quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

BRW - Barcelona: sem vinho nem sobremesa, passou no teste pela simpatia

por katia maia

Uma de nossas mais fiéis
frequentadoras dos restaura
ntes durante o BRW, dessa vez não perdeu tempo. Luciana Cobucci não perdeu tempo nessa edição de janeiro. Logo na segunda-feira foi experimentar o 'menu' do Barcelona.

No restaurante percebeu algumas falhas - não havia nenhuma das sobremesas do cardápio BRW disponível para o cliente e na hora de escolher um vinho, o garçon informou que não havia nenhum diponível e deu a deculpa (esfarrapada) de que os vinhos são encomendados na segunda-feira mas só chegam na 3a! quando for ass
im, um conselho: não abra ou, melhor, faça estoque porque faltar vinho é imperdoável.

Bom, mas no balanço de perdas e danos, a Luciana ficou satisfeita com a sua 'saidinha' de início de semana para experimentar o BRW. Saiba por que no relato da própria...

Olha a gordinha aí de novo, gente!

por Luciana Cobucci

Como boa cabeça de gorda que sou, logo na primeira semana de Brasília Restaurant Week (que vamos chamar carinhosamente de BRW) já fui em dois restaurantes para jantar. Que beleza!

O primeiro foi o Barcelona, na segunda-feira. De entrada, o restaurante oferecia quatro deliciosas entradas: mix de folhas verde com vinagrete de limão siciliano, nozes e palmito, ou tortilla de Papas, ou montaditos (escalivadas, azeitonas temperadas, sardinhas com tomate picante e queijo fresco e tomate com azeite de oliva), ou, por fim, a minha pedida: o carpaccio clássico, com filé mignon, rúcula, grana padano e molho de mostarda e alcaparras. Como entrada, estava bem ok. Não foi o melhor carpaccio que já comi na vida, mas pelo menos era razoavelmente bem servido.
essa não foi a entrada escolhida pela Lu. ela preferiu o carpaccio.

Como prato principal, duas opções: ou o filé em julienne ao molho de vinho tinto e pimenta, ou o peixe do dia grelhado com "sofrito" e arroz cremoso de limão. Como boa carnívora, escolhi a primeira opção, e aí veio a decepção. O prato nada mais é que uma espécie de picadinho de carne com molho, cebolas e três fatias de pão! NENHUM acompanhamento decente! Nem um arrozinho, uma batatinha, uns legumes. Nada!

Nessa hora, lembrei de quando era criança que minha mãe deixava eu raspar a panela
de molho de tomate com pão (a diferença é que eu não pagava R$ 39 lascas por isso).

A sobremesa, tentadora, estava em falta


Agora, as sobremesas eram tentadoras: era possív el escolher entre um arroz com leite (que imagino ser uma espécie de arroz doce) ou, o meu escolhido, um mousse de chocolate com pimenta e sorvete de creme. Mas a sobremesa ficou na promessa. O restaurante estava sem nenhuma das duas!

Para piorar, quase não tinha vinhos disponíveis. Segu ndo o garçom, os pedidos de vinho são feitos na segunda-feira e chegam na terça.

Pode ser que eu tenha pego o restaurante num mau dia e tenha dado (quase) tudo errado. A nota só não foi menor porque a companhia era boa (o namorado :D), o ambiente, agradável e o garçom, superatencioso. Me ofereceu um vale-sobremesa, que recusei delicadamente. O restaurante ganhou pontos também por oferecer mais de uma opção para entrada, prato principal e sobremesa.

Serviço:

Barcelona
endereço:
CLS 206 , Bloco A - Loja 06 - Asa Sul - Brasília
fone:
(61) 3242-1141

Brasilia Restaurant Week - L'affaire Bar e Restaurant: Nota 6

por katia maia



O Brasilia Restaurant Week começou novamente e como fizemos na última edição, vamos dar aqui no blog as avaliações de nossos leitores, amigos, conhecidos, familiares etc.
A intenção é prestar um serviço aos assíduos visitantes deste blog que vos fala. Portanto, antes de retomar os comentários, algumas informações sobre o Restaurant Week, para aqueles que não conhecem a brincadeira:

O Brasilia Restaurant Week é um evento que reúne restaurantes de todo o DF - 63 nesta edição – que, durante um período (17 a 30 de janeiro) oferece um menu completo com entrada, prato principal e sobremesa ao preço fixo de R $29,00 no almoço e R$ 39,00 no jantar, acrescidos de um real que vira doação para a Fundação Nosso Lar.

Bom, iniciamos nossas avaliações sobre os estabelecimentos e suas composições gastronômicas pelo restaurante L’Affaire. Luciene Cruz esteve lá ontem e provou o menu do jantar. Na sua avaliação, a comida estava boa, embora curta. O destaque foi o prato principal e a sobremesa estava ‘ok’.

O problema, na sua opinião foi o atendimento. Ela se sentiu desprezada pelos garçons. Então, L’Affaire, fica a dica: cliente é cliente, não importa se está participando de promoção ou não. Aliás, se não quer que as pessoas freqüentem o local para experimentar a promoção, não entre na brincadeira.

Nota da Luciene Cruz para o L’Affaire: 06


Não quer brincar, não desce para o Play
Por Luciene Cruz

Iniciei minha jornada no Restaurant Weekl 2011 pelo L'affaire Bar e Restaurant. A opção do site era bastante convidativa, no entanto in loco, as expectativas não foram tão correspondidas. Vamos por partes.

Em primeiro lugar, o restaurante fica localizado no Hotel Mercure. O ambiente é agradável e refinado. No entanto, tanto o maitre quanto os garçons te olham e te tratam com cara de desprezo como se não os fregueses não tivessem condições de frequentar o local caso não fosse promoção. NOTA ZERO PARA O COMPORTAMENTO DOS FUNCIONÁRIOS.

A partir do momento em que o estabelecimento aceita participar do festival, o tratamento deve condizer com o mesmo, visto que essa é uma excelente oportunidade para os clientes conhecerem o restaurante, o funcionamento e principalmente a qualidade da comida.


Enfim, tirando a péssima impressão inicial, vamos à comida. O cardárpio oferece duas opções de cada item.



Entrada curta: Ceviche com salada verde

De entrada escolhi Ceviche de robalo com salada verde ao molho de mostarda com aliche e croutons. Não sei se eu que como muito ou se eles que servem pouco. Achei a quantidade mínima, tão pouco que não tenho opinião formada se a entrada estava gostosa ou não. Nesse caso, fico com o "não me agradou", visto que sabores são perceptíveis na primeira garfada.



Prato principal: Ceviche de robalo com salada

No prato principal, optei pelo Salmon au brie, que é um filé de salmão ao queijo brie com geléia de frutas vermelhas guarnecido de purê de batata com wasabi, este sim estava divino. Achei a geléia de frutas um pouco enjoativa, mas apesar de ter deixado ela de ladinho, o pouco que comi fez um contraste bacana com o salmão. O purê também estava apetitoso.



Sobremesa Bicchiere di tiramisu não tem nada de especial, segundo Luciene

De sobremesa, escolhi Bicchieri di tiramisu, que é um tiramisu no copinho. Achei ok, nada de especial. Por fim, acredito que existam outras opções mais saborosas e melhores que o L'affaire.
O prato principal estava gostoso, mas no balanço final, acredito que o saldo não foi positivo.


serviço:
L"Affaire Restaurant
Endereço: SHN 05 , Bloco I - Hotel Mercure Apartments - Asa Norte.
Telefone: (61) 3326-7130

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Milagres não acontecem.

por katia maia

Não viu nada pela sua janela, pois estava muito bem instalada em uma residência sólida, em local seguro e distante das anunciadas calamidades que agora tornavam-se realidade em várias partes do país. Mas, tinha uma janela que insistia em retirá-la do seu mundinho perfeito e seguro: a televisão!

Aquele pedaço de realidade pendurada na parede, em cores brilhantes, revelava que a tragédia estava por toda a parte. Começara a ver logo cedo o que estava acontecendo em seu país.

Essa foi agora, essa semana.

Acompanhou o resgate de uma pessoa soterrada abaixo de quatro metros de barro. Ficou imaginando como aquele homem sobrevivera a 16 horas, comprimido por barro e vigas, sem água, com pouco oxigênio, sem comer. É um milagre, pensou!

Sim, era um milagre. Um daqueles que insistem em alimentar a fé humana e a esperança de quem não tem mais nada pela frente. O tão alardeado milagre, que virou uma espécie de mantra para milhares de pessoas que diariamente se equilibram em suas vidas sofridas, sem estrutura e sem teto seguro.

Essa foi em Alagoas, em junho

Para o governo, até que o tal do milagre ajuda. Com sua parceira, o poder público empurra com a barriga a prioridade e a decência que deveria ter com os impostos pagos por todos nós e que (apesar de exorbitantes) nunca são suficientes para financiar obras de infraestrutura em nossas cidades.

Há três anos era Santa Catarina que assistia às catástrofes e rezava por milagres enquanto aguardava a boa vontade pública. Sim, porque boa vontade e ajuda popular sempre tem nessas condições. O que falta é a intervenção do estado para prevenir não só as tragédias, mas garantir a integridade de seus governados.

Ano passado, tivemos Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, no início do ano (dia primeiro para ser mais exata) e Alagoas e Pernambuco, no meio do ano. Lembrou-se de uma frase dita por um morador daquela região nordestina já castigada com seca e que naquele momento se desmanchava em chuva:

- A seca é menos pior (sic) porque pelo menos tenho minha casa, minhas coisas e a oportunidade de ir atrás de minha sobrevivência. A água, não. Ela veio e levou tudo. Levou minha vida e tirou a de muita gente, disse o moço na janela pendurada na parede dela.

Essa, foi em janeiro de 2010, em Angra dos Reis

Pois bem, esse morador que perdeu tudo se junta a milhares de outros que hoje esperam por milagres em meio às tragédias. Pessoas que permanecem em suas casas, apegados a paredes rachadas que a qualquer momento irão desmanchar-se morro abaixo. Acreditam que um milagre irá preservá-los da destruição que os rodeia.


Mas, infelizmente, a essas pessoas, é preciso dizer: milagres não existem. O que existe é o descaso publico que anualmente volta a cenários de destruição e culpa as condições meteorológicas, admite um certo descaso, anuncia que começará a tomar medidas para evitar que tudo se repita no próximo ano e volta no ano seguinte ao mesmo cenário de destruição que, de novo, tem apenas os personagens. Todos à espera dos mesmos (novos) milagres

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Uma estranha sensação...

por katia maia
Datas importantes sempre foram momentos de tensão para ela. Tinha sempre a estranha mania de achar que algo aconteceria e nunca pensava em alguma coisa boa. Esse tal de pessimismo que as pessoas insistem em cultuar e que ela, particularmente, desprezava. Mas, no fundo de sua alma existia e persistia.

Normalmente era uma pessoa positiva, que pensa para frente, otimista. Mas, quando se tratava de datas especiais o cenário mudava. Pensou em acordar cedo para correr, mas logo ficou em dúvida:

- E se algo acontecer? E se um carro me atropela? E se eu cair... E se... E se... E se...

Sua mente enchia-se de ‘ E se...’ e ela desistia de fazer algumas coisas, mantinha outras... E assim a vida seguia. Sem atropelos, sem tropeços, com alegria, bons momentos, saúde e paz.
Mesmo assim , inssitia nessa estranha mania de achar que algo... Sei lá. Por isso, a chegada de uma data era sempre traumática . Achava que, um dia, o destino iria lembrar-se desse medo dela e fazer valer uma regra que só existia na sua cabeça.

Recorda-se a certa altura do passado, quando o seu filho mais novo disse para ela que não completaria oito anos de idade. Assim, na lata:

- Mamãe, eu vou morrer antes do oito anos!

- Meu Deus! O que é isso menino, vira essa boca para lá! Brigou com ele que, na época tinha uns cinco ou seis anos. Não é difícil imaginar como foram sofridos e doídos os anos que se sucederam até que o ‘danado’ completasse seus oito anos.

Foi um dos dias mais felizes, que começou claro, tenso, porque ela não sabia se a ‘previsão’ incluía a data do aniversário. Mas, com o decorrer do dia, ela foi relaxando e se desfazendo daquela estranha sensação que a atormentava.

Quando o relógio passou da meia noite. Comemorou e a partir daquele momento: curou-se!

Descobriu que tudo não passava de uma estranha sensação em relação às datas comemorativas. Estranha mesmo, porque nunca tivera motivo para duvidar do caráter festivo e especial dos dias especiais. Sempre tivera bons momentos e os tropeços e percalços da vida nada mais foram (e são) parte de uma história que (no todo) soma mais alegrias, mais coisas boas para lembrar do que tristeza. E lá se vão 43 anos!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Você sabe o que é 's2'? Nem eu (sabia)

Sempre foi uma pessoa antenada. Não se sentia fora de contexto quando se unia aos mais novos e os ouvia falando das novas tecnologias. Claro que não entendia de tudo, mas sempre tinha uma referência sobre isso ou aquilo e nunca boiara completamente.

Gostava, aliás, de se atualizar e ler sobre o que ‘rolava’ de mais novo no ‘front’. Mas foi uma besteira que estava escrita no Orkut do filho que lhe chamou para a realidade e ela percebeu que essa ‘garotada’ está sempre inventando moda e por mais que os pais tentem, eles estão anos-luz à frente de qualquer um.

Ela sempre dera umas investidas nas contas de Orkut do filho: não é invasão, é proteção! Explicava aos filhos e a todos aqueles que vinham cheios de argumentos para tentar provar que aquilo podava a liberdade dos filhos.

- Não me importo, Podem me chamar do que for – ditadora, insensível, mãe dominadora etc – mas não abro mão de acompanhar de perto o que meus filhos fazem. Não estou desconfiando deles, mas sei bem como é a maldade humana e sei melhor ainda como é a ingenuidade da juventude. Repetia.

Na sua concepção, os jovens são uns idealistas. Por mais que se achem, se digam e até comprovem que são mais espertos, eles sofrem de um mal que só tem cura com o passar do tempo: a falta de maturidade. Por isso, adorava aprender com os filhos e ensinar coisas novas, mas sabia que – assim como acontecera com ela – nada vem antes do tempo necessário para se aprender. E a experiência é um bem valioso para o aprendizado que, infelizmente, só vem com o passar do tempo.

Pois bem. Entrou na conta do filho mais velho, de 15 anos. Começou a ver os ‘scraps’ e analisar as mensagens enviadas por suas amigas e amigos e as respostas dadas por ele. Foi aí que percebeu que, ao final de cada mensagem, vinha sempre um código: 'S2'.

Preocupou-se! O que seria esse tal de 'S2'? Em sua mente, de quem já viveu e sabe o que rola de mal pelo mundo, veio logo um monte de suposição. Inicialmente, pensou que o filho assinava suas mensagens com aquele código para diferenciá-lo da alguma forma: seria porque participava de uma gangue? Seria um tipo de droga? Seria uma forma de dizer algo errado que ninguém pode descobrir – leia-se os pais?

Claro que sua mente viu o que há de pior naquela letra e número juntos. Seria um tipo novo de posição sexual , do tipo 69? Ficou com aquela idéia fixa até o dia seguinte, já que vasculhara a conta do filho no fim do dia quando todos já dormiam.

No dia seguinte, não perdeu tempo. Na primeira oportunidade abordou o filho:

- Aliás, eu gostaria de saber do senhor o que significa aquele código que aparece no fim das suas mensagens do Orkut. Quer dizer: das suas e das mensagens que suas amiguinhas mandam para você? Falou em tom já ameaçador.

- Como assim, mãe, do que você está falando. Respondeu o filho surpreso.
- Não se faça de desentendido. Reagiu
- Qual? O quê? Insistiu o filho.
- Aquele 'S2'! Bradou.
- O que? Você está falando do 'S2'? Repetiu o filho
- Isso mesmo!

Foi nesse momento que o filho caiu na risada. O que de certa forma a irritou.
- Tá rindo de que? Perguntou.
- Mãe, o ‘S’ e o ‘2’ querem dizer um coração! Olha só, nesse momento, ele pegou um papel e começou a desenha o ‘s’ e o ‘2’ juntos. Veja, olha aqui, forma um coração. É apenas uma forma carinhosa de terminar as frases, disse rindo.

Sentindo-se uma espécie de ignorante , ela desarmou o espirito e nao viu outra opção a não ser também rir de sua situação. Riu de sua mente imunda que já começara a desenvolver teses, histórias, tratados. Sentiu-se um pouco envergonhada de sua desconfiança. E declarou-se uma ignorante digital que não conseguiu ver num simples ‘S2’ o coração da juventude que se corresponde e se 'mima' por meio da rede mundial. Recolheu-se a sua insignificância e saiu rindo da sua maturidade pervertida.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Tudo para ontem!

por katia maia

De repente foi invadida por uma urgência incontrolável. Queria tudo para agora, nesse momento imediatamente. Guardava muitos planos em sua vida. Tinha muito que a conquistar e, aproveitando o inicio do ano, traçara metas. Mas, tudo, naquele instante parecia inadiável!

Parecia que o tempo era pouco e a necessidade de agir era a única saída para que sua existência tivesse alguma solução.
.
Se pudesse, levantaria agora da cadeira e sairia correndo. Tinha tanta coisa para fazer, agir, resolver...

Estudar para um concurso público, ler o livro da Ingrid Bittencourt que está na sua mesa de cabeceira, retomar a leitura em francês, ligar para sua amiga que estava sumida, retomar os treinos de corrida, pedalar, requisitar concessão de visto na embaixada americana, escrever as matérias dos freelas, os roteiros, os contos...

Por onde começar? Como fazer? Como se organizar?

A organização, admitia, nunca tinha sido o seu forte. Sempre conseguira trabalhar sob pressão e em ambiente inóspito, atrapalhado e bagunçado. Sua cabeça era uma revolução. Isso sempre a atrapalhara e agora, já nos seus mais de 40 idos anos não sabia se havia solução para esses pequenos detalhes.

A verdade é que estava ardendo em urgência. Queria ver os filhos, falar sobre todos aqueles temas que tem que ser conversados e que deixamos para depois (sempre). Queria abraçá-los, dizer que os ama, queria orientá-los, educá-los, estar junto.

Olhou para orelógio: quase cinco da tarde. Às seis ela saía do trabalho.

- Até lá, pensou, tenho pouco mais de uma hora para me organizar e traçar, esquematizar meus planos. Ah... tem o carro, (lembrou) que está muito sujo (precisa de uma boa lavagem) e está com os faróis queimados (tem usado o farol de milha para compensar)... Pensou.


Olhou para a tela do computador, abriu o Le Monde, em outra janela abriu sites voltados para concursos e enquanto lia noticas da França (para treinar o idioma) se inscrevia nos sites de concurseiros.

Saiu de um, foi para o outro. Pensou, organizou, planejou, ardeu em urgência e viu que era coisa demais para tempo de menos. Refletiu, baixou a bola e incorporou o espírito de Scarlet O'hara: "Amanhã eu penso nisso...amanhã é outro dia.

Desligou tudo e foi para casa.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Primeiro dia útil de 2011

por katia maia

Ok, primeiro dia útil do ano e que farei de útil hoje?
Agora, não tem mais desculpas. O ano começou ‘non hay duda’! Agora é encarar os desafios de 2011 e ter em mente que é preciso fazer e dar o melhor da gente. Parece fácil. Falando, até é!
Mas, confesso, tenho sempre um ‘certo medinho’ nessa fase de início de ano. Estamos sempre tão cheios de planos, de vontade, de coragem, que sinto receio de que esse ano nos traga menos do que esperamos. Já foi assim em anos anteriores e, claro, a gente sempre dá conta. Mas, que dá um ‘certo medinho’ ah isso dá.
De qualquer forma, estou cheia de esperança. Acredito que o ano será bom. Acredito que poderemos ter um bom desempenho de nossa presidente. Fiquei (até) confiante em melhoras quando acompanhei a posse e a troca de comando no país.

Troca de comando no país: sai Lulinha e entra Dilmão

Talvez, quem sabe, uma mulher tenha a coragem de levar adiante tantos projetos que há anos se arrastam em nosso digníssimo parlamento. Leia-se a reforma tributária.
Posso dizer que ouço falar e faço matéria sobre a dita cuja desde que entrei no jornalismo, e olha que aí vão alguns bons anos de ralação.
Bom, a presidente Dilma Roussef já encomendou à equipe econômica rascunhos de uma proposta para reduzir a contribuição previdenciária incidente sobre a folha - hoje fixada em 20%. A ver...
Gostei também de ouvir a presidente falando que fará do combate á pobreza a sua luta incansável. É bom que os pobres estejam entre as prioridades. Mais do que os pobres, os milhões de miseráveis que, no Brasil, ainda erram pelas cidades sem referencia, e perambulam sem perspectiva. Nesse departamento, o novo governo já estuda um aumento no benefício do Bolsa Família.

Compromisso de Dilma: erradicação da pobreza. Tomara!

Em contrapartida terá que promover cortes no orçamento da União e aí entra o outro lado do cobertor que poderá ficar curto demais para tantos programas e projetos para um país que tem pela frente dois grandes eventos mundiais (Copa 2014 e Olimpíadas 2016).
Na posição de brasileira e expectadora, posso dizer que chego a duvidar de nossa capacidade para deixar tudo pronto a tempo. Mas, como sempre é dito: Deus num é brasileiro?

Calo-me...(da série #resgates)

*A partir de hj, sempre que eu resgatar algum texto meu escrito e não publicado, vou postar aqui. O que é escrito é para ser publicado....