sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A bolinha quicou ou não?

por katia maia

Passei três dias totalmente offline do dia a dia político do país e quando volto me deparo com a discussão sobre bolinhas de papel, fitas crepes e bexigas de água. Objetos arremessados contra os nossos dois presidenciáveis nessa reta final de campanha. Momento em que os ânimos começam a se acirrar e que os eleitores começam a assumir suas posições a favor ou contra este ou aquele candidato.

Estive no interior do país, em uma cidade chamada Três Lagoas, próxima à divisa do Mato Grosso do Sul com São Paulo. Não é tão interior assim, porque afinal está pertinho do poderoso estado de São Paulo.

É uma cidade próspera e com uma profusão de indústria se mudando para lá. A minha opinião é que, em pouco tempo, Três Lagoas vai bombar.

Mas, mesmo assim, inacreditavelmente, demorei 12 horas para sair do município sulmatogrossense e chegar à capital do país. E isso foi o que me chamou mais atenção: uma cidade próxima ao estado de São Paulo, com estradas de acesso ótimas e eu tive que fazer uma viagem de 12 horas para sair de lá e chegar a BRASÍLIA.

Bom, mas isso é assunto para outro post. Para falar, aliás, do que vi nos aeroportos por onde passei. Aeroportos de um país que sediará dois grandes eventos esportivos mundiais – Copa e Olimpíadas, até 2016.

Bom, voltando ao meu retorno do universo paralelo para o universo da política... Cheguei ontem em casa às 23h e ao assistir ao Jornal da Globo fiquei sabendo da historia das bolinhas, bexigas e fitas crepes.

Hoje pela manhã, no trabalho, percebi que essa é a discussão do momento: houve farsa ou não houve do PSDB na hora de faturar em cima da bolinha ou da fita crepe? Vi na reportagem e li nos jornais, que o presidente Lula se posicionou fortemente sobre o assunto e condenou e abraçou a versão do que chamou de farsa.

Vi e li também, que imagens feitas por um repórter da Folha captou imagens em momentos diferentes ETs etc etc. que uma coisa é uma coisa e outra coisa é... Outra coisa!

Bom, para mim, o que tem que ser levado em conta é que é inadmissível que candidatos sejam atacados por qualquer tipo de objeto, leves ou pesados. Isso é vandalismo e não há espaço para tal atitude em qualquer situação.

Uma simples bolinha de papel carrega nela a intenção de atingir. Uma simples bexiga d’água idem idem da mesma forma. Não dá para a gente discutir a farsa antes de se levantar a agressão.

Se houve farsa ou não do PSDB, isso é outra história. Isso também não cabe. Aliás, farsa é a palavra dessa campanha eleitoral. A tal da farsa surgiu, transitou, dominou e pautou grande parte do processo eleitoral que foi recheado de denuncias, acusações e manipulações.

Lamentável para o eleitor que termina se envolvendo na discussão e não percebe que está sendo levado pela onda de acordo com o lado que pretende defender. A verdade é que não dá para acobertar qualquer ato de agressão a quem quer que seja, com quaisquer objetos. Não dá para pautar a discussão no simples fato: a bolinha quicou ou não quicou?

E aí bla... bla... bla eu gostei

Restaurante Bla´s, na Asa Norte por katia maia Então, fui conferir uma das opções do Restaurante Week dessa leva. O escolhido foi...