sexta-feira, 27 de junho de 2014

Histórias para contar paras os filhos, netos, bisnetos... Selfie!

Equipes entrando para o hino

Por katia maia

Então, pela primeira vez assisti a um jogo de Copa do Mundo dentro do estádio, dentro do meu país. Há quase dois meses esperei por esse momento. Foi a parte que me coube nesse latifúndio: o confronto já desbotado entre Portugal e Gana. Apesar de toda falta de expectativa para a partida por parte dos analistas esportivos, para mim aquele seria "o jogo”.

Tentei, juro que tentei ver outros jogos in loco, mas não deu. E, admito, estou frustrada, mas não desanimada. A Copa me contagiou. Como todas as outras das quais consigo me lembrar ao longo da minha vida. Só que agora, é diferente: a Copa está aqui, no Brasil. 
Selfie básico antes e entrar

A primeira das minhas Copas, em 1970, não tenho a mínima lembrança, 74, idem. Mas, a de 1978 já foi vista e raciocinada por mim.

Desde então, toda Copa era uma festa. Aquelas em que o Brasil foi campeão, vixi, nem se fala! A de 1982 ficou marcada (para mim) como a mais triste das Copas. A seleção canarinho, a equipe certa para ganhar o título e... Decepção! No dia em que o Brasil saiu da Copa, em 82, lembro-me que fui para casa, me enfiei debaixo das cobertas, chorei e dormi. Acreditava que seria um pesadelo. Era, mas não dormindo.

Selfie com filho dentro do Estádio
Bem, o tempo passa. Corta, edita, estamos em 2014 e a Copa, agora é aqui! Dessa forma, assistir a uma partida de Copa do mundo é um espetáculo! Fiquei feliz e emocionada por estar ali, com meus dois filhos. De certa forma, eu sabia que estávamos fazendo e vivendo histórias para contar para os filhos.

As duas equipes: Portugal e Gana, realmente não eram as mais empolgantes para mim. Mas, uma delas tinha simplesmente “ O Melhor do Mundo”: Cristiano Ronaldo! Me preparei para esse momento com ele. Coloquei a máquina fotográfica no carro, comprei pilhas. Queria ver o melhor do melhor do mundo com uma lente potente, bem de perto e gravar a imagem dele no meu cartão de memória.
selfie com filho dentro dentro do Estádio


Chegar ao estádio não foi muito tranquilo. O trânsito estava impossível. Engarrafamento para todo lado na região central de Brasília, próximo ao estádio. Bom, eu sabia que não seria fácil e, claro, burrice minha ter ido de ca
rro. Com todo o esquema de transporte para o Estádio, deveria ter ficado num estacionamento no Parque da Cidade e pegado o ônibus da Fifa. Minha culpa, admito.

Vencida etapa trânsito, chegar ao Estádio foi moleza. Uma caminhada básica, fila quase nenhuma, detectores funcionando sem problemas. Menos de quinze minutos, estávamos lá dentro. Prontos para a partida e, claro, para registrar tudo. Então, pega binóculo, pega celular e pega a máquina fotográfica. Cadê a máquina? Quem trouxe a máquina?
me and my selfie

Foi aí que percebi que, na correria, o equipamento ficou no carro. Tristeza, vazio, decepção. Não terei o melhor do mundo nos meus registros. Pena! Mas, olhei em minha volta, vi torcedores protugueses, ganeses (é assim que fala?). Energia boa rolando. Povo gritando, torcendo. 

A bola começou a rolar. Eu estava ali, vendo duas seleções defendendo seus países e mesmo com chances remotas, Portugal, ainda tentava. Veio a "hola", vieram os gritos de Protugal! Gana! A emoção foi esquentando e percebi realmente que estava numa Copa do Mundo. E sabe o que mais? O que importa não ter o CR7 em close nos meus registros fotográficos?  Aquilo ali era muito maior do que um frame. Era
história para contar para os filhos: meninos eu fui! No meu caso – como meus filhos estavam lá comigo : para contar para os netos, bisnetos e quem mais vier. Valeu!

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