domingo, 31 de janeiro de 2010

A Lua em 30.01.10

A escandalosa estava majestosa na noite de ontem.










sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Me demita!

APAGÃO DO EMPREGO 1
Em reunião na última quarta-feira, em São Paulo, empresários de diversos setores da indústria brasileira demonstraram preocupação com o repentino aumento do número de trabalhadores que pedem para serem demitidos. Segundo os empresários, o fato está ligado ao aumento do valor recebido pelo seguro-desemprego, para até R$ 954,21, que entrou em vigor no primeiro dia deste ano.

APAGÃO DO EMPREGO 2
O trabalhador menos especializado está preferindo ficar em casa, por até cinco meses, mesmo ganhando menos do que se estivesse no chão de fábrica. Enquanto isso, sobram vagas nas escolas de ensino profissional e técnico, de requalificação do trabalhador. No Senai e no Cefet de Santa Catarina, das 77 mil vagas disponíveis, 24 mil não foram preenchidas. "É o apagão da mão de obra", disse um industrial.
(Do Mercado Aberto - Folha)

Cadê a Dilma na foto?


A ministra Dilma Roussef, fiel escuderia e sombra do presidente lula, apareceu ontem em todas as imagens ao lado do PR, deixando o hospital no Recife. Confesso que, quando vi a cena, por um momento, achei que era um jogo dos sete erros. Silenciosamente, me perguntei: cadê da dona Mariza? Não era para ela estar nessa imagem? Bom ,enfim, não foi.
Agora, na foto acima, me pergunto: cadê a dilma? ela - que não desgrudou do presidente no Hospital - não entrou de sombra na foto das enfermeiras, por que? Perdeu a oportunidade.
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Olha a cara dele.


Apple lança o iPad, que une vídeo, música, livro e game. O produto chegará ao mercado dos EUA em 60 dias, com preço inicial de US$ 499. O projeto, misto de celular sensível ao toque e laptop, existe há mais de dez anos, mas só agora convenceu executivos de seu potencial.

Investidor externo tira US$ 1,5 bi em 2 dias

Após alta de 145% em dólares em 2009, Bolsa brasileira já perdeu 11% em 2010, a maior desvalorização depois da Venezuela

Para analistas, reversão está ligada a fatores externos como restrição ao crédito na China, retirada de estímulos e regulação maior nos bancos

TONI SCIARRETTA
DA REPORTAGEM LOCAL
EDUARDO CUCOLO
DA SUCURSAL da Folha DE BRASÍLIA

Depois de terminar o ano como "queridinho" do mercado global, o Brasil desponta em janeiro como um dos países que mais perdem recursos dos investidores internacionais.
A piora nas condições do mercado no final da semana passada provocou uma saída de quase US$ 1,5 bilhão do país em apenas dois dias -quarta e quinta-feira da semana passada-, segundo o Banco Central. No ano passado, o país teve um saldo positivo de US$ 19 bilhões na sua conta financeira.
A Bolsa brasileira, que subiu em dólares 145% no ano passado, já teve uma baixa de 11% (5,13% em reais) em 2010, após cinco dias seguidos de perdas. Foi a maior baixa do mundo depois da Venezuela, que recuou 49,3%, já contando o impacto da desvalorização do bolívar.
A maior parte dessa perda da Bolsa está ligada a uma desvalorização do real, que segue um movimento internacional de alta do dólar e da busca por aplicações de menor risco.
Só neste ano, o real já perdeu 5,88% diante do dólar, indo de R$ 1,743 para R$ 1,859. No mundo, o real é também a moeda com a maior depreciação após a divisa venezuelana.
Segundo analistas, a reversão está mais ligada a fatores externos do que a brasileiros. Entre os motivos, estão a restrição ao crédito na China, a revisão da avaliação de risco na Europa e no Japão, regras mais apertadas para os bancos nos EUA fazerem apostas no mercado de capitais, a queda no preço de commodities e dúvidas sobre a recuperação da economia global com a retirada de estímulos e aumento nos juros.
Para Ajay Kapur, estrategista da Mirae Investments de Hong Kong, o Brasil está agora sendo punido porque os grandes fundos de investimento estão "superexpostos" ao real e a ativos brasileiros, após a procura de oportunidades de alto retorno no país até 2009. "O mercado brasileiro está agora caro, apesar de haver razões fortes para justificar essa alta. Uma reversão é bastante provável."
Segundo o economista Alkimar Moura, ex-diretor do BC, o momento atual ainda não representa uma reversão completa do otimismo, mas exige cautela dos investidores. "Pouco depende do Brasil; depende mais da economia mundial. Há também uma má vontade dos banqueiros com a tentativa de regulação no setor financeiro, que afeta o fluxo de dinheiro para o Brasil", disse.
Para Sidnei Nehme, diretor da corretora de câmbio NGO, há, sim, um "cheiro de reversão" do quadro otimista no ar, mas nada ainda que aponte para um caminho de histeria como o visto dias após a quebra do Lehman Brothers, em 2008.
Além da saída de estrangeiros, Nehme afirma que a taxa de câmbio está pressionada porque algumas empresas e investidores tiveram de comprar dólar para desmontar operações com derivativos que apostavam na continuidade da baixa da moeda americana, como ocorreu no final de 2008. "Mas isso deve ter acontecido em uma escala muito menor. Até porque está fresca a memória do estrago dos derivativos para os bancos."

Fluxo cambial
Durante toda a última semana, o fluxo de dólares ficou negativo em US$ 85 milhões. Ou seja, houve mais dinheiro saindo que entrando na economia brasileira. O resultado só não foi pior devido a um fluxo positivo no comércio exterior, já que os contratos de exportação superaram as operações de importação.
Com a piora da semana passada, no acumulado de janeiro, o fluxo cambial ficou positivo em apenas US$ 10 milhões. Na área financeira, entraram US$ 671 milhões. Nas operações comerciais, as importações ainda superam os contratos de exportação em US$ 660 milhões.
Se a queda da Bolsa e a alta do dólar, verificados nos últimos dias, provocarem nova saída de recursos nesta semana, janeiro pode fechar com o primeiro resultado negativo em dez meses.
Segundo relatório da NGO, os números da próxima semana devem mostrar um movimento mais forte de saída de dólares. Para a corretora, há um "afastamento de especuladores estrangeiros", já que a moeda nacional perdeu a atratividade para esse fim, o que acentua a "tendência gradual de depreciação do real".
Com a alta do dólar, o BC reduziu, pela segunda semana seguida, o volume das suas intervenções no mercado de câmbio. As compras somaram US$ 425 milhões. No ano, já foi adquirido US$ 1,7 bilhão, 50% a menos do que foi comprado em dezembro passado. As reservas internacionais do Brasil estão hoje no patamar recorde de US$ 241,5 bilhões.

Fita revela ação planejada do MST, diz polícia

Delegado afirma que líder regional do movimento foi filmado antes de invasão a fazenda falando em "dar prejuízo a eles"

Há 20 suspeitos com prisão decretada e 13 deles estão foragidos; policial pedirá prorrogação de detenções temporárias por mais 5 dias

MAURÍCIO SIMIONATO
DA AGÊNCIA FOLHA, EM CAMPINAS

Um vídeo apreendido anteontem na operação que resultou na prisão de nove sem-terra no interior de São Paulo prova que a depredação de uma fazenda da Cutrale, ocorrida no ano passado, foi um ato premeditado, segundo a Polícia Civil.
O delegado responsável pelas investigações, Jader Biazon, disse ontem que a gravação foi feita logo após a invasão da fazenda, em Iaras (SP). Um homem diz: "Essa é a quarta ocupação. Agora nós viemos aqui para, pelo menos, dar prejuízo para eles". Segundo o delegado, a fala é de Miguel da Luz Serpa, 50, um dos coordenadores estaduais do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). Ele foi preso na ação policial e se calou no depoimento.
Quando os sem-terra saíram da fazenda da Cutrale, em outubro de 2009, deixaram um total de 7.000 pés de laranja destruídos, de acordo com a empresa. Tratores, móveis e eletrodomésticos foram destruídos, e paredes, pichadas.

MST nega acusação
O MST sempre negou que integrantes do movimento tenham depredado e realizado furtos durante a invasão.
Segundo a polícia, os presos anteontem na Operação Laranja são suspeitos de envolvimento com a invasão e depredação da fazenda da Cutrale.
Além de Serpa, foram detidos a atual vereadora de Iaras e mulher dele, Rosimeire Pan D'Arco de Almeida Serpa (PT), 30, e o ex-prefeito da cidade e presidente municipal do PT, Edilson Granjeiro Xavier, 64. De acordo com a polícia, os três coordenaram a invasão.
Há 20 suspeitos com a prisão decretada, 13 deles foragidos. O delegado afirmou que vai pedir a prorrogação por mais cinco dias das prisões temporárias.
Os dois presos por porte ilegal de arma durante a operação pagaram fiança e foram libertados ontem. Já os sete presos por ordem judicial, em razão da invasão da fazenda, continuam detidos e foram transferidos para cadeias da região.
Biazon disse que testemunhas relataram no inquérito -ainda em andamento- ter sofrido ameaças de integrantes do MST, durante as apurações, para que não revelassem informações sobre o movimento.
"As prisões foram imprescindíveis para o prosseguimento das investigações por causa de ameaças sofridas por testemunhas", disse o delegado.
A polícia apreendeu agendas, computadores e celulares que serão periciados. Agrotóxicos e fertilizantes apreendidos com os sem-terra podem ter sido retirados da Cutrale.

AUMENTO DE DESPESA FOI O MAIOR DA ERA LULA

OS MAIORES GASTOS DO GOVERNO LULA
Autor(es): Adriana Diniz
Valor Econômico - 28/01/2010

Os gastos do governo fe­deral no ano passado supera­ram em RS 74,5 bilhões a despesa de 2008, num crescimen­to de 15%, o maior já regis­trado no mandato de Luiz Iná­cio Lula da Silva. Com a di­minuição na arrecadação de impostos, contribuições fede­rais e receitas como os royalties, o resultado foi a queda de 45% do superávit primário do governo central (União, Pre­vidência e Banco Central), que somou R$ 39,21 bilhões, ou 1,25% do PIB. Analistas con­sideram que as desonerações tri­butárias de estímulo à economia contribuíram para os números negativos.

RIO - O aumento dos gastos do governo, que em 2009 registrou a maior alta desde 2005, e a diminuição na arrecadação federal – impostos, contribuições federais e demais receitas, como os royalties – provocaram uma queda do superávit primário do governo central (União, Previdência e Banco Central) de 45%, no ano passado, somando R$ 39,21 bilhões, ou 1,25% do Produto Interno Bruto (PIB).

Segundo dados do Tesouro Nacional, os gastos do governo cresceram 15% ou R$ 74,5 bilhões em 2009, para R$ 572,4 bilhões. É o maior crescimento já registrado no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em termos percentuais, o aumento das despesas foi o mais forte desde 2005 (16,2%). A arrecadação federal registrou queda real de 2,96%, para R$ 698,289 bilhões, no ano passado.

O superávit primário – economia para pagar juros da dívida pública – ficou bem abaixo da meta inicial do governo, de 2,15% do PIB ou R$ 65,6 bilhões, e inferior à meta revisada em abril do ano passado: 1,4% do PIB, equivalente a R$ 42,7 bilhões.

– A queda já era esperada por conta dos reflexos da crise, que influenciou o crescimento do país, resultando num PIB em torno de zero. Mas o que surpreende é o número ter ficado abaixo de uma meta já revisada – destaca Silvio Sales, economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Para o analista econômico Gabriel Goulart, as medidas de incentivo – como isenção e redução de Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) para diversos setores – e o excesso de gastos do governo influenciaram no resultado.

– É uma queda muito grande comparada a 2008. O governo teve gastos excessivos. Não só para alavancar a economia e tirar o país da crise, com medidas de incentivo fiscal e ampliação do crédito, mas porque precisa sustentar a máquina, que é muito onerosa – ressalta Goulart.

De acordo com dados do governo, somente as despesas com funcionalismo público subiram quase R$ 21 bilhões no ano passado. Os investimentos públicos também registraram um salto de 20,8%, até R$ 34,137 bilhões, em uma tentativa do governo de reativar a economia após a recessão do último trimestre de 2008. O governo ainda consumiu totalmente um fundo soberano de R$ 14 bilhões criado no início de 2008 com excedentes da arrecadação de impostos para servir de ajuda em tempos de crise.

Os dados fiscais do setor público consolidado serão divulgados quinta-feira. Números dos governos estaduais e municipais e de empresas estatais serão acrescentados nos cálculos, o que deve elevar o superávit para 1,3% do PIB, segundo analistas. Para chegar a esses dados, o governo teve de usar a prerrogativa de abater do cálculo cerca de R$ 400 milhões em despesas consideradas prioritárias do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

A previsão para 2010 é de crescimento da arrecadação e leve aumento nos gastos públicos, mas bem menor que no ano passado. “A retomada da economia e a retirada das medidas de incentivo devem fazer com que a arrecadação seja recuperada. Já os gastos do governo devem crescer um pouco, por conta de ser ano de eleição. Porém menos, porque, a partir de abril, há alguns entraves aos gastos públicos, também devido às eleições”, afirmou Goulart.

Calo-me...(da série #resgates)

*A partir de hj, sempre que eu resgatar algum texto meu escrito e não publicado, vou postar aqui. O que é escrito é para ser publicado....