sábado, 31 de julho de 2010

Pesquisa para quem precisa de pesquisa.

Por katia maia

Eleição é mesmo uma coisa engraçada. É a hora em que realmente valem as máximas: de qual verdade você está falando, a minha ou a sua? Qual leitura você faz desse ou daquele fato? Você quer que eu fale bem ou fale mal de Cristo?

Sim, é isso mesmo. Uma questão de falar mal ou bem de Cristo. Não importa quem é o personagem, qual é o fato. Há redatores, publicitários, uma equipe inteira empenhada em falar bem ou mal da mesma coisa – ao gosto do freguês ou cliente.

E assim, dessa mesma forma, acontece com as pesquisas. É incrível! Pesquisa serve até o momento em que se está bem na foto. Se o resultado é desfavorável é porque a pesquisa ainda não está captando o que realmente reflete a realidade ou, quem sabe (outra desculpa) é porque ela foi aferida num momento em que os blocos não estão todos nas ruas e, mais, na TV!

A última pesquisa divulgada, Ibope, mostrou a candidata no PT à presidência Dilma Roussef, cinco pontos percentuais à frente de seu principal concorrente José Serra, do PSDB. Nesse momento claramente desfavorável para Serra o comando de sua campanha tenta justificar a desvantagem afirmando que a pesquisa foi feita no momento em que o eleitor ainda não tem bases concretas para avaliar.

O comando de campanha de Serra acredita que a situação irá se reverter quando o eleitor começar a ter contato com campanha na TV e começar a julgar propostas, conteúdos e currículos dos candidatos. Bom, cada um faz a leitura da realidade como convém.

Agora, corta, edita e vamos para São Paulo onde é o PT que esperneia contra o Ibope. O candidato tucano Geraldo Alckimin aparece com 35p.p. à frente de Aloizio Mercadante, candidato petista ao governo do estado. Lá, é o PT que critica Ibope e diz que não faz leitura fiel da realidade.

Lá, o PSDB lidera com 50% das intenções de voto e aí pesquisa vale, para os tucanos, porque para os petistas, “o Ibope não vem de uma boa tradição”, como declarou e desqualificou o coordenador da campanha de Mercadante, Emídio de Souza.

E por aí vai. A cada estado, uma realidade, uma leitura...

E então, qual a sua leitura de pesquisa? Vê-se que os números servem quando são bons e devem ser descartados quando são desfavoráveis. E então: pesquisa, para quê pesquisa? Pesquisa para quem precisa de pesquisa...

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Não quer brincar, não entre na brincadeira. BRW

O Brasília Restaurant Week está chegando ao fim (termina no dia 1/08). então, para quem ainda quer aproveitar esse fimzinho de festival gastronomicao, aqui vão duas avaliações enviadas pela assídua leitora desse blog Luciana Cobucci.

Assídua leitora e incansável apreciadora dos cardápios do BRW. Desta vez, ela nos dá sua avaliação de dois estabelecimentos: o Vila Borghese que, para ela foi uma decepção.

A Luciana inclusive fez uma observação que é recorrente e pertinente: se não vai atender bem os clientes só porque eles escolheram o menu de preço 'enxuto' do BRW, não entre na brincadeira.

A outra opção da Luciana foi o Ilê e deste ela foi só elogios. Assim que deve ser. Estabelecimento que se preocupa com a satisfação do cliente tem que fazer por onde.



Abaixo, os textos e comentários de Luciana Cobucci. A gente começa pelo pior para depois terminar saboreando deliciosamente o cardápio do Ilê.



por Luciana Cobucci

Vila Borghese

Gente, é sério. Nenhum restaurante entra no Brasília Restaurant Week por obrigação. Não quer? Não quer! Não entra, ponto final. Agora, se entrar, FAVOR ENTRAR NO ESPÍRITO DA COISA!

Explico: fui com duas amigas jantar no Vila Borghese para aproveitar o festival. Quando chegamos, os garçons sequer entregaram pra gente o cardápio do restaurante, e ainda fizeram cara feia quando pedimos. Decidimos pedir um carpaccio em vez da entrada do festival (que é uma polenta mole com molho de linguiças funghi e ervas).


a entrada foi a única que não experimentaram


Quando chegou, a porção era MINÚSCULA, mas vinha num prato quadrado e enorme - talvez para enganar os trouxas. Mas tudo bem, restaurante "chique" é assim mesmo, porção pequena, quase francesa.

O prato principal do jantar era um arroz de bacalhau. Honestamente? Nada de fantástico. Só arroz e bacalhau. E quatro lascas de azeitona preta. Nada mais. Seco, salgado, sem graça. Nem preciso contar o tamanho da decepção, né?


Prato principal: seco, salgado, sem graça

Mas o pior vem no final. Pedimos a sobremesa do festival - que eles alegam ser uma "delícia de doce de leite com creme inglês". Quando chegou, era uma massa molenga, recém-desenformada de um copo descartável pouco maior que um de café, COM AS LISTRAS DO COPO DESCARTÁVEL APARENTES, com meia cereja em calda por cima - tiveram a AUDÁCIA de CORTAR uma cereja ao meio. Meu pai chama isso de engana-bobo.

Sobremesa: audácia de cortar cereja ao meio!

Uma amiga olhou para aquilo, deu uma colherada e fez uma cara feia. Mais tarde, ela disse que o gosto era de flan da Dr. Oetker. Sabe aquele em pó, que você compra no mercado, mistura com água e voilá? Isso aí. O pior foi o garçom: - Não esquenta, se vocês não comerem, vai pro lixo de qualquer jeito.

Para fechar com chave de ouro, na hora em que fomos pagar, abrimos a pastinha e havia um recado: "Se possível, pagar os 10% em dinheiro". A raiva ainda é tanta que nem consigo comentar o absurdo desse recado.

No fim das contas, o Vila Borghese leva o meu ZERO, redondo, incontestável. Não sabe brincar, não desce pro play.


Ilê - 10 com louvor!





O Ilê, ao contrário do Vila Borghese, foi uma grata surpresa. Uma amiga me disse que foi almoçar no Ilê no domingo e que estava muito cheio. Fui jantar, num dia de semana, e estava super tranqüilo.

A única coisa ruim é a localização: apesar de estar numa rua famosa (209/210 sul), o Ilê está ao lado de uma loja em obras e o letreiro permaneceu apagado a noite toda. Então, se não fosse minha memória de elefante (?), teria sido meio complicado encontrá-lo.

Lá chegando, a garçonete SUPER ATENCIOSA (quem for, procure pela Fabiana, ela é a melhor) perguntou se gostaríamos de fazer trocas entre os menus de almoço e jantar do festival - claro, pagando o preço do jantar. Aproveitando, comi uma casquinha de siri - muito boa - que, em tese, estaria disponível apenas no almoço.

Pedimos, também, bolinhos de carangueijo, além do tartare de salmão, que é a entrada do jantar. Tudo delicioso.

Como prato principal, eu comi o espaguete ao pesto - cardápio do almoço -, uma amiga comeu camarão no abacaxi - também servido no almoço - e a outra, camarão com três queijos. Como sou alérgica a camarão, não posso dizer se estava bom, mas elas elogiaram bastante.

A sobremesa estava deliciosa. Eu comi o pretão - um bolinho bem molhadinho - de café com chocolate e sorvete de baunilha. Elas comeram o que tem apenas chocolate também com sorvete de baunilha.


Outro destaque da casa é a carta de vinhos. Totalmente compreensível para leigos, como eu. Ele detalha em cada vinho os ingredientes, o tipo de uva, o gosto... As garçonetes também estão preparadas para indicar a bebida. Valeu muito a pena conhecer!

*se você foi a algum dos 80 estabelecimentos participantes do BRW, mande sua avaliação, critica, elogio ou sugestão que a gente publica: katiamaia@gmail.com

Tempo de comédia: média 5,0 passou!

por katia maia


Termina no dia 08 de agosto, portanto, quem se interessar, corre que está acabando!





Eu fui conferir a peça Tempo de Comédia, que está em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil aqui de Brasília.

Fui na quinta-feira. Portanto num dia que ainda não é fim de semana, mas que já é um indício de que ele está chegando. Por indicação de um amigo, que me ofereceu o ingresso, decidi aproveitar a noite que normalmente termina dentro de casa, assistido a algo na TV (A Grande Família) ou em alguma leitura de revsta ou livro.

Confesso que tenho tido uma certa preguiça para me mexer e aproveitar essas oportunidades culturais. Não sei se tem a ver com a idade, com a correria do dia a dia ou com preguiça mesmo. Mas, enfim, o bom desses convites inesperados no meio da semana é que a gente aceita, sacode a poeira e vai!

Então, fui. Fui para conhecer esse texto que é do inglês Alan Ayckbourn e que é classificado como uma comédia.

É. Realmente é uma comédia. A peça faz uma sátira bem humorada a toda a miscelânea de um set de TV e à ficção científica.

Resumindo, é isso: a história se passa em uma época futura quando os atores poderão ser substituídos por andróides denominados ‘actóides’. Seres que são utilizados em produções de baixo custo, programados e controlados conforme o papel que irão representar.

Jacie (julia Carreira) e Chandler (Luiz Damasceno)

Um diretor decadente está filmando uma novela com audiência em trajetória descendente. Ele filma com actóides que já estão há muito tempo em uso e apresentam problemas de programação – trocam palavras, letras, emoções...

Mas, eis que entre seu elenco andróide, uma das actóides (Julia Carreira) começa a ter vontade própria, emoções próprias. De tanto encenar, participar de novelas, viver papéis, ela cria personalidade e começa a ter reações baseadas em sua ‘vivencia’ e não no papel que está interpretando.

Adams (Eduardo Muniz) e Jacie (Julia Carrera)

Um escritor novato, Adams (Eduardo Muniz) sobrinho do dono da emissora percebe isso, e decide escrever um texto direcionado e personalizado para a tal da actóide que tem o nome JC F31 333 e se autodenomina Jacie – uma alusão à pronuncia das letras ‘J’ e ‘C’ em inglês - (Julia Carreira). O escritor termina se apaixonando pela actóide e é a partir daí que a peça assume momentos realmente legais.

Até esse ponto, a peça me pareceu, um pouco exagerada com o ‘timming’ das cenas fora de sync. Mas, partir do momento em que o escritor começa a viver um romance com a andróide, a gente ri de situações que se aproximam muito de um relacionamento entre ‘humanóides’.

Ela vive conflitos tipicamente humanos da iminência de ‘entrar em parafuso’ por causa do sentimento ‘amor’ para o qual não foi programada. Suas reações imprevisíveis são baseadas em falas encenadas por ela no passado e isso gera um drama pessoal do tipo:

- eu como actoide só repito o que já foi dito ou escrito por outro.

Ao que o escritor responde:

- mas não é assim na vida real?

Bom, a peça é bem simplista em seu cenário, que chega muitas vezes a ser pobre, mas que resolve bem as situações.

Quem se aventurar a assistir, digo que vale a pena se for sem expectativa nenhuma. Aliás, vá preparado para rir bastante de algumas cenas, se sentir indiferente a outras e em alguns momentos pedir para que os atores gritem menos (principalmente o que faz o papel de diretor Chandler, Luiz Damasceno. Um pouco menos de inflexão na voz e ele acertaria o ponto.

Serviço:

Data: 15 de julho a 8 de agosto

Local: CCBB

Ingressos: R$ 15 (inteira) R$ 7,50

Classificação: 12 anos Duração: 105 min.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Confraria do Camarão - BRW - nota: 3,0

Mais uma contribuição de uma de nossas leitoras. A Luciene Cruz decidiu aventurar-se pelos prazeres gastronômicos da Confraria do Camarão, na 212 sul, e decidiu que experimentaria o cardápio sugerido pelo Brasilia Restaurant Week.

Realmente, o menu é de dar água na boca. Só água! Pelo que relatou a Luciente. Ela e outras quatro amigas se confessaram a decepção em pessoa em relação ao que foi sugerido e o que foi realmente degustado. Um menu amostra grátis.

Não é esse o espírito do evento. Definitivamente, Confraria, é melhor repensar os seus parametros de um bom cardápio. Tudo pode ser feito na medida certa: nem tanto que deixe o cliente com a sensação que engoliuuma argamassa, nem tão pouco que o deixe cheio de decepção.

Abaixo, a avaliação de Luciente Cruz, uma apixonada por camarões e uma confessa frustrada com o que viu no BRW, na Confraria do Camarão.


Por Luciene Cruz
A decepção em forma de almoço. Assim posso definir o almoço oferecido pelo Confraria do Camarão no Restaurant Week. Eu, particularmente, amo camarão, logo, o prato descrito no festival parecia uma excelente pedida. Mas só parecia. Vamos por partes.

O garçom te oferece a opção de escolher o prato do almoço ou o do jantar, mas esquece de te avisar que ao optar pelo prato do jantr, tem que pagar mais caro. =/

Na entrada, é possível escolher entre camarão com alho e óleo ou mini-risoles de camarão. O detalhe é a fartura da entrada, três camarões na primeira opção e dois mini-risoles na segunda. Impossível avaliar o sabor com tamanha amostra grátis.

Entrada: amostra grátis de camarão


Com o intuito de amenizar a pouca quantidade, o garçom disse que era apenas um aperitivo para apreciarmos melhor o almoço. Ledo engano, o prato principal foi uma decepção ainda mais frustrante. O que era pra ser camarões recheados com queijo coalho, enrolados no bacon, acompanhados de molho de pimenta levemente picante e arroz puxado na manteiga de ervas, com cebolinha e ovo, não passou de um arroz simples, misturado com salsa, acompanhado de cinco, isso mesmo, cinco micro camarões, onde ficou impossível apreciar o paladar.

Prato principal: decepção

Como se não bastasse a série de comida ruim, a sobremesa foi arrematada com um sorvete de sei lá o que, com calda de frutas vermelhas, quando o que deveria ser servido era sorvete de queijo com calda de goiabada. Claro, que tudo em pouquíssima quantidade.

Sobremesa: incognita!

Definitivamente, o restaurante pecou na escolha do prato e na pouca quantidade servida. Eu e minhas quatro amigas que não conhecíamos o estabelecimento, decidimos prestigiá-los a partir de hoje com a nossa ausência. Não indico! Quer dizer, se a pessoa estiver disposta a começar uma dieta, exatamente nesse dia, pode ser uma boa pedida.

O Buda vem aí!

por katia maia
Começa agora, neste sábado uma das mais pitorescas festas realizada em Brasília: a Festa do Buda! Durante todo o mês de agosto são montadas barracas típicas japonesas e bem ao estilo quermesse no Templo Budista que fica na 315/316 sul.

Quem já foi sabe o quanto é bom, quem ainda não foi, precisa conhecer. No evento, o brasiliense tem a oportunidade de saborear comidas típicas, conhecer tradições e ter contato com danças típicas e arte japonesa.

Fachada do Templo decorada para a festa

A quermesse de agosto, que já está em sua 37ª edição, revive uma antiga tradição japonesa: a do Urabon. Cerimônias realizadas em Julho ou Agosto em homenagem a Buda e que reverência os ancestrais e outras pessoas que já tenham falecido. Também expressa gratidão a todos os seres vivos.

Aqui em Brasília, a Festa do Buda reúne milhares de pessoas que durante todo mês vão ao Templo para saborear a deliciosa comida japonesa - yakisoba, udon, tempura, gyoza, makizushi, sushi - e experimentar a dança folclórica japonesa (Bom-Odori) ao som do Taiko.




Apresentação de Grupo de Taiko (Foto: Cerrado Mix)

Segundo o monge Shôjo Sato, do Shin Budismo Terra Pura, a celebração é uma forma de resgatar e conservar uma tradição que alcança mais de 2.500 anos. “Nossa festividade é de alegria com muita tranqüilidade e harmonia”, garante.

Tradição a parte, o evento é bastante disputado e concorrido, por isso a dica para quem quer participar é chegar cedo, por volta das 18h, para ter acesso a tudo que a festa oferece.

Sugiro ainda que deixe a timidez de lado e participe das danças folclóricas. É um momento único que envolve a todos, até mesmo alguém que nunca teve contato com a tradição japonesa.

O ritmo da melodia, bem marcada pelo taiko, que em japonês significa “Grande Tambor” é simplesmente envolvente. E, olha, é um momento para ser vivenciado em família. Crianças, jovens e adultos podem e devem ir para dançar, comer e se sentir um pouco mais próximo da cultura oriental.


Serviço:
Data; todos os fins de semana de agosto
Local: Templo Budista 315/316 sul
Horário: 17 às 22 horas.
A entrada é gratuita.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Panelinha - BRW - Nota 9,0

por katia maia

Sabe aquele sábado em que você está em casa, de folga, relaxando depois de correr quase vinte quilômetros, resultado de um plano de treinamento que seu treinador passou para que possa enfrentar uma meia maratona?

Pois é. Eu chamo isso de um momento despretensioso. Um daqueles sábados que a gente não precisa e não quer provar nada para ninguém muito menos se entupir de compromissos para chegar ao fim do dia cansada de tanto lazer.

É, porque isso acontece (pelo menos comigo) - a gente se compromete com tanta coisa, marca tanto encontro, conversa,cinema, clube, happy hour e de quebra um vinho na casa de amigos - que... Ufa! Termina o sábado mais cansado do que começou.

Pois bem, eu não estava mesmo a fim de me cansar e me empanturrar de lazer, cultura e esporte. Eu não precisava correr para fazer tudo naquele sábado, porque agora tenho tempo. Agora, a vida está slow. Agora o 'timming' é outro.

Então foi assim que, despretensiosamente, como já falei, eu marquei um almoço com minha melhor amiga. Claro que decidimos experimentar mais um cardápio do Brasília Restaurant Week para que nossos leitores tenham mais essa avaliação que acho importante para que o evento aconteça sempre e da melhor forma possível.

Optamos pelo Panelinha, na 316 norte. Eu não conhecia o restaurante ela também não.

- mas um amigo meu vai sempre e diz que é muito bom! Disse a Tina (minha amiga)
- Com essa indicação de um amigo seu, ‘tá’ valendo, ‘vamu lá’! Falei

Ela estava de plantão e como eu estava mesmo na madorna de um dia à toa, fiquei a espera do seu horário de almoço. Fomos ao Panelinha por volta das 13h30 de sábado e posso dizer que tive uma grata surpresa com o lugar que até então eu não conhecia.

Uma gracinha! Um ambiente agradável, com mesas na parte de trás debaixo de árvores, com sombra e brisa dignas de um almoço no meio do dia.

Mas... (sempre tem um ‘mas’) devo confessar que o serviço ainda precisa ser melhorado.




Filé Suíno ao molho de gorgonzola



Escolhemos o cardápio do BRW. A Tina experimentou o Escondidinho de Legumes feito com ratatouille de legumes frescos, palmito de pupunha e ervas da horta, escondidos no creme de batata baroa. Eu pedi o Filé Suíno ao molho de gorgonzola acompanhado de queneles de banana da terra assada e arroz com sálvia crocante.

O prato estava realmente divino! Bem preparado e com os sabores bem balanceados. O escondidinho é uma ótima opção para quem é vegetariano e o filé suíno para mim estava no ponto.

O complicado, como eu já disse, foi o serviço. O garçom trouxe a entrada por conta e risco dele. Não nos perguntou qual era a nossa escolha. Embora, no cardápio oficial tenha apenas uma opção, ele nos informou que além da Salada Campestre havia uma alternativa de salada com folhas.

Mas, ok, no final, a salada é boa mesmo: tenras fatias de tomate são entremeadas por uma delicada fatia de queijo minas frescal e regadas generosamente com molho pesto, feito a partir do agrião, da castanha do Pará e do azeite de babaçu, numa espécie de nacionalização da clássica salada caprese


Não experimentei a sobremesa, mas a Tina o fez e disse que estava m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a. Era Cocada Mole com pedaços de côco ralados e assados com especiarias e leite condensado. Ela gostou tanto que repetiu e deu conta da minha sobremesa também (me desculpe amiga, mas eu tinha que contar).

Bom, no fim das contas, o Panelinha tem o nosso 9,0. Perde um pontinho por causa do serviço que, também falhou na hora de trazer a bebida e de sugerir algum vinho para acompanhar o menu.

No mais o local é bem agradável e posso dizer que voltarei para experimentar outros petiscos que vi no cardápio e encheram meus olhos. Voltarei assim: de novo despretensiosamente, num dia a toa, de bem com a vida.

domingo, 25 de julho de 2010

Trilha Bomtempo

Neste fim-de-semana fui pedalar numa região próxima ao Lago Norte, bairro nobre de Brasília. Uma região bem bonita e que nos permiter em dado momento ter uma visão linda da cidade com todo privilégio que o pedal nos permite.

Brasília vista lá do alto

A trilha leva o nome Bomtempo e tem 22 quilômetros. Está no calendário do Grupo Rebas do Cerrado, de pedal, e é avaliada como de nível fácil.

Realmente, ela é bem tranquila pra quem é iniciante. Tinha até uma menininha fazendo a trilha com a gente e que, me parece, deu conta do recado direitinho.

Olha a nossa biker mirim aí, dando conta do recado,

Pensei em levar meus filhos comigo, mas a agenda dos dois não permitiu. Agora é assim: os filhos crescem e a agenda deles nem sempre permite que façamos programas juntos.

Bem diferente de quando eram pequeninos e nós os levávamos para todo o canto. Muitas vezes (é bem verdade) tínhamos que ir àquelas festinhas intermináveis de criança de coleguinhas da escola onde a única pessoa que conhecíamos eram os nossos filhos.

Mas, hoje vejo que era (até) divertido. Na ápoca, eu não achava e já cheguei ao disparate (e a falta de educação também, claro) de levar um livro para ficar lendo enquanto meus filhotes se divertiam. bom, mas isso é papo para outra história em outro post.

Este aqui é para falar da trilha que foi maravilhosa, fácil e linda. Flagrei até um gavião (eu acho) que fazia manobras sobre as nossas cabeças e resoulveu aterrisar na trilha enquanto era observado de longe pelas nossas lentes fotográficas.


Pedaço de terra atingido pelas quemadas


A nota triste de todo o percurso de hoje foram as queimadas que essa época do ano acontecem bastante nessa região de cerrado e que na maioria das vezes é provocada. Passamos por vários pontos de queimadas, devidamente registrados.

Infelizmente, conscientização é algo que leva muito tempo ou décadas ou uma vida toda para se adquirir. No mais, curtam as fotos que estão disponíveis no meu multiply

*acesso às fotos no endereço do meu multiply.

sábado, 24 de julho de 2010

João Bosco em Brasília. Eu fui!

por katia maia

Para quem não viu, vale a pena. Fui ao show do João Bosco na sala Villa Lobos, do Teatro Nacional de Brasília. Uma apresentação que faz parte do programa MPB Petrobrás e que permitiu que o público brasiliense pudesse comprar ingressos a R$ 20 a inteira e R$ 10 a meia.

Bom, a essa altura não deve haver mais nenhuma à venda, mas se você já comprou, eu asseguro que será bem feliz durante o show.


João Bosco se reiventa cada vez mais

Com mais de 30 anos de carreira, ele apresenta um show que dá volta por todas as canções que marcaram sua carreira, além de interpretar oito músicas presentes no seu mais recente álbum intitulado de “Não vou pro céu mas já não vivo no chão”.


João Bosco canta acompanhado de sua banda e junto com o trio Kiko Freitas (bateria), João Baptista Guimarães Carvalho (baixo) e Ricardo Silveira (guitarra) viaja por várias influências musicais e literárias dentro do repertório e dá um show com o seu violão.


O artista vem acompanha de sua banda no Projeto MPB Petrobrás


Violão e voz! Sempre fiel ao seu estilo, João Bosco continua afiadíssimo nos seus passeios vocais pela música que interpreta. Concentrado e voltado par o instrumento, ele pouco fala durante a apresentação, mas não precisa sua voz já diz tudo passeando pelas várias interpretações.



João Bosco canta composições do último álbum


João Bosco cantou grandes sucessos como ‘De frente para o crime’ e “Quando o amor acontece”, além, claro de “Papel Marche” que ele canta no bis.


Aliás, no momento do Bis já é esperado claro que alguém peça a música ao que João Bosco responde:

- Calma, eu vou cantar Papel Marche. Mas antes tem músicas novas do álbum novo. A vida anda e é preciso que venha o novo. Mas, eu vou cantar Papel marche, e cantou!



O artista interpreta ainda grandes sucessos como 'Quando o amor acontece'



Para quem já comprou o ingresso, bela escolha. Terá uma noite de sábado gratificante e será feliz.

Bom show. Se quiser uma amostra, gravei as apresentações de algumas músicas de João Bosco durante o show, entre elas, ‘De frente para o Crime’ e ‘Papel Marche’, além ,claro de algumas músicas do álbum novo.

Se quiser ver todos, acesse a minha conta no youtube.




MPB Petrobrás

Idealizado e realizado pela Caderno 2 Produções Artísticas, produtora baiana com atuação em várias capitais, o projeto comemora 13 anos de sucesso, consolidado como um dos mais bem sucedidos projetos culturais do país.

Com o patrocínio da Petrobras e apoio da Lei de Incentivo à Cultura – Ministério da Cultura – serão dez cidades conectadas com o melhor da música popular brasileira. A programação de shows prima pela diversidade de estilos e linguagens, presentes em cada canto do Brasil.



O projeto privilegia sempre uma atração local. O show do João Bosco foi aberto pela cantora Ana Reis. Boa. Gostei também. Tem uma voz doce e de presença.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

A aventura de almoçar no Dudu San pelo BRW

Contra tudo e contra todos, foi muito bom!

Por katia maia

Olhei... Olhei... Avaliei e finalmente me decidi:
- Vou experimentar uma das sugestões de cardápio do Brasilia Restaurant Week na hora do almoço!

Meu receio era entrar nessa aventura e o tempo de preparo e degustação do cardápio ultrapassar o meu limite de horário para o almoço. Bom, como hoje é sexta-feira! Resolvi me permitir (até) chegar um pouco atrasada se esse fosse o caso.
Mas, pasmem, não foi!

Optei pelo Dudu San, no Pátio Brasil.

Ao ver a sugestão de cardápio para o almoço, fiquei tão animada que até abstraí o fato de o restaurante ficar justamente num shopping center, numa praça da alimentação e, pior, eu estava indo almoçar! No pior e mais terrível horário para alguém enfrentar uma aventura numa praça da alimentação.

Mas, contra tudo e contra todos, fui em frente.

Vamos aos 2001 Empecilhos:

O Dudu San fica em um shopping onde me recuso a pagar o estacionamento coberto: o Pátio Brasil. A hora de estacionamento neste local custa (se não me engano) R$6,00. Um assalto.

Bom, como hoje é sexta-feira e, creio, os santos e o universo estão ao meu favor. Parei no Setor de Rádio e TV Sul – e quem é de Brasília sabe do que eu falo – ali também é um lugar impossível para encontrar vaga, mas eu achei!

Fui andando até o Pátio que estava entupido de gente. Mas, venhamos e convenhamos, férias! Não dava para ser diferente.

Bom, vamos ao que interessa? Pedi o cardápio do BRW e posso dizer que ADOREI! A composição muito bem dosada e os sabores bastante agradáveis.




A entrada de Sushi de salada de legumes e kani com molho teriaky foi na medida certa para preparar meu paladar para o prato principal. O molho teriaky, com o seu toque adocicado foi no ponto para o que estava por vir...

O prato principal - Porco agridoce acompanhado de arroz chinês – me encheu os olhos, a boca e o estomago. Divino! A costelinha de porco estava absolutamente macia e desmanchava-se na boca. Tão macia que era possível descolá-la do osso com os hashis (pauzinhos).



A sobremesa, essa eu fico novamente devendo. Não pude experimentar. Mas posso dizer que estava bastante apetitoso para os olhos o copinho de chocolate com calda de morango.

Nota para o cardápio: 10 com louvor



A sobremesa... Essa, eu vou ficar devendo.

Este blog recebeu mais uma avaliação de uma de nossas leitoras. A Luciana Cobucci está aproveitando frenéticamente a semana do Brasilia Restaurant Week e nos traz a sua avaliação sobre três estabelecimentos onde esteve experimentando suas sufestões de cardápio. confira!


por Luciana Cobucci


Uma semana de Brasília Restaurant Week já se foi e, até agora, eu só visitei três locais participantes. Minha intenção é conseguir provar mais comidinhas na semana que vem. Na última segunda fui almoçar no Parilla Madri(d).

Parilla Madri

O menu parecia bem honesto: a entrada era uma salada verde com alcaparras, queijo parmesão e molho de limão. Ela vem numa travessa nem tão pequena como eu imaginava, nem tão grande como eu gostaria. Mas era deliciosa. Eles pecaram no prato principal.

Era um bife ancho - que pedi bem passado e veio duro, impossível de mastigar e engolir sem deslocar a mandíbula. Duas amigas me acompanharam: uma delas pediu ao ponto, e veio tão borrachudo quanto o meu, e a outra pediu praticamente um sushi de carne - que não estava duro, mas estava mugindo. Pra quem gosta, um prato cheio, literalmente.

O acompanhamento da carne era uma porção de batatas bravas, bem bravas, com molho ‘beeem’ picante. Mas bem gostoso.

A sobremesa, sim, valeu: era um churro artesanal com doce de leite argentino. Sei que é falta de educação, mas comi fazendo "hummmm" a cada garfada!


Villa Tevere

Na quarta-feira, almocei e jantei aproveitando o cardápio do festival. Mais cedo, fui ao Vila Tevere e comi MUITO bem.

A entrada - um ravioli feito com massa artesanal, recheado com bacalhau e com molho de tomate - estava deliciosa.

O prato principal, então, nem se fala: um filé com molho de cerveja preta, acompanhado de purê de batatas com cream cheese (e algumas fatias de cebola no meio), polvilhado com pedacinhos bem pequeninos e sequinhos de bacon.

A sobremesa também estava deliciosa: um brownie de chocolate e nozes, com uma bola de sorvete de vanilla e mais pedacinhos de nozes.

Outra falta de educação: elogiar de boca cheia. Numa escala de 0 a 10, dou 15 pro Vila Tevere! Além do ambiente super agradável, não precisamos esperar séculos pelo prato.


Fred

No mesmo dia, à noite, fui com duas amigas ao Fred, na 405 sul. Achei que o lugar é o que mais oferece opções dentro do menu do jantar: são duas entradas, duas sobremesas e três pratos principais!

Para a entrada, pedi um carpaccio, e ele é até honesto: é individual e vem quatro fatias grandes de carne, além de acompanhado por uma cesta de torradinhas com manteiga, ervas e alho. Uma delícia!
O prato principal que eu pedi era um filé com cebolas e arroz de brócolis - o melhor que já comi na vida. O melhor de tudo é que todas as porções são preparadas na hora que você pede, em panelas separadas, que ficam ao lado da sua mesa. Ou seja, você pode repetir o prato até acabar com o que tem na panela!

Uma das minhas amigas pediu o filé de tilápia ao molho de uvas verdes com arroz de castanhas - divinos. Como ela pediu sozinha, acabou ganhando duas postas de peixe. Tudo muito delicioso.

E a sobremesa, de lamber os beiços (quanta falta de educação), foi uma manga flambada com sorvete de creme. E eu quase pedi o brigadeiro de colher... Teria me arrependido amargamente.

A vantagem do Fred é que ele dispõe de harmonização dos pratos com vinhos Mistral ou com cervejas Devassa - que eu adoro. Comecei pela cerveja, mas depois me rendi a um delicioso Malbec.

Para mim, o ranking, do menos bom para o mais maravilhoso, é a ordem que descrevi: o que menos gostei foi o Parrila. E o que está bem alto no meu conceito é o Fred.

Manobrista

Só tenho uma coisa a reclamar: nos dois últimos restaurantes, o preço do manobrista já subiu de R$ 5 para R$ 7. Assalto! Ainda pretendo ir ao Dudu Camargo e à Dona Lenha, pelo menos.

Mesmo já tendo ocorrido outras vezes, esta é a primeira vez que eu estou curtindo o festival, e aproveitando para conhecer os restaurantes que eu nunca fui - sabe-se lá por quê. O fato é que, mesmo com os preços lá embaixo, esse festival vai me levar a uma deliciosa bancarrota. Bom apetite!

*mande também sua avaliação do Brasilia Restaurant Week para este blog.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Brasilia Restaurant Week - Universal- Aprovado

por katia maia
A Luciene, leitora assídua desse blog nos enviou a sua colaboração para o nosso conjunto de avaliação dos estabelecimentos que estão participando do Brasília Restaurant Week. Ela esteve no Universal, na 210 sul e aprovou. Pela sua descrição do menu e sua avaliação, deu até água na boca! Confira:

por Luciene Cruz
Essa semana estive no Universal Diner's para conferir o almoço da promoção do Restaurant Week. Confesso que foi a segunda opção, após me deparar com o Quitinete fechado, mesmo com a inslusão na promoção. Mesmo com o contratempo, a viagem não foi perdida. A refeição do Universal Dinners estava divina.
A entrada, chamada de 1/2 salada House, pode até parecer simples à primeira vista, mas possui um molho especial e um sabor diferenciado.

O Oscar da refeição vai para o prato principal que é o Picadinho Universal. A receita caseira recebeu um molho ultra especial com um sabor único. Acompanhado de risoto e farofa que só mesmo a genialidade de um chef para juntar tantos sabores agradáveis. Até as fatias de banana caramelada que acompanham o prato parecem ser diferentes.

And the Oscar goes to...

A sobremesa é um mini brownie de chocolate com calda de chocolate e bola de sorvete de creme. Esse, infelizmente, tive que recusar com dor no coração. Mas os amigos que me acompanharam aprovaram com certeza.

mini brownie... Hummm...


Vale frisar, que toda a refeição estava na medida certa. Sabor, combinação e quantidade.
Vale à pena conferir. Eu indico.
*Se você quer também mandar seu coentário ou avaliação sobre o Brasilia Restaurant Week Julhho/2010, envie um e-mail para: katiamaia@gmail.com

Brasilia Restaurant Week - Ticiana Werner - Aprovado com restrições

por katia maia


Este blog foi novamente conferir um dos menus oferecidos por um dos 70 estabelecimentos que participam da versão de Julho/2010 do BRASILIA RESTAURANT WEEK.

Desta vez, estivemos no Ticiana Werner, na 201 sul. A sugestão de cardápio abrange duas opções de peixe como prato principal. Optamos pelo Salmão e aqui vão as nossas considerações:

O menu sugerido pelo restaurante realmente estava muito bem montado, mas como em outros estabelecimentos, sentimos falta de mais de uma opção de salada como entrada.

Bom, ficamos então com a única sugestão: mix de folhas, tomate, palmito, molho de mostarda. O que me chamou a atenção foi o molho que, realmente não era de mostarda, mas sim com ervas. Mas, mesmo com todos esses contratempos, a salada estava boa e bem leve.

O prato principal nos deu duas opções Um medalhão e um Salmão. Optamos pelo salmão:

File de salmão grelhado ao molho pesto, acompanhado de abobrinhas recheadas com ricota, tomate seco e cebolinha. Muito boa a combinação, mas, é bom tomar cuidado com o tempero. O Salmão estava muito salgado e foi preciso balancear bem com as abobrinhas para que não ficasse desagradável. Nota: 6,5

A sobremesa, novamente, não experimentei devido ás minhas restrições em relação ao açúcar. Se alguém for lá. Me diga o que achou. Também nessa etapa do cardápio o Ticiana Werner disponibilizou apenas uma opção: profiteroles.

Ponto Cego

por katia maia

Não conseguia enxergá-lo. Como se de repente, ele tivesse caído no seu ponto cego. Por mais que tentasse perceber sua presença, esbarrava num vazio e mergulhava no esquecimento. Beirava a indiferença.

Como num transito congestionado, mudava de faixa e alterava a velocidade, mas não conseguia vê-lo. Há muito tempo percebera esse novo sentimento em relação ao outro.

Por várias vezes ela conduzia sua vida com cuidado. Em outros momentos aventurava-se em velocidades altas e manobras arriscadas. Mas continuadamente não percebia a presença dele.

Sabia que ele continuava ali, por perto, em volta, a uma distância alcançável, mas não mais segura. Freqüentemente olhava pelo retrovisor e... Nada! Reconhecia sua incapacidade e falta de perícia. Estava mesmo precisando se reciclar e aprender a lidar com situações de vazio.

Estava mesmo precisando enxergar os fatos com outros olhos. A vida talvez tenha endurecido seu coração e congelado suas expectativas. Acho que tem a ver com o tempo. Esse danado implacável ajuda a amenizar sofrimentos intensos, mas contribui também para minimizar paixões mal resolvidas. Foi assim com ela.

De repente, ele caiu no ponto cego e ela não conseguia mais vê-lo em sua vida. Embora tivesse a certeza e a nítida impressão de que ainda não dava para mudar de faixa porque ele poderia estar ali, num ângulo que a impossibilitava de vê-lo, mas em uma posição que ainda podia colidir com sua vida e causar danos irreversíveis ou caros demais para a franquia de seu seguro.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Retaurant Week - Fortunata - Aprovado!

por katia maia

Este blog começou o tour por alguns restaurantes que estão participando do Brasília Restaurant Week. Comecei pelo Fortunata, que fica na QI 09 do lago Sul.

O cardápio sugerido pelo estabelecimento está realmente muito bem escolhido e na medida certa. Na entrada, duas opções: Salada de rúcula ou Mini Caponatta.


Optei pela salada de Rúcula com alface americana, tomate cereja, bacon crocante, parmesão salpicado e molho de yogurte natural e mel.

Como prato principal, escolhi o Camarão ao Gruyere - Camarões ao molho de queijo Gruyere com passas brancas puxado no vinho branco, acompanhado de arroz com castanhas.

Não experimentei a sobremesa, pois, estou com restrições em relação ao consumo de açúcar, mas se pudesse escolher, teria pedido o Brownie de chocolate com sorvete de creme e calda de chocolate.


Apenas um comentário em relação ao serviço. Pedi uma Taça de Vinho que já veio servida à minha mesa. Tai algo que eu não consigo entender, não permito tampouco aceito que o vinho, mesmo sendo em taça já venha servido à mesa.


A degustação inicial é importante para que saibamos se o vinho está adequado ao nosso gosto. Não sou enóloga, mas sei diferenciar um bom vinho e perceber se foi está aberto há muito tempo, se está fresquinho, se tem um buquê agradável ao meu gosto.

Portanto fica aqui a dica deste blog aos restaurantes: vinho na taça já servido não é uma boa prática!

Serviço:

Endereço: SHIS Comércio Local da QI 9 bloco ' C ' lojas 6 a 60 ,

lago-sul, Brasília-DF.


fone: 3364-6111

terça-feira, 20 de julho de 2010

Ó pedaço de mim...

por katia maia

Quando decidimos ter filhos sabemos que essa é uma poção para sempre. Não duvidamos, queremos, cogitamos ou sequer admitimos que seja diferente. Por isso, hoje, ao ler a notícia sobre a morte do filho da atriz Cissa Guimarães, fiquei muito triste.

Claro que muitos vão falar que diariamente morrem milhares de filhos de muitas mães em todo país e que a gente só fica emocionado porque ela é uma pessoa pública, uma atriz.

Pode até ser. Acho que tem mesmo a ver com isso.

Uma tragédia como essa chega perto de nossas vidas. A atriz é alguém que diariamente entra em nossas casas pela telinha e de uma maneira ou de outra a gente acaba desenvolvendo um sentimento de amizade e familiaridade platônica com essas figuras.

A forma como o menino dela morreu – atropelado enquanto andava de skate – é uma fatalidade que pode acontecer com qualquer um. Claro que, novamente, muitas pessoas vão procurar desmerecer a tragédia (como eu li em vários comentários de espíritos de porco na internet) dizendo que alguém que decide andar de skate de madrugada num túnel estava mesmo procurando isso.

Venhamos e convenhamos: quem nuca foi jovem e buscou emoções. Andar de skate num túnel interditado é pura emoção para quem tem 18 anos. É o estado da arte para quem é jovem e procura desafiar a vida. Atitude tão comum entre os adolescentes. Não se pode recriminar esse rapaz pela opção. Qualquer jovem ficaria atraído pela idéia.

O que se deve avaliar são a brutalidade e a irresponsabilidade de se buscar emoção participando de pegas ou rachas em plena madrugada. Isso sim é fruto de mentes que não pensam no outro, não tem limites tampouco responsabilidade.

Meu coração dói e chego ficar sem ar só em imaginar a dor que essa mãe está sentindo. A dor que todas as mães sentem ao vivenciar a inversão completa do rito natural da vida que dita a partida dos pais antes de seus filhos.

Aliás, imaginar essa dor é algo que não penso, não cogito e nem admito. Só nos resta desejar conforto para o coração dessa mãe que jamais será a mesma.

Abaixo uma música de Chico Buarque que acho linda, mas evito ouvir justamente porque essa é uma dor que nenhuma mãe cogita e ousar sequer pensar.

Mais ingressos para a Sala Funarte!

Por katia maia


Esta semana tem mais Show de MPB e Música Erudita no Projeto ‘A Música na Linha do Tempo’, na Sala Funarte Cássia Eller, em Brasília. Se você se interessou pela programação de estréia, não perca tempo. Este blog está sorteando ingressos para os Show de sexta, 23, e sábado, 24.
Para participar, basta enviar um e-mail para katiamaia@gmail.com ou uma mensagem no twitter para @katiamaia indicando para qual dia deseja concorrer.
O sorteio será na quinta-feira, 22, e o resultado divulgado aqui neste blog.

Confira a programação:

23 de julho - Sérgio Morais

O flautista Sérgio Morais, responsável por apresentar a segunda fase popular do projeto A Música na Linha do Tempo, escolheu dois ícones desse período: Chiquinha Gonzaga (1847 a 1935), como músicas como Lua Branca, Atraente e Gaúcho - O Corta Jaca; e de Pixinguinha (1897-1973) com Acerta o Passo, Descendo a Serra e o famoso Um a Zero, composto para homenagear a vitória do Brasil contra o Uruguai, com o gol de Friedenreich decidindo o campeonato sul-americano de 1919.

Sérgio Morais se interessou pela flauta aos seis anos de idade. De passagem pela Escola de Música de Brasília, teve contato com diversos estilos musicais e formações, do erudito ao popular. Mas foi freqüentando o Clube do Choro de Brasília que descobriu sua maior paixão: o choro, genuína música brasileira.

Sérgio estará acompanhado de grandes artistas da cidade, integrantes de grupos como o Firme e Forte (do qual também fez parte), que acompanhou Beth Carvalho em Brasília, e do grupo AQuattro que vem ganhando destaque no cenário musical da capital. São eles: o violonista 7 cordas Fernando César (da dupla Dois de Ouro), o cavaquinista Pedro Vasconcellos e o percussionista Thiago Viegas.


24 de julho - Fernando Dell Isola

Fernando Dell Isola, alaudista e tiorbista, mostra no projeto A Música na Linha do Tempo, composições de Adrian LeRoy, como Passemeze e Tiers Branle de Malte, e músicas de Jean Paul Paladin, Fantaisie I e II.

O músico é professor da Escola de Música de Brasília desde 1999, onde implantou o curso de alaúde e se especializou na execução de música renascentista e barroca.

Concebeu juntamente com Umberto de Freitas a Família de Violões, com violões de diferentes dimensões e afinações, que juntos viabilizam a interpretação da música renascentista, barroca e clássica sem a necessidade de transcrições.

Com extremo domínio da técnica específica de cada instrumento, vem atuando como concertista e recitalista desde 1986 e como diretor e coordenador musical de vários grupos de música de câmara.

Dia do Amigo

por katia maia

Às vezes, levamos anos para perceber ou até mesmo reconhecer o valor e a importância de uma determinada pessoa em nossa vida. Dominados por uma cegueira racional, nos apegamos aos detalhes, nos envolvemos com partes de um todo e nos esquecemos de compreender o que essa ou aquela pessoa representa para nós.

Digo isso porque percebo na minha história, na história dos meus filhos, dos meus pais, dos meus amigos. Estamos tão preocupados com o hoje e o agora, que perdemos a noção do ‘para sempre’.

De quantas amizades já abrimos mão porque naquele momento o que importava era o que tinha sido dito, feito ou mesmo que não tinha sido feito ou dito? Pensamos que amigos e pessoas próximas tem a obrigação de nos decifrar e entender nossas mágoas, nossas decepções, nossos sofrimentos.

Nos colocamos na posição de esfinges – decifra-me ou devoro nossa amizade. Quando na verdade tudo passa por uma simples palavrinha: compreensão. É como diz a música do ídolo da geração coca-cola: é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanha...

Sim, mas a gente consegue? Talvez. Talvez seja possível se deixarmos um pouco de enxergar o particular, o presente e refletir sobre o todo – o ontem, o hoje e o amanhã. Acho que isso tem a ver, um pouco, com a maturidade.

Com o tempo, quer queira quer não, aprendemos a valorizar as pessoas como um conjunto e a aprender a lidar com as particularidades de cada um. Acho que amizade é isso: está ligada a compreensão que temos do outro e ao aprendizado diário.

Ah, só mais um detalhe: acho que tem também a ver com respeitar as pessoas como elas realmente são e não fazer uma montanha de fatos que não passam de grãos de areia.
Amizade, para mim é isso. Feliz Dia do Amigo!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Comida especial e preço também.

Por katia maia

Para quem é de Brasília, começa nesta segunda-feira o BRASÍLIA RESTAURANT WEEK! Um evento que reúne vários restaurantes da cidade que encaram o desafio de preparar um menu especial, ocm entrada, prato principal e sobremesa a úm preço único para o almocço, R$ 27,50, e para o jantar, R$ 39.

Desta vez, 80 estabelecimentos gstronômicos abraçaram o evento. Os valores dos pratos não incluem 10%, couvert ou bebidas e o cliente se quiser pode adicionar um real a mais na conta. O valor acrescentado à conta será destinado a Fundação Nosso Lar. Na edição de Brasília Verão 2010 o evento arrecadou mais R$ 20 mil para a instituição.

A primeira edição do BRASÍLIA RESTURANT WEEK aconteceu em julho de 2009 com a participação de 50 bons restaurantes da cidade, movimentando em torno de 38 mil pessoas em 14 dias. A segunda edição foi realizada em janeiro de 2010 com a participação de 75 restaurantes e movimentou em torno de 50 mil pessoas.

Caçarola de autor com arroz branco e batata palha

É a oportunidade de saborar por exemplo, um Mini penne com pesto de baru, mini tomate e muçarela de búfala de entrada, seguido de uma Caçarola de autor com arroz branco e batata palha e fechar essa viagem gastronômica com uma sobremesa de Creme de Nutella com morangos masserados. Tudo isso pelo preço único do Brasilia Restaurant Week, no Dudu Camargo Bar e Restaurante que participa da promoção.




Fritada de legumes com camarãoouCreme


Ou, quem sabe se deliciar com uma entrada de Fritada de legumes com camarãoouCreme de abóbora madura com gorgonzola. Prato princiapl de Picadinho a São Francisco - Picadinho (de filé ou frango) em seu molho, farofa de manteiga e cebolas com chips de batatas. E finalizar comForminha de Chocolate com Mousse de MentaouDoce de Leite. Tudo isso por apenas R27,50, no O Convento Restaurante e Antiquário.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

De malas prontas.

por katia maia

Este blog embarca hoje para João Pessoa para uma viagem de dois dias na capital paraibana.

Na volta, aguarde: muitas fotos, curiosidades e dicas do que é possível fazer num fim-de-semana na capital paraibana.

Esta é a primeira de uma série de viagens que faremos de fim de semana pelo país. Uma nova sessão deste blog que irá passar para nossos leitores um panorama do que há de mais pitoresco para conhecer e fazer em cidades e regiões brasileiras durante dois dias.

Tudo, é claro, com um orçamento que caiba no bolso de quem é ‘gente como a gente’.

Até a volta!

Ganhadores dos ingressos

Os ganhadores dos Ingressos para os Shows na Sala Funarte Cássia Eller

os sorteados devem retirar o convite até as 18h de hoje

para isso, entre em contato por e-mail: katiamaia@gmail.com

Sexta-feira – 20h30

Clodo Ferreira que interpretará a obra de Sinhô

- Edla lula

  • - Thiago Edu


Sábado, 17h

Gupo Trovas D´Outrora, interpretando Música da Renascença


-Lívia Cerezoli
-Thiago Brito
-Ângela oliveira
-Joel Raffa

Blade Runner para bebês?

por katia maia Com meus filhos crescidos, adultos e já homens feitos, não preciso mais pautar minhas idas ao cinema aos horários, ses...