segunda-feira, 8 de março de 2010

Que dia da mulher, que nada!

Tem coisa mais chata do que ficar recebendo os parabéns no Dia da Mulher? Parece deboche. O ano inteiro de ralação, uma lista infindável de 'desconquistas'e os homnes ainda vem com essa de 'parabéns pelo seu dia!'. Ótimo, obrigada, vamos lá. Vamos comemorar.
O quê?
Uns torcadinhos a mais que os homens concedem às mulheres na hora de querer parecer solidário com a causa feminina? A verdade é que cem anos se passaram de luta por espaços melhores e maiores para as mulheres e ainda temos que dizer que 'houve avanços mas ainda há miito a ser feito'. As mulheres, aqui no BRasil são maioria (51%da população) e isso não quer dizer muita coisa. Ainda não descobrimos e não nos conscientizamos que somos maioria e ainda ralamos a procura de valorização e direitos.
As mulheres conquistaram muita coisa? Claro que sim. Somos tratadas agora com dignidade, respeito, temos acesso à educação, à propriedade, ao trabalho. chegamos a invadir áreas predominantemente masculinas. OK! tudo digno de comemoração.
Mas, a reboque, junto com nossos direitos conquistados, a mulher triplicou sua carga horária, suas responsabilidades, seus deveres. A jornada agora é tripla. A mulher acorda, sai para trabalhar, trabalha o dia inteiro e chega em casa para dar inicio a jornada domestica. É essa a realidade da maioria. É isso que precisa ser mudado. Não falo aqui que as mulheres devem agora retorceder e voltar ao tempo em que eram apenas donas dos lares, não! Falo em compartilhar. Falo que está na hora de enquadrar os homnes e faze-los ver que a melhor e maior homenagem que fazem às mulheres não é esse 'parabéns pelo seu dia falso e sem sal'do dia 8 de Março, mas atitude.
Experimente homenageá-las com a divisão de tarefas domesticas todos os dias do ano, com a gentileza de lavar a louça, arrumar a roupa, deixar a casa limpa. Isso sim é a verdadeira homenagem que os homnes devem fazer às mulheres. Todo dia o tempo todo. Não é assumir as tarfas, mas dividir as tarefas domesticas. Sei que muitos homens já fazem isso, mas, é preciso admitir: ainda são vistos como exceção.

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