sexta-feira, 4 de junho de 2010

Eu sei!

Têm certas coisas, momentos, percepções na vida que não precisam ser ditos. É o famoso: para bom entendedor meia palavra basta. Pois bem, sinto isso em relação a pessoas próximas ou não. Muito mais em relação às próximas, para falar a verdade.

São frases que não são claramente pronunciadas, mas estão transparentes na atitude do dia a dia das pessoas. Nas feições, nas atitudes, no olhar.

Sabe aquele olhar que uma pessoa lhe dar para uma atitude sua, uma frase que o outro não diz quando era esperado que fosse pronunciada e termina ficando no ar porque a pessoa não quer e não vai dizer o que você espera que seja manifestado?

Muitas vezes, nos fazemos de bobos para passar melhor. Fingimos não ter entendido nada ou fazemos de conta que perdemos alguma parte do script para que as coisas se mantenham exatamente como estão e para que não prejudiquemos uma amizade de longos anos, uma parceria, um companheirismo.

Mas, olha, eu queria dizer apenas que ‘Eu sei’!

Não sou boba nem idiota. Percebo e tenho plena consciência e sei, claro que o outro percebe quando eu ajo dessa forma. Também sei jogar esse jogo. Também sei não pronunciar frases, não dizer verdades ou não expressar sentimentos e leituras meus somente para poupar a relação e a amizade.
Mas, olha, ‘Eu sei’!

É mais ou menos daquela forma quando temos filhos, eles crescem e percebemos que são ‘persona non grata’ na casa de algum amigo ou amiga. Sabe aquela frase que não é dita, do tipo:
- Ah, hoje estarei com os meus filhos e acho que não poderei ir na sua casa...
E o outro lado fica em silêncio e depois de alguns segundos responde:
- Ok, marquemos outro dia então.

E aí... Qual é a conclusão?

A frase ‘não tem problema, traga-os com você’ não foi dita. Portanto...
Uma chance para matar a charada:
A leitura da frase não dita:
- Ok. Deixemos para depois porque não quero que seus filhos venham e tenham contato com os meus.
É duro, mas é verdade e aí, para manter a amizade, vamos levando.
Eu também faço isso. Você faz isso, todos nós fazemos isso.

É uma espécie de código de sobrevivência nessa selva chamada relacionamento humano. Agimos assim com amigos, amantes, parceiros, sócios, colegas de trabalho etc.

É um pouco da hipocrisia regulamentar para mantermos a velha e boa convivência.
Você finge que não pensa assim e eu finjo que acredito. Pronto, está implantada a ética do ditado: para bom entendedor não precisa nem meia palavra.
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E aí bla... bla... bla eu gostei

Restaurante Bla´s, na Asa Norte por katia maia Então, fui conferir uma das opções do Restaurante Week dessa leva. O escolhido foi...