segunda-feira, 27 de julho de 2015

TIM COM FRONTEIRAS!

Você, COM fronteiras
por katia maia

A gente sabe que lidar com operadoras de telefone móvel no Brasil é um verdadeiro parto! Ninguém tem a ilusão de que tudo o que é dito nas propagandas é compromisso e é cumprido. 

Tem sempre uma pegadinha que mostra a você que nada é exatamente do jeito que deveria ser. Eu mesma já rodei por quase todas elas e falo com propriedade que, para mim, é tudo a mesma coisa. 

Só muda a marca porque o discurso, as facilidades na hora de entrar, as dificuldades enquanto permanecemos na operadora e finalmente  a satisfação momentânea quando cancelamos a nossa conta e passamos para uma outra não dura nada, porque começará o perrengue todo novamente.

Pois bem, dito isso, e deixando claro que não sou alguém  que tem implicância com essa ou aquela operadora, mas com TODAS ELAS porque para mim, nenhuma presta e só tenho conta de celular porque esse é um mal necessário, quero dizer que – quando eu imaginava que nada mais me surpreenderia – eis que vem a TIM  e me mostra que a capacidade das operadoras vai além de nossa imaginação SEM FRONTEIRAS.

Você, com fronteiras.
Eis que, ao trocar um aparelho de telefone melhor, ao fazer um upgrade no dito cujo, percebi que precisava de um chip diferente, o NANO. 

Até aí, tudo bem. Acontece que a troca de aparelho aconteceu numa sexta-feira, às vésperas de uma viagem de Brasília para o Rio de Janeiro. O aparelho foi comprado de um particular e precisávamos apenas do chip. Como estávamos em cima da hora, deixamos para comprar o chip no aeroporto. Primeira surpresa: não existem lojas de celular nos aeroportos.

“Ok. Até aí, também tudo bem. Compraremos o chip no Rio”, pensei. Afinal, o mundo é online, conectado, sistemas interligados, SEM FRONTEIRAS! Alegre, feliz e satisfeita, certa de que não haveria problema algum em realizar a operação na cidade maravilhosa, mesmo sabendo que a conta era de Brasília, não me preocupei.

No Rio, começamos a saga por um chip nano para colocar o mais novo brinquedo para funcionar. Na primeira loja, em Ipanema, fomos informados que a compra do chip só seria possível em uma loja da própria operadora e não numa revendedora. Ok. Tudo bem, justo. Deixemos para ver isso amanhã, pois já era sábado e estava tarde. Descobrimos que havia uma loja da própria TIM, SEM FRONTEIRAS no shopping Leblon.

Você, com fronteiras.
Como eu havia ido para a cidade maravilhosa para correr a Meia Maratona do Rio e não para correr atrás de chips nano da TIM. Ficou acertado que compraríamos o chip no domingo. Depois de correr os 21k, tarefa cumprida, banho tomado e barriga cheia. Vamos comprar o tal chip. Pegamos um ônibus, nos mandamos para o Leblon e finalmente: uma Loja da própria TIM, SEM FRONTEIRAS!

Na loja, feliz da vida, explicamos ao vendedor que éramos de Brasília e precisávamos comprar um chip nano na conta 61. Foi aí que vi o bordão da TIM mudar radicalmente e mostrar que dessa vez a mentira era maior ainda. Uma operadora SEM FRONTEIRAS não poderia me vender um chip além das fronteiras e dos limites do seu estado! “Eu sei,acho isso um absurdo, concordo com vocês”, me disse o vendedor. “Mas, não vendemos chips de outro estado”, tentou explicar.

“Mas, peraí. O mundo não é interligado, os sistemas não falam entre si. Quando eu saio de um canto e vou para outro, minha conta num é monitorada, a TIM não é moderna, o mundo não é SEM FRONTEIRAS?”, disparei.


Você, com fronteiras
“É, mas infelizmente, essas fronteiras, esses limites, a TIM TEM”, disse o vendedor, encerrando o assunto, não a minha indignaçãoDeixamos a loja, absolutamente frustrados com a falta de tecnologia para resolver um problema simples. 

Agora, reflito: quer dizer que, se eu viajar de férias, com previsão de ficar fora de casa por um período mais longo e perder o meu celular, não poderei comprar um chip com o meu número, porque estou fora das FRONTEIRAS da TIM BRASÍLIA? Me explica isso produção...