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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Degustação self service de vinho: melhor não. O bolso agradece!

Adega Baco, 101 do Sudoeste
por katia maia

Então, numa quarta-feira despretensiosa, surgiu o convite. Havia muito tempo que não nos encontrávamos e a amizade, mesmo forte e compreensível, precisa de momentos de bate papo no Tete a Tete. Coisas de amigas. Coisa  de quem precisa de amigos, coisas de quem conheceu o mundo antes das redes sociais, que se adaptou às mesmas, mas que não dispensa bons momentos numa mesa de bar, tomando um bom vinho e colocando o assunto em dia.

Pois bem, fazia mesmo muito tempo que não nos encontrávamos no mundo real. Nos meios virtuais, uma sempre soube da outra, mas sabe como é; um zap daqui, uma curtida na página do Facebook ali, e nada além disso tudo. Marcamos o nosso Friend Happy Hour (FHH) numa adega perto de casa. Dava para irmos a pé,portanto, estávamos livres da lei Seca e poderíamos degustar nosso vinho sem peso na consciência, ou, sem ter que recorrer ao Uber para voltar para casa.

Vinho Dal Pizzol
Pois bem, o local escolhido: Adega Baco Wine Bar. Um local bem transado na quadra 101 do sudoeste (moro na 100). De cara, simpatizei com a adega. Escolhemos uma mesa na parte interna, mais para o fundo. Afinal, queríamos colocar o assunto em dia sem muita interferência. 

O ambiente não estava barulhento e os garçons não demoraram a nos atender. Logo ficamos sabendo que havia duas formas de degustar os vinhos: a primeira, escolhendo uma garrafa na adega e a outra degustando pequenas quantidades (a partir de 30ml até 150 ml), num esquema self service. O garçom fornece um cartão e  próprio cliente escolhe o vinho, dentre as opções oferecidas, e se serve dele. O cartão tem o valor de R$ 100,00 e a cada escolha e degustação, debita o valor equivalente do cartão fornecido e que será incluído na conta para pagamento posterior.

Optamos primeiramente por degustar um vinho (a garrafa) nacional, das serras gaúchas: Dal Pizzol. O preço, quase R$70,00.

Para comer, as opções de entradinhas são muuuuuuito saborosas. A que mais gostei foi  o Dueto de queijos ao forno com torradas  - gorgonzola e Bel paese com geleia de frutas do bosque – 12,00.

Dueto de Queijos: superbe!
Vencida a primeira garrafa, decidimos nos servir na máquina self service para degustar vários vinhos sem ter que pagar uma nova garrafa. E foi aí que a coisa pegou. Nos empolgamos! Pedimos o cartão ao garçom e começamos a degustar os 30 ml de alguns vinhos para depois escolhermos o que melhor nos satisfez. 

Cuidado com o self service!
Experimentamos cinco vinhos e quando nos decidimos pelo que mais nos agradou e fomos nos servir de uma quantidade maior , qual foi a nossa surpresa ao saber que os R$ 100,00 já tinha praticamente acabado e não tínhamos mais crédito para uma taça de 75 ml. Resultado, não vale a pena ir na degustação self service.  É caro e , a não ser que tenhamos a certeza e conheçamos o vinho, não vale a pena experimentar porque sai mais caro do que pedir uma garrafa inteira.

Dessa forma, 


Amigas.com!



#ficadica.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Pego de Surpresa


Por katia maia


Quase duas horas depois do anuncio do Ministro Joaquim Barbosa sobre sua aposentadoria, o Ministro Ricardo Lewandowski foi surpreendido pela notícia. Por volta das 13h30, ele estava num estabelecimento, da 403 sul em Brasília, comprando um vinho quando ouviu a notícia na rádio ambiente.

Ao ouvir que Joaquim Barbosa estava se aposentando, exclamou: então, agora, sou eu!

Pegou o vinho e saiu rapidamente da loja.

Detalhe1: o vinha já estava pago e custou cerca de R$ 40,00

Detalhe 2: cadê a assessoria do futuro presidente do STF que até aquela hora ainda não tinha lhe avisado da novidade?

Bom, agora, o ministro Lewandowski vai poder abrir o vinho para comemorar.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Dilema 4.4 - Energético ou Energia?

por katia maia

#mulheres4_4

Uma das coisas boas de ter motor 4.4 é descobrir que ter tração nas quatro rodas significa acima de tudo ter calma, paciência, sabedoria e equilíbrio. Esse último é resultado dos três primeiros bem dosados.

Dessa forma, o tempo nos ensina a aprender a dosar e planejar, Tudo que era urgente, para ontem e imprescindível, de repente, pode ser pensado, calculado e feito no devido momento. É como descobrir o significado do: 'não se avexe não que nada é para já'.

Outro dia, eu estava assistindo ao documentário “Coração Vagabundo”, com Caetano Veloso - que, claro, traz toda a dose de polêmica, chatice e genialidade do artista – e me identifiquei com um trecho em que ele fala sobre essa coisa chamada ‘envelhecer’.

Lá, Caetano diz algo como: quando eu era jovem achava que não tinha tempo para nada. Tudo era urgente, para agora, imediato. Hoje, percebo que tenho todo o tempo do mundo, para fazer tudo.
Não é louco? quando temos toda a vida pela frente, achamo s que não vai dar tempo. Quando percorremos um bom trecho dessa estrada, percebemos que temos tempo para tudo. Para mim é bem por aí.

Hoje, não sinto a necessidade urgente de sair para beber e beber todas, por exemplo. A gente aprende que a moderação permite ter tudo sempre em doses que não nos tiram do ar.

É mais ou menos como entender quando minha mãe dizia que não trocava uma boa noite de sono por nada. É isso! Eu também não troco uma noite bem dormida pela farra. Claro que isso não pode e nem deve significar que viramos pessoas ‘dormentes’, que só pensam em dormir. Não!

Agora, a questão é pesar os prós e contras: o que eu quero e vale mais a pena: sair, beber e amanhã passar o dia meia boca, ou ficar em casa, ler um livro legal e acordar amanhã cedo e ir correr.

De repente, comecei a valorizar mais o dia e aproveitá-lo cada vez mais cedo. Eu que era uma notívaga assumida, que virava a noite na esbórnia, ia para casa, apenas tomava um banho gelado e corria para o trabalho, onde passava o dia inteiro ralando como se nada me abalasse.

Hoje, abala. Mas, não sofro por isso. Sendo assim, decido quando quero barbarizar e quando desejo calmaria e, confesso sem drama algum, tenho optado muito mais pelas manhãs ensolaradas no Parque da Cidade, correndo e me encharcando de energia em vez das noites intermináveis me entupindo de birita e energético.

Mas, claro, não dispenso uma taça de um bom vinho. Afinal, isso faz parte das boas coisas da vida.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

O velho e bom vinho está OUT

por katia maia

Outra estranha mania que possuía era a de prometer. Para conseguir e alcançar o que ela chamava de ‘graça’ prometia que iria a pé de Brasília a Salvador, dizia que depositaria dinheiro na conta do santo, que faria doação disso e daquilo e que pararia de comer doce, tomar refrigerante, beber vinho! Pode?
 - Não, definitivamente, não Pode!
Vinho era o sacrifício supremo. Sair andando por aí feito ‘Forrest Gump’, doar toda a sua fortuna e ficar sem nada como uns e outros malucos por aí, até que tudo bem. Mas, parar de beber vinho.
- Não essa era demais para o seu entendimento. Disse uma amiga próxima.
- E agora? Pensou. Já prometi ‘pro’ santo. Respondeu a si mesma.
- Agora, ferrou. Respondeu a amiga. Quanto tempo você ficará sem vinho? Perguntou.
- Um ano.
- Um ano! Você enlouqueceu? Isso é medieval. Isso parece coisa de do tempo das cavernas. O mundo hoje é outro. Está mudando. Olhe o oriente Médio! Está deixando o hábito medieval de aceitar ditaduras. Até o Gaddafi vai cair (se Deus quiser, pensou), o Mubarack caiu, o mundo pulsa, se conecta, protesta, linka os extremos e você com essas promessas medievais! Gritou a amiga.
- Não adianta. A promessa estava feita e toda vez que pensava em quebrá-la lembrava-se do motivo que a levou a tal sacrifício supremo e voltava atrás, mantendo sua abstinência.
Claro que a partir do momento em que fizera a promessa, tudo girou em torno do vinho.
Ligava o rádio e lá estava o comentário do Renato Machado indicando os melhores vinhos e falando do quanto é saudável tomar uma taça por dia. Combinava de sair com uma amiga e a primeira coisa que lhe perguntava era:
- Uma taça?
Saía para se encontrar com a turma num dia de sábado frio e propício para o vinho e mal pisava no recinto a primeira pergunta:
- Você toma o quê? Um vinho, claro.
Não, não e não! Não iria tomar um vinho. Não iria, aliás, tomar nada porque a promessa era mais abrangente e falava em qualquer tipo de álcool. Uma gota sequer.
Isso a torturava. Não sabia o quanto seria difícil. Pensou que estava dando a volta no santo com uma promessa daquela. Afinal, passara muito tempo de sua vida sem beber.
Estava errada.
Havia momentos em que jurava que tinha virado alcoólatra, tamanha era a falta que sentia do álcool e, assim como os AAA, ela repetia para si mesma: a cada 24 horas, uma hora vencida sem a bebida.
Não estava sendo fácil. Lembrou-se da música da década de 80 (se não lhe falha a memória) cantada por uma interprete chamada Katia. Os mais novos certamente não se recordarão. Mas era uma cantora cega, apadrinhada por Roberto Carlos e que foi a vários Globo de Ouro – programa da tarde de sábado da TV Globo ou da noite, que divulgava os cantores do momento.
Bom, ‘resuming the subject’. Não estava mesmo sendo fácil e ela cantava que “Não está sendo fácil.// Não está sendo fácil viver assim...
A vida sem vinho, pensou, fica muito chata, menos romântica, sem graça sem divertimento. Quando acaba a promessa?
- Vixi, ainda tem tempo pela frente! Desconversava.


Calo-me...(da série #resgates)

*A partir de hj, sempre que eu resgatar algum texto meu escrito e não publicado, vou postar aqui. O que é escrito é para ser publicado....