segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A vida em Êxtase

por katia maia

Quatro amigos se encontram em uma quitinete minúscula na Londres da década de 70. Em meio ao caos de suas vidas, eles começam a reviver momentos do passado, a sofrer com as dores do presente e se divertir com seus problemas pessoais. Se você gostou do que leu até agora, então se anime. Essa história existe e será contada em Brasília a partir desta quarta-feira (4/8) no Centro Cultural Banco do Brasil, na peça Êxtase.

Este blog conversou com o ator Eduardo Estrela que, na peça, faz o papel de Leo, namorado de Jane, dona do minúsculo apartamento onde os quatro amigos se encontram. Ele revelou toda a essência do espetáculo e traduziu para o leitor deste blog, com exclusividade, detalhes da história que fala de amizade, amor, conflitos pessoais, solidariedade e amizade.

Ele, que já interpretou papeis na TV em séries como ‘A Diarista” e “Retrato Falado”, além de ter atuado na novela “Mulheres Apaixonadas”, da TV Globo, conta que sua formação é basicamente teatral. Aqui, ele declara sua paixão pelos palcos e fala de sua relação de amizade com o diretor de êxtase, Mauro Batista Vedia.

Blog: A peça está vindo para Brasília. Fale um pouco da peça. Ela fala da classe trabalhadora na Inglaterra.

E.E: O que torna o texto interessante é que através daquelas pessoas a gente consegue se enxergar tranqüilamente. Eu costumo dizer que o que me encanta no espetáculo é que você vê pessoas sem qualquer possibilidade financeira, com uma série de problemas pessoais e aquilo que parece um caos revela pessoas que lutam pela felicidade e transformam um momento simples nessa grande batalha.

Acho que nada mais bonito do que você ver o ser humano lutando pela felicidade sempre, não importam suas adversidades. A peça deixa você com vontade de pegar as pessoas no colo. É de uma ternura que no meio da brutalidade, você vê pessoas revelando o melhor delas.

Blog: Brutalidade?

E.E: Não brutalidade no sentido que haja sangue e violência, mas a situação de vida delas é tão dura, que chega a ser brutal. É gente com muito trabalho, pouco dinheiro, problema de bebida, mas tudo isso com um bom humor absurdo. Eles estão lá para serem felizes.

Blog: Isso cria identificação com o público?

E.E: Deve ter certa identificação porque todo mundo tem a sensação na vida de estar enfrentando momentos brutais, pesados demais, mas há também a identificação com o humor.

A grande questão é... O que você vê na peça é gente tentando ser feliz. A peça é um grupo de amigos num momento de vida super difícil cada um, tentando fazer uma festa. Só que é como equilibrar prato chinês.

Eles estão lá tentando ser feliz, tentando fazer piada e de vez em quando vem a tristeza e o cara tenta se levantar de novo. Então, é aquela luta para manter a felicidade. E aí nisso, nem sempre vai bem e na hora em que ele desmonta.

Então o que vai mostrando nesses momentos em que desmorona essa felicidade, essa luta pela felicidade, é você ver as pessoas, que bonita, que sensível mesmo no meio da dureza.

Blog: Elas vão se revelando.

E.E: Sim. De uma maneira linda e aí você diz: Meu Deus! Que pessoa linda, que pessoa fantástica! E aí vem a máscara de novo porque ela tem um universo. Como se a mascara fosse caindo de vez em quando e você vai colocando na cara das pessoas com uma cola vagabunda que não segura muito.

Blog: Qual é o cenário e a situação em que a peça se passa? É uma noite?

E.E: Na verdade, a história toda se passa no quartinho dela, uma quitinete minúscula, se é que dá para chamar aquilo de quitinete.

São dois flashes na vida da Jana no primeiro ato – encontrando uma amiga e depois vem o grosso da peça que são os amigos que vão se reencontrar depois de uma longa data. Todos no quarto dela. Na verdade, quem faz a ligação é a Di e que é amiga dela que faz traz o marido dela que já foram amigos há muito tempo e o Leo que saiu da cidade e retornou.

Blog: Que é o seu personagem?

E.E: o Leo e a Jane tiveram um caso muito tempo atrás e o casal tenta fazer a reaproximação. E aí é muito bacana porque o Léo está numa situação complicada, acabou de ser largado pela mulher e está numa situação terrível...

Então, fica aquela situação: todos bebendo, tentando ser feliz. Eles vão relembrando o passado e a medida que o álcool vai subindo, a coisa vai ficando mais improvável e as vão ocorrendo as revelações.

Blog: É bem nostalgia?

E.E: É uma comédia porque você ri o tempo todo, mas sempre com o riso, o coração, meio apertadinho. Você dá risada e tem sempre uma mão dando uma apertadinha e dizendo: olha só...

Blog: A peça é pontuada pela música?

E.E: A música é um show a parte. O Mauro, que é o diretor gosta muito de brincar muito com a música e ai ele vai resgatar coisas ótimas como Dolly Parton, coisas absolutamente kirtsh, mas deliciosas e vai pincelando com um monte de Elvis Presley. Ele usa muito habilmente isso. Usa músicas que são mais kirtsh mais popularescos que se revelam de maneira fantástica naquele contexto.

Blog: quem é Eduardo Estrela?

E.E: Comecei com 16 anos. O trabalho mais marcante foi Domesticas que fiz espetáculo e depois filme. Fiz participação em ‘Mulheres Apaixonadas’ e passei um tempo fora do Brasil, em Londres e em Moscou, para estudar interpretação.

Foi aí que encontrei o Mauro (diretor) com quem fiz a Festa de Abigail. Depois que voltei de Londres, só trabalhei praticamente com texto britânico. Nesse meio tempo, eu retomei um espetáculo que era um projeto do passado, que é ‘A prudência’, de um argentino fantástico.


Confira o áudio da entrevista:




Serviço:

Centro Cultural Banco do Brasil

SCES, Trecho 2 Conjunto 22

Teatro II

Informações pelo telefone: (61) 3310-7087


Data:

04 a 26 de agosto de 2010
Horário: 19h30

Preço:

R$ 15 (inteira)/ R$ 7,50 (meia)


*A venda antecipada de ingressos inicia-se no domingo da semana anterior à do espetáculo, restrita a quatro ingressos por pessoa.


Classificação:

14 anos


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