sexta-feira, 31 de julho de 2015

No meio do caminho tinha um artista - Parte 2

Tietando o artista
por katia maia

Começar uma sexta-feira de trabalho com uma conversa com um artista plástico do porte de Carlos Bracher é realmente um presente. Eu já conhecia a obra do artista e recentemente tive maior contato com sua arte ao visitar a exposição Bracher – Pintura e Permanência, no CCBB de Brasília.

No dia, quando fui à exposição, o artista estava lá fazendo uma intervenção e eu, já fã de seu traço, acompanhei o processo de criação do artista, que pintou uma belíssima tela a partir dos elementos que tinha ali no momento, como
o público presente, os monumentos (Ponte JK ao fundo)  e o CCBB. Fiquei maravilhada com o passo a passo de surgimento de uma tela daquele porte.
Atenção às palavras do artista

Pois bem, corta, edita, chegamos ao dia 31 de julho de 2015 e, para minha surpresa, o artista estava lá  no meu  trabalho. Tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente, conversar, compreender um pouco mais do artista. Uma pessoa que se mostrou apaixonada por JK e sua obra e que demonstrou isso ao citar várias vezes o criador de Brasília: alguém cheio de sonhos, que adorava ler, que se cercava dos melhores e que se mostrou grandioso com sua obra: Brasília.
Selfie!

Bracher me encantou e me senti privilegiada em poder conversar e conhecer um pouco mais desse artista mineiro que, em 2014, teve a sua exposição considerada a melhor pela Associação de Críticos de Arte. No ano, realizaram-se no Brasil mais de nove mil exposições. É ou não um privilégio começar uma sexta-feira assim?  


segunda-feira, 27 de julho de 2015

TIM COM FRONTEIRAS!

Você, COM fronteiras
por katia maia

A gente sabe que lidar com operadoras de telefone móvel no Brasil é um verdadeiro parto! Ninguém tem a ilusão de que tudo o que é dito nas propagandas é compromisso e é cumprido. 

Tem sempre uma pegadinha que mostra a você que nada é exatamente do jeito que deveria ser. Eu mesma já rodei por quase todas elas e falo com propriedade que, para mim, é tudo a mesma coisa. 

Só muda a marca porque o discurso, as facilidades na hora de entrar, as dificuldades enquanto permanecemos na operadora e finalmente  a satisfação momentânea quando cancelamos a nossa conta e passamos para uma outra não dura nada, porque começará o perrengue todo novamente.

Pois bem, dito isso, e deixando claro que não sou alguém  que tem implicância com essa ou aquela operadora, mas com TODAS ELAS porque para mim, nenhuma presta e só tenho conta de celular porque esse é um mal necessário, quero dizer que – quando eu imaginava que nada mais me surpreenderia – eis que vem a TIM  e me mostra que a capacidade das operadoras vai além de nossa imaginação SEM FRONTEIRAS.

Você, com fronteiras.
Eis que, ao trocar um aparelho de telefone melhor, ao fazer um upgrade no dito cujo, percebi que precisava de um chip diferente, o NANO. 

Até aí, tudo bem. Acontece que a troca de aparelho aconteceu numa sexta-feira, às vésperas de uma viagem de Brasília para o Rio de Janeiro. O aparelho foi comprado de um particular e precisávamos apenas do chip. Como estávamos em cima da hora, deixamos para comprar o chip no aeroporto. Primeira surpresa: não existem lojas de celular nos aeroportos.

“Ok. Até aí, também tudo bem. Compraremos o chip no Rio”, pensei. Afinal, o mundo é online, conectado, sistemas interligados, SEM FRONTEIRAS! Alegre, feliz e satisfeita, certa de que não haveria problema algum em realizar a operação na cidade maravilhosa, mesmo sabendo que a conta era de Brasília, não me preocupei.

No Rio, começamos a saga por um chip nano para colocar o mais novo brinquedo para funcionar. Na primeira loja, em Ipanema, fomos informados que a compra do chip só seria possível em uma loja da própria operadora e não numa revendedora. Ok. Tudo bem, justo. Deixemos para ver isso amanhã, pois já era sábado e estava tarde. Descobrimos que havia uma loja da própria TIM, SEM FRONTEIRAS no shopping Leblon.

Você, com fronteiras.
Como eu havia ido para a cidade maravilhosa para correr a Meia Maratona do Rio e não para correr atrás de chips nano da TIM. Ficou acertado que compraríamos o chip no domingo. Depois de correr os 21k, tarefa cumprida, banho tomado e barriga cheia. Vamos comprar o tal chip. Pegamos um ônibus, nos mandamos para o Leblon e finalmente: uma Loja da própria TIM, SEM FRONTEIRAS!

Na loja, feliz da vida, explicamos ao vendedor que éramos de Brasília e precisávamos comprar um chip nano na conta 61. Foi aí que vi o bordão da TIM mudar radicalmente e mostrar que dessa vez a mentira era maior ainda. Uma operadora SEM FRONTEIRAS não poderia me vender um chip além das fronteiras e dos limites do seu estado! “Eu sei,acho isso um absurdo, concordo com vocês”, me disse o vendedor. “Mas, não vendemos chips de outro estado”, tentou explicar.

“Mas, peraí. O mundo não é interligado, os sistemas não falam entre si. Quando eu saio de um canto e vou para outro, minha conta num é monitorada, a TIM não é moderna, o mundo não é SEM FRONTEIRAS?”, disparei.


Você, com fronteiras
“É, mas infelizmente, essas fronteiras, esses limites, a TIM TEM”, disse o vendedor, encerrando o assunto, não a minha indignaçãoDeixamos a loja, absolutamente frustrados com a falta de tecnologia para resolver um problema simples. 

Agora, reflito: quer dizer que, se eu viajar de férias, com previsão de ficar fora de casa por um período mais longo e perder o meu celular, não poderei comprar um chip com o meu número, porque estou fora das FRONTEIRAS da TIM BRASÍLIA? Me explica isso produção...

quinta-feira, 23 de julho de 2015

No meio do caminho tinha um pintor... Criando!


Criador e criação em andamento
Por katia maia

Quando a gente vai a uma exposição, já espera encontrar um momento de inspiração. Mas, quando a gente chega ao local e tem a oportunidade de presenciar a inspiração acontecendo, aí é maravilhoso.

Hoje, tive a grata surpresa de presenciar a criação de uma obra ao vivo e em tempo real. Divino, simplesmente divino!

Ao chegar ao CCBB-DF para ver a exposição Bracher – Pintura ePermanência de Carlos Bracher, eu já sabia que veria a arte em estado puro e me deleitaria com as telas do artista. Já tinha lido sobre o trabalho dele e tinha uma missão especial de ver e avaliar o artista para um projeto ainda em gestação. 

formas, inspiração, rabiscos, arte!
Entrei na galeria um, olhei, me encantei com os traços e me senti feliz por ter a oportunidade de ver o trabalho do pintor mineiro “considerado um dos grandes mestres brasileiros a deter o domínio da pintura sobre tela”. 

Imagine, então, a minha surpresa ao sair da galeria dois  perceber uma certa movimentação no pátio do CCBB-DF e perceber que estava lá, nada mais nada menos do que o próprio Bracher, na iminência de começar a criar!

Isso mesmo, ele, o artista estava lá, com uma tela em branco àsua frente e se preparando para descarregar naqueles espaço ainda vazio um momento capturado por sua mente e seu talento.
De repente, música clássica ao fundo, plateia atenta – crianças e idosos em sua maioria – e o artista começa seus rabiscos. 

E assim ficou a obra...
Primeiro, apenas traços em carvão. Formas soltas e jogadas sobre a tela vazia. Para mim, na minha santa ignorância, quanto mais ele rabiscava, mais a obra ficava completa. E quando ele terminou com o carvão, pensei: perfeito!

Mas, não era nem o começo. Para mim, daquele jeito, a obra já estava irretocável, mas o criador seguiu em frente e, pincel, tintas, cores, natureza, paisagem, plateia e uma hora depois... a obra!



A paisagem inspiradora
Coisas que acontecem no nosso dia a dia e nos surpreendem.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Amigos, amigos, amigos!!!!


No dia do amigo, amigue-se. Mas, faça isso com força e com vontade! Seja gentil, ria bastante e relembre os bons e insubstituíveis momentos com seus amigos. São eles que estão ao nosso lado por opção e não imposição. Vieram, viram, viveram histórias com a gente e resolveram ficar.

Amigos que não nos vê há séculos, mas que, no momento do reencontro, parece que não se passou um segundo. Amigos queridos, amigos verdade, amigos família, amigos de sangue. 


Agradeço a cada um que me considera amiga e que não desiste da nossa amizade, mesmo me conhecendo e sabendo que sou um tanto relaxada. Relaxada, sim, mas esquecida nunca. Lembro sempre de todos, quero ver todos, mas – minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa – sucumbo! E termino o dia em casa, prometendo que amanhã vou ligar, ou,  mandar um whatsapp ou mandar boas energias, que é o que mais faço quando me pego pensando nos meus amigos queridos... sintam-se abraçados no dia de hoje e sempre e mais e em dobro.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

O desprezível ser desumano

por katia maia

Eu pensei em escrever sobre o quanto passei mal ao ver, de soslaio - porque ninguém em sã consciência ou que seja minimamente normal pode assistir a um vídeo como o que queimou vivo o jordaniano preso pelo estado islâmico e ficar bem – as cenas da execução do refém Jordaniano.

Não procurei o vídeo, não quis ver, não era minha intenção. Mas, o Facebook agora vem com essa idiotice de disparar automaticamente os vídeos postados. Assim, estava eu ‘rolando’ a página, quando vi a cena brutal e chocante do jordaniano sendo queimado vivo numa jaula. Se debatendo contra a grade e depois sucumbindo à morte.

Me veio um embrulho no estomago, vontade de vomitar, asco pela maldade monstruosa de seres humanos que matam e queimam outros e, pior, em nome da religião. De parte a parte, o que tenho a dizer é: vergonha de ter em nossa espécie essa dita capacidade de (não) raciocinar e que nos faz tão monstros, que permite a mente armar contra o outro e matar pelo simples motivo fútil de matar.


Dessa vez foi um jordaniano queimado vivo, outras vezes são outros decapitados, esquartejados, esfaqueados, atropelados, torturados até a morte etc. O pior é que isso acontece lá, em nome da religião e aqui, ao nosso lado, em nome sabe Deus de quê. A barbárie está por toda parte e pelos mais diferentes e desprezíveis motivos e, quer saber, Deus deve olha aqui para o planeta e pensar: Meu Eu, o que eu fiz? Por que dei autonomia a seres tão (des) humanos?

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Minha casa, minha dívida

por Katia Maia

Então é assim que funciona: você tem um imóvel. Ele não é grande (dois quartos). Básico, sem suítes e sem DCE. Decide vende-lo para comprar um maior. Isso é bom (imagino). A gente tem mesmo que evoluir, crescer, andar pra frente. Ok. Pula, edita. Vamos para o próximo passo.

Então, depois de seis meses com o meu apartamento no mercado, consegui a proeza de vende-lo. Ótimo. Agora, tenho que achar um para morar.
Olha só, a sorte está do meu lado. Consegui o imóvel para comprar e terei apenas que fazer um aporte de 70 mil reais para compra-lo.

Comecei a correr atrás das opções. A primeira delas: o meu FGTS. Tenho quase esse mesmo valor retido. Ótimo, ficará uma coisa pela outra, certo? Não, claro que não. No Brasil, você só descobre que não tem direito quando você precisa do que é seu de direito.

Eis que, ao tentar liberar meu Fundo de Garantia, descobri que o valor do imóvel que vou comprar ultrapassa o limite estipulado pelo governo. Dessa forma, mesmo tendo 70 mil reais MEUS retidos terei que pegar um empréstimo. Um financiamento imobiliário por meio de algum banco.

Contrariada, e muito, fui a procura das opções e em todas elas descobri que, para completar o valor do meu imóvel, terei que me endividar por pelo menos dez anos com uma prestação que começa a partir de 1,2 mil reais!!!!

É isso mesmo? É!

Não posso usar meu dinheiro do Fundo de Garantia porque o governo decidiu que estou fora da faixa para tal. Estou me desfazendo de minha casa, para comprar uma pouco melhor e tenho que me endividar por dez anos com uma prestação de 1,2 mil reais?

Realmente, não sei onde está a lógica. Bom, talvez o recado do governo seja: endivide-se! Até porque isso não é tudo, ainda terei que pagar quase 20 mil reais de ITBI, porque assim foi determinado.

Realmente, a sorte está do meu lado, mas o governo não!

domingo, 7 de setembro de 2014

Fui de bike!

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por katia maia








Nesse 7 de setembro, aproveitei para viver a Capital Federal de forma despojada, sem estresse e de bem com a vida. Eu que sofro no trânsito de Brasília e invariavelmente me sinto destroçada com a quantidade de carros nas ruas, resolvi passear pelas ciclovias da cidade.

Ciclovia do sudoeste
No meio do caminho havia um Ipê!
Já as tinha experimentado no Eixo Monumental, utilizando as bikes laranjinhas do Itaú. Mas, na ocasião, por falta de estação aqui perto de casa, fui de carro e peguei uma no Memorial JK. Hoje, não, hoje eu sai de casa de bike e peguei a ciclovia do sudoeste, que corre paralela à avenida do Parque da Cidade.

Adorei a experiência. encontrei, até, no meio do caminho, um lindo ipê amarelo, desses que enfeitam a nossa cidade depois da primeira chuva. Só me frustrei quando percebi que a ciclovia acaba na quadra 100 e não tem mais conexão com nada. Tive que acessar o eixo Monumental pelas ruas, juntamente com os carro. Mas, de boa, o transito estava tranquilo.
Ela:a bike!

No Eixo monumental, tudo foi mais fácil. A ciclovia vai até a torre de TV e essa está em bom estado e o caminho é lindo. Não fosse a (ainda) falta de noção de muita gente que insiste em caminhar nas ciclovias, tendo a calçada ao lado.

Em relação a isso, eu realmente não entendo, por que a s pessoas optam pela ciclovia para caminhar, quando ao lado tem uma calcada. Vai entender. Famílias inteiras caminhando pelas ciclovias!

No meio do caminho havia um mal educado
Mas, isso é até contornável. O que não deu para passar batido foi a falta de noção do motorista do Renault Clio Vermelho que estacionou o carro bem na saída da ciclovia. Falta de consciência e sentimento coletivo. Infelizmente, ainda temos que conviver com esses cidadãos “antas” que pensam que o espaço público é deles e que o restante não importa.

Fonte da Torre e o céu azul de Bsb
Bom, tirando os “sem noção” caminho, pude vivenciar uma
Brasília agitada, cheia de pessoas nas ruas, indo e vindo do desfile da Esplanada dos Ministérios, saindo do estádio Mané Garrincha, onde Brasil ganhava da Argentina, no futsal, além de tantas outras que apenas passeavam pela Torre de TV, tiravam fotos na fonte da Torre e levavam as crianças para correr, brincar e ser feliz na capital do país.


p.s. Como a bike é dobrável (adquirida no Circuito Pedalar do BB), no fim do passeio, me encontrei com meu filhote e um amigo que haviam ido ao Estádio assistir ao jogo defutsal, dobrei a bike, chamei um taxi e voltamos os três para casa. simples assim.

Dobradinha no porta malas do taxi





Caminhos que levam à Torre de TV
Flores da Torre de TV

Para refrescar
Ipê da Torre de TV

Calo-me...(da série #resgates)

*A partir de hj, sempre que eu resgatar algum texto meu escrito e não publicado, vou postar aqui. O que é escrito é para ser publicado....