terça-feira, 24 de agosto de 2010

Hoje é dia de festa!

Hoje é dia de festa em minha vida. Aliás, tem sido sempre, há quinze anos. Mas, devo confessar que – apesar de ser avessa à datas comemorativas – estou hoje especialmente envolvida por um sentimento de felicidade.

Eu explico: há exatos quinze anos, às 16h35 da tarde nascia no Hospital Snata Luzia em Brasília, o meu primeiro filho. Lindo, desejado, querido e amado. Bernardo foi o primeiro maior presente que a vida me deu. Depois veio o Guilherme, também outra alegria que chegou um ano e nove meses depois.

Bom, mas hoje é o dia do Bernardo e logo cedo, pulei em cima dele, que ainda dormia na cama e (claro) percebi o quanto ele está crescido, bem maior do que eu, e abracei suas costas largas. Beijei muito meu ‘bebê’ e relembrei com ele, passo a passo, o dia 24 de agosto de 1995.

Lembrei-me que fui ao ginecologista pela manhã para a consulta rotineira de pré-natal e o médico, Dr. Carlos João, me informou que eu estava entrando na 41ª semana de gestação e que a partir daquele momento eu teria que monitorar diariamente o desenvolvimento do bebê dentro da barriga, pois corria o risco da placenta envelhecer de uma hora para a outra e isso significaria risco para a vida da criança.

Dito isso, não tive dúvida: perguntei ao médico se poderia ser feita a cesárea naquele dia mesmo ao que ele confirmou e marcamos para o início da tarde. Fomos para casa, eu e o Afonso, arrumamos a malinha do bebê – que até então eu não sabia o sexo – e partimos para o hospital.

Às 16h35, eu ouvi o médico anunciar:

- Getúlio! Nasceu Getúlio!

Claro que não era esse o nome escolhido para o meu filhote, mas essa foi a maneira que o médico encontrou para dizer que acabara de nascer um menino: forte, saudável, lindo! Quando vi a carinha do Bernardo pela primeira vez eu já sabia que seu nome seria Bernardo pois ele tinha cara de Bernardo. Eu também já sabia que era amor à primeira vista.

Filho é assim. É difícil de explicar e acredito que só quem tem filhos pode entender essa sensação de sentir um amor tão grande, tão grande, mas tão grande, que muitas vezes parece que a gente vai explodir. É amar mais a outra pessoa do que a nós mesmos. E isso não é conversa para descrever sentimentos não. Isso é a pura verdade.

Pois bem, hoje meu primeiro filhote completa 15 anos. Uma data referência na vida da pessoa. E eu posso dizer que ele tem a exata carinha que eu imaginava que teria nessa década e meia de vida, desde o primeiro momento em que pus os olhos nele.

Hoje, o dia é todo voltado para o Bernardo. Hoje, eu desejo ao meu filho (como sempre) toda felicidade do mundo. Que todos os sonhos dele se realizem, que a vida seja gênerosa com ele e que os caminhos que venha a trilhar sejam os mais promissores e frutíferos possíveis.

Bernardo, hoje e sempre, eu lhe amo e agradeço a Deus por tê-lo como filho.

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por katia maia Com meus filhos crescidos, adultos e já homens feitos, não preciso mais pautar minhas idas ao cinema aos horários, ses...