quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Twilight zone - O aparelho sumiu

Da série - adolescentes!

 por katia maia

Essa não dá para deixar passar batido. Pensou a mãe diante daquela situação absurda. Não tinha raiva, estava realmente abismada com o que acabara de acontecer. Pensou e falou:

- Você tem a cabeça onde? No pé?

Estava realmente impressionada com a capacidade de seu filho adolescente, ou pré-adolescente, em não ter compromisso ou, mais, em ser completamente desligado para as coisas.

A história:

No dia anterior tinham ido almoçar no restaurante de costume. Comiam fora todos os dias para agilizar o processo e também porque ela não sabia cozinhar, sequer fritar um ovo.

Naquele dia, combinaram de encontrar outro lugar legal para comer. Foi quando seu filho mais novo, de 13 anos, se adiantou:

- Não, vamos ao mesmo de ontem.

- Ok! Vvamos ao mesmo de ontem.

Queriam variar, mas àquela altura não estava muito a fim de polemizar. Foram ao restaurante de sempre. Quando saiam do carro, já estacionado, o menino falou:

- É bom a gente vir nesse restaurante porque aí eu aproveito e pergunto se eles acharam o meu aparelho dentário móvel.

O tal aprelho perdido

- Como assim? Você perdeu o aparelho e não me disse nada! Reclamou a mãe e completou: por isso que você quis vir de novo nesse restaurante, né? Agora tudo faz sentido.

Ele riu um sorriso amarelo e concordou. Chegaram ao restaurante e ele disse:

- Mãe, pergunta a moça se encontraram o aparelho.

- Vou perguntar na hora de pesar a comida. Respondeu.

Na pesagem, veio a confirmação. A dona do restaurante tinha encontrado o tal aparelho:

- É um azulzinho:? Perguntou.

-É sim. Disse ele todo feliz. Sabia que ouviria um sermão interminável dos pais e do dentista se perdesse o tal aparelho.

Sendo assim, ficou todo mundo feliz. A mãe porque não gastaria com a compra de um novo aparelho e ele porque não ouviria sermão. Sentaram-se à mesa e almoçaram tranquilamente.

Na hora de pagar a conta, no caixa, o dono do restaurante perguntou:

- Qual dos dois perdeu o aparelho?

- Foi esse. Apontou para o filho mais novo.

Nesse momento, ele se afastou do caixa e correu até a mesa. Ela não entendeu nada e enquanto terminava de pagar ouviu do filho:

- Mãe, perdi meu aparelho!

- Ah?!?!?!? Reagiu.

Seriado criado em 1959
e relançado na década de 80
Ela, nesse momento, pensou que estava em um dos episódios do seriado “Além da Imaginação” ou ‘twilight Zone’, em inglês. Uma série de programas muito legais da década de 80 que retravava casos surreais da vida misturados com ficção científica e um pouco de suspense e thriller.

É, mas não estava no ‘Além da Imaginação’. Era realidade. Respirou fundo.

- Como assim: cadê o meu aparelho? Você acabou de encontrá-lo! Colocou no bolso! Repetia uma série de perguntas para comprovar o absurdo da situação.

- Não mãe, eu deixei em cima da mesa. Respondeu com a cara mais limpa.

- Como assim, ‘deixei em cima da mesa’? Como assim? Como isso pode acontecer? Você acabou de recuperar seu aparelho? Como não passou pela sua cabeça algo do tipo ‘agora vou ter todo o cuidado do mundo’? Despejava a mãe estupefata.

Enquanto a mãe falava, ele correu até a mesa em que almoçaram e viu que os pratos já haviam sido retirados. A dona do restaurante percebeu a movimentação e perguntou:

- Perdeu?

- Perdeu. Respondeu a mãe com a cara mais atônita possível.

- Onde estava? Questionou a dona do restaurante.

- Em cima da mesa, enrolado num guardanapo. Respondeu o filho.

Imediatamente a moça correu para os fundo onde foi fuçar nos guardanapos já despejados no lixo. Olhou daqui e dali e gritou:

- Achei!

Totalmente ‘twilight zone’. Nome do episódio: com a cabeça nos pés!




quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Crônica de um puxão de orelha mal dado

Então, ela não sabia que roupa suja se lava em casa?


Perguntou a amiga ao ver a declaração em público.

Mas, por que ela falou isso na frente de todo mundo? Fica feio! E logo no meio de uma reunião importante como aquela? Ponderou.

Bom, a verdade era que a matriarca era assim mesmo, sem papas na lingua quando o assunto era repreeender e fato era que todo mundo tinha a estranha mania de justificar tudo o que ela fazia. O que dizia era lei. Talvez devido ao seu temperamento forte, sua forma de tratar os outros como se fossem capacho ou seu jeitinho bem especial de dar a palavra final e não aceitar questionamentos.

Era a matriarca de uma grande família tradicional de uma República incrustada no meio do oceano de politicagem e ‘maracutaias’. Tinha assumido o posto depois de comprovada capacidade técnica e de gestão de estar no lugar certo na hora certa e de ter caído nas graças do primo mais popular da família. Aquele que todo mundo gosta de ouvir, conversar, ouvir os causos. Aquele que contagiava toda a família quando falava. Aquele... O cara!
Pois bem. Uma vez matriarca, mandava e desmandava e exigia eficiência e celeridade em suas ordens. Aliás, antes mesmo de ser tida e vista como a matriarca já havia se embrenhado nos corredores da família e vira e mexe pedia celeridade para esse ou aquele assunto que envolvia algum amigo mais próximo ou parente.

Mas tudo isso, feito por debaixo dos panos era permitido naquela república alegre e pacífica onde todo mundo gostava mesmo era de uma boa farra e por mais que discordasse e reclamasse abaixava sempre a cabeça e concordava com a matriarca.

Recentemente, os filhos dos filhos dos primos distantes pediram aumento na mesada. Queriam um uppgrade de 62% . O reajuste até saiu, mas para os filhos dos primos mais próximos. Para os distantes, veio um aumentinho menor. Algo em torno de 5%. Um caso típico do “é o que eu posso dar e cala boca e não chateia”.

Não chateia mesmo. Porque os filhos dos filhos dos primos distantes reclamavam, mas não iam adiante e terminavam aceitando a ‘esmola’. diziam que no próximo ano seria diferente, que lutariam mais por seu espaço e que iam fazer barulho. "Qual o quê"! A história se repetia há anos.

Bom, tudo fazia parte do jogo. Da tal política de boa vizinhança entre os próximos e os distantes. Assim a vida seguia. Mas, (retomando) lavar roupa suja em público?

- Isso já é demais! Repetiam os familiares aos quatro cantos da república.

Será que ela não sabe que, como toda boa família, repreensões, puxões de orelha e reclamações são feitas da porta para dentro. Questionavam.

E o pior que puxões de orelha públicos estavam ficando cada vez mais constantes. A dúvida era: continuariam?
- Dúvida?
- Não havia dúvida. Esse era o jeito da matriarca e quem quiser evitar que ande na linha. porque ela fala mesmo. Feio ou não, não importa. Ela tratava de colocar a culpa nos outros e a vida seguia na república incrustada no meio do oceano de politicagem e ‘maracutaias’  e a família? bom, a família tinha a matriarca que merecia. Assim ditava a democracia.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

O velho e bom vinho está OUT

por katia maia

Outra estranha mania que possuía era a de prometer. Para conseguir e alcançar o que ela chamava de ‘graça’ prometia que iria a pé de Brasília a Salvador, dizia que depositaria dinheiro na conta do santo, que faria doação disso e daquilo e que pararia de comer doce, tomar refrigerante, beber vinho! Pode?
 - Não, definitivamente, não Pode!
Vinho era o sacrifício supremo. Sair andando por aí feito ‘Forrest Gump’, doar toda a sua fortuna e ficar sem nada como uns e outros malucos por aí, até que tudo bem. Mas, parar de beber vinho.
- Não essa era demais para o seu entendimento. Disse uma amiga próxima.
- E agora? Pensou. Já prometi ‘pro’ santo. Respondeu a si mesma.
- Agora, ferrou. Respondeu a amiga. Quanto tempo você ficará sem vinho? Perguntou.
- Um ano.
- Um ano! Você enlouqueceu? Isso é medieval. Isso parece coisa de do tempo das cavernas. O mundo hoje é outro. Está mudando. Olhe o oriente Médio! Está deixando o hábito medieval de aceitar ditaduras. Até o Gaddafi vai cair (se Deus quiser, pensou), o Mubarack caiu, o mundo pulsa, se conecta, protesta, linka os extremos e você com essas promessas medievais! Gritou a amiga.
- Não adianta. A promessa estava feita e toda vez que pensava em quebrá-la lembrava-se do motivo que a levou a tal sacrifício supremo e voltava atrás, mantendo sua abstinência.
Claro que a partir do momento em que fizera a promessa, tudo girou em torno do vinho.
Ligava o rádio e lá estava o comentário do Renato Machado indicando os melhores vinhos e falando do quanto é saudável tomar uma taça por dia. Combinava de sair com uma amiga e a primeira coisa que lhe perguntava era:
- Uma taça?
Saía para se encontrar com a turma num dia de sábado frio e propício para o vinho e mal pisava no recinto a primeira pergunta:
- Você toma o quê? Um vinho, claro.
Não, não e não! Não iria tomar um vinho. Não iria, aliás, tomar nada porque a promessa era mais abrangente e falava em qualquer tipo de álcool. Uma gota sequer.
Isso a torturava. Não sabia o quanto seria difícil. Pensou que estava dando a volta no santo com uma promessa daquela. Afinal, passara muito tempo de sua vida sem beber.
Estava errada.
Havia momentos em que jurava que tinha virado alcoólatra, tamanha era a falta que sentia do álcool e, assim como os AAA, ela repetia para si mesma: a cada 24 horas, uma hora vencida sem a bebida.
Não estava sendo fácil. Lembrou-se da música da década de 80 (se não lhe falha a memória) cantada por uma interprete chamada Katia. Os mais novos certamente não se recordarão. Mas era uma cantora cega, apadrinhada por Roberto Carlos e que foi a vários Globo de Ouro – programa da tarde de sábado da TV Globo ou da noite, que divulgava os cantores do momento.
Bom, ‘resuming the subject’. Não estava mesmo sendo fácil e ela cantava que “Não está sendo fácil.// Não está sendo fácil viver assim...
A vida sem vinho, pensou, fica muito chata, menos romântica, sem graça sem divertimento. Quando acaba a promessa?
- Vixi, ainda tem tempo pela frente! Desconversava.


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Crônica de uma twittada mal dada

por katia maia

Não teve dúvida. Clicou com o cursor em cima do espaço escrito ‘tweet’ e mandou ver. Estava orgulhosa de repassar aquela informação. Tinha acabado de ouvir pelos corredores dos órgãos públicos daquela república incrustada no meio do oceano de politicagem e ‘maracutaias’.


Não se sentia mais isolada em sua baia, ou seria baía? Estava interagindo. Ironicamente, estava repassando o que ouvia, via e sentia. Não se calara. Tinha, ainda, a certeza de que falava o que todo mundo queria ouvir.

Mas foi no momento em que deu o clique e viu a publicação na rede social que percebeu o erro (fatal para a web – no mercy): falou o que devia no lugar errado!

- Meu Deus! Pensou. Ficou nervosa, coração disparou, buscou imediatamente o espaço ‘delete’ para desfazer o descuido. Olhou, clicou, excluiu e rezou:

- Tomara que ninguém tinha visto.

Tarde demais. No mundo virtual ‘tudo é tarde demais’. Nada passa despercebido, por um segundo sequer. A mensagem já havia sido replicada. O incidente já estava instalado, divulgado, publicado, distribuído e repassado. Tudo na velocidade do pensamento e da ânsia cibernética de dar tudo primeiro antes de todo mundo.

A culpa é da moça do cafezinho

A mensagem fora publicada, na verdade, no perfil do trabalho e não no pessoal dela.
E agora? Pensou. Ficou quietinha e esperou. Segurou a respiração para não ser notada por ninguém. Ledo engano. Na web ninguém passa incólume.

O erro foi comentado, discutido, refletido e virou até tese de mestrado. Tudo pelos internautas de plantão que adoram um fuxico.

Claro que a pobre funcionária foi punida. Disse o que todo mundo queria dizer. Mas disse no lugar errado.

Pelas ruas da capital comentava-se: a culpa é do mordomo ou do estagiário? Do estagiário, claro. Ele sempre tem culpa. Pior, a culpa era da terceirizada.

- Ah, pode ter sido a moça do cafezinho.

Hipótese: ao passar pela mesa, viu a tela do computador aberta naquela página bonitinha, com um passarinho azul no alto. Acabara de ouvi no corredor comentários sobre um jogador famoso, suas chuteiras penduradas e sua relação com um político também famoso mas que o talento definitivamente era fazer belas jogadas em outro campo - mais nebuloso e menos transparente. Arriscou-se.

Dançou. A moça do cafezinho dançou!

E uma máquina substituiu a moça do cafezinho

O político menos transparente até tentou fazer gracinha da história e com alguma tentativa de humor (que lhe falta ao extremo) brincou pateticamente.

Resultado: adeus cafezinho. A república amanheceu como dantes no país de Abrantes e a moça perdeu o emprego. Uma máquina de café foi providenciada.

Descuido virtual é não perdoa. Deleta!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Cisne Negro - super recomendo

por katia maia

Não sou critica de cinema, mas falo intuitivamente do que assisto. Neste fim de semana, fui ver o filme Cisne Negro (Black Swan) super hiper mega indicado para o Oscar.

Confesso que eu e a Academia de Cinema muitas vezes trilhamos gostos diferentes e nem sempre vou na onda do que os especialistas de Hollywood indicam. Aliás, devo admitir que sigo bem pouco as indicações deles. Pois tenho sempre a estranha mania de duvidar de unanimidades ou tendências.

Mas, dessa vez eu dou a mão á palmatória. O filme que este ano dispara na preferência da academia e que caiu nas graças dos críticos é realmente uma obra prima. Um dos melhores filmes que já assisti nos últimos tempos.

Com uma história trabalhada em cima clássico balé “O lago dos cisnes”, o filme conta a história da bailarina Nina (Natalie Portman – indicada para o Oscar de melhor atriz) e a sua superação pessoal.

Mas, não pense que é um daqueles filmes chatos de balé em que as bailarinas ficam ensaiando até a exaustão somente para buscar a perfeição. Tem isso, sim, no filme, mas a história extrapola esse drama básico e chega (até) a ensaiar um thriller.

Indicado para cinco estatuetas do Oscar, o longa-metragem é dirigido por Darren Aronofsky, que já havia mostrado em “O lutador” (2008), com Mickey Rourke. Em “Cisne negro”, Nina vive e luta contra conflitos pessoais.

Em "Cisne Negro", Nina se vê obrigada a enfrentar histórias que marcaram sua vida e precisa superar-se não só como bailarina, mas como pessoa. É uma moça bonita, talentosa, perfeccionista, mas que tropeça em seus medos, em suas angustias e em sua mãe.

O filme mostra a transformação que Nina sofre e seus delírios pessoais. Ela é levada a encarar seus traumas e dramas para conseguir ser uma bailarina completa. Para isso, que desafia a si mesma.

Não é fácil. A história acompanha os ensaios da companhia de balé de Nova York –à qual Nina pertence - para a abertura da temporada com o Lago dos Cisnes. A peça funciona como pano de fundo para o descompasso entre Nina e sua busca por encontrar-se e superar-se. Eu recomendo.

Sinopse:
Nina é bailarina de uma companhia de balé de Nova York. Sua vida, como a de todos nessa profissão, é inteiramente consumida pela dança. Ela mora com a mãe, Erica, bailarina aposentada que incentiva a ambição profissional da filha.

O diretor artístico da companhia, Thomas Leroy, decide substituir a primeira bailarina, Beth MacIntyre, na apresentação de abertura da temporada, O Lago dos Cisnes, e Nina é sua primeira escolha. Mas surge uma concorrente: a nova bailarina, Lily, que deixa Leroy impressionado.

O Lago dos Cisnes requer uma bailarina capaz de interpretar tanto o Cisne Branco com inocência e graça, quanto o Cisne Negro, que representa malícia e sensualidade.Nina se encaixa perfeitamente no papel do Cisne Branco, porém Lily é a própria personificação do Cisne Negro.
As duas desenvolvem uma amizade conflituosa, repleta de rivalidade, e Nina começa a entrar em contato com seu lado mais sombrio, com uma inconsequência que ameaça destrui-la.

Ficha Técnica
Cisne Negro (Black Swan)
Gênero: Drama e Fantasia
Duração: 107 min.
Origem: Estados Unidos
Estréia 04 de Fevereiro de 2011
Direção: Darren Aronofsky
Roteiro: Mark Heyman e Andres Heinz
Distribuidora: Fox Filmes
Censura: 16 anosAno: 2010

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Café&Veneno

Nota do editor: a partir de hoje, inauguro minha participação especial também no blog "Café&Veneno". Uma iniciativa criativa de várias 'meninas' do jornalismo de Brasília e que resolveram se juntar para 'apimentar' um pouco mais esse mundo dito virtual. Mas, calma, quando eu falo apimentar, nada de pensar em baixaria tosca.

a coisa é de alto nível. A proposta é contar coisas e causos, falar sobre tudo e sobre nada, deixar fluir. Hoje, postei meu primeiro texto no Café&Veneno - abaixo reproduzido. Daqui pra frente vai ser assim: vou me dividir entre esse espaço que já possuo e que faz parte de uma tentativa 'solo' em falar e comentar o que 'me der na veneta' e o Café&Veneno que será uma criação coletiva com tudo emoblado e descolado.

enjoi it!


Houston, We've got a problem!

por katia maia para o Café&Veneno



Quem disse que as máquinas vão dominar o mundo? Bom, seja lá quem tenha dito, eu assino embaixo. Só discordo do tempo verbal: “vão dominar”. Não, isso está errado. Elas já estão dominando o mundo. As máquinas já manipulam nossas vidas e a gente ainda acha que tem o poder. De quê, cara pálida?(eu pergunto).

Estamos à mercê dos caprichos e das vontades de nossos pequenos aparelhinhos e daqui a pouco não saberemos mais andar sem a ajuda deles. No carro, por exemplo. Temos uma telinha que nos diz para diminuir a velocidade, virar à direita, seguir em frente, parar, acelerar, ter calma, não ultrapassar, esperar, ir, seguir, ficar... Chega!

Dá vontade de olhar para a telinha e dizer: cala a boca, meu! Dá para me deixar em paz comigo mesma só um pouquinho?

Mas, e a insegurança? Aquela que aparece sempre que desligamos o tal Global Posityon System, ou GPS para os mais íntimos, ou mesmo o celular, o Ipad, o Iphone... Sentimos que estamos desamparados, que estamos perdido, que vamos fazer M... e seremos (no caso do GPS com localizador de radar) multados, no mínimo.

Aliás, um parêntese: a primeira vez que ouvi falar sobre esse tal de GPS foi há uns 10, onze anos, eu acho. Na época, estava fazendo uma matéria em Salgueiro, Pernambuco. Algo ligado com o combate ao trafico de drogas. Na região havia muitas plantações de maconha e a Polícia Federal foi lá para dar uma incerta.

Lembro-me que fomos com o pessoal do ministério da reforma agrária que iria utilizar a área de plantação de maconha para estimular a plantação de cebola entre os agraciados pela Reforma Agrária. Pode? Cebola? Parece piada pronta: troque seu baseado pela cebola. Oras cebolas!
Bom, back to the subject…

O tal moço da reforma agrária me mostrou na ocasião um aparelhinho (que não era tão ‘inho’) que localizava a área por satélite e dava as coordenadas exatas da ‘horta’ de marijuana. Nossa! Demais! Pensei.

Mal sabia eu que uma década depois esse tal de Global (não sei o quê) estava mandando na minha vida, pelo menos no meu itinerário.

A verdade é que o GPS é apenas a ponta de um iceberg. Um daqueles bem grandes que estão derretendo por causa do tal aquecimento global, que é outro papo que dá muito pano para a manga mas deixarei para uma próxima.

Bom, back to the subject again!

Os homens e suas maravilhosas máquinas que agora invadem nossa privacidade e decidem quem eu devo convidar ou não para isso ou aquilo. De repente, me liga uma amiga:

- Katia, você me convidou para o Badoo, o que é isso? Recebi uma mensagem sua PESSOAL me chamando para isso.

- Badoo? Caramba, esse negócio está mandando e-mail para todos os meus contatos e os convidando como se eu fora.

É pelo jeito, agora, eu convido as pessoas para uma festinha virtual e sou a última a saber. Daqui a pouco, estarei presente aqui e ali e nem saberei. Aliás, daqui a pouco não. Hoje mesmo. Agora temos o 4SquareAlibi. Sabe o que é?

Eu não sabia até ontem. Esse tal de ‘4SquareAlibi’ é simplesmente uma ferramenta virtual que permite que eu faça check in em qualquer lugar do mundo e apresente como álibi. É uma dissidência do ‘FourSquare’ um sistema que permite que as pessoas façam checkin e permita que todos saibam onde está. E por aí vai...

A culpa disso tudo, meus caros. É nossa. É o caso de dizer o tão conhecido: Mea culpa, mea culpa, mea culpa! A gente que foi abrindo a guarda, aceitando os convites, deixando-se levar, envolvendo-se em fóruns de discussões, criando grupos virtuais, se apaixonando por redes sociais, blogs e micro blogs e quando percebemos, nos vê os completamente ‘dependentes’ da máquina.

Pessoal, perdemos o controle. E... Houston, We've Got a Problem

E aí bla... bla... bla eu gostei

Restaurante Bla´s, na Asa Norte por katia maia Então, fui conferir uma das opções do Restaurante Week dessa leva. O escolhido foi...