quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Uma estranha sensação...

por katia maia
Datas importantes sempre foram momentos de tensão para ela. Tinha sempre a estranha mania de achar que algo aconteceria e nunca pensava em alguma coisa boa. Esse tal de pessimismo que as pessoas insistem em cultuar e que ela, particularmente, desprezava. Mas, no fundo de sua alma existia e persistia.

Normalmente era uma pessoa positiva, que pensa para frente, otimista. Mas, quando se tratava de datas especiais o cenário mudava. Pensou em acordar cedo para correr, mas logo ficou em dúvida:

- E se algo acontecer? E se um carro me atropela? E se eu cair... E se... E se... E se...

Sua mente enchia-se de ‘ E se...’ e ela desistia de fazer algumas coisas, mantinha outras... E assim a vida seguia. Sem atropelos, sem tropeços, com alegria, bons momentos, saúde e paz.
Mesmo assim , inssitia nessa estranha mania de achar que algo... Sei lá. Por isso, a chegada de uma data era sempre traumática . Achava que, um dia, o destino iria lembrar-se desse medo dela e fazer valer uma regra que só existia na sua cabeça.

Recorda-se a certa altura do passado, quando o seu filho mais novo disse para ela que não completaria oito anos de idade. Assim, na lata:

- Mamãe, eu vou morrer antes do oito anos!

- Meu Deus! O que é isso menino, vira essa boca para lá! Brigou com ele que, na época tinha uns cinco ou seis anos. Não é difícil imaginar como foram sofridos e doídos os anos que se sucederam até que o ‘danado’ completasse seus oito anos.

Foi um dos dias mais felizes, que começou claro, tenso, porque ela não sabia se a ‘previsão’ incluía a data do aniversário. Mas, com o decorrer do dia, ela foi relaxando e se desfazendo daquela estranha sensação que a atormentava.

Quando o relógio passou da meia noite. Comemorou e a partir daquele momento: curou-se!

Descobriu que tudo não passava de uma estranha sensação em relação às datas comemorativas. Estranha mesmo, porque nunca tivera motivo para duvidar do caráter festivo e especial dos dias especiais. Sempre tivera bons momentos e os tropeços e percalços da vida nada mais foram (e são) parte de uma história que (no todo) soma mais alegrias, mais coisas boas para lembrar do que tristeza. E lá se vão 43 anos!

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