terça-feira, 31 de julho de 2012

V VINUM BRASILIS CHEGA À CAPITAL FEDERAL


#dia_a_dica

Evento exclusivo de vinhos brasileiros reúne quase 40 vinícolas

O maior encontro de vinhos nacionais do país acontecerá em Brasília nos próximos dias 15 e 16 de agosto. A 5ª edição do Vinum Brasilis trará para a Capital do país quase 40 vinícolas e pelo segundo ano consecutivo com a parceria da Vinum Brasilis, Abrasel e Ibravin.

A principal inovação da Vinum Brasilis agora em 2012 é a sala de aula com capacidade para 30 pessoas e uma programação variada durante todo o dia com a presença de enólogos e especialistas renomados. Isso, sem contar a variedade de vinhos que será colocada para apreciação. Nos dois dias de feira serão mais de 300 rótulos disponíveis para degustação, além de mesas diversificadas com pães, queijos e frios.

O númerode vinícolas participantes este ano cresceu. São seis estreantes: Kranz, Dezem, Perini, Hermann, Irmãos Camponogara e Fabien. “É muito gratificante ver como as vinícolas brasileiras estão se interessando pelo evento e participando cada vez mais conosco.“, conta Petrus Elesbão, organizador do Vinum Brasilis.

A expectativa é que 2 mil pessoas circulem pela feira, que acontece simultaneamente ao 24º Congresso da Abrasel. Nos stands estarão presentes os proprietários das vinícolas, enólogos e profissionais do setor.

A proposta da feira é o fortalecimento do vinho nacional, produto em franco crescimento, além de oferecer a oportunidade para os admiradores e profissionais conhecerem vinhos ícones e ainda os de bom custo e qualidade no mercado. O Vinum Brasilis também é um espaço para donos de restaurantes e empresários conhecerem rótulos diversos e fecharem bons negócios.

A feira já se firmou como uma das mais importantes do país, recebendo a imprensa especializada de Brasília e também de outros estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Pernambuco. “O evento também funciona como um espaço de divulgação e fortalecimento do vinho brasileiro para seu público consumidor, ainda em franca expansão.”, complementa Petrus.

Para comodidade, conforto e segurança do publico que prestigiará o evento, o Vinum Brasilis colocará à disposição o ‘Transporte Amigo’, um serviço de traslado gratuito oferecido durante o evento.

A cada hora, vans farão saídas do Centro de Convenções com destino a Asa Sul, Octogonal, Cruzeiro, Sudoeste, Lago Sul, Asa Norte e Lago Norte, deixando os passageiros o mais próximo possível de seu destino.

O evento é voltado para o público em geral, especialistas e formadores de opinião. O convite individual custa R$ 60 por dia e pode ser adquirido através do email vinum@gastrocomunicacao.com ou pelo fone 8508-0917, Paulo Ubiratan, diretamente na bilheteria do evento, as vagas são limitadas.

O Vinum Brasilis 2012 conta com os seguintes apoiadores:


Beirigo Distribuidora

Site Decantando a Vida

Claudethe Lira decorações

Gastrô Comunicação

Places Restaurante

Pão-de-Açúcar

Restaurante Aquavit



Veja a lista completa de vinícolas confirmadas para o V Vinum Brasilis:

Antônio Dias

Aurora

Casa Valduga

Clube Sommelier

Cave Geisse

Cordilheira de Santana

Dal Pizzol

Domno Brasil

Don Giovanni

Don Guerino

Don Laurindo

Dezem

Fabien

Gran Legado

Hermann

Irmãos Camponogara

Kranz

Lídio Carraro

Luiz Argenta

Maximo Boschi

Miolo Wine Group

Monte Paschoal

Vinhos Orgânicos

Pericó

Perini

Pizzato

Quinta da Neve

Quinta Don Bonifácio

Salton

Sanjo

Santa Augusta

Vallontano

Villa Francioni

Valmarino

SERVIÇO

Data: 15 e 16 de agosto de 2012

Horários: 15h30 às 18h (exclusivo para imprensa e profissionais) / 18h às 22h (aberto ao público)

Local: Centro de Convenções Ulysses Guimarães – SDC Eixo Monumental, lote 5, Brasília-DF

Valor: R$ 60 por dia (congressistas da Abrasel não pagam)

Venda de ingressos pelo e-mail: vinum@gastrocomunicacao.com ou fone: 8508-0917 Paulo Ubiratan

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Dúvida tostines e fones de ouvido...

#memórias_de_uma_mulher_4.4

Acho que o passar dos anos tem me tornado mais rabugenta. A minha tolerância tem andado muito curta para as coisas que me incomodam. Ou será que as coisas que me incomodam tem aumentado?


Dúvida Tostines e cruel da minha passagem pelo passar dos anos. Mas, olha, tenho (também) recorrentemente achado que o dispositivo ‘simancol’ das pessoas tem estado no ‘mode off’ e elas não percebem que incomodam ou percebem e fazem de conta que não está acontecendo.

Para tudo isso tenho um remédio: fone de ouvidos! Eles tem me ajudado (e muito) a ser menos intolerante e a ser mais autista. Sim, porque, quando eu os coloco, desconecto do mundo e aí já não me importo com o que falam ao meu redor nem me incomodo com quem está atrás de mim tagarelando, ou com o outro que grita da outra ponta da sala, ou com a briga dos vizinhos reverberada pelo canal de respiração do meu banheiro enquanto tento ler o meu livro no meu momento de descanso. Sabe como é, coisadas (como diz uma amiga minha) ou manias, ou mesmo implicâncias de uma ‘velhuska’ no início de sua jornada nessa seara da idade a mais, ou da 'mais idade', 'n' importe pas'.

‘A mais’, mas... Tudo bem. Estou (até) bem comigo mesma, embora, de uns tempos para cá tenha percebido que os sinais e marcas começam a se estampar mais permanentemente em minha face. Aliás, não sei se as mulheres que compartilham do mesmo tempo de permanencia nesse planeta concordam comigo, mas é incrível como a gente de repente se olha no espelho e, pá! Percebe que ali estão elas: as marcas de expressão características do tempo.

E sobre isso, certo dia estava conversando com uma amiga sobre esse tema e comentei com ela:

- A idade nunca me incomodou. Mas... sei não! Não sei o que está acontecendo que agora as rugas me perturbam.

E ela, na lata:

- Claro, amiga, é que antes você estava nova. Não tinha mesmo porque perturbar. Kkkk

- É, pode ser...

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Com a palavra – suas excrescências


da série #memórias_de_um_eleitor

Alguém acredita na cassação do Demóstenes? Melhor, alguém vai ficar surpreso se ele não for cassado? Se eu puder falar por mim, digo: depois do Renan Calheiros, tudo é possível. Aliás, vou mais além: alguém acredita na austeridade de uma casa comandada por uma pessoa chama José Sarney? Falo, de novo, por mim: eu não!

A verdade é que tudo é feito do jeito que eles querem e com a cara de paus que lhes é peculiar. Salvo raríssimas exceções, (raríssimas, mesmo!), esse parlamento está impregnado de excelências (ou seriam excrescências?) que fazem ‘broma’ da cara do povo brasileiro.

O Demóstenes é hoje a caricatura de um cachorro sarnento agonizando. Mas, ninguém se iluda: há remédio e tratamento para essa besta feroz e isso se chama escárnio! Não custará a nenhum deles livrar a cara do Demóstenes, que está mais para DebocheTenes. Aliás, custará, sim, custará ao nosso bolso que continuaremos pagando o salário e os benefícios de mais esse senhor que mentiu? Mentiu, sim! Usou o cargo? Usou sim!

Até eu, que sou mais boba, sabia que o cachoeira era bicheiro. Ah, vá! Agora vem com essa de que era amigo e não sabia que o contraventor era... Contraventor!!! DMML – Don’t make me laught!

Se o senado quiser maquiar um pouco o que todo mundo sabe, mas nenhum eleitor tem a coragem de mudar, é preciso que se casse esse senhor. Mas, olha... Sei não.

domingo, 17 de junho de 2012

A insustentável leveza do "curti"

De repente, em meio a toda modernidade, o mundo começou a confundir atenção e carinho com o simples fato de clicar em uma mãosinha com o dedo levantado indicando que “curti”.

Impressão minha ou está havendo um esvaziamento do relacionamento? Uma inversão nossentimentos? Parece que as pessoas acreditam que clicar em “curti” e deixar recados de ‘bom dia’ e/ou comentários vagos em publicações soltas em redes sociais substituem o famoso afeto, atenção e cuidado.

Claro, que a internet e suas facilidades nos deixou bem mais próximos de pessoas que há muito tempo não víamos, ouvíamos falar ou encontrávamos. Essa é realmente uma das façanhas das redes sociais e ela é bem eficiente em de repente sabermos de um amigo que já havia se perdido nos caminhos do passado.
Desde que entrei no mundo do twitter e do facebook reencontrei velhos amigos, pessoas que povoaram minhas brincadeiras na infância, que estudaram comigo no ginásio (sim, eu sou da época do ginásio) ou que freqüentaram minhas farras na adolescência. Muitos, inclusive, que eu tinha muita vontade de rever e não sabia por onde começar. Tudo isso, eu devo à internet.

Claro que boa parte dos que reencontrei continua no universo virtual. A vida corrida, a distância, e a rotina nos impedem de avançar na vontade de marcar algo e realmente nos rever. Mas, isso é compreensível e claro que nesse caso aceitamos (já) o presente de ter a oportunidade de saber por onde andam, o que fazem, como anda a família década um.

As ferramentas das redes sociais são (sem sombra de dúvida) valiosas e digo mais: quando curto algo de alguém é para valer. Só que, os mais próximos a mim tem a atenção extra de nos encontrarmos, ligarmos para falar um ‘oi’ que seja. O facebook pode (até) ser um meio ótimo para marcarmos algum ‘hapenning’. Ele é eficiente nisso também.

Agora, a minha tristeza é ver que pessoas próximas, de repente, embarcaram na cômoda situação de apenas curtir e deixar recadinhos sem que isso valha pelo menos um telefonema.

Apesar da internet, um velho e bom telefonema para bater papo e um encontro pessoalmente, em cores a ao vivo, para ver realmente como andam as coisas e para sentir como está o outro, ainda são atitudes insubstituíveis.

Infelizmente, para alguns é mais confortável, sentar à frente do computador, rolar a timeline e sair curtindo e compartilhando. Dessa forma, o outro verá o que você ‘de alguma forma viu e leu, pensa ou faz da vida. Isso até serve e é legal, mas não substitui o cuidado de perto, o olhar, o toque, o dizer: eu me preocupo com você.

Desculpem-me, mas o “curti” e “compartilhar” em redes sociais, quando se trata de amigos de verdade, pessoas próximas ou que se amam e se preocupam umas com as outras, me soam mais como desprezo e descaso. #prontofalei!

sábado, 9 de junho de 2012

Um pequeno passo para quem doa um salto gigantesco para quem recebe


A campanha “Forme cidadãos, colha campeões’ foi lançada em
Brasília e pretende arrecadar 250 pares novos de tênis
para jovens atletas das cidades satélites.



“É o primeiro tênis novo que ganho na minha vida”. A frase dita por Jeferson Danyllo pode parecer um capricho de um jovem de 19 anos, mas, é na verdade um desabafo de um atleta que há quatro anos treina atletismo, já colecionou várias vitórias, mas nunca teve o prazer de calçar um tênis de corrida novo.

É para jovens como Jefferson, que tem talento e disposição, que a campanha ‘Forme Cidadãos, Colha Atletas’ é voltada. Uma iniciativa que partiu dos idealizadores e organizadores da 1ª Corrida Verde de Brasília, realizada em Junho.

 A corrida de rua, realizada na Esplanada do Ministérios, durante a Semana do Meio ambiente, foi o pontapé inicial para uma série de ações que visam promover o esporte aliado à sustentabilidade. “Essa campanha é agora um segundo passo da Corrida Verde e visa arrecadar 250 pares de tênis novos para jovens atletas das cidades satélites de Brasília”, explica Adroaldo Quintela, um dos organizadores da prova.


Edilberto Barros e Jefferson Danyllo
Segundo Petrus Elesbão, também organizador da Corrida Verde, “investir em cidadãos e incentivá-los na prática do esporte é uma ação sustentável”. Ele explicou que a idéia é promover outros eventos relacionados à sustentabilidade e ao esporte ainda esse ano e nos próximos “para que Brasília se torne um referencial para o Brasil”, disse.

O lançamento da Campanha ‘Forme Cidadãos, Colha Atletas’ aconteceu no dia 9 de junho, sábado, em Brasília, com a presença da atleta Carmem de Oliveira – madrinha de luxo da Corrida Verde -, Célio René, Secretário de Esporte do DF, Edilberto Barros, Chefe do Setor de Preparação Física da Presidência da República, Paulo Roberto Maciel, Presidente da Federação de Atletismo de Brasília e da Federação de Triatlo e Nildomar Valadares, professor e treinador do Centro de Estímulo à Educação e ao Esporte da Ceilândia (CE3).

Paulo Roberto e Gildeane de Jesus da Cruz
Incentivo - Na ocasião foram doados os primeiros seis pares de tênis a jovens atletas de Ceilândia, cidade a 24 km de Brasília. Jefferson foi um deles. “Um tênis é um incentivo para uma criança ou jovem como eu que não tem condição de bancar nosso material de treino. É uma motivação. Quando a gente e se sente cansado, olha para o tênis novo e só tem vontade de seguir em frente”, explicou Jefferson, que conquistou o 2º lugar na prova masculina de 5 km da Corrida Verde.




Karina Pereira, de 15 anos, também foi contemplada pela Campanha. Segundo ela, a doação faz a diferença porque “muitas crianças tem talento e não tem oportunidade. Agora estamos tendo a oportunidade”, disse. Karina conquistou o 1º lugar na categoria 5 km feminino da Corrida Verde.

Carmem de Oliveira e Karina Pereira
Leonardo Pereira, 15 anos, está no atletismo há apenas duas semanas e também foi um dos contemplados. Com o par de tênis novo em suas mãos não teve dúvida ao afirmar que “esse tênis será o meu incentivo para competir e ganhar”.

Realidade - Outras três jovens foram contempladas pela Campanha ‘Forme Cidadãos, Colha Atletas’. Thaís Soares Silva, de 13 anos, Gildeane de Jesus da Cruz, 17 anos, e Alany Rodrigues, 15 anos. “É muito importante saber que existem pessoas incentivando o futuro dessa meninada. Um tênis pode parecer pouco, mas mexe com a estrutura da criança e do adolescente”, disse Nildomar Valadares, treinador de 40 crianças e jovens da Ceilândia.

Paulo Roberto Maciel, presidente da Federação de Atletismo do Distrito Federal e da Federação de Triátlon conhece bem a dificuldade que esses jovens atletas enfrentam. Ele explicou que foi criado na baixada fluminense “e sei o peso que uma ação simples como essa tem na vida de um jovem. Talentos nós temos muitos, o que falta é o incentivo. Já me deparei com atletas treinando sem tênis”, lamenta.

A realidade pode ser mudada com um par de tênis e exemplos não faltam. Edilberto Barros, que treinou Lucélia Peres, atual tricampeão da Volta da Pampulha e vencedora da São Silvestre em 2006, se recorda quando a atleta ganhou a corrida mirim “um corredor perguntou a ela como poderia ajudá-la e ela respondeu: me dê um tênis!”.

Leonardo Pereira e Célio René

Sustentabilidade - “O tênis é um chamariz para que as pessoas possam enxergar possibilidades”, anima-se Carmem de Oliveira, madrinha de luxo da Corrida Verde. Ela destacou que a prova abriu um novo olhar sobre o esporte: “um grupo que milita em prol do atletismo e a sustentabilidade é um novo incentivo e a gente passa a acreditar que é possível ter parceiros de peso junto a essa nova causa”, afirmou.



Para o secretário Célio René, “a Corrida Verde tocou em pontos de extrema importância social como sustentabilidade, hábitos saldáveis e agora o incentivo aos jovens. Isso é uma maneira de transformar vidas”, acrescentou.

A campanha ‘Forme Cidadãos, Colha Atletas’ terá a duração de um mês. Até o dia 14 de Julho, as doações de pessoas físicas poderão ser feitas por meio de uma conta bancária na Caixa Econômica Federal. Pessoas jurídicas devem entrar em contato com a ASSEFE (secretaria@assefe.com.br – 34433820) para obter informações sobre os procedimentos necessários para doação. Participe!

Thaís soares Silva, gildeane de Jesus da Cruz, Karina Pereira, Carmen de Oliveira e Petrus Elesbão (de pé) e Leonardo Pereira, Adroaldo Quintela e Jefferson Danyllo (sentados)

As doações poderão ser feitas através da conta:

Caixa Econômica Federal
Agencia: 1386
Operação: 013
Conta: 2655-1

Em nome de Petrus Elesbão
CPF – 308.419.411-49












quinta-feira, 12 de abril de 2012

As margens do Rio

por katia maia

#memórias_de_uma_mãe_de_adolescentes

Pode parecer compicado,
mas com margem sempre se chega.
A gente sempre ouve falar das dificuldades que enfrentamos quando somos pais de adolescentes. E, sempre, invariavelmente, dizemos para si mesmos que saberemos administrar quando chegar o momento.


Afinal, pensamos, já fomos adolescentes e saberemos entender dramas, rompantes, destemperos e oscilações de hormônios. Certo? Errado!

Eles são incrivelmente criativos na arte de tirar a gente do sério e de surpreender. Não é raro a gente olhar para os filhos adolescentes e pensar:

- Onde foi parar aquele menininho doce, divertido e serelepe que tínhamos dentro de casa?

Eu respondo:

- Está escondido por trás de várias camadas de hormônios, dúvidas, certezas e de todo o furacão que habita a cabeça deles.

Ao ler esse post, você certamente dirá:

- Ah, então é só compreender isso que tudo se resolve?

- Nem! Pó parar! A gente não consegue! Não é tão simples assim. A verdade é que, mesmo tendo sido jovens também, nunca seremos compreensíveis ao ponto de entender SEMPRE o que se passa na cabeça de um adolescente.

Eles são pós-graduados em tirar a gente do sério e enxergar muitas vezes o mundo pelo lado avesso, do avesso, do avesso. ‘A pain in the ass”, como diriam os ingleses mais nobres e eu diria também com folga e sem medo de errar.

Claro que amo meus filhos e tento ser psicologicamente estável. Mas, não dá. Eles vivem a vida na tecla do “como se nada...”

Pode ser um rio caudaloso
Agem como se nada fosse acontecer. E, muitas vezes surpreendem: para o bem e para o mal! E digo mais: eles pedem limites.

Certa vez, fui fazer uma matéria em Alto Paraíso de Goiás. Uma cidade a 230km de Brasília. É uma região alternativa, cheia de energia e de pessoas que ali chegaram e ficaram na onda da era de Aquários. Foi um lugar que freqüentei durante muito tempo.

Já fui a Alto paraíso para pedalar – mountain bike -, para tomar banho de cachoeira, para tentar sentir um pouco o espírito ‘sociedade alternativa’ de rauzito, para falar de óvnis ou, simplesmente, para fazer matéria.

Numa dessas reportagens, encontrei um psicólogo que havia se mudado para lá ainda na década de 70, se não me falha a memória, e que ainda estava por aquelas bandas bem nessa onda ‘paz e amor’.

Na época em que o conheci, meu meninos ainda eram criancinhas. O psicólogo – do qual eu não me recordo o nome – tinha três filhos homens já adulto e bem criados. E, conversa vai, conversa vem, eu perguntei para ele, qual era o segredo para se atravessar a fase da adolescência sem traumas. Qual o conselho que ele me daria para essa etapa conturbada da vida de nossos filhos.

Ele, com um ar filosófico, me disse:

- Você já observou um rio?

- Já. Respondi encafifada.

- Então, (ele continuou) um rio tem o seu curso e corre para o mar, certo?

- Certo.

- Então, (repetiu) para correr para o mar o rio precisa de margem. Experimente retirar as margens dele para ver o que acontece: o rio se espalha e não vai para lugar nenhum. Se perde...

Pode ser um rio calmo...
- Ah... Resmunguei já visualizando a cena de um rio todo esparramado em uma poça sem suas margens para lhe dar rumo.

- Pois bem, nossos filhos são esse rio. Temos que dar margens para que andem para algum lugar e cheguem a algum ponto. E as margens são justamente os limites.

- É mesmo! Exclamei, como quem pronuncia “eureca!”

Ele continuou:

- Sabe Katia, às vezes tememos dizer não, ou apenas achamos mais fácil não enfrentar situações difíceis e limite. Mas, lhe garanto que nossos filhos gostam e até pedem por limites. Se você deixá-los soltos não vão chegar a canto nenhum. Serão como um rio sem margens que não alcançará jamais o mar.

Poético? Sim, poético, mas verdadeiro. E conto essa história aqui porque hoje mesmo enfrentei um desses momentos em que temos que impor o limite. Mas, isso, eu conto no próximo post.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Dilema 4.4 - Energético ou Energia?

por katia maia

#mulheres4_4

Uma das coisas boas de ter motor 4.4 é descobrir que ter tração nas quatro rodas significa acima de tudo ter calma, paciência, sabedoria e equilíbrio. Esse último é resultado dos três primeiros bem dosados.

Dessa forma, o tempo nos ensina a aprender a dosar e planejar, Tudo que era urgente, para ontem e imprescindível, de repente, pode ser pensado, calculado e feito no devido momento. É como descobrir o significado do: 'não se avexe não que nada é para já'.

Outro dia, eu estava assistindo ao documentário “Coração Vagabundo”, com Caetano Veloso - que, claro, traz toda a dose de polêmica, chatice e genialidade do artista – e me identifiquei com um trecho em que ele fala sobre essa coisa chamada ‘envelhecer’.

Lá, Caetano diz algo como: quando eu era jovem achava que não tinha tempo para nada. Tudo era urgente, para agora, imediato. Hoje, percebo que tenho todo o tempo do mundo, para fazer tudo.
Não é louco? quando temos toda a vida pela frente, achamo s que não vai dar tempo. Quando percorremos um bom trecho dessa estrada, percebemos que temos tempo para tudo. Para mim é bem por aí.

Hoje, não sinto a necessidade urgente de sair para beber e beber todas, por exemplo. A gente aprende que a moderação permite ter tudo sempre em doses que não nos tiram do ar.

É mais ou menos como entender quando minha mãe dizia que não trocava uma boa noite de sono por nada. É isso! Eu também não troco uma noite bem dormida pela farra. Claro que isso não pode e nem deve significar que viramos pessoas ‘dormentes’, que só pensam em dormir. Não!

Agora, a questão é pesar os prós e contras: o que eu quero e vale mais a pena: sair, beber e amanhã passar o dia meia boca, ou ficar em casa, ler um livro legal e acordar amanhã cedo e ir correr.

De repente, comecei a valorizar mais o dia e aproveitá-lo cada vez mais cedo. Eu que era uma notívaga assumida, que virava a noite na esbórnia, ia para casa, apenas tomava um banho gelado e corria para o trabalho, onde passava o dia inteiro ralando como se nada me abalasse.

Hoje, abala. Mas, não sofro por isso. Sendo assim, decido quando quero barbarizar e quando desejo calmaria e, confesso sem drama algum, tenho optado muito mais pelas manhãs ensolaradas no Parque da Cidade, correndo e me encharcando de energia em vez das noites intermináveis me entupindo de birita e energético.

Mas, claro, não dispenso uma taça de um bom vinho. Afinal, isso faz parte das boas coisas da vida.

Calo-me...(da série #resgates)

*A partir de hj, sempre que eu resgatar algum texto meu escrito e não publicado, vou postar aqui. O que é escrito é para ser publicado....