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segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Une nuit française


por Katia Maia

A proposta? Uma noite agradável, degustando a culinária francesa harmonizada com vinhos idem. Isso, num lugar com todo o charme de uma cafeteria francesa, instalada dentro de um dos locais mais franceses de Brasília, a Aliança Francesa!


O resultado?  Propósito alcançado!

Fui, numa quinta-feira, 9/08, participar, verificar e apreciar a 7ª Edição do Amuse Bouche. O nome já dava uma dica do evento: um aperitivo, uma degustação, uma mostra de bons vinhos e bons pratos franceses. Tudo minuciosamente escolhido e preparado pelos anfitriões do Le Jardin Bistrot – Márcia Cruz (sommelier), Tiago Santos (chef) e Marcus Vinicius Oliveira (administrador) para nos sentirmos bem. E olha que ‘acolhimento’ é a palavra! 

Karla Maia (irmã), Márcia (anfitriã) e eu

Logo que cheguei, Márcia veio me receber na porta do bistrot e já me adiantou que a degustação estava justamente começando. Um cardápio de sete vinhos franceses trazidos ao Brasil pela Importadora Chez France, que atende ao estabelecimento.

Os anfitriões Marcus, Thiago e Márcia
Ao todo foram servidos sete vinhos, sendo dois brancos, um rosé e quatro tintos. No final, quem participou pôde comprar os rótulos ao preço de custo comprado pelo Le Jardin na importadora. O vinho que mais gostei foi o rosé – Domains de Saint Ser Prestige 2016. Um primor! Daqueles vinhos que a gente degusta, gosta e quer levar de qualquer jeito. Comprei!

Bouillabaisse com leite de coco,
O rosé foi servido após os dois brancos, que abriram a degustação e eram muito bons também,  e juntamente com o terceiro prato – Bouillabaisse com leite de coco, sopa de camarão, peixe e mexilhões. Nem a minha irmã, que não gosta de mexilhões, resistiu. Parfaite!

Comprei ainda outro vinho, um tinto, o Domaine Glantenet hautes Côte de Nuits 2016. Superbe! Ele foi servido com Bouef Bourguignon – purê de batatas com alho assado, cebolas, bacon, tomates confit em consome de cogumelos. Não resisti e também este vinho foi parar lá em casa. Resta saber se terei cacife para servir pratos franceses acompanhando os rótulos. Mas, isso é papo para outra conversa (rs).

Bouef Bourguignon
Bom, no quesito vinhos, o evento trouxe um plus: a presença do especialista em vinhos Thiago Matheus do Blog Vinhos do Dia. Ele fez questão de ir de mesa em mesa, apresentando a carta de vinhos, tirando dúvidas e assessorando os presentes. Aliás, o tempo todo me senti bem recebida. Márcia também foi várias vezes até a nossa mesa para verificar se estava tudo correndo bem e estava.

Vinhos à venda
Uma nota para a degustação: não foi um evento em que precisávamos pegar fichinhas para degustar vinho um, dois ou três etc. Não havia medidores nas garrafas. Ao gostar de um vinho, podíamos perfeitamente pedir um pouco mais e degusta-lo novamente.

Márcia e Thiago Matheus
Assim, posso dizer que participei, degustei, conversei, aproveitei e saí satisfeitíssima de um evento acolhedor  numa  cafeteria aconchegante que está localizada dentro da Aliança Francesa, de frente, nada mais nada menos,  para
um dos mais belos jardins da cidade, projetado por Burle Marx.

O Le Jardin Bistrot é um local pensado para você se sentir bem e acolhido.  E olha que eu nem falei da minha memória afetiva com a Aliança, onde estudei durante anos até finalizar o curso de francês. N'est pás?





Serviço:

Local: Aliança Francesa , SEPS 708/907 Lote A - Asa Sul
Horário: 07:30 às 20:30
Fone: (61) 3262-7677

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Corra para pegar a próxima fornada!



Por katia maia

Eu acredito muito fortemente que o homem - depois de ter ido tão longe na mecanização, na padronização, na busca pela produção em escala comercial – está agora se voltando para o exclusivo, o diferente, o feito com carinho e para poucos.
Posso dizer que gosto da ideia e que acredito que essa onda tenha começado com os orgânicos, com a linha mais natural e como o contraponto à generalização. Hoje, encontramos os mesmo produtos produzidos pelas industrias  mas em versões cult e diferenciadas.
Nessa linha, quero compartilhar a minha mais recente descoberta: brownies! Isso mesmo, brownies feitos especialmente para quem busca o sabor do autentico bolinho.
Aqui, cabe um parêntese e minhas desculpas com a palavra ‘bolinho’. Afinal, nem sei se posso chamar o brownie assim. É que na gastronomia, eu estou mais para apreciadora do que para a conhecedora de temperos, misturas, receitas ou alquimias. Afinal, se fosse fazer uma analogia com o ciclismo- que eu adoro – sou uma autentica ‘pau de rato’ na cozinha. Nem de longe serei uma ciclista, fico na rabeira, quase pulando fora.
Bom de volta ao que importa, eu gostaria de apresentar os Brownie Bites. Minha mais recente descoberta e que (vai por mim) tenho certeza que irá bombar . Eles são uma criação da Mari Velasco e Nara Lacerda, essa segunda colega de profissão, portanto, jornalista.
As delícias: a unidade custa R$ 3,00
O brownie bites surgiu da persistência em busca do “autêntico brownie” . Nara explica que  a “Mari tem paixão por brownie e não conseguia encontrar um que fosse a perfeita tradução do tipo que ela mais gostava, o americano, molinho por dentro e crocante por fora”, explica.
A receita foi, então, sendo testada e aprimorada, sempre com produtos orgânicos e de primeira linha.  A mistura tem, na verdade “os segredos da Mari de temperatura, tempo de cozimento e produtos utilizados”, explica Nara.
Mari e Nara no Pic Nik
Na sequencia de experimentações, Mari começou a fazer os brownies para levar para o trabalho, e sempre que tinha jantares em sua casa, reuniões com os amigos etc. “As pessoas começaram a cobrar. Quando a gente ia a algum encontro ou mesmo nossos amigos vinham aqui em casa, eles sempre cobravam a presença dos brownies. Até quando a gente tinha sobremesa, eram os brownies que eles queriam”, diverte-se Mari.


Festa para todos no Pic NIk

O jeito foi começar a vender e no boca a boca, a fama do Brownie Bites bateu à minha porta. Não resisti. Encomendei logo cinco e foi pouco. No meu trabalho, os bolinhos foram um sucesso. 
Sucesso que agora pode ser encontrado em eventos da cidade como o PIC NIK – a marca Brownie Bites participou do evento duas vezes: no CCBB  e  no estacionamento da Sala Furnarte. Esse último no dia 17/08.
Eu recomendo, é delicioso e quase exclusivo porque as meninas ainda mantém a produção artesanal, então corre e encomenda os seus antes que acabe a próxima fornada.


Serviço:
Brownie Bites
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terça-feira, 20 de setembro de 2011

A Reforma - the beginning

por katia maia

Hoje, começa a minha jornada pelo imprevisível mundo das reformas. Nunca estive a frente de qualquer coisa que se parecesse com uma reforma e me confesso assustada e apreensiva.


Por isso, me proponho a descarregar aqui no meu blog todas as minhas dúvidas e ansiedades em relação a tão polêmica reforma em casa.
levei os filhotes para conferir o primeiro dia de demolição

Começo pelo aspecto mais difícil e doloroso, no meu ponto de vista: os custos. Meu Deus é tudo muito, mas muito mesmo, caro! O que eu imaginava que seria uma coisinha simples, de repente (antes mesmo de começar) foi crescendo, crescendo, me absorvendo as finanças e quando eu percebi já estava completamente tomada por números e cifras.

Contratei um arquiteto para agilizar o processo. Sempre soube que a consultoria de um profissional ajuda (e muito) nessas horas. Bom, posso dizer que tem me sido bem útil ‘so far’...
Parede da sala/varanda que foi demolida

Bom, o arquiteto ao apresentar o projeto – que inicialmente era apenas para cozinha e quarto dos filhos, mas terminou sendo feito para todo o apartamento - isso aqui a gente faz a bom custo, aquilo ali é simples, aquilo lá é fácil.

Qual o quê! Nada é simples e barato quando se trata de derrubar paredes e mudar a cara de sua casa. Uma reforma, eu definiria, como um emaranhado de fios. Uma coisa puxa a outra e na hora de desenrolar, você termina enrascada num emaranhado de detalhes que nem imaginava que existisse.

Parede do quarto dos meninos para varanda em processo de demolição
È a pedra da pia, a iluminação da sala, a parede customizada, o piso flutuante, etc etc etc! Quase enlouquecendo, eu gritei:

- Pára tudo! Não vou dar conta. Precisamos rever esses orçamentos. Está tudo muito caro. Vou ter que eleger prioridades e não vou conseguir fazer tudo de uma só vez. Não adianta dizer que dá, quando na verdade não dá!

Meu arquiteto, Beto Carril, concordou. Ele percebeu que eu estava a beira de uma ataque de nervos e compreensivamente assentiu. Ficou acertado que farei o que é mais urgente.

- O restante, você faz mais para frente. Vamos por partes. Disse ele e eu, claro, concordei.

Uma pequena parte do entulho que começa a se formar
Vou abrir minha cozinha para a sala com um janelão para que ela possa ‘respirar’ dentro do minúsculo espaço designado para a gastronomia e aumentarei o quarto dos meus filhotes, aproveitando a varanda.
- OK? Então? Diminuímos custos assim? Perguntei ansiosa

Resposta: sim e não. O custo cai, obviamente, porque cortei um monte de coisa mas. Reforma é assim mesmo. Você entra e só depois que termina saberá em que condições conseguiu sair. Let’s see.

Calo-me...(da série #resgates)

*A partir de hj, sempre que eu resgatar algum texto meu escrito e não publicado, vou postar aqui. O que é escrito é para ser publicado....