quarta-feira, 20 de março de 2013

Lembranças de quê? Pra quê?


(Texto que encontrei no fundo do baú)

da série #naftalina

Então, resolvi deixar as lembranças partirem. Percebi que elas estavam me atormentando e que eu precisava liberá-las e perdoá-las.  Durante muito tempo, me prendi a elas, todas elas. As boas e as más e percebi que mesmo as que me eram agradáveis me faziam sofrer.
Percebi que me apertavam o peito e me faziam chorar pela nostalgia de algo que não voltaria mais. Então, decidi: as expulsei sem dó nem piedade.
Agora será assim: uma vida de presente e futuro. Não quero me apegar às lembranças. Coloquei todas numa caixa e a caixa num baú e o baú despachei. Tranquei com um cadeado cuja senha fiz questão de esquecer. Foi isso que a vida me ensinou: a enterrar as lembranças. Elas só me fazem mal. Sofro imensamente com a saudade e a frustração do que não pode mais ser o que era antes. Então, fora! Fora daqui do meu peito lembranças. Não perturbem mais o meu sono, não torturem mais o meu presente e não tropecem mais nos meus sonhos. Vão e não voltem!

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