segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Não é nada, não é nada, mas já é alguma coisa...


por katia maia

Esse fim de semana, me surpreendi com o bate papo que ouvi entre dois frentistas no posto de combustíveis perto de minha casa. Eles falavam, sem perceber, da importância da educação na vida de uma pessoa.

Sem querer, me vi prestando atenção na conversa alheia (que coisa feia), mas era por uma boa causa. Ali, eu constatei que nem tudo está perdido e num país onde 54% das crianças com 8 anos de idade mal sabem ver as horas em relógios de ponteiros, não conseguem interpretar um texto, entender a pontuação e sequer perceber a ironia de pequenas histórias... Nem tudo está perdido.

Não ouvi a conversa toda, foi apenas um fragmento, mas pude perceber que um deles contava a história de um amigo que fez um teste para entrar em uma empresa, com nível técnico, e tinha sido admitido:

- Ele entrou com o curso técnico médio e logo melhorou de situação dentro da empresa.

- Sério? Retrucou o outro, interessado na história.

- É. Ele entrou, ficou um tempo e decidiu fazer uma faculdade. Se inscreveu no ProUni.

- Sério? Novamente retrucou.

- Sério! E quando ele entrou para a faculdade já melhorou de situação e sabe mais? Ele estudou e logo já tinha passado para uma função melhor. Ele melhorou tanto que o cara que fez o teste dele, e ficou parado no ensino médio, hoje é subordinado dele!

- Como assim? O cara que aplicou o teste para ele entrar na empresa agora está abaixo dele? Espantou-se o outro.

- É! Já pensou? Para você ver a diferença que um curso superior faz na vida de uma pessoa! Disse o contador da história.

Pronto, ouvi a conversa até esse ponto porque já havia pagado o abastecimento e era hora de partir. E, asseguro, parti um pouco mais feliz nessa tarde de domingo seca do Planalto Central.

Claro que não me iludo com programas como o ProUni. Sei que é um arremedo para colocar gente na faculdade, e mais, nessas instituições de ensino superior que sabe Deus a qualidade que possuem.

Mas, olha, confesso que fiquei feliz por ver dois frentistas conversando e reconhecendo o valor que a educação tem na vida das pessoas. Ali, talvez, estejam duas pessoas que vão correr atrás de mudar suas vidas por meio da educação. Porque, isso sim, para mim é uma verdade: só com educação a gente muda um país e se livra dessa corja de políticos que se aproveitam da ignorância do povo e roubam. Desviam, desfazem e desmancham a perspectiva de futuro de cada brasileiro que depende do estado para ter acesso à saúde, segurança e, claro, educação.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Pobre é uma M...

da série #comprascoletivas

Por Katia Maia

Não sei, mas estou com a estranha sensação de que o maravilhoso mundo das compras coletivas nada mais é do que uma maravilhosa forma de pegar o dinheiro de quem se empolga, age por impulso e em contrapartida tem acesso à mais impossível disponibilidade de datas e horários para resgatar a compra.

Eu explico.

Animei-me toda com essa vida de compras coletivas, mas, confesso que, num total de quase dez cupons comprados, apenas um me satisfez por completo no dia, hora e prestação de serviços conforme o acordado.

Foi quando comprei um tratamento completo para os pés. Um daqueles momentos em que a gente se permite parar para deixar que alguém cuide (mesmo que pagando) de nossos tão maltratados pés. Pelo menos os meus (coitadinhos) o são.

Raramente tenho tempo para eles e nesse dia, com o cupom em mãos, num horário de almoço, eu deixei o estomago de lado – já que ele é sempre o atendido naquela hora – e me dediquei aos ‘pobrezitos’ dos meus ‘pezitos’.

Foi a única vez que a compra coletiva deu 10% certo, porque depois, nas minhas aquisições seguintes, sempre houve um ‘porém’. A verdade é que, quando compramos o cupom, vemos escrito nele – válido até... E a data é algo fora do comum. Sempre são três quatro meses de prazo para utilizá-los.

Talvez, esse prazo tão longo já seja uma pegadinha...

Falo isso, porque, no meu entendimento e pela minha experiência de compra coletiva dois pensamentos vêem à mente na hora da compra: adiantar ou atrasar o uso do cupom.

Se adiantamos e queremos usa-lo o mais breve possível, nunca há disponibilidade para a data que desejamos. E aí vem a atendente e informa:

- Me desculpe senhora, mas é que a promoção começou agora e estamos com os horários todos lotados. Fim de semana, então, não há uma só vaga. Mas, temos horário às 10h ou às 16h no meio da semana.

- Como assim só temos horário no meio da manhã, no meio da tarde, no meio da semana?

A menos que eu esteja errada - e salvo a vida de uma pequeníssima parcela da população - das mulheres economicamente ativas, é impossível parar para fazer um curso de maquiagem rápida, ou se entregar a uma manhã num SPA no meio do dia, ou depilar-se, ou fazer aula de pilates no meio do dia e da semana!

Perdoem meus maus pensamentos e minha falta de humor, mas, para mim, tudo não passa de uma jogada para não atender quem comprou os cupons com (segundo eles) 70% a 80% de desconto.

Fica difícil acreditar que a indisponibilidade existe também para quem quer pagar a tarifa cheia. Pobre é uma M... Parece até Plano de Saúde, quando ligamos para marcar consulta e os horários são sempre para três, quatro meses adiante.

Acho que é assim mesmo que funciona: vendem cupons baratíssimos com descontos inimagináveis e alijam do processo os consumidores pobres que correram atrás da liquidação. Para esses, as condições são tão absurdas que é o famoso: é pegar ou largar! E, não reclama e não chateia! Você já está pagando barato e ainda quer escolher!

Se a opção for marcar o horário de atendimento no fim do prazo do cupom, a resposta também é semelhante a do início:

- Como a promoção acaba no fim deste mês, senhora, estamos com todos os horários lotados. Temos apenas as 10h30 de terça-feira ou às 16h45 da quarta-feira.
- Sim, mas ainda faltam onze dias para o mês acabar!

- Sinto muito senhora, é que todos correram para marcar no fim da promoção.

Ah, ok, então está explicado: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Não há saída a não ser perder o dinheiro.

Isso vale também para os restaurantes que vendem cupons coletivos. Quando você chega lá, o prato da promoção acabou!

- Como assim acabou (cara pálida)? Vocês não têm o controle de vendas de cupom?

- Temos, senhora, mas é que não esperávamos que viessem tantas pessoas da promoção no dia de hoje. Se a senhora quiser passar amanhã...

- Como assim passar amanhã (cara pálida, de novo)? Se eu paguei e no cupom diz, promoção válida até tal dia, eu agora preciso ficar indo e vindo para saber quando o prato está disponível? Vou ter que disputar a tapas?

Sei não, talvez eu não tenha dado sorte, mas para mim, a moral da história das compras coletivas é: nada é dado de bom grado. Os descontos só são possíveis por algumas razões e fazer caridade com o consumidor, certamente é a última delas.

Certamente, vender com 80% de descontos e dificultar o resgate do cupom é bastante apropriado para o comerciante. Assim, o lucro fica por conta daqueles que pagaram e não quiseram ou puderam resgatar. Saquei!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Se fosse uma cobra...

Da Série #aborrecências

Por katia maia

Fico realmente surpresa com a capacidade dos adolescentes em se desconectar do mundo real e viver num universo só deles. Já li a respeito, ouvi falar e me disseram que tudo tem a ver com o amadurecimento de uma tal massa cinzenta do cérebro. Algo que acontece (o amadurecimento) aos poucos e só se concretiza lá pelos 17, 18 anos.


Ok, tudo bem, aceito, mas...

Mas acontece que no dia a dia fica difícil imaginar tanta situação surreal que eles produzem. Falo isso, porque tenho dois adolescentes dentro de casa e diariamente sou surpreendida.

Um exemplo, par ficar mais claro.

Hoje, pela manhã, ao sair de casa, vejo o meu filhote mais novo (14 anos) anunciar da porta de casa:

- Eita, minha mochila! Esqueci lá dentro. E voltar para pegá-la.

Eu, já impaciente – porque eles nunca conseguem sair no horário com alguma folga para que eu possa dirigir tranqüilamente até a escola sem me preocupar com o tempo, transito etc – respondi: vou esperar no carro.

Imaginem a minha surpresa quando, alguns minutos depois (o tempo correndo e eu impaciente) ele volta e revela:

- Não achei a mochila.

- Você procurou na casa toda?

- Procurei.

- Tem certeza que você a trouxe da casa do seu pai, ontem a noite?

- Tenho! Quer dizer, eu achava que sim. Ela não está aqui no carro? Rebateu.

- Não, aqui no carro não estÁAAA! Falei já com a irritação na velocidade mil

E engatei...

- Vocês, vão me desculpar (e aí o sermão já virou coletivo), mas vocês pedem para a gente falar e reclamar. Esquecer a mochila, sabe Deus onde, é algo inconcebível. É de uma falta de responsabilidade tamanha!

Ele ouvia calado e só resmungava...

- Mas foi a primeira vez que esqueci a mochila toda.

Ah, bom, Agora tudo bem. A mochila toda foi a primeira vez. Normalmente é só um caderno, um livro, um uniforme etc.

A situação era tão absurda que eu nem tive forças para vociferar. Para mim, aquilo era algo do tipo “além da imaginação”, “universo paralelo” etc.

Mandei que ele ligasse para o pai e verificar se a mochila tinha ficado na casa dele. Ligou, o pai atendeu, procurou e nada! A mochila simplesmente foi abduzida, pode? Claro que não pode!

A verdade é que, não satisfeita, eu deixei os dois na escola e voltei em casa para procurar melhor. Bom, para procurar melhor é uma maneira de falar. E quando eu digo ‘maneira de falar’ é maneira meeeeesmo!

Assim que entrei em casa, olhei para o sofá (que fica de frente para a porta de entrada) e adivinhe o que estava lá, debaixo de uma almofada?

- Ela, a mochila!

Foi tão absurdo que me senti até fraca diante da falta de senso e de conexão do meu filhote. Sabe aquela história de “se fosse uma cobra, lhe morderia?”. Ainda bem que não era.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Minha máxima culpa!

por katia maia

Parei para pensar e conclui:


- É desleixo mesmo!

O meu blog tem andado bem esquecidinho na minha agenda diária de compromissos. A verdade é que a gente vai deixando passar um dia, outro e quando percebemos já faz uma semana que não dedico uma só linha para o meu espaço virtual tão querido e tão esquecido.

E vocês sabem, pior do que brigar, gritar, espernear, é a indiferença!

Portanto, meu querido blog, aqui estou eu de volta para tentar me redimir e retomar nossas conversas diárias.

Afinal, por que existir se eu nem ligo para ele? Tamanha injustiça essa minha. Mas, tento me explicar, ou pelo menos minimizar minha culpa perante o júri popular que me puxou a orelha e me deu o veredicto: ou mantém nossas conversas diárias ou será banida de vez do nosso universo!

A pena é alta, portanto, ‘por minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa’, eu declaro que me considero culpada, mas peço uma chance: talvez trabalho voluntário, ação social etc.

A verdade é que eu me deixei levar pela instantaneidade dos microblogs e a facilidade de opinar em pílulas sempre que senti necessidade. É a lei cdo menor esforço, reconheço. É para onde caminha a humanidade: segmentar cada vez mais e diminuir o esforço.

Entrar no twitter ou no facebook e opinar em 140 caracteres é fácil demais. E agora tem o hootsuite que faz o trabalho conjunto em ambas as redes sociais. Tudo de bom. Assim, logo cedo me conecto e derramo minhas considerações a medida em que leio os jornais e me lembro de coisas que me levam a ‘dar pitaco’.

Sim, viramos pitaqueiros de plantão. Mas, que mal há nisso? Há sim! Que tal de vez em quando reunir esses pitacos, organizar o pensamento e estruturar um texto? Se continuar nessa toada homeopática perderá a capacidade de organizar os pensamentos e, mais a frente, de escrever.

A instantaneidade está enlouquecendo nossas mentes. É melhor parar um pouco, dar um tempo para o cérebro e dizer para ele: tudo bem, pense! Eu estou ouvindo. Vamos trabalhar juntos e construir algo que tenha mais de 140 caracteres e valha a pena ser lido até o final.


quarta-feira, 27 de julho de 2011

Olhares sobre Nova York - Part #2

por katia maia

O que fazer numa cidade que tem tudo para fazer? Por onde começar? Eu diria que um bom começo é andar! Isso mesmo, caminhar pela cidade. Nova York, por si só, já é um espetáculo. Parece que estamos em pleno set de filmagens dos grandes filmes hollywoodianos. Para todo lado que se olha, vê-se um ângulo para uma foto. E se olhar para cima, então, nem se fala.

#NYC é um espetáculo de arranha céus que emolduram a Ilha de Manhattan e que nos impressionam por seus desenhos, tamanhos, formas e imponência. As ruas da cidade parecem estar prontas para que possamos rodar um filme. A minha vontade era ligar  o ‘play’ e sair registrando meus passos e dos meus meninos pela Big Apple. Quem sabe ainda não me aventuro num roteiro incidental na cidade que nunca para.
Flatiron Building

Mas, andanças a parte, temos que perder, ou ganhar, um bom tempo de nossa passagem pela metrópole num dos parques mais badalados do mundo: o Central Park. Nele, nos dispusemos a procurar uma sombra, para fugir do calor de 100º Fahrenheit, claro, ou os nossos conhecidos 36º Celsius, com uma sensação térmica de 41 graus, creia-me.

Fomos para uma área bem ampla, com um gramado belo, muitas pessoas deitadas, tomando sol, e outras, como eu e meu filhote mais novo, se escondendo nas sombras. Deitamo-nos na grama e ali passamos pelo menos 40 minutos deitados.

Pés no Central Park

Cochilei. Sim, cochilei ouvindo ao fundo uma música, meio pop, meio rap, que saía do som portátil levado por um grupo de amigos, com ar de latinos, que andavam de skate na pista logo atrás do gramado onde descansávamos.

Ânimos refeitos, continuamos nossas andanças por #NYC. Tudo feito por meio de metrô, claro. A passagem custa US 2,25 se você compra o cartão de metrô recarregável.

Andanças pelo Central Park

Começamos com vinte dólares, mas logo tivemos que ‘recharge it’, porque metrô é o meio de transporte mais eficiente numa cidade grande como NYC e em outras também. Pena que no Brasil a falta de interesse, vontade política ou seja lá o que for limita tanto o uso desse meio de transporte.

Enfim, do Central Park zarpamos para o Metropolitam Museum. Assunto para nossa próxima parada em Olhares sobre NYC.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Olhares sobre Nova York - Part #1

Ninguém passa por Nova York incólume. Eu não passei (nunca). Essa foi a terceira vez que fui à Big Apple e confesso que a sensação é sempre de descoberta, de estréia.


No Alto do ESB, com NYC aos pés

Nunca dominamos essa big Apple, principalmente mortais como eu que precisamos juntar uma grana, ruminar durante meses a viagem, planejar e sonhar com o que faremos na capital do mundo.

Sim, porque o tempo urge, e nunca vou a #NYC numa longa temporada. O meu prazo de validade na cidade que ‘never sleeps’ não permite e minha conta bancária menos ainda algo muito longo. Mas, enfim, de uma forma ou de outra, termino conseguindo ir e ‘always’ me maravilho com tudo.

Dessa vez, o toque especial da viagem foi levar meus dois filhos. Tenho essa política de viajar com eles para lugares que eu gostaria de ter conhecido ainda bem jovem. Já fomos (há três anos) para Paris e Londres, e dessa vez foi a hora de conhecer #NYC.

Filhotes e Felippo na 5th Avenue
Falem o que quiser, me critiquem o quanto acharem necessário e me digam que é preciso mostrar primeiro o Brasil, que aqui há lugares mais tranqüilos, mais bonitos, mais isso, mais aquilo e por aí vai... Ok, até concordo, mas contra-argumento: os ícones do planeta, eu faço questão de apresentar a eles e aí incluo as cidades que já visitamos e outras como Roma, Madri, Lisboa etc.

Defendo que eles terão a vida toda para se embrenhar em aventuras por cantinhos e lugares desabitados do país e do planeta. E eu, bom, eu já estou meio sem pique para aventuras profundas e eletrizantes. Sendo assim, insisto nos roteiros bem previsíveis.

Pois bem, ‘back to #NYC’, tivemos na grandessíssima metrópole a graça de contarmos com a hospedagem gentil e acolhedora de amigos. Aliás, esse é outro motivo para outro post e não vou me alongar por enquanto nesse tema, mas quero deixar claro que quem tem amigos vai longe, em todos os sentidos.

Well, a verdade é que rodamos, reviramos e nos fartamos da big Apple sempre acompanhados da presença do Filippo, filho da #fofa Giuliana Morrone, e que nos levou a tudo quanto é canto de #NYC pelos subways da vida.

Recontrução do WTC
Fomos aos lugares típicos do tipo, estátua da liberdade, Empire State Building (ESB) – que aliás achei caríssimo (U$ 22, para subir no mirante), 5th Avenue, Wall Streeet e, claro, o World Trade Center, que agora está sendo reerguido com o nome de World Financial Center. Como se a mudança de nome, mudasse a história do local.

Aqui, portanto, faço mais um parênteses: a reconstrução do WTC, para mim, me soou ‘mais do que emblemática’. É a cara dos norte-americanos. Estão erguendo um prédio no local das antigas torres gêmeas que “será infinitamente mais seguro do que as anteriores”, garantem e acreditam os nova-iorquinos. Será?

E cadê aquele papo todo de que seria feito no local (apenas) um memorial para as vítimas? Bom, o poderio e a força da grana falaram mais alto e a reconstrução está lá para quem quiser ver e testemunhar. Um processo que acontece e ritmo frenético – praticamente um andar é construído por dia!


Novo WTC, um andar por dia

Bom, o WTC é também um capítulo a parte. O Bairro Tribeca, que foi dizimado com a tragédia e viveu dias de fundo do poço no período pós atentado, está provando que os americanos ressurgem das cinzas qual Fênix.

O bairro hoje está valorizado e não há sinal da tragédia, não fossem a reconstrução do prédio, alguns lugares utilizados em memória dos mortos (há uma cruz feita com restos de estrutura de ferro das antigas torres gêmeas) e a presença dos turistas que vão até lá (eu me incluo) para ver o que restou.

Restou muito e agora está multiplicado. O bairro limpou a poeira e deu a volta por cima, hoje, com o empenho do ator Robert de Niro, que teve interesse pessoal em reerguer a área - já que ele tem imóveis e negócios na área – ajudou nesse projeto.

Depois do atentado de 11 de setembro, ele se empenhou pessoalmente em revitalizar o local. Robert de Niro é o principal curador do Festival internacional de Filmes do Tribeca, promove um festival de vinhos e ainda possui restaurantes e hotel na área. Por isso, não é raro encontrá-lo caminhando pelas ruas do bairro, garantiu Giuliana Morrone. Eu não tive essa sorte. Mas vou me esforçar na próxima ida à #NYC.

Bom, acho que falei tanto de Tribeca que vou deixar para derramar aqui minhas considerações nova-iorquinas em outros posts. Se vocês me agüentarem, claro.

 

terça-feira, 5 de julho de 2011

Fora da Rede, na vida real!

Por Katia Maia


2o. Fora da Rede
  Sabe aquelas roupas que você tem em casa, guardadinhas, novinhas e... bem esquecidinhas? Pois bem, elas saíram dos respectivos armários e ganharam novos ares. Esse foi o princípio que motivou vinte ‘brecholeiras’ – assim mesmo, derivadas do termo brechó – a se reunirem na 2ª edição do Fora da Rede. Um evento que inicia a uma nova tendência em Brasília: brechós online!

O nome tem muito a ver com a proposta do encontro. ‘Fora da Rede’ faz uma referencia à internet. Isso porque todas as meninas que participaram do evento nada mais são do que detentoras de brechós e bazares virtuais – no qual me incluo com o meu Troca Troca Brasília.
A venda de roupas pela internet no estilo bazar ou brechó ganhou força nos últimos tempos. Inúmeros são os espaços virtuais administrados por mulheres dos mais variados cantos do país e da capital federal. Aqui em Brasília o que era apenas domínio da web saiu da rede e tomou forma. O Fora da Rede traz para a vida real o que está disponível nos blogs.

“A idéia é transformar esses encontros em algo como um Bsb Mix e uma Feira da Lua”, anima-se Franciana Monteiro (http://www.bazardachica.blogspot.com/), idealizadora do evento. E não está longe disso. Só de conversar com quem participou e foi conferir as novidades do Fora da Rede, já deu para perceber que espaço existe para mais essa opção de feiras em Brasília.

“Adoro Brechós e quando soube do Fora da Rede vim correndo para conferir o que havia de novidade. Eu sempre estou de olho e cheguei cedo porque as melhores coisas saem logo”, afirmou Ana clara, funcionária pública. Ela ficou sabendo do Fora da Rede por meio de uma amiga que conhece uma das expositoras... E por aí vai.

Aliás, assim foi feita a divulgação do evento. Ainda não é uma Feira institucionalizada como a Da Lua, o Fora da Rede ainda mantém o viés boca a boca da propaganda. Com alguns anúncios na própria internet, em sites afins, o evento foi divulgado para os freqüentadores da web e contou com a propaganda entre amigas.

O encontro aconteceu no dia 02 de Julho, na 211 Norte, próximo ao Instituto de Beleza Visana, que foi parceiro.Aqui posso dar o meu depoimento e dizer (como principiante nessa aventura de feiras e brechós) que foi muito divertido. Mais do que uma feira, o que vi ali foram pessoas que, muito mais do que comércio, montaram seus brechós inicialmente como um hobby e que as vendas, e o comércio, são uma conseqüência boa, eu diria!

Agora, falo por mim. Entrei nessa onda por uma necessidade de fazer a energia circular e ajudar àquelas amigas que estão desesperadas com seus armários entupidos de roupas e sapatos que nunca saem para dar uma volta. Acredito na linhas do Consumo colaborativo em que em vez de comprar coisas novas, simplesmente trocamos ou adquirimos o que já foi produzido e que (de alguma forma) está esquecido no armário de outras.

O mundo pede esse tipo de atitude e é isso que acontece quando passamos adiante roupas e sapatos que se acabavam nos armários por falta de uso. “tenho tanta coisa em casa que comprei e está novinha. Vestidos que nunca usei e está com a etiqueta ainda”, disse Paula Silva, outra ‘cliente’ do Fora da Rede. Ela ficou sabendo do encontro por meio da internet. “Eu sempre visito os blogs de brechós e vi a divulgação em um deles”, disse.

Muitas freqüentadoras do evento chegaram a perguntar como poderiam fazer para colocar as roupas delas à venda. À todas, a resposta é simples: fotografem e criem um blog, ou, se achar que isso dá muito trabalho, peguem o contato das meninas do Fora da Rede e consultem para ver se é possível expor suas peças em seus respectivos sites.
Quem participou do Fora da Rede não se arrependeu “A idéia de reunir os brechós virtuais em um evento único além de favorecer na divulgação e nas vendas ainda possibilita que possamos nos conhecer, achei genial!”, declarou Carolina Alves, do Cantinho do desapego.


Nossa mais nova cliente: Bebel.
 E é essa a palavra: desapego. O Brechó tem por finalidade fazer a energia circular e nos descolarmos de roupas e objetos que não estão tendo uso em nossas vidas. Por isso, a idéia não é ‘passar a diante”. Os preços são uma conseqüência desse desapego e o Brechó oferece justamente peças boas, bonitas e a um custo bem mais em conta do que os das lojas.

“Consegui comprar coisas de marca boa com preço super em conta”, disse Cláudia Souza, que foi ao Fora da Rede na parte da tarde e ainda ficou feliz com o que encontrou. “Tem muita coisa fofa”, comemorou e completou: “acho que gastei uns cem reais hoje, mas estou levando para casa tanta coisa novinha”, alegrou-se.


Eu, minha sócia Penha e a #fofa Bebel.

Agende-se: o próximo fora da rede deverá acontecer
no dia 13 de agosto.

Calo-me...(da série #resgates)

*A partir de hj, sempre que eu resgatar algum texto meu escrito e não publicado, vou postar aqui. O que é escrito é para ser publicado....