quarta-feira, 20 de março de 2013

Lembranças de quê? Pra quê?


(Texto que encontrei no fundo do baú)

da série #naftalina

Então, resolvi deixar as lembranças partirem. Percebi que elas estavam me atormentando e que eu precisava liberá-las e perdoá-las.  Durante muito tempo, me prendi a elas, todas elas. As boas e as más e percebi que mesmo as que me eram agradáveis me faziam sofrer.
Percebi que me apertavam o peito e me faziam chorar pela nostalgia de algo que não voltaria mais. Então, decidi: as expulsei sem dó nem piedade.
Agora será assim: uma vida de presente e futuro. Não quero me apegar às lembranças. Coloquei todas numa caixa e a caixa num baú e o baú despachei. Tranquei com um cadeado cuja senha fiz questão de esquecer. Foi isso que a vida me ensinou: a enterrar as lembranças. Elas só me fazem mal. Sofro imensamente com a saudade e a frustração do que não pode mais ser o que era antes. Então, fora! Fora daqui do meu peito lembranças. Não perturbem mais o meu sono, não torturem mais o meu presente e não tropecem mais nos meus sonhos. Vão e não voltem!

sexta-feira, 1 de março de 2013

Draminha de fim de sexta feira

por katia maia

da série #prontofalei

Tem dias que terminam de uma forma murcha. Não deveria acontecer com as sextas feiras, mas infelizmente acontece. E é nesses momentos que a gente sente um vazio enorme. Uma sensação de "eu poderia fazer tanta coisa" e aqui estou, de frente para o computador, digitando e desabafando sobre a minha 'tristezinha' de não ter feito o que eu programara para essa sexta.
Posso dizer que isso passa a acontecer com mais frequencia conforme a idade avança. Na minha juventude, nos meus idos 20 anos, certamente não havia espaço para esses draminhas. Eu nem pensava nisso. O programa era certo, a balada era certa, encontrar os amigos era certo.
Agora, não. Agora, tudo depende de um monte de coisas. Um monte se 'senão', 'se' etc etc.
Aí eu fico assim, quietinha, pensando se está tudo bem, se a 'vibe' é essa mesma...
Eu até acho que pode ser. Claro, que hoje em dia, ficar em casa, ver um bom filme, ler um bom livro, são opções que me deixam bem animadas. Mil vezes mais do que a balada. Mas...
Sair um pouco, circular e viajar ainda me fascinam e quando encaro um fim de sexta feira como esse - quando eu tinha planejado uma saída da cidade, uma ida básica ao Rio de Janeiro, ver o mar, desopilar... E, percebo que a coisa murchou. É bem razoável que eu me sinta esvaziada e triste. É ou não é?

sábado, 16 de fevereiro de 2013

As Sessões de um homem paralisado


As sessões

Fui assistir ao filme “As Sessões” meio com o pé atrás. Estava com medo que fosse mais um filme sobre um tetraplégico e sua amizade com algém, sua superação e seu sofrimento. Lembrei-me logo de “Intocáveis” – que simplesmente amei, diga-se de passagem.

Mas, “As Sessões” começa sem pretensão, é uma história sobre a disposição de um homem tetraplégico (vítima de poliomielite aos seis anos de idade) em descobrir o sexo. Apesar de estar preso a uma cama, ele tem sensibilidade no corpo e (involuntariamente) se excita quando é tocado por suas cuidadoras.

John Hawkes
Na busca pelo sexo, ele contrata uma terapeuta sexual (Helen Hunt). Seu trabalho é quase o de uma prostituta, com a diferença de que ela ( terapeuta) está ali para que ele desenvolva sua consciência corporal.

A verdade é que ela começa a ensinar a ele como fazer sexo mesmo estando preso a uma cama e a cada sessão (o combinado é que seriam seis sessões) eles vão desenvolvendo uma cumplicidade que logo se transforma em amor.


William H Macy

Mais, não posso contar. O que posso dizer é que o filme é bonito, bem feito e tem momentos descontraídos e tristes, claro. Ele traz todos aqueles elementos desse tipo de história: superação pessoal, drama sentimental, amizade e sonhos. Gostei. Ah, e em o detalhe da amizade dele com um padre. Os diálogos são bem legais.



Ficha Técnica
Elenco: John Hawkes, Helen Hunt, William H. Macy, Adam Arkin, Annika Marks, Blake Lindsley, James Martinez, Jarrod Bailey, Jennifer Kumiyama, Ming Lo, Moon Bloodgood, Robin Weigert,.
Direção: Ben Lewin
Gênero: Drama
Duração: 98 min.
Distribuidora: Fox Film
Orçamento: US$ 10 milhões


Sinopse: 'As Sessões', inspirado nos escritos autobiográficos do jornalista e poeta Mark O'Brien, conta a história de um homem que viveu a maior parte de sua vida em um pulmão de ferro e está determinado - aos 38 anos - a perder sua virgindade. Com a ajuda de seu terapeuta e a orientação de seu padre, ele se propõe a tornar seu sonho uma realidade.




sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

BsbRW - Vila Tevere - A espera valeu a pena


Aqui está o depoimento da minha amiga Cristiane Dutra. Ela foi ao Vila Tevere, numa quinta feira e, apesar da demora, o menu sugerido pelo festival foi super bem servido e atendeu às expectativas dela. Portanto, Vila Tevere entrou para o rol do "eu recomendo".  
Abaixo, o relato da Cris:


Quinta-feira, 24 de janeiro, fui com amigos aproveitar o Brasília Restaurant Week. Optamos por experimentar os pratos do italiano Villa Tevere.

Crostata Rustica - entrada (imagem demonstrativa) 

Como fomos no horário do almoço, estacionar foi o primeiro dos problemas. A fila de espera, o segundo. Ficamos cerca de 40 minutos aguardando uma mesa e só não esperamos mais porque as pessoas que estavam na nossa frente acabaram desistindo. Inclusive, pensamos em fazê-lo várias vezes.  
Mas, valeu à pena esperar. 

Prato Principal - Filetto Botticelli (imagem demonstrativa)
O restaurante é muito legal, bem decorado e aconchegante. O atendimento foi um pouco lento – talvez isso explique o tamanho da fila de espera –, mas rapidinho esquecemos os contratempos. Os pratos estavam todos maravilhosos.
Sobrmesa - Tiramisú (imagem demonstrativa)


Escolhi a Crostata Rústica (entrada), o Filetto Botticelli (prato principal) e o Tiramisù (sobremesa). Fui surpreendida por todos os pratos. Gostei bastante do cuidado deles ao servir. Não é incomum os restaurantes descuidarem da apresentação dos pratos do festival, mas não foi o caso, mesmo. O filé e o risoto de limão estavam ma-ra-vi-lho-sos e o tiramisù foi dos melhores que já provei até hoje. Super recomendo.

serviço:
CLS 115 , Bloco A|Loja 2
Asa Sul | Brasília


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Dudu Camargo - marromeno!

Aqui, segue a avaliação rápida e sucinta da minha amiga Ivana Mazurek sobre a sua experiência no Restaurante Dudu Camargo durante o Brasília Restaurant Week. 

Peguei o menu do almoço. Picadinho com arroz, entrada de cuscuz paulista e uma sobremesa, que se não me engano, era um minúsculo mousse de chocolate. Não estava ruim, mas eu que sou meio gulosa, deixei metade do prato principal.... o que quer dizer que não estava nenhuma maravilha.... Bjs

Quem quiser experimentar o menu e me enviar suas considerações, podemos ver o que prevalece, se o ótimo, bom ou marromeno. Ah, tem o ruim mesmo. Mas, esse, claro, não foi o caso para o Restaurante Dudu Camargo que fica nesse endereço aí:

CLS 303 , Bloco A|Loja 03
Asa Sul |

BSBRW - Começou!!!!

Foto Demonstrativa
Abri os trabalhos para o Brasilia Restaurante Week desse ano e o meu escolhido foi o Avenida Paulista,  o cardápio me conquistou e a opção de ter um peixe me pareceu bem própria para um almoço num dia de semana, no meio do horário de trabalho.
Então, vamos ao menu:
Comecei com a Bruschetta Pomodori com Tomate casse, rúcula, manjericão e azeite. Estava boa, mas nada de especial. Uma bruschetta  normal sem nenhum mimo que chamasse a minha atenção. Estava boa, correta, mas não causou aquela sensação #WOW!



A Pescada vem embrulhada em papel manteiga
Escolhi como prato principal a Pescada branca sobre galette de batata marinada com ervas frescas no cartóccio. Esse veio envolvido em papel manteiga e sobre ele posso dizer que estava "bem bom". Causou uma certa sensação #WOW! Só não foi melhor porque estava sem sal. Para mim, esse é um detalhe "ok" porque eu não gosto de comida salgada. Mas, a minha amiga que pediu o mesmo menu reclamou do sal e teve que adicionar um pouco mais.



Sobrmesa: Bavaroise
E, então, a sobremesa! Ah, eu adoro sobremesa! "Doçólatra" assumida, eu me rendo aos doces. Por isso, sou sempre suspeita para falar deles. Mas, vamos lá. Escolhi Bavaroise com calda de frutas vermelha e... Amei! estava bem gostoso com o doce bem balanceado. Nada daquela sensação de estar comendo algo enjoativo. Gostei!

Resumo da ópera: recomendo o menu BSBRW do Avenida Paulista. Para quem nã conhece, o local é super agradável, a comida chegou rápido e não estava fria, nem mal cozida. Os garçons atenderam bem, apesar do movimento que, acredito eu, estava bem aditivado por conta do festival BSBRW. 

Ao olhar ao meu redor, em todas as mesas, os pratos servidos eram do menu do BSBRW. 
Para quem não conhece, o Avenida Paulista fica na orla do Lago Paranoá, próximo à Ponte JK. Não precisa fazer reserva e o Endereço é esse:

SCES Trecho 02 , lote 41|
Setor de Clubes Sul | Brasília - 70200-002


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Livros para ler e decorar

Livros que aproveitei na decoração
Nesse fim de semana, eu resolvi dar uma geral nos livros lá de casa. Desde que me mudei, os coitadinhos estavam todos entulhados no armário naquela parte mais alta de todas, escondidos e sozinhos. Tava de dar dó.
E livro, para mim, tem que ter espaço na casa. A gente tem que olhar para eles e ter vontade de pegar e ler e devorar. No maleiro do armário, definitivamente, não é o melhor lugar para isso.
Mais livros
Foi uma tarde de domingo bem legal. Eu estava sozinha em casa e resolvi me dar de presente a companhia de meus livros. (Re)descobri muitos que eu nem me lembrava mais que os tinha.
Encontrei coleções - uma fantástica do Nelson Rodrigues -, livros em Francês, um deles o BB Initiales, uma biografia da atriz Brigitte Bardot, lançado em 1995. Uma amiga me trouxe de Paris justamente na época em que ele foi lançado.
Outro sobre Gore Vidal que morreu agora em 2012. Na ocasião de sua morte, me lembrei que tinha um livro sobre a vida dele, mas não sabia onde estava. Encontrei! Enfim, revirei o baú e os deixei respirar.
Agora, zapeando na web, encontrei essa matéria bem legal que fala do uso dos livros na decoração. Achei legal, porque veio bem a calhar. Na arrumação lá de casa, sem querer, eu terminei fazendo o que a matéria sugere: escolhi uns livros de capa bonita, sobre lugares, filmes e até uma encadernação bem chique do Kama Sutra!
Agora, está tudo lá, à vista, expostos para eu ler e quem mais vier.

Boa Leitura a todos nós.

Calo-me...(da série #resgates)

*A partir de hj, sempre que eu resgatar algum texto meu escrito e não publicado, vou postar aqui. O que é escrito é para ser publicado....