quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

General de 4 estrelas é demitido após crítica

Crítica à Comissão da Verdade derruba general
Agencia O Globo/Jailton de Carvalho
O Globo

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o comandante do Exército, Enzo Peri, enviaram ontem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedido de exoneração do general de Exército Maynard Marques de Santa Rosa, chefe do Departamento Geral do Pessoal do Exército.

Em nota distribuída pela internet, Santa Rosa fez duras críticas à Comissão da Verdade, que será criada pelo governo para investigar crimes cometidos na ditadura militar. Para o militar, os integrantes da comissão são “os mesmos fanáticos que, no passado recente, adotaram o terrorismo, o sequestro de inocentes e o assalto a bancos como meio de combate ao regime, para alcançar o poder”.

Ontem, quando soube da nota, Jobim ligou para o general Peri, que estava em viagem ao Rio Grande do Sul, para checar a informação e cobrar providências imediatas. Duas horas depois, o comandante confirmou a autoria dos ataques e sugeriu a exoneração imediata do general. Jobim enviou o pedido a Lula e anunciou a demissão do general.

General criticou decisão de Lula sobre terra indígena Esta não é a primeira vez que Santa Rosa entra em choque com decisões do presidente e da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Numa entrevista ao GLOBO, em 2007, Santa Rosa atacou a demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol em terras contínuas, defendida e decidida por Lula. Ele chegou a dizer que o Exército não deveria participar da retirada dos não índios da reserva.

Depois do mal-estar provocado pelas críticas, foi afastado da Secretaria de Política, Estratégia e Assuntos Internacionais do Ministério da Defesa e mandado de volta ao Exército. General de quatro estrelas, é um dos representantes da linha dura das Forças Armadas. Agora, ficará sem cargo de chefia no Exército.

Entre os integrantes da Comissão da Verdade, está o ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial de Direitos Humanos. A comissão tem sido alvo de polêmica desde sua criação, no fim do ano passado.

As divergências dentro do próprio governo levaram o presidente a editar um novo decreto mudando as atribuições da comissão.

Lula mandou retirar do texto original termos como “repressão política” e “apuração de violações”, que desagradavam a setores das Forças Armadas.

O novo texto estabelece apenas que a comissão “vai examinar” as violações de direitos humanos ocorridas durante o regime militar.

Em março, o general Santa Rosa também foi um dos signatários de um documento entregue ao Alto Comando do Exército com críticas ao Plano Nacional de Defesa, anunciado pelo presidente Lula no fim de 2008. O documento acusava o Ministério da Defesa, comandado por civis desde sua criação, de interferir diretamente nos três comandos militares. E ainda criticava o número de servidores civis na pasta.

Um dos principais pontos de descontentamento do general e de outros oficiais que endossaram o documento era com a intenção do ministro Nelson Jobim de criar, em sua pasta, um setor para concentrar as grandes compras das três Forças Armadas.

Além de Santa Rosa, assinaram o manifesto os generais Luiz Cezário da Silva, ex-comandante Militar do Leste, e Paulo César de Castro, chefe do Departamento de Ensino e Pesquisa.

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