terça-feira, 25 de junho de 2013

Esse transporte também é público #Ficadica

por katia maia
#ficadica


Presidente Dilma e 5 medidas
para atender os protestos




Ao ouvir as medidas anunciadas ontem pela presidente Dilma, fiquei novamente com a impressão de Dejá vù. A questão dos  100% royalties do Petróleo para a educação, isso já foi proposto, está no Congresso Nacional e os digníssimos parlamentares empurram com as suas barrigas gordas e fartas de corrupção.
A importação de médicos estrangeiros... Essa, eu também já ouvi e já está na roda há algum tempo.
Carros oficiais: #escárnio
O plebiscito... Esse, ao ouvir as repercussões, me parece um pouco daquela história de “conversa para boi dormir”. Alguns juristas falam que não é possível. Quem diz que é factível contrapõe que irá demorar, pelo menos, até 2016 para se concretizar, afinal, a presidente propôs uma discussão, para assuntar o tema, decidir e concretizar a assembleia constituinte. Um longo caminho que ainda é preciso discutir e se certificar de que é possível.
Penso eu que faltou, no meu entender, a presidente anunciar medidas práticas que dependem da caneta que ela segura em nome de quase 200 milhões de brasileiros, que seriam simples e (acredito) de efeito real para quem está insatisfeito. Pelo
menos, seria um indicativo de que o governo reconhece que está errando na mão, que os gastos estão altos e que as mordomias idem.
Esse transporte também é público
Uma dessas medidas (então), posso até sugerir para a presidente poderia ser cortar os carros oficiais. Pelo menos do executivo, que é a parte que se refere à presidente.
Isso, para mim, seria uma medida simples que teria bastante impacto sobre uma população que sofre com o transporte público enquanto os “iluminados” do staff dos governantes rodam em suas cidades em carros de luxo, com ar condicionado, motorista e gasolina paga.
Eu fico pensando: o que faz essas pessoas serem melhores do que qualquer trabalhador que recebe seu salario mensalmente e tem que destinar boa parte dele para se deslocar até o trabalho sob condições altamente insalubres. Ver carros oficiais rodando indiscriminadamente para levar pessoas que nada mais são do que trabalhadores contratados pelo Estado e pagos pelo povo é no mínimo um #escárnio com a população e que pede nas ruas justamente um transporte de qualidade. E mais: esses carros oficiais também são transporte público, só que, para poucos e de alta qualidade.

#Ficadica Presidente.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Que balada, que nada!!!


por katia maia
#vemprarua

Inicio de manifestação na Esplanada dos Ministérios
Que balada, que nada. A onda agora é ir para a manifestação! Fico feliz em, de repente, ouvir nas rodas de jovens os diálogos, marcando dia, hora e razão para estar na rua para reivindicar, para protestar, ou simplesmente apoiar a causa. Nem que essa causa seja apenas dizer que está insatisfeito.
Adorei quando li numa matéria, a fala de uma jovem que ao ser perguntada por que estava ali, disse:
-       não consigo pensar em uma razão para não estar aqui! #Ótimo!
É por aí sim... Os jovens, os adultos, os idosos, as crianças... Todos tem que aprender (aqui no Brasil) que protestar dá resultado. É preciso mostrar que a gente não concorda com muita coisa. Esse ganho (pelo menos, penso) o povo brasileiro já conquistou: não está bom, a gente reclama.
Mas, o que eu gostei mesmo, foi de ver a juventude que vira e mexe é chamada de alienada, marcando para ir à manifestação e não para a balada.
Lembrei-me de minha época. Já fui assim e posso voltar a ser porque dessa vez a insatisfação move também os “mais velhos” a também acreditar que podemos tomar a praça e gritar que “assim não dá”! Dessa forma eu não quero.
A pauta está extensa, é certo. A insatisfação é enorme, é claro. Mas, acredito que, daqui pra frente pode-se eleger pautas e reivindicar.  Porque está claro que a coisa funciona. É a máxima do “povo não é bobo”. 

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Faroeste Caboclo - um romance na Brasília dos anos 70/80


Por Katia Maia
#Gostei
O que dizer de um filme que saiu de uma música? E, mais, se essa música for uma espécie de marca registrada de uma época, numa capital de um país? Faroeste Caboclo é um filme é isso: um filme bem feito sobre uma história criada por um ídolo de uma geração e que falava a língua que a gente se identificava plenamente.
Ontem, fui assistir à pré estreia do filme Faroeste Caboclo, um filme que traduz de forma fiel a história de João do Santo Cristo,  um garoto que queria ver o mar e as coisas que ele via na televisão. 
Ao assistir o filme, a gente vai aos poucos reconhecendo os trechos da música e como se ouvisse a letra vai se envolvendo com a história. O romance entre um jovem pobre, negro e sonhador representado por Fabrício Boliveira (João do Santo Cristo) e a menina Maria Lúcia (Issis Valverde) rica e filha de senador é traz a crítica social que a própria história carrega independentemente de qualquer enredo.
Fabrício Boliveira e Issis Valverde
O filme retrata bem uma Brasília da década de 70/80. Para mim, que cheguei em Brasília justamente nessa época, o filme foi mais do que o romance, foi uma viagem no tempo.  Bem ambientado, a gente passeia por uma Brasília com ruas quase desertas e com jovens na esplanada bebendo e tocando violão.
As bandas da época aparecem como pano de fundo e o drama entre Maria Lúcia e João do Santo Cristo vai envolvendo a gente numa trama carregada de drogas, disputas do tráfico e a ternura do amor entre os dois.
Felipe Abib como Jeremias
O fim, a gente já sabe – está escrito na música. O clima de Faroeste Caboclo no final lembra um pouco os filmes a la Tarntino. Uma realidade meio tosca e forte, com sacos de cocaína sendo estouradaos na cabeça do traficante Jeremias. Aquele que ‘organizou a rockonha e fez todo mundo dançar’.
Duelo final
No final, o duelo e o fim do casal que morre junto. Um filme bem feito, baseado numa letra de música que já veio com o roteiro pronto de uma história que retrata bem a vida de milhares de brasileiros que são empurrados para o crime quando na verdade “só queria era falar pro presidente
Pra ajudar toda essa gente que só faz...

Sofrer...









segunda-feira, 27 de maio de 2013

O dia em que mordi a lingua

Ir ao jogo com os filhotes: #Nãotempreço

por katia maia
da série #deiobraçoatorcer e #nãotempreço

Sabe quando você vai para um evento com um olhar super crítico.  Tipo de sentimento: não vai dar certo! Pois bem, essa era EU no dia 26 de maio de 2013, às 14h, quando me dirigi à Arena Brasília da Copa das Confederações e Copa 2014, o Estádio Mané Garrincha.
Eu tinha certeza que o esquema de transito não ia dar certo, a entrada seria tumultuada e eu – assim como 60 mil pessoas – iria (de alguma forma) me aborrecer. Tipo de coisa: o quê que eu estou fazendo aqui? Ou, pior: imagina na Copa!
Pois bem, me planejei, para o tal evento. Saí para almoçar com os filhos com antecedência e apesar de perceber que não estava tão adiantada assim, me reprogramei e terminamosdecidindo por comer um MacDonalds vulgar e seguimos para o estádio.
Filas para entrar no Estádio. Espera: 45min
A dúvida sobre o melhor local para parar o carro foi discutida entre nós três e decidimos estacionar a uma distância de 1,5 km (marromeno). Paramos o carro e saímos a caminhar até a arena. Nesse momento, comecei a sentir o peso do que estava acontecendo e ver que Brasília tem potencial para vibrar com grandes jogos e eventos. Minha resistência começava a ruir.
Hora do Hino Nacional
A distância até o estádio era uma das minhas críticas iniciais de alguém ranzinza que quer criticar. Antes de ir, comentei:- Por que esse perímetro tão grande? Três quilômetros, um absurdo!
Não é! Vi que é preciso e que facilita bastante o acesso. Afinal, qual o problema caminhar um, dois ou três quilômetros? Mentalidade de quem está mal acostumado a parar perto e não caminhar. #deiobraçoatorcer.
Mesmo não sendo  santista, e flamenguista tão pouco, fiquei feliz ao ver aquela ‘povaiada’ caminhando em direção ao estádio, com suas camisas do time, com seus filhos, namoradas, amigos etc. Comentei com meus filhos:
- Parece até que estamos indo para um jogo no Maracanã! Tão legal era a energia que estava rolando.


Pontapé inicial
Ao chegar no estádio, claro, lá estavam elas: as filas! Enoooormes! Mas, como poderia ser diferente? Sessenta mil pessoas para entrar em um único lugar. Não dava para ser diferente. Aliás, demorei mais tempo para escolher qual fila pegar do que na fila propriamente dita. Não foram mais do que 40 minutos de fila.  Novamente, #deiobraçoatorcer.
Na entrada, a simpatia e a atenção dos funcionários foram de dar orgulho. Simpáticos e prestativos, contabilizei mais um ponto a favor do que eu presenciava. Na hora de me localizar, me surpreendi com a sinalização do lugar. Tive (ainda) a sorte de entrar na lateral perfeita para o meu setor e achei as nossas cadeiras numeradas vazias, esperando pela gente para que pudéssemos acompanhar o espetáculo confortavelmente. Mais uma vez: #deiobraçoatorcer.
Torcida do Santos sob escolta
No meio do jogo, decidi conhecer os banheiros. Para minha surpresa tinha um bem em frente ao meu setor e estava limpo, com papel higiênico, sabonete liquido, toalha de papel e, mais: uma moça encarregada da limpeza na porta, de prontidão para reparar o local. Again: #deiobraçoatorcer
Cair do dia pelas frestas do Estádio
Fiquei orgulhosa e comecei (finalmente) a relaxar. Aos poucos, os fatos e o ambiente foram me domando e eu fui gostando do que vi. Emocionei-me com aquele estádio lotado, com a oportunidade de assistir a um jogo do brasileirão sem precisar pegar um avião e ter a oportunidade de ver Neymar jogando sua ultima partida pelo Santos antes de partir para Barcelona. Ou seja: tudo perfeito. Algo como: mordi a minha língua -  afiada e pronta para falar mal. Engoli seco e aceitei o fato de que a gente pode fazer bem feito e acertar na mão. O Evento teste para a Copa das Confederações havia passado no meu teste que nada mais é o de uma cidadã, torcedora, brasileira e que torce para a gente fazer bonito na Copa.


"Lounge" na saída do Estádio 
Só uma coisa não me agradou: o preço! Quanto a esse assunto, acho que a gente tem ainda que reclamar bastante para que o futebol não incorpore a tendência que existe em Brasília de se cobrar muito mais caro por espetáculos e show que podemos ver em outras cidades por valores bem mais em conta.  Mas, em relação ao preço, eu tenho um contraponto a meu favor: ir ver um jogo de futebol, com grandes clubes no campo, na inauguração de um estádio da Copa 2014 e com meus dois filhos – um deles, absolutamente apaixonado por futebol. #Nãotempreço!!!!

quarta-feira, 20 de março de 2013

Lembranças de quê? Pra quê?


(Texto que encontrei no fundo do baú)

da série #naftalina

Então, resolvi deixar as lembranças partirem. Percebi que elas estavam me atormentando e que eu precisava liberá-las e perdoá-las.  Durante muito tempo, me prendi a elas, todas elas. As boas e as más e percebi que mesmo as que me eram agradáveis me faziam sofrer.
Percebi que me apertavam o peito e me faziam chorar pela nostalgia de algo que não voltaria mais. Então, decidi: as expulsei sem dó nem piedade.
Agora será assim: uma vida de presente e futuro. Não quero me apegar às lembranças. Coloquei todas numa caixa e a caixa num baú e o baú despachei. Tranquei com um cadeado cuja senha fiz questão de esquecer. Foi isso que a vida me ensinou: a enterrar as lembranças. Elas só me fazem mal. Sofro imensamente com a saudade e a frustração do que não pode mais ser o que era antes. Então, fora! Fora daqui do meu peito lembranças. Não perturbem mais o meu sono, não torturem mais o meu presente e não tropecem mais nos meus sonhos. Vão e não voltem!

sexta-feira, 1 de março de 2013

Draminha de fim de sexta feira

por katia maia

da série #prontofalei

Tem dias que terminam de uma forma murcha. Não deveria acontecer com as sextas feiras, mas infelizmente acontece. E é nesses momentos que a gente sente um vazio enorme. Uma sensação de "eu poderia fazer tanta coisa" e aqui estou, de frente para o computador, digitando e desabafando sobre a minha 'tristezinha' de não ter feito o que eu programara para essa sexta.
Posso dizer que isso passa a acontecer com mais frequencia conforme a idade avança. Na minha juventude, nos meus idos 20 anos, certamente não havia espaço para esses draminhas. Eu nem pensava nisso. O programa era certo, a balada era certa, encontrar os amigos era certo.
Agora, não. Agora, tudo depende de um monte de coisas. Um monte se 'senão', 'se' etc etc.
Aí eu fico assim, quietinha, pensando se está tudo bem, se a 'vibe' é essa mesma...
Eu até acho que pode ser. Claro, que hoje em dia, ficar em casa, ver um bom filme, ler um bom livro, são opções que me deixam bem animadas. Mil vezes mais do que a balada. Mas...
Sair um pouco, circular e viajar ainda me fascinam e quando encaro um fim de sexta feira como esse - quando eu tinha planejado uma saída da cidade, uma ida básica ao Rio de Janeiro, ver o mar, desopilar... E, percebo que a coisa murchou. É bem razoável que eu me sinta esvaziada e triste. É ou não é?

Calo-me...(da série #resgates)

*A partir de hj, sempre que eu resgatar algum texto meu escrito e não publicado, vou postar aqui. O que é escrito é para ser publicado....