma situação de guarda compartilhada dos nossos filhos. Nesse caso, os meus filhos dormem comigo às 2ª, 4ª e 6ª, dependendo do fim-de-semana. Se os dois forem ficar com o pai no sábado e domingo, então, eles dormem na 6ª com ele. Portanto, se você fizer essa mesma pergunta ao pai deles, certamente ele dirá que os meninos moram com ele.
A moça me olhou intrigada e disse: e agora?
- Agora, eu é que pergunto.
Ela indagou se eles passam mais tempo comigo ou com o pai. Eu disse que normalmente, eles terminam dormindo mais comigo e aí ela sugeriu:
- então, podemos colocar que eles moram com você.
-ok. Mas, eu vou ter que falar para o pai deles que a resposta foi essa porque senão aparece dois brasileiros a mais morando em locais diferentes (rs).
Bom, a recenseadora que se chamava Creusiane (eu descobri) fez mais meia dúzia de perguntas do tipo, cor, data de nascimento minha e de meus filhos e pronto.
- Terminou? Perguntei.
- Terminou. Ela respondeu.
- Mas, já?
- Já!
- Você não vai me perguntar o estado civil, quantos eletromésticos eu tenho, se tenho carro etc?
- Não.
- Uai, mas é pouco assim? Digo, o questionário é pequeno desse jeito?
E aí, ela me explicou que existem dois tipos de questionários, um básico e outro mais longo e que a maquinhinha do censo é que escolhe qual será aplicado e em que momento – deve seguir algum critério estatístico para isso (pensei).
Fiquei um pouco frustrada, confesso. Queria falar mais. Foi aí que comecei a fazer perguntas para a Creusiane e descobri que ela estava passando àquela hora porque naquela área, a maioria das pessoas só está em casa no fim do dia e que a jornada de trabalho dela começava ás 19h e terminava por volta das 23h.
Ela explicou ainda que nem sempre é bem recebida e muita gente tem (até) má vontade na hora de responder às perguntas do questionário. O que é lamentável. Essa falta de espírito cívico, essa má vontade generalizada na população me entedia.
Pois eu digo e repito: fiquei muito feliz em receber o censo na minha casa e, olha, responder às perguntas, ser gentil e agradável não tira pedaço de ninguém.
O censo deveria medir (sugiro) o nível de humor da população e a falta de disposição para ser gentil e prestativo. Acho que é isso que está faltando (e muito) na percepção da população brasileira.
///~..~\\\
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
FED UP
Por katia maia
Não me venha com essas palavras chulas, com desculpas esfarrapadas, com frases prontas. Pelo menos uma vez na vida, admita que acabou.
Aliás, há muito tempo já percebemos, sentimos que não havia mais nada. Mas, não, a gente tem essa estranha mania em insistir. Essa coisa do ser humano de achar que tudo vai se arranjar e que novamente tudo será como antes.
Pára! Não é por aí. Não me telefone como se a distância, o silêncio, a indiferença, não significassem nada.
Como você pode acreditar que a minha desfaçatez é real? Como você pode achar que ao me fazer de boba eu realmente o seja. Você realmente crê que eu esteja falando com você como se nada tivesse acontecido.
Ora bolas. Sou um pouco mais inteligente do que isso. Sou um pouco melhor do que essa leitura que você faz da minha pessoa.
Quando você some, quando não dá notícia, quando não liga, não aparece. Eu sei! Eu vejo! Eu Sinto!
Só não falo nada porque acho que não vale a pena. Por preguiça mesmo. Preguiça de encompridar o papo e ter que discutir uma relação que há muito já não existe mais.
Venhamos e convenhamos, eu sou melhor do que isso. Portanto, não me venha com o blá blá blá de sempre. E quando pensar em ligar, simplesmente não ligue, não apareça, não ouse!
Não me venha com essas palavras chulas, com desculpas esfarrapadas, com frases prontas. Pelo menos uma vez na vida, admita que acabou.Aliás, há muito tempo já percebemos, sentimos que não havia mais nada. Mas, não, a gente tem essa estranha mania em insistir. Essa coisa do ser humano de achar que tudo vai se arranjar e que novamente tudo será como antes.
Pára! Não é por aí. Não me telefone como se a distância, o silêncio, a indiferença, não significassem nada.
Como você pode acreditar que a minha desfaçatez é real? Como você pode achar que ao me fazer de boba eu realmente o seja. Você realmente crê que eu esteja falando com você como se nada tivesse acontecido.
Ora bolas. Sou um pouco mais inteligente do que isso. Sou um pouco melhor do que essa leitura que você faz da minha pessoa.
Quando você some, quando não dá notícia, quando não liga, não aparece. Eu sei! Eu vejo! Eu Sinto!
Só não falo nada porque acho que não vale a pena. Por preguiça mesmo. Preguiça de encompridar o papo e ter que discutir uma relação que há muito já não existe mais.
Venhamos e convenhamos, eu sou melhor do que isso. Portanto, não me venha com o blá blá blá de sempre. E quando pensar em ligar, simplesmente não ligue, não apareça, não ouse!
Acabou. Isso é tudo.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
A meia por inteiro!
Tem coisas na vida que a gente sabe que é bom, mas tem a certeza depois que realiza. Ter participado da 14ª Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro foi uma experiência única.No principio, acho, nem eu acreditava que seria possível. Eu que estava acostumada às minhas corridinhas de dez quilômetros apenas, de repente duplicar a distância – quer dizer: mais do que duplicar, porque há uma folga de um quilometro nessa conta -. Realmente era muita audácia!
É, mas eu sou turrona e marrenta e como eu mesma disse ao meu treinador: sou bem adestrada. É só me passar uma planilha de treinos, que eu faço dela a minha bíblia. E assim aconteceu.
Mas, estou aqui para falar da prova: mais de 19 mi corredores e um deles era eu. A prova é pura emoção. Desde o início quando chegamos lá e temos a devida noção do tamanho dela.
Acho que o que melhor exemplifica isso é a largada. Claro que não falo da largada da elite, mas dos mortais como eu. Quando ela é dada é simplesmente impossível a gente conseguir sair de cara correndo. Somos obrigados a caminhar por pelo menos 500 metros porque é tanta gente que a gente acompanha o fluxo.
Próximo ao primeiro quilômetro é que percebemos que estamos trotando e depois, aos poucos, cada um adquire o seu ritmo e a partir desse momento é por nossa conta.
O astral é algo digno de nota. Durante todo o percurso somos saudados por cariocas bem humorados e alegres que gritam palavras de incentivo e até gritam o nosso nome que está providencialmente escrito em nosso número de identificação.
A sensação que dá é que somos corredores conhecidos e o público está nos chamando pelo nome. Bom isso, não? É algo que dá um ânimo enorme e cada vez que alguém gritava meu nome (foram três vezes ao longo do percurso) o efeito era de terem turbinado meus tênis. (risos)
Além disso, tem ainda o visual. Correr pela orla do Rio não é castigo para ninguém, vamos combinar. É um deleite. Nos momentos em que eu me sentia cansada, procurava abstrair olhando para o mar, para aquela vista maravilhosa da cidade maravilhosa e sabe: dava certo!
A prova é muito bem organizada. Tem hidratação a cada três quilômetros praticamente e estamos o tempo todo acompanhados por uma imensidão de corredores. Ao longo de todo o percurso tem gente que corre mais rápido que a gente e tem aquele que a gente deixa para trás.
Claro, que nem tudo são flores. 21km e 97m é uma distância razoável e exige treinamento e disciplina. Durante o trajeto procurei administrar minha ansiedade e cansaço e só relaxei quando avistei a placa indicando o quilômetro vinte. Ali, eu tive certeza que conseguiria.
E assim aconteceu: com 2h26min eu consegui completar a prova e posso dizer que me senti uma vencedora porque ganhar para mim é isso: completar e atingir meus desafios.
Hoje é dia de festa!
Eu explico: há exatos quinze anos, às 16h35 da tarde nascia no Hospital Snata Luzia em Brasília, o meu primeiro filho. Lindo, desejado, querido e amado. Bernardo foi o primeiro maior presente que a vida me deu. Depois veio o Guilherme, também outra alegria que chegou um ano e nove meses depois.
Bom, mas hoje é o dia do Bernardo e logo cedo, pulei em cima dele, que ainda dormia na cama e (claro) percebi o quanto ele está crescido, bem maior do que eu, e abracei suas costas largas. Beijei muito meu ‘bebê’ e relembrei com ele, passo a passo, o dia 24 de agosto de 1995.
Lembrei-me que fui ao ginecologista pela manhã para a consulta rotineira de pré-natal e o médico, Dr. Carlos João, me informou que eu estava entrando na 41ª semana de gestação e que a partir daquele momento eu teria que monitorar diariamente o desenvolvimento do bebê dentro da barriga, pois corria o risco da placenta envelhecer de uma hora para a outra e isso significaria risco para a vida da criança.
Dito isso, não tive dúvida: perguntei ao médico se poderia ser feita a cesárea naquele dia mesmo ao que ele confirmou e marcamos para o início da tarde. Fomos para casa, eu e o Afonso, arrumamos a malinha do bebê – que até então eu não sabia o sexo – e partimos para o hospital.
Às 16h35, eu ouvi o médico anunciar:
- Getúlio! Nasceu Getúlio!
Claro que não era esse o nome escolhido para o meu filhote, mas essa foi a maneira que o médico encontrou para dizer que acabara de nascer um menino: forte, saudável, lindo! Quando vi a carinha do Bernardo pela primeira vez eu já sabia que seu nome seria Bernardo pois ele tinha cara de Bernardo. Eu também já sabia que era amor à primeira vista.
Filho é assim. É difícil de explicar e acredito que só quem tem filhos pode entender essa sensação de sentir um amor tão grande, tão grande, mas tão grande, que muitas vezes parece que a gente vai explodir. É amar mais a outra pessoa do que a nós mesmos. E isso não é conversa para descrever sentimentos não. Isso é a pura verdade.
Pois bem, hoje meu primeiro filhote completa 15 anos. Uma data referência na vida da pessoa. E eu posso dizer que ele tem a exata carinha que eu imaginava que teria nessa década e meia de vida, desde o primeiro momento em que pus os olhos nele.
Hoje, o dia é todo voltado para o Bernardo. Hoje, eu desejo ao meu filho (como sempre) toda felicidade do mundo. Que todos os sonhos dele se realizem, que a vida seja gênerosa com ele e que os caminhos que venha a trilhar sejam os mais promissores e frutíferos possíveis.
Bernardo, hoje e sempre, eu lhe amo e agradeço a Deus por tê-lo como filho.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Minimos Contos
por katia maia
É com satisfação que informo que meu microconto foi escolhido dentre tantos que participara do concurso Minimos contos.
A proposta era escrever um conto em 140 caracteres, bem no estilo Twitter. Mais de 400 contos concorreram. Acabo de receber um comunicado, me infromando que meu conto foi selecionado e será publicado no e-book
MinimosContos até o final de 2010 com a Editora Aletria.
Abaixo, o conto selecionado:
Frio! Sentiu a mão percorrer seu corpo lentamente, levemente. Escuro! Tentou gritar. Não deu. Uma pancada no peito. Abriu os olhos. Acordou!
É com satisfação que informo que meu microconto foi escolhido dentre tantos que participara do concurso Minimos contos.
A proposta era escrever um conto em 140 caracteres, bem no estilo Twitter. Mais de 400 contos concorreram. Acabo de receber um comunicado, me infromando que meu conto foi selecionado e será publicado no e-book
MinimosContos até o final de 2010 com a Editora Aletria.
Abaixo, o conto selecionado:
Frio! Sentiu a mão percorrer seu corpo lentamente, levemente. Escuro! Tentou gritar. Não deu. Uma pancada no peito. Abriu os olhos. Acordou!
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Calo-me...(da série #resgates)
*A partir de hj, sempre que eu resgatar algum texto meu escrito e não publicado, vou postar aqui. O que é escrito é para ser publicado....
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Katia Maia No domingo passado, participei de uma prova de auto superação, chamada Audax. A competição é realizada no mundo todo, em etapas. ...
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