quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Caso Receita: polícia para quem precisa de polícia

por katia maia

Então... Setembro começou e a gente continua vendo mais do mesmo: vazamento de dados, acusações de dossiês, desmantelamento de instituições públicas, disse-me-disse, não fui eu, a culpa é dos outros blá... blá... blá...

Alguma coisa acontece no meu coração quando leio tudo isso e me parece que estamos andando em círculos. O disco não muda, é um samba de uma nota só que não evolui... Sempre o mais do mesmo e nada acontece!

Eu confesso que hoje tentei ter acesso aos MEUS DADOS na Receita Federal. Na verdade, a minha curiosidade foi aguçada não só por toda esse puxa-encolhe de denúncias mas também porque me lembrei que não tenho visto na minha conta bancária o débito automático de pagamento do meu Imposto de Renda.

Juntando tudo num bobo só tentei acessar, pelo site da RF, o extrato de pagamentos das minhas quotas de IRPF. Ao que me declaro incompetente! O site me pediu tanta coisa: CPF(claro), data de nascimento (ok), até que chegamos no ponto em que me pediram um código de acesso.

Para conseguir esse código, eu precisei ir a outra página que dizia ‘gerar código’. Fui. Alegre feliz e satisfeita, até descobrir que, para gerar o tal código, eu tinha que ter em mãos os números dos recibos das minhas declarações deste ano e DO ANO PASSADO!

Agora, onde consigo o código da DIRPF de 2009? Só procurando o arquivo da declaração do ano passado, abrindo e procurando lá. Acontece, que não ando com esse arquivo debaixo do braço e, claro, não o tenho em mãos. Vou ter que procurar nos meus back ups de 2009.

Pois bem, é errado isso? Não, até que acho que tem que haver muita segurança. Acho que tem que ser mesmo difícil. Só não entendo porque é complicado assim e me deparo com a notícia de que um contador teve acesso a dados de uma filha de um presidenciável (podia ser de qualquer pessoa que era grave do mesmo jeito), com uma procuração, um carimbo, uma assinatura, e o que mais vier, tudo falso!

E a analista responsável se diz desrespeitada e humilhada! Desrespeitado está o contribuinte que assiste ‘na geral’ o que andam fazendo com dados sigilosos. A forma como esse tipo de informação é negociada, repassada e politicamente usada.

A analista que repassou os dados da moça (Verônica Serra , filha de José Serra) disse que não tem como saber se a documentação era toda falsa porque não é perita criminal. Ah, bom! Agora sim, está explicado!

Claro que não! Claro que a receita tem que ser mais rigorosa. Se ela não é perita para checar isso, então criem procedimentos mais eficazes que possam barrar esse tipo de falcatrua!

Bom, a verdade é que dizer que é normal que alguém chegue com uma certidão, assinaturas, carimbos... Tudo falso e consiga ter acesso a dados fiscais de outra pessoas assim... Á toa! Não.

Para completar, o contador que teve retirou a documentação com os dados sigilosos disse que faz isso frequentemente, que não se lembra quem lhe pediu para retirar os dados da filha do Serra, mas que pode, quem sabe, ‘lembrar’ da pessoa e ‘vender’ essa informação a quem pagara mais. Afinal, ele vai ‘se fazer’ com essa história, segundo declarou em entrevista á Rádio CBN!

Cadê a Polícia Federal? Ele é cúmplice de um crime. Polícia nele!

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