sexta-feira, 4 de julho de 2014

De noite, já saberemos.


Por katia maia

Desde pequena, quando tenho que enfrentar momentos tensos, nervosos, desafiadores em minha vida, eu faço uso de um recurso que me ajudava (e ajuda) a enfrentar a situação.

Como o tempo é algo inexorável, que não temos controle, quando tinha uma prova difícil pela frente e a prova era às 8h da manhã de uma quarta-feira, por exemplo, eu dizia para mim mesma: amanhã, às 14h já terá passado a prova e eu já saberei se fui bem ou mal. Aí, já Passou!

Bom, hoje é dia de brincar do depois. Acordei já com o discurso: de noite, já saberemos o resultado e, para o bem ou para o mal, já terá acontecido e nada mais poderá ser feito.

É uma tentativa, mas o embate Brasil e Colômbia, talvez passasse mais tranquilamente pelas nossas vidas de brasileiros apaixonados por futebol (ou não)  nessa Copa do Mundo, não fosse uma série de fatores que aditivaram o duelo e nos deixaram com o “frio na barriga” maior ainda.

Neymar? 
O último jogo, para mim, é o maior responsável de todos. Ficamos inseguros quando vimos a nossa dificuldade frente à seleção chilena e, mais, ficamos assustados com o destempero dos nossos jogadores. Enfrentar uma disputa de pênaltis já não foi nada bom, agora, fazer isso com choro, foi desesperador. Mas, ok, valeu, passamos, chegamos ao dia de hoje.




Ou James?
Não entendo de futebol, mas estou bem entranhada nessa Copa e não
perco um jogo. E, confesso, como brasileira, estou tensa.

Agora, venhamos e convenhamos, vamos ser um pouco racionais e analisar:  a gente tem que respirar fundo e perceber que se o Brasil jogar o que possui de futebol na veia, dá!

A Colômbia quer muito ganhar, claro! Isso a gente também. A Colômbia está com a seleção ajustada e afinada como há muito não se via, tem James Rodriguez, tem garra, vontade, disposição e, acima de tudo, o desafio de ganhar dos donos da casa, pentacampeões e favoritos. Há de se concordar que, para eles, a situação está mais tranquila porque se nada der certo, eles tem a vantagem de “poder perder”.

Já o Brasil, ah, a gente tem que partir pra cima e assumir que somos, sim, pentacampeões, que está no DNA do nosso futebol, o melhor do mundo, que o inconsciente coletivo está a nosso favor e que os meninos tem que simplesmente jogar como uma equipe, porque que há espaço para o talento de todo mundo no esquema “estamos junto nessa”.


Eu fico com Brasil!
Bom, resumo da ópera: eu acredito, mas, o frio na barriga não passa e tudo o que eu consigo pensar hoje é: quando eu for dormir, já saberei o que aconteceu e a vida segue.