terça-feira, 7 de agosto de 2012

"Nem tanto para mais"

por @katiamaia

memorias_de_uma_mae_de_adolescentes

Claro que eu sei que existem casas onde essa fase chamada adolescência passa super tranqüila, outras nem tanto e outras são realmente punk. Acho que posso enquadrar a minha experiência com meus filhotes naquela ‘nem tanto para mais’.


A vida ao lado desses seres viventes denominados adolescentes não é propriamente fácil. Os altos e baixos é que matam. São espécies bem “convivíveis”, eu diria, mas só se a gente souber administrar. Por que eu digo isso? Porque tem momentos em que a gente quer atirá-los pela janela de tão chatos que se tornam.

Mas, tem momentos doces e agradáveis quando a gente pensa que estava louca quando pensou em mandar tudo para o inferno. Nesse fim de semana, posso dizer, foi (mais) uma prova de fogo, para mim. Foi um daqueles sábados e domingos em que eles programam na cabeça (deles) todo um esquema de saídas, encontros e festas e que na realidade o fim de semana estava mesmo programado para ser ‘pianinho’.

Sabe um daqueles famosos castigos que eles nos obrigam a impor? Sim, digo obrigam, porque nenhum pai ou mãe fica feliz em dar castigos. Mas, eles simplesmente pedem por isso, insistem e ficam na fila quantas vezes for preciso para conseguir – involuntariamente, claro. Mas, como dizer e fazer com que entendam que o castigo “é para o bem deles”? Impossível, eu diria.

Lembro-me de todo o ódio que eu destilava de meus pais quando me impediam de sair, ir a uma festa ou fazer algo que eu gostava em nome do famigerado ‘castigo’. “Ô trem difícil de engolir!”. Mas, hoje sei que foi tudo realmente para o meu bem e é nisso que eu me fio: um dia eles me agradecerão.

A vida e a obra ‘adolescenística’ lá em casa não está sendo propriamente fácil e se enquadra na categoria ‘nem tanto para mais’ por causa de alguns detalhes básicos que eu esperava que seriam mais digeríveis e fáceis de enfrentar: os estudos, por exemplo. Esse é o foco maior de atrito. E aí, quando vem o castigo por causa das notas insatisfatórias, vem a revolta. E eu rebato: e a minha tristeza em ver um boletim ruim, não conta?

Eles acham que a tristeza e o sofrimento são privilégio deles. Aliás, adolescentes adora pensar que tudo em torno deles (sentimentos, frustrações, sonhos, decepções, vitórias, perdas etc) é único no mundo e só acontece com eles. É incrível, quando eu dou um castigo parece que só ele é o injustiçado.

Outro dia lembrei: vem cá, os seus amigos, quando chegam com notas baixas, os pais deles comemoram, dão uma festa, soltam fogos? Sim, porque parece que eu sou completamente desconectada da realidade.

Ele me olhou, (com ódio, claro) e ficou mudo.

- Eu, que pago um dobrado para que tudo saia a contento na vida, no trabalho, nas finanças etc também termino tendo minhas frustrações e me sentindo tão injustiçada quanto você quando chega o boletim insuficiente, sabia? Continuei.

Não, mas a dor deles de não poder sair é maior do que a minha de não poder comemorar notas altas! (aff!)

Bom, dizem que a coisa muda de figura e que, com o passar do tempo, eles melhoram, a ficha cai, a vida apruma e eles (enfim) nos agradecerão. ‘Tá’ bom, eu espero, mas fica a pergunta: quanto tempo tenho pra matar essa (falta de) saudade dessa fase, que eu sei que vai passar mas ta durando tanto?





E aí bla... bla... bla eu gostei

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