quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

It´s timeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!

por katia maia

Então, agora a coisa tá explícita: o embate está posto e não resta dúvida de que sairá  nocauteado: o povo brasileiro. Uma disputa baixa, onde a moeda de negociação é um crime pelo outro.

- Você livra o meu, que eu livro o seu e está tudo certo.

Não deu certo. Ou melhor: certo para quem cara pálida?  Está tudo errado! A gente está assistindo o que há de mais espúrio e baixo em matéria de política. O sujeito que se pôs na presidência da câmara dos deputados é um escroque, que nos dicionários, está claro: “aquele que se apodera de bens alheios por meios ardilosos e fraudulentos”, perfeito, não?

Na sequencia de chutes, murros, armlock etc desferidos já se pode imaginar que o mais comum será o “golpe baixo”, sem nenhum respeito às regras. Tipo “chute no saco” mesmo.

Desde ontem, às 18h e pouco quando CUnha anunciou que aceitara o pedido de impeachment, até agora,já vimos algumas doses de degustação do que cada round trará.

Ontem mesmo, a presidente Dilma falou à nação. E já começou se trocando com o adversário, como se dizia lá no nordeste quando eu era menina pequena. Em suas palavras, ela alfinetou o rato e disse: “ possuo conta no exterior, nem ocultei do conhecimento público a existência de bens pessoais. Nunca coagi ou tentei coagir instituições ou pessoas, na busca de satisfazer meus interesses”.

Na minha modesta opinião, não deveria.
Ratos são ratos e eles estão acostumados com esgoto. Não estou aqui defendendo a presidente (nem de longe. Até porque não curto nem compartilho deste governo). Mas...

Presidente é presidente, eleita democraticamente (como ela mesma falou) e o que está em jogo é o mandato que ela recebeu pelas mãos do povo. Então, deveria portar-se como tal e não como pessoa ofendida.  Deixa ele falar. Os ratos não devem ser ouvidos, mas eliminados. E isso vale para todos os ratos dentro e fora do governo.

Mas, claro, alfinetou, o outro (que não tem escrúpulo nenhum) já veio à público para rebater: “presidente mentiu quando disse que nunca fez barganha...” . E aí começou: ontem mesmo, um deputado do PT, a mando da Dilma,  me procurou BLA... BLA... BLA...


Nesse disse que me disse, fica essa sensação de não ter para onde correr. Porque, também, convenhamos, a linha sucessória de um impeachment da Dilma é brincadeira: Temer, Cunha, Renan... Parece formação de quadrilha.  Peguem a pipoca, o refri e sintonizem porque já estou até ouvindo o locutor do UFC, Bruce Buffer, anunciando o desfecho: It's timeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!!!


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