quinta-feira, 8 de março de 2012

Ser mulher é tudo de bom!

por katia maia

*relato de uma mulher mãe de dois homens.

No dia da Mulher quero dizer apenas uma coisa: adoro ser mulher! E falo isso de coração aberto. Acho que, se me for dada a opção, eu voltarei em outras encarnações sempre como mulher.

Fato é que a gente tem uma tarefa a mais em nossa existência que é a de ser mãe. Isso é só da mulher e ninguém tira. E quando eu falo ser mãe, falo de gestar, gerar. O restante, os homens podem fazer: trocar fraldas, cuidar dos filhos, educar, cozinhar, arrumar a casa, lavar, passar...

Tudo aquilo que sempre foi dito e propagado como sendo obrigação das mulheres, hoje pode ser feito e muitas vezes (até) muito mais bem feito do que nós mulheres somos capazes (admito).

Agora, que eu acho que ser mulher é muito bom, ah, isso é! A gente tem esse olhar a mais sobre as coisas, a gente consegue, por exemplo, encontrar objetos com facilidade – vá pedir a um homem para pegar um livro que está em cima da bancada: ele nunca encontrará!

Eu tenho dois filhos, homens, e acompanho diariamente o desenrolar da dinâmica de pensamento dos homens. Acompanho isso desde o nascimento deles e, acreditem-me, eu sei do que estou falando.

Todos os dias, vejo os dois entrarem em casa e deixarem o rastro entre a porta de entrada e o quarto. É só seguir os sapatos, as meias, a camisa... Tudo devidamente largado ao longo do caminho.

Gosto de gostar de organização, mas sofro na hora de cobrar. Os homens simplesmente não têm capacidade para entender que não custa nada sair do banho e estender a toalha em vez de deixá-la embolada em cima da cama. Ou, quem sabe, beber um copo de água e lavá-lo depois, ou, quem sabe, deixar a escova de dentes no local certo depois de utilizá-la.

Claro que não sou daquelas mulheres exemplares. Não sei cozinhar, por exemplo. Isso é algo que me fascina em alguns homens. Eles tem um jeito para cozinha que é uma coisa! E eu defendo, sim, que cozinhem para a gente.

Defendo, mais: que continuem abrindo a porta do carro, mandando flores e cortejando as mulheres. Não me sinto diminuída por isso, mas valorizada.

Acho que grito de independência feminina não tem nada a ver com a gente ter que aprender a trocar o pneu, pagar a conta ou provar que pode ser homem. Não somos. Somos mulheres e me orgulho disso. Sou a favor de compartilhar.

Claro que na hora de trocar o pneu, até é importante que saibamos como fazê-lo, mas essa é uma tarefa que deixo muito agradavelmente para os nossos digníssimos companheiros. Afinal, eles tem a força, certo?

Então, quando falamos em igualdade, queremos respeito. Nada de violência, nada de discriminação. É um absurdo a mulher ganhar menos do que o homem que possui as mesmas qualificações que ela, por exemplo.

Pois bem, sou a favor de vivemos em harmonia e com muito amor. Aliás, cá para nós, harmonia, amor com boas pitadas de atenção e carinho é tudo de bom! N’est pás?