*Da série: o maravilhoso e absurdo mundo dos serviços no Brasil.
Por katia maia
Toda semana, ela juntava as roupas usadas em uma sacola e levava para a mesma lavanderia. Já era conhecida pela atendente que sempre que a avistava entrando na loja fazia um comentário agradável para que a cliente se sentisse bem e acolhida pelas boas vindas.
Ela gostava disso. Uma vez lera em uma dessas matérias sobre o mundo corporativo que essa identificação do estabelecimento comercial ou empresa com seus clientes era importante para criar cada vez mais um sentimento de fidelização.
Ela apreciava e realmente se sentia parte do time da lavanderia. Claro que sabia que estava sempre do lado de cá do balcão: como usuária dos serviços e para tanto era bom que não se confundisse a familiaridade com permissão e concessão para abusos ou descasos.
Foi por isso que, um dia chegou indignada ao trabalho. E reclamou e desabafou com os colegas de repartição...
Naquele dia, próximo ao fim de ano, perto do Natal, resolvera levar a sua sacola de roupas para lavar, como sempre o fazia, diga-se de passagem, independentemente de datas ou festividades.
Chegou ao estabelecimento, saldou a atendente e entregou a sacola.
- Para qual dia a senhora quer sua roupa pronta?
- Não sei... Para quando você pode me entregar tudo lavado e passado? (era uma sexta-feira)
- Pode ser na quinta-feira da próxima semana?
- Ah... Pode, pode sim!
E assim ficou acertado.
Na próxima semana, na data marcada, ela se dirigiu à lavanderia para pegar suas roupas lavadas e passadas. Foi quando a atendente da porta mesmo já começou a se explicar...
- Para quando ficou marcado? Era para hoje? Ih... Acho que não está pronto?
- Como assim, não está pronto?
- É que a senhoras sabe... Essa época do ano... O movimento aumenta muito....
- Não. Não sei. Deveria saber?
Respondeu com uma certa irritação e pensou com os seus botões: eu deveria saber? Eu não sou comerciante, sou a cliente e não pedi prazo, foi ela que marcou para esta quinta-feira. Que desaforo!
Foi quando ouviu a grande pérola da atendente:
- Quando for assim, a senhora me liga!
Como assim, pensou ela novamente. “Quando for assim, a senhora me liga!”. Quando for como ‘cara pálida’? Indagou-se mentalmente. Será que não seria o contrário? A Atendente é que tem a obrigação de me ligar e dizer que a roupa não está pronta, pedir desculpas e tentar negociar outra data. Agora, é muito engraçado: eu tenho que saber que o movimento da loja está intenso e que eles não estão dando conta do que acertaram!
Foi quando soltou a frase:
- Não, quando for assim VOCÊ me liga!
A moça ficou assustada com a assertividade dela e recuou. Desculpe-me, mas é que realmente temos pouca gente e muitos pedidos. A senhora entende, né?
(Não, não entendo, deveria entender? pensou)
Era a velha desculpa de quem está na prestação de serviços no Brasil. Um exemplo clássico do ‘jeitinho brasileiro’ que sempre acha que vai dar conta do contratado e nessa conta inclui sempre a paciência e compreensão do cliente. Um caso simples que pode perfeitamente se enquadrar em outros serviços como o aéreo por exemplo que nesta época do ano aposta no overbooking para vender mais, pega novas rotas para faturar mais sem aumentar seu efetivo e aposta na velha e boa paci~encia do brasileiro. Desta vez, ela não quis ser boazinha ou compreensiva:
-Não, não entendo. Bom, cadê minha roupa. Vou levá-la assim mesmo.
- Mas, ela não está passada...
- Não importa, para mim deu! E saiu da lavanderia com a sensação de que fez a coisa certa, mas com a certeza de que tinha nas mãos um problema: as roupas para passar.
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terça-feira, 28 de dezembro de 2010
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Confraria do Camarão - BRW - nota: 3,0
Mais uma contribuição de uma de nossas leitoras. A Luciene Cruz decidiu aventurar-se pelos prazeres gastronômicos da Confraria do Camarão, na 212 sul, e decidiu que experimentaria o cardápio sugerido pelo Brasilia Restaurant Week.
Realmente, o menu é de dar água na boca. Só água! Pelo que relatou a Luciente. Ela e outras quatro amigas se confessaram a decepção em pessoa em relação ao que foi sugerido e o que foi realmente degustado. Um menu amostra grátis.
Não é esse o espírito do evento. Definitivamente, Confraria, é melhor repensar os seus parametros de um bom cardápio. Tudo pode ser feito na medida certa: nem tanto que deixe o cliente com a sensação que engoliuuma argamassa, nem tão pouco que o deixe cheio de decepção.
Abaixo, a avaliação de Luciente Cruz, uma apixonada por camarões e uma confessa frustrada com o que viu no BRW, na Confraria do Camarão.
Por Luciene Cruz
A decepção em forma de almoço. Assim posso definir o almoço oferecido pelo Confraria do Camarão no Restaurant Week. Eu, particularmente, amo camarão, logo, o prato descrito no festival parecia uma excelente pedida. Mas só parecia. Vamos por partes.
O garçom te oferece a opção de escolher o prato do almoço ou o do jantar, mas esquece de te avisar que ao optar pelo prato do jantr, tem que pagar mais caro. =/
Na entrada, é possível escolher entre camarão com alho e óleo ou mini-risoles de camarão. O detalhe é a fartura da entrada, três camarões na primeira opção e dois mini-risoles na segunda. Impossível avaliar o sabor com tamanha amostra grátis.
Com o intuito de amenizar a pouca quantidade, o garçom disse que era apenas um aperitivo para apreciarmos melhor o almoço. Ledo engano, o prato principal foi uma decepção ainda mais frustrante. O que era pra ser camarões recheados com queijo coalho, enrolados no bacon, acompanhados de molho de pimenta levemente picante e arroz puxado na manteiga de ervas, com cebolinha e ovo, não passou de um arroz simples, misturado com salsa, acompanhado de cinco, isso mesmo, cinco micro camarões, onde ficou impossível apreciar o paladar.
Como se não bastasse a série de comida ruim, a sobremesa foi arrematada com um sorvete de sei lá o que, com calda de frutas vermelhas, quando o que deveria ser servido era sorvete de queijo com calda de goiabada. Claro, que tudo em pouquíssima quantidade.
Definitivamente, o restaurante pecou na escolha do prato e na pouca quantidade servida. Eu e minhas quatro amigas que não conhecíamos o estabelecimento, decidimos prestigiá-los a partir de hoje com a nossa ausência. Não indico! Quer dizer, se a pessoa estiver disposta a começar uma dieta, exatamente nesse dia, pode ser uma boa pedida.
Realmente, o menu é de dar água na boca. Só água! Pelo que relatou a Luciente. Ela e outras quatro amigas se confessaram a decepção em pessoa em relação ao que foi sugerido e o que foi realmente degustado. Um menu amostra grátis.
Não é esse o espírito do evento. Definitivamente, Confraria, é melhor repensar os seus parametros de um bom cardápio. Tudo pode ser feito na medida certa: nem tanto que deixe o cliente com a sensação que engoliuuma argamassa, nem tão pouco que o deixe cheio de decepção.
Abaixo, a avaliação de Luciente Cruz, uma apixonada por camarões e uma confessa frustrada com o que viu no BRW, na Confraria do Camarão.
Por Luciene Cruz
A decepção em forma de almoço. Assim posso definir o almoço oferecido pelo Confraria do Camarão no Restaurant Week. Eu, particularmente, amo camarão, logo, o prato descrito no festival parecia uma excelente pedida. Mas só parecia. Vamos por partes.
O garçom te oferece a opção de escolher o prato do almoço ou o do jantar, mas esquece de te avisar que ao optar pelo prato do jantr, tem que pagar mais caro. =/
Na entrada, é possível escolher entre camarão com alho e óleo ou mini-risoles de camarão. O detalhe é a fartura da entrada, três camarões na primeira opção e dois mini-risoles na segunda. Impossível avaliar o sabor com tamanha amostra grátis.
Com o intuito de amenizar a pouca quantidade, o garçom disse que era apenas um aperitivo para apreciarmos melhor o almoço. Ledo engano, o prato principal foi uma decepção ainda mais frustrante. O que era pra ser camarões recheados com queijo coalho, enrolados no bacon, acompanhados de molho de pimenta levemente picante e arroz puxado na manteiga de ervas, com cebolinha e ovo, não passou de um arroz simples, misturado com salsa, acompanhado de cinco, isso mesmo, cinco micro camarões, onde ficou impossível apreciar o paladar.
Como se não bastasse a série de comida ruim, a sobremesa foi arrematada com um sorvete de sei lá o que, com calda de frutas vermelhas, quando o que deveria ser servido era sorvete de queijo com calda de goiabada. Claro, que tudo em pouquíssima quantidade.
Definitivamente, o restaurante pecou na escolha do prato e na pouca quantidade servida. Eu e minhas quatro amigas que não conhecíamos o estabelecimento, decidimos prestigiá-los a partir de hoje com a nossa ausência. Não indico! Quer dizer, se a pessoa estiver disposta a começar uma dieta, exatamente nesse dia, pode ser uma boa pedida.
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