quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

O desprezível ser desumano

por katia maia

Eu pensei em escrever sobre o quanto passei mal ao ver, de soslaio - porque ninguém em sã consciência ou que seja minimamente normal pode assistir a um vídeo como o que queimou vivo o jordaniano preso pelo estado islâmico e ficar bem – as cenas da execução do refém Jordaniano.

Não procurei o vídeo, não quis ver, não era minha intenção. Mas, o Facebook agora vem com essa idiotice de disparar automaticamente os vídeos postados. Assim, estava eu ‘rolando’ a página, quando vi a cena brutal e chocante do jordaniano sendo queimado vivo numa jaula. Se debatendo contra a grade e depois sucumbindo à morte.

Me veio um embrulho no estomago, vontade de vomitar, asco pela maldade monstruosa de seres humanos que matam e queimam outros e, pior, em nome da religião. De parte a parte, o que tenho a dizer é: vergonha de ter em nossa espécie essa dita capacidade de (não) raciocinar e que nos faz tão monstros, que permite a mente armar contra o outro e matar pelo simples motivo fútil de matar.


Dessa vez foi um jordaniano queimado vivo, outras vezes são outros decapitados, esquartejados, esfaqueados, atropelados, torturados até a morte etc. O pior é que isso acontece lá, em nome da religião e aqui, ao nosso lado, em nome sabe Deus de quê. A barbárie está por toda parte e pelos mais diferentes e desprezíveis motivos e, quer saber, Deus deve olha aqui para o planeta e pensar: Meu Eu, o que eu fiz? Por que dei autonomia a seres tão (des) humanos?

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Minha casa, minha dívida

por Katia Maia

Então é assim que funciona: você tem um imóvel. Ele não é grande (dois quartos). Básico, sem suítes e sem DCE. Decide vende-lo para comprar um maior. Isso é bom (imagino). A gente tem mesmo que evoluir, crescer, andar pra frente. Ok. Pula, edita. Vamos para o próximo passo.

Então, depois de seis meses com o meu apartamento no mercado, consegui a proeza de vende-lo. Ótimo. Agora, tenho que achar um para morar.
Olha só, a sorte está do meu lado. Consegui o imóvel para comprar e terei apenas que fazer um aporte de 70 mil reais para compra-lo.

Comecei a correr atrás das opções. A primeira delas: o meu FGTS. Tenho quase esse mesmo valor retido. Ótimo, ficará uma coisa pela outra, certo? Não, claro que não. No Brasil, você só descobre que não tem direito quando você precisa do que é seu de direito.

Eis que, ao tentar liberar meu Fundo de Garantia, descobri que o valor do imóvel que vou comprar ultrapassa o limite estipulado pelo governo. Dessa forma, mesmo tendo 70 mil reais MEUS retidos terei que pegar um empréstimo. Um financiamento imobiliário por meio de algum banco.

Contrariada, e muito, fui a procura das opções e em todas elas descobri que, para completar o valor do meu imóvel, terei que me endividar por pelo menos dez anos com uma prestação que começa a partir de 1,2 mil reais!!!!

É isso mesmo? É!

Não posso usar meu dinheiro do Fundo de Garantia porque o governo decidiu que estou fora da faixa para tal. Estou me desfazendo de minha casa, para comprar uma pouco melhor e tenho que me endividar por dez anos com uma prestação de 1,2 mil reais?

Realmente, não sei onde está a lógica. Bom, talvez o recado do governo seja: endivide-se! Até porque isso não é tudo, ainda terei que pagar quase 20 mil reais de ITBI, porque assim foi determinado.

Realmente, a sorte está do meu lado, mas o governo não!

domingo, 7 de setembro de 2014

Fui de bike!

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por katia maia








Nesse 7 de setembro, aproveitei para viver a Capital Federal de forma despojada, sem estresse e de bem com a vida. Eu que sofro no trânsito de Brasília e invariavelmente me sinto destroçada com a quantidade de carros nas ruas, resolvi passear pelas ciclovias da cidade.

Ciclovia do sudoeste
No meio do caminho havia um Ipê!
Já as tinha experimentado no Eixo Monumental, utilizando as bikes laranjinhas do Itaú. Mas, na ocasião, por falta de estação aqui perto de casa, fui de carro e peguei uma no Memorial JK. Hoje, não, hoje eu sai de casa de bike e peguei a ciclovia do sudoeste, que corre paralela à avenida do Parque da Cidade.

Adorei a experiência. encontrei, até, no meio do caminho, um lindo ipê amarelo, desses que enfeitam a nossa cidade depois da primeira chuva. Só me frustrei quando percebi que a ciclovia acaba na quadra 100 e não tem mais conexão com nada. Tive que acessar o eixo Monumental pelas ruas, juntamente com os carro. Mas, de boa, o transito estava tranquilo.
Ela:a bike!

No Eixo monumental, tudo foi mais fácil. A ciclovia vai até a torre de TV e essa está em bom estado e o caminho é lindo. Não fosse a (ainda) falta de noção de muita gente que insiste em caminhar nas ciclovias, tendo a calçada ao lado.

Em relação a isso, eu realmente não entendo, por que a s pessoas optam pela ciclovia para caminhar, quando ao lado tem uma calcada. Vai entender. Famílias inteiras caminhando pelas ciclovias!

No meio do caminho havia um mal educado
Mas, isso é até contornável. O que não deu para passar batido foi a falta de noção do motorista do Renault Clio Vermelho que estacionou o carro bem na saída da ciclovia. Falta de consciência e sentimento coletivo. Infelizmente, ainda temos que conviver com esses cidadãos “antas” que pensam que o espaço público é deles e que o restante não importa.

Fonte da Torre e o céu azul de Bsb
Bom, tirando os “sem noção” caminho, pude vivenciar uma
Brasília agitada, cheia de pessoas nas ruas, indo e vindo do desfile da Esplanada dos Ministérios, saindo do estádio Mané Garrincha, onde Brasil ganhava da Argentina, no futsal, além de tantas outras que apenas passeavam pela Torre de TV, tiravam fotos na fonte da Torre e levavam as crianças para correr, brincar e ser feliz na capital do país.


p.s. Como a bike é dobrável (adquirida no Circuito Pedalar do BB), no fim do passeio, me encontrei com meu filhote e um amigo que haviam ido ao Estádio assistir ao jogo defutsal, dobrei a bike, chamei um taxi e voltamos os três para casa. simples assim.

Dobradinha no porta malas do taxi





Caminhos que levam à Torre de TV
Flores da Torre de TV

Para refrescar
Ipê da Torre de TV

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Tudo é tudo e nada é nada!

por katia maia

Então, Dilma candidata se deu bem ou não na entrevista dada nesta segunda-feira ao Jornal Nacional da TV Globo?
A resposta é: depende.
"De quê?", você pergunta.
Depende de que lado você está. Essa é a resposta.


Para os admiradores e seguidores de Dilma e do PT, a presidenta se saiu muito bem e conseguiu "engabelar" os apresentadores da poderosa TV Globo.
Para os contrários à presidente, a entrevista apertou Dilma e a presidente não conseguiu explicar por que se cerca de pessoas desonestas, faz trocas de seis por meia dúzia nos cargos de seu governo atendendo aos partidos e, mais: é omissa quando o PT exalta e defende pessoas condenadas por corrupção.

Dilma não se mostrou confortável, embora estivesse sendo entrevistada no conforto de sua casa no Palácio da Alvorada. Ela não sorriu e em alguns momentos fez cara de pouquíssimos amigos. Pensei até que ela iria pular na jugular do Bonner. Em dado momento, pediu para terminar seu raciocínio.

O Bonner foi meio grosseiro e fez perguntas muito longas.
Já a Patrícia Poeta mau falou. Mas, teve um ponto positivo para Dilma: apesar de seu descontentamento, em nenhum momento a presidente chamou a Poeta de "minha filha", como costuma fazer quando é entrevistada e é desagradada.


No final, ela até ensaiou um "não vamos desistir do Brasil" com um "precisamos acreditar no Brasil"
A verdade é que política é isso mesmo: uma discussão sanguínea de posições defendidas por quem é contra ou a favor desse ou daquele candidato.

Os interesses variam, as convicções idem.

Resta saber o que esperar de um país que tem pela frente o desafio de eleger um presidente entre candidatos carimbados. E de novo? Nada!

Cést tout la même chose!

p.s. E essa roupa azul? Tá certo que o vermelho do PT já está demais, mas, podia ser um verde (esperança) talvez. Sei lá!

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Eleitores Nem Nem. E agora?


**Antes de mais nada: à família fica a dor profunda da perda trágica de um pai, filho, marido. Essa é uma dor que não tem fim. Por isso à eles reúno e envio os melhores sentimentos de força e luz. 

por katia maia
A triste tragédia do candidato Eduardo Campos só nos mostra que nada é certeza de nada. Um político que certamente tinha muito futuro pela frente. Quem, na sua mais criativa imaginação, preveria uma roteiro como esse?

Um candidato novo, que despontava como opção para tantos já cansados da velha política de oposição de direita e para os sem ânimo de votar na manutenção do governo que aí está.

Muitos eleitores de Eduardo Campos tinham, no fundo, a consciência de que muito certamente seu voto não seria suficiente para levá-lo ao segundo turno, quiçá à presidência.  As pesquisas mostravam que as intenções de voto em Eduardo Campos ainda estavam bem distantes das direcionadas aos dois outros principais candidatos. Mas, e daí? Voto tem que ser dado independentemente das chances de vitória ou não. É preciso acreditar. Era preciso acreditar...

Eduardo Campos aparecia no cenário político dessas eleições como uma opção para aqueles que já não aguentam mais o governo Dilma - e todo o PT que ela carrega – e a oposição sem representatividade nenhuma do PSDB de Aécio Neves que nada de novo traz para o Brasil.

E agora? Como ficam os brasileiros que iam apostar no “um pouco mais novo e renovador”? Ontem, ao ver a entrevista no Jornal Nacional, eu comentei com meus filhos: olha o meu candidato. Hoje, quando falamos da tragédia, os dois me perguntaram: e agora? Vai voltar na Dilma ou no Aécio? Em nenhum dos dois. Eu disse. Mas, não sei o que fazer. Viramos os eleitores Nem Nem. Nem Dilma nem Aécio. 

E agora? Marina? Não sei se ela terá a força do novo e do diferente. A ver...


terça-feira, 12 de agosto de 2014

COISADAS PRA HOJE!

Hoje, o meu Dia a Dica vai para o meu novo espaço na rede, o blog coisadasprahoje.blogspot.com.
Ele será atualizado com dicas, impressões, visões, leituras... Tudo que se encaixe numa coisada, ali estará. Infelizmente, hoje, inauguro o espaço com a triste notícia do suicídio do ator Robin Williams.



quarta-feira, 30 de julho de 2014

Navegar é preciso...


Por katia maia

A partir de agora, sempre que eu puder, vou deixar por aqui uma dica de espaços na web por onde passei, aportei, pernoitei e gostei. Dicas de locais por onde, navegando, passei. O que escolhi para abrir essa nova janela no meu blog é o Conexão Paris. 


Uma dica repassada por um amigo e que resolvi dar uma passadinha. O que seria somente uma parada rápida para um cafezinho, tornou-se uma parada obrigatória para conhecer, viver, relembrar, aprender e amar ainda mais Paris. Aliás, sou adepta incondicional da filosofia de vida: Não me leve a mal, me leve a paris!
Voilá!


Calo-me...(da série #resgates)

*A partir de hj, sempre que eu resgatar algum texto meu escrito e não publicado, vou postar aqui. O que é escrito é para ser publicado....