quinta-feira, 3 de abril de 2014

A Hora Zero para começar

Filme de Pascal Thomas

Então, tem pequenos momentos que a gente tem que investir e sair um pouco de nossa zona de conforto para que possam sair do imaginário para o real. 

A vida tem andado muito corrida, não temos mais tempo para nada, falta disposição, não conseguimos um minuto sequer de lazer. Essa ladainha é recorrente nesse mundo em que o tempo deu uma acelerada e suprimiu de alguma forma bons bocados do nosso dia.

Mas, olha, acho até que a culpa não é somente do tempo, do eixo da terra que está mudando, do segundo a menos que perdemos a cada ano, da corredeira de tarefas que nos predispomos a realizar num único segundo e nos atropela... 

Sim, porque não dá simplesmente para digitar esse texto. Temos que estar com outras páginas abertas no computador, o celular do lado online e a mente (des)focada em mil e uma outras obrigações que não podem esperar de forma alguma e que, inexplicavelmente, terminam ficando sem solução e para o dia seguinte porque (adivinha?) não deu tempo!

Viu? Só no paragrafo anterior eu escrevi sobre mil coisas e (até) perdi o foco. É assim que acontece: tudo junto e misturado e ao mesmo tempo. E o resultado? Falta de Tempo!

Pois, estou declarando que vou ter que arrumar (ainda não sei como) um tempo para fazer o que mais falta na vida de todos nós hoje em dia: o prazer de não fazer nada ou, se fizer, investir em algo que não signifique obrigação, mas sim lazer e prazer!

Cena do Filme L'Heure Zero
Digo que já comecei. Todos os dias minha rotina é o retrato da canção: ela faz tudo sempre igual. Trabalho, almoço com os filhos, trabalho, casa , arrumar casa, cozinhar, ver um pouco de TV, ler, rezar, dormir. Todo o santo dia! AFF!!!

Então, ontem, piscou na tela do meu Facebook o convite: L’HeureZero, filme de Pascal Thomas será exibido na Embaixada da França, às 29 horas. O próprio nome já me inspirou. Afinal, eu precisava mesmo de uma Hora zero para dar o ponta pé inicial.

E assim aconteceu: saí do trabalho e me mandei para l’Ambassade de France, espaço Le Corbusier. Ainda me dei o luxo de pedir ao meu filho que tirou recentemente carteira de motorista, para me levar. Nem dirigir eu queria, pode? Um luxo só!

Filme baseado em Agatha Christie
Ele me deixou na Embaixada, eu entrei, me sentei e pacientemente esperei o flme começar. Nem o celular eu usei nessa espera. Providencialmente, estava com pouquíssima bateria. Fui, então, obrigada a ficar ali, focada na situação, vivendo o momento.

O filme começou! Uma hora e meia. Ali, dedicada a me sentir bem comigo mesma, reservar um tempo para o lazer e ainda treinar o meu francês! Parfait.








P.S. quando cheguei em casa, ao ligar a TV, no canal GNT, estava passando o programa Saia Justa e um dos temas que as meninas debatiam era, (guess!) FOCO! Falavam do livro de Daniel Goleman de mesmo nome. O livro trata justamente do tema: dedicar atenção a... Bom, quem acredita que nada é por acaso...  Fica a dica!


Blade Runner para bebês?

por katia maia Com meus filhos crescidos, adultos e já homens feitos, não preciso mais pautar minhas idas ao cinema aos horários, ses...