Mostrando postagens com marcador memorias de uma mãe de adolescentes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador memorias de uma mãe de adolescentes. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Mãe é tudo igual. Filho também!



por katia maia

Existe peça maior do que a nossa mãe? Existe! Nós mesmos quando nos vemos e nos reconhecemos no papel de progenitora. Como mãe de adolescentes e absolutamente atuante e experimentadora dessa aventura que é ser mãe de dois rapazes, não posso deixar de falar sobre uma peça teatral que assisti recentemente e que me retratou tão bem como (imagino) assim o faz com centenas de milhares de mães de adolescentes espalhadas por esse país.
Eu fui ver, em Maceió, Alagoas “Minha mãe é uma Peça”, um monólogo do ator Paulo Gustavo. Agora, por que tão longe? Na verdade, fui até o Nordeste para gravar especificamente esse espetáculo para um vídeo promocional da empresa aérea Avianca, que apoia e promove a cultura pelo Brasil. Ou seja, não estava nos meus planos assistir à peça, (não por agora)mas já que ela caiu no meu colo, claaaaro que eu gostei bastante da ideia.
Para me preparar para as filmagens, resolvi assistir ao filme homônimo da peça. Pela amostra que tive na telinha, já pude perceber que eu me divertiria com a peça. Embora estivesse meio cabreira de ver nos palcos uma espécie de reprise do filme. Bom, vamos deixar de conversa e vamos ao que interessa: fui, vi e gostei.
#Tietando com Paulo Gustavo
Claro que é preciso gostar também do estilo do ator Paulo Gustavo. Um tipo exagerado e que exacerba as falas e situações do dia a dia, mas que (na minha opinião) deixa engraçado e divertido o nosso cotidiano.
Bom ,ao começar o espetáculo, confesso que fiquei reticente e pensei: será uma cópia do longa-metragem.  Resolvi que não seria conquistada facilmente e que só iria rir se realmente houvesse razão para  tal.
Espetáculo começou e eu lá: analisando, avaliando, sem querer me envolver.  O tempo foi passando e não durou 15 minutos para que eu já estivesse rindo e me divertindo com o que via no palco.
A verdade é que Paulo Gustavo retrata de forma bem humorada e exagerada (claro) as situações do dia a dia que só quem é mãe de adolescentes sabe disso. Aquela coisa de toalha molhada deixada em cima da cama, do par de tênis imundos e podres no meio da sala,  da falta de cuidado com o que diz e faz. Tudo que é bem comum a esses seres ditos adolescentes.
Toda mãe e uma peça!
Cenas típicas do cotidiano do convívio com adolescentes como o copo usado para beber Nescau e que fica sujo em cima da pia com aquela crosta de açúcar dura no fundo. Tudo isso e muito mais, que vivido no dia a dia simplesmente desanima qualquer mãe, mas numa peça de teatro, retratada nos palcos, para a gente se ver, toma uma proporção maior e provoca o riso em toda mãe que enfrenta esses perrengues.
Ha momentos em que nos vemos na personagem praguejando e jurando que nunca mais vai ceder aos pedidos dos filhos. Nos vemos até quando dizemos que não vamos mais nos importar  com nada e largar de mão e desistir deles. Tudo balela. Mãe nunca desiste de filho e chega (até) a rir do próprio desespero quando pensa que não vai dar conta. O desespero passa, a angustia cede e o amor fica, para sempre. Porque mãe é isso.
Paulo Gustavo faz muito bem a (nossa) personagem e a gente chega a acreditar que a Hermínia realmente  existe.  Aliás, ela foi inspirada numa mãe de verdade: a do próprio ator. E, acredito em muitas outras que espalhadas pelo país repetem diariamente o que é dito na peça:
- Mãe é tudo igual, filho também.


Serviço
Minha Mãe é uma Peça
O espetáculo vem para Brasília em Outubro, nos dias 19 e 20, no Teatro Nacional
(61) 3325-6105

sexta-feira, 2 de março de 2012

Não quero prender. Quero saber!

por katia maia

#memórias_de_uma_mãe_de_adolescentes


- Mãe, qual é a senha do meu cartão de débito mesmo?


A pergunta soaria como a mais natural possível, não fosse um detalhe:

- Como assim, qual é a senha do seu cartão? Onde você está para precisar usar o cartão?

- Não... é que eu estou aqui no Mc Donald’s com o fulano e fui passar o cartão para pagar o lanche e não estou lembrando qual é a senha...

- Como assim, eu estou no Mc Donald’s? Perguntei já quase aos berros.

- Não.. é que... sabe... Ele se enrolou na resposta e se eu etivesse no lugar dele já teria na minha mente a certeza do famoso “Ih, fiz M...!”

Fez mesmo! Respondo quase que automaticamente, mentalmente, aos pensamentos que, tenho certeza, estavam se passando pela cabeça dele.

A história é que ele estava na casa de um amigo, para onde fora com o irmão para dormir. Lá pelas tantas (pelas tantas mesmo) eles resolveram ir até o Mc Donald’s para comprar um lanche. Só que... Não me avisaram!

Quando ele me ligou para pedir a senha já era quase meia noite e justamente àquela hora ele estava comprando um lanche em um canto da cidade que eu desconhecia!

- Nem pensar! Gritei e rosnei:

- Volte agora! Você não tem autorização para estar aí. Você não me ligou avisando, você... Você... Você. Eu babava!

Ele percebeu a m... que tinha feito e me pediu desculpas.

Tudo bem, desculpas aceitas, mas: senta que lávem história. Ele ouviu, ouviu e ouviu pelo menos por uns três dias seguidos.

A verdade é que eu posso até parecer neurótica. Afinal, ele já tem 16 anos. Mas não sou e explico porquê.

Não dá para eu não saber a localização, o endereço, o lugar onde eles estejam.

Sou paranóica sim, mas não sou totalmente intransigível. Tudo o que peço é: me digam onde estão e eu explico (novamente):

Desde pequenos, conto para eles a história da estudante que decidiu acampar com o namorado e disse para a mãe que ia para um canto e terminou indo para outro - um sítio abandonado no interior de São Paulo. Os namorados foram surpreendidos por um psicopata que torturou e matou o casal.

Os dois adolescentes (ela de 16 e ele, 19) foram dados como desaparecidos e tiveram os corpos encontrados alguns dias depois. Isso aconteceu em 2003 e desde então conto para os meus filhos e falo da importância de me avisarem onde estão.

Esse caso foi emblemático, mas muitos outros ocorreram depois disso e muitos acontecem diariamente em nossas cidades. Por isso, é importante a gente saber sempre onde estão.

Eles retrucam, mas no fundo entendem.

O mundo tecnológico até trouxe para o dia a dia de todos nós a facilidade de acompanhar online, em tempo real o que acontece nos quatro cantos do planeta. A sensação que temos é de que há câmeras espalhadas por cada centímetro de nossas cidades. Tudo isso, levou as pessoas a terem uma sensação de que estão sendo vigiadas o tempo todo, todo o tempo.

- Isso é bom? Pergunto a mim mesma.

- É bom e é ruim. Respondo a mim mesma.

Nessa louca vida que levamos com nossos filhos adolescentes nesse mundo que não está nada amigável, o fato de termos um sistema de vigilância ininterrupto em cada centímetro de nossas vidas é algo que poderia (digo, poderia) dar uma certa tranqüilidade para nós – pais de adolescentes.

Mas não dá! E é por isso que em casa temos essa regrinha básica:

Não importa onde você esteja, para onde vá, o que vá fazer. TEM QUE AVISAR!

- Mas, mãe, você e meu pai prendem a gente demais! Retruca o meu caçula.

Não importa. Não quero prender, quero saber!






sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

mau humor dá e passa

por katia maia

#memórias_de_uma_mãe_de_adolescentes

Grandes dúvidas da humanidade; de onde vem a fonte inesgotável de mau humor dos adolescentes? Sim, porque eles tem uma facilidade para virar o humor que é algo impressionante e aí, quando isso acontece, só mesmo uma boa dose de paciência para que a gente possa agüentá-los.

Acho que o bad humor tem muito a ver com as expectativas que eles tem em relação aos programas e às coisas que desejam fazer no momento em que pensam que devem acontecer da forma como querem que aconteçam. Deu para entender? Não, nem eu!

Outro dia, ao sair do trabalho fui buscá-los, meus dois filhotes machos que estão semrpe a postos para pedir algo impossível ou quase de se fazer quando se sai do serviço depois de um dia inteiro de ralação. Mas, ok, está bem: eles estão de férias, e é nesse ponto que eu discordo totalmente daquela musica do Rei que dizia: ‘quando as crianças saírem de férias talvez a gente possa então se amar um pouco mais...’.

Não, quando as crianças saem de férias, começa o nosso, desesper, ‘perrengue’ e dilema: o que fazer e inventar para que eles fiquem ocupados enquanto a gente toca a vida normalmente com toda a rotina diária de trabalho, obrigações, deveres e lazer somente nos fins de semana? E se eles já estão adolescentes, então... vixi!

Bom, ‘resuming’... Saí do trabalho e já no caminho para pegá-los um deles liga:

- mãe, como é que vai ser hoje?

- Como assim, como é que vai ser hoje? Eu estou indo pegar vocês e aí a gente vai para casa...

- Mas...

- Mas, o quê?

- A gente não pode ir ao cinema e depois a mãe do fulano pega e a gente dorme na casa dele?

- Não, não dá! Vocês estão de férias, mas a vida continua. Para vocês dormirem na casa do fulano, eu preciso pegar vocês amanhã cedo, porque os pais do fulano também trabalham cedo e não dá. No fim de semana, quem sabe...

Pronto, instalou-se o mau humor! É tiro e queda. Basta contrariar as expectativas, atrapalhar os planos que lá vem a dose de TPM adolescente em dose tripla: Tudo Para Mencherosaco!

Quando cheguei para pegá-los, já estavam de ‘ovo virado’ com dizia minha avó. E aí, como lidar com isso? Entendo que eles queiram aproveitar ao máximo as férias, mas entendo também que eu estou trabalhando e não dá para abrir a guarda todo o dia. É complicado. É cansativo...

Então, qual a solução? Simples. Não é não e não tem discussão. Tem dias que dá, tem dias que não dá. E esse foi um deles. Claro que a trompa foi insuportável e o mau humor maior ainda. E, claro que nessas horas não vale nem a pena conversar. Eles ficam simplesmente insuportáveis.

O que fazer? Deixa quieto. Vai para casa, toma um bom banho, liga a TV ou pega um bom livro e vai relaxar porque mau humor de adolescente dá e passa. Graças a Deus!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O tempo não pára

Por katia maia
#memórias_de_uma_mãe_de_adolescentes

Responda rápido: quanto tempo tem? Se a resposta vier de um adolescente, será difícil chegar a um consenso. É incrível a percepção que possuem do tempo. Uma hora tem-se todo tempo do mundo, em outra, o mundo está para acabar ainda hoje.


Vira e mexe ouço meus filhos falando sobre o que pretendem da vida. Claro que são planos mirabolantes, coisas que a fértil e criativa mente adolescente consegue produzir. O futuro que existe para eles é fantástico, cheio de realizações, com muita coisa boa e muito dinheiro. Óbvio, eu concordo. Se for para sonhar, que seja alto e com coisas muito boas.

Mas, é incrível a falta de paciência diária que possuem e fico imaginando como esperam alcançar e percorrer todo o percurso que eles tem pela frente até conquistar tudo que está em seus sonhos. Aliás, impaciência, acredito, é uma característica inerente ao adolescente. E mais: totalmente inerente ao jovem dos tempos modernos, que está acostumado com o mundo online.

Aliás, o mundo em tempo real só veio para prejudicar, e muito (na minha opinião) a chance que os adolescentes tinham de aproveitar os momentos na hora em que estão acontecendo. Tudo tem que ser para agora e online, porém, ficam tão preocupador em relatar o agora nas redes sociais que esquecem de viver cada instante.

Eles estão num shopping e postam no Facebook, no Twitter, entram no menssenger etc. Eles encontram alguém na loja e pronto, a foto já foi publicada, eles pensam em falar com um amigo e já entram no msn e mandam mensagem. E incrível é que o amigo está lá, do outro lado, conectado e pronto para responder. Não é demais?

Os jovens são, por natureza, mestres em achar que o aqui e agora é o que importa. Ainda mais nesses tempos em que o tempo real dita o andar da carruagem e a velocidade dos fatos. As redes sociais transformaram nossos jovens em pobres prisioneiros do ‘now’.

É assim o tempo todo. E, com isso, claro, a tão curta e imperceptível paciência dos adolescentes vira poeira. Ah, mas isso somente quando eles querem estar em outro lugar (o que acontece muito frequentemente quando estão com pais ou avós do lado) porque quando estão no ambiente deles, se divertindo, o tempo pode parar.

Quando estão com os amigos, o jogo vira e a paciência tem que ser nossa. Perdi a conta de quantas vezes fui pegá-los em shopping centers depois de uma sessão de cinema e a festas, marquei um horário, e na hora de buscar veio aquela frase:

- Posso ficar mais um pouco?

- Como assim, cara pálida? Eu estou aqui, saí de casa, o horário combinado foi esse e você quer ficar um pouco mais? Não! Claro que não!

Pronto, Virei a insensível, mãe que não colabora, que não entende... Pode? Não, não pode.

- Entra no carro agora, que eu estou com sono e já está na hora. Pronto, encerrei a discussão.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Radiotaxi Mãetorista

por katia maia

memórias_de_uma_mãe_de_adolescentes

Quantas vezes ouvi minha mãe reclamar que ficara a noite acordada porque eu estava na rua, na noite, curtindo a balada. Naquela época eu não entendia. Achava exagero e rebatia que era tudo coisa da cabeça dela. Minha mãe frequentemente rebatia com um ditado:

- Trás de ti virá quem me vingará!

Eu confesso que na época, não entendia. Mas ela fazia questão de explicar:

- Simples, não desejo a você nada mais do que filhos idênticos à você.

- Como assim? Eu pensava e ficava imaginando que seria (até) legal ter filhos iguais a mim.

Qual o quê! Hoje entendo que minha mãe sofria com meu jeito, digamos, apaixonado por rua. Hoje eu entendo (também) que praga de mãe funciona!

Tenho filhos que adoram festa. A sorte é que ainda dependem de mim para ir e vir aos lugares - e gosto disso. Mas, sofro, ah, se sofro, nas madrugadas esperando a hora de buscá-los. Se tem uma coisa que é certeza, batata mesmo, na vida de uma mãe é o fato de que, depois que eles nascem perdemos definitivamente o controle sobre o nosso sono.

Essa é uma verdade para qualquer fase da vida de nossos filhotes e eu nem preciso explicar muito. Lembro-me deles pequeninos, bebês. O meu mais novo, então, foi uma coisa! Ele simplesmente trocava o dia pela noite. Cheguei até a ser personagem de uma matéria que falava dos horários nada convencionais dos bebês.

Na época, ele tinha três meses e eu só me lembro da minha cara na reportagem de mãe alucinada que não dormia nunca e desabafava para a repórter:

- Eu não durmo nunca! Quando o dia amanhece, ele (que passou a noite acordado) parece falar para o irmão (que dormiu a noite toda): pronto, fica com a minha mãe que agora eu vou dormir. E assim, eles se revezavam!

Bom, agora não se revezam mais. Agora, eles tem outro acordo: um vai para uma festa num ponto da cidade e o outro para o lado oposto. Para quem conhece Brasília, é mais ou menos assim: um vai para o final do Lago Sul e o outro para a ponta do Lago Norte. E eu...

Bom, eu tenho uma nova profissão: ‘mãetorista’. Levo um num canto, o outro no outro e vou para casa esperar a hora desse radiotaxi que vos escreve pegá-los em suas devidas festas.

Já assisti a muito filme no Telecine durante as madrugadas. Outro dia, vi o Vôo United 93, que trata do atentado de 11 de setembro. Na seqüência, passou um filme com o Dustin Hoffman e a Emma Tompson (Tinha que ser Você) e estava começando um filme nacional (De pernas para o ar), quando o meu celular anunciou que era hora de buscá-los.

Sim, porque coloco o despertador para me avisar exatamente o horário de sair de casa, vai que eu caio no sono e aí como fica?

Aliás, tenho uma regra com os meninos: na hora em que eu ligar, quero que atendam o celular para saberem que eu estou indo buscá-los. Se não atenderem já sabem que perdem pontos e o direito de ficar até mais tarde na próxima festa.

Aviso sempre que por volta da uma da manhã vou ligar e quero que esteja atentos ao celular porque não pretendo esperar na porta da festa até a hora em que decidirem dar o ar da graça.

Bom, tem funcionado. Até porque eles não querem voltar mais cedo na festa seguinte. Vamos ver até quando eu consigo controlar o horário deles.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Pronto, fiquei nervosa!

por Katia Maia

#Memórias_de_uma_mãe_de_adolescentes

Quem nunca ouviu a expressão: Mãe, relaxa! Eu, pelo menos escuto isso diariamente, inúmeras vezes, sem parar. É algo espontâneo e natural quando se convive com adolescentes. A frase simplesmente sai no momento em que você menos espera e nem se percebe nervosa. No momento em que o diálogo está apenas começando.

Aí eu me pergunto: sou eu? O erro está em mim? Estou realmente nervosa o tempo todo, todo dia? Tá certo que eu não sou uma das pessoas mais calmas do mundo. A rotina diária de corre daqui para lá, de lá para cá. Pega menino, leva na escola, corre para o supermercado, passa no banco e pára para abastecer o carro, me estressa naturalmente. Mas, o tal do ‘Relaxa, mãe!’, distribuído sem nenhum critério é uma injustiça comigo e que (confesso) me irrita! (rs)

Fiz o teste para tentar entender o que se passa na hora em que eles me mandam ficar calma. Sim, porque a frase: calma, mãe! É também um hit de sucesso.

A última vez em que ouvi uma dessas duas expressões típicas do mundo adolescente aconteceu quando os meus dois filhotes adolescentes começaram a ‘gentilmente’ se provocar. Algo totalmente inusitado no universo 'aborrecente'. chego a ter a certeza de que 'provocar-se' é quase uma necessidade deles - mas isso é assunto para outro post.

Pois bem, tudo aconteceu dentro do carro, num dia de semana, num transito daqueles de hora do almoço, com o sol a pino e o rádio ligado nas alturas numa das estações que eles gostam e que alternam freneticamente para encontrar a música predileta.

#Para entender: a gente tem uma regra justamente para tentar evitar conflitos dentro do carro. Como os dois gostam de ir na frente e ambos querem definir a estação e a música que deve tocar no rádio, fizemos um acordo: quem preferir ir na frente cede ao outro, que vai no banco de trás, o direito de escolher a estação e a música. ‘OK’? Nem tanto.

A regra sistematicamente vai por água abaixo porque o que está atrás pede para o 'DJ' da frente passar por todas as estações da moda (Jovem Pan, Mix, Transamérica etc) para que ele possa escolher a que mais lhe agrada. E aí, eu nem preciso descrever e explicar que a coisa termina em briga.

então, antes que chegue a esse estágio, eu falo calmamente (ainda):

- Parem vocês dois! Num tom amigável.

E aí, quase que automaticamente, eu ouço:

- Mãe, relaxa!

- Mas eu não estou nervosa! Retruco.

E eles:

- Mas calma assim mesmo!

- Como assim, cara pálida! Não estou nervosa, mas posso ficar. Aliás, já estou começando a ficar com esse seu relaxa! Falei já um tom acima.

- Viu? Viu como você está nervosa? Disse um deles.

- Pronto, fiquei nervosa! Não quero ouvir nenhuma palavra mais! Respondi já gritando.

///~..~\\\




Calo-me...(da série #resgates)

*A partir de hj, sempre que eu resgatar algum texto meu escrito e não publicado, vou postar aqui. O que é escrito é para ser publicado....