quinta-feira, 13 de maio de 2010

Mais uma de Tuma Jr.

katia maia
Hoje, o Estado de São Paulo traz nova denuncia contra o Secretário Nacional de Justiça (de férias) Romeu Tuma Jr. Ele simplesmente levou o seu amigo Paulo Li, acusado de chefiar a máfia chinesa do contrabando no Brasil, à China em missão oficial que tinha como objetivo disutir acordos de cooperação no combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro!
Pode?
É mole ou quer mais?
Levou um contrabandista para negociar o combate ao contrabando!
Bem que Tuma Jr. revelou em rede nacional que era muito amigo de Paulo LI. O contrabandista foi à China o acompanhando em missão oficial. Detalhe: Tuma Jr. não levou nenhum assessor do Ministério da Justiça!
Confira na reportagem de O Estado de São Paulo de hoje. Para quem se interessa pelos absurdos cometidos nesse país, vale a pena.

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Tuma Júnior levou contrabandista em visita oficial ao governo chinês

Apontado pela Polícia Federal como um dos chefes da máfia chinesa em São Paulo, Li Kwok Kwen, conhecido como Paulo Li, acompanhou o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, em viagem oficial que fez a Pequim em fevereiro de 2009, a convite do governo da China.

Veja também lista Tudo que foi publicado sobre o caso Tuma Júnior

Fontes ouvidas pelo Estado afirmaram que apenas Tuma Júnior era convidado do Ministério da Segurança da China e disseram desconhecer em que condição Paulo Li integrava a comitiva do secretário, que não viajou acompanhado de nenhum assessor do Ministério da Justiça.

Outra fonte confirmou que Li participou de almoço oferecido a Tuma Júnior por autoridades do Ministério da Segurança no dia 20 de fevereiro do ano passado.

O objetivo da viagem era discutir a cooperação nas áreas de combate ao crime organizado e lavagem de dinheiro, principalmente por meio da capacitação de pessoal. A ideia era ter um acordo que pudesse ser assinado durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China, em maio de 2009. Porém as discussões não avançaram e a proposta de acordo foi abandonada.

Li foi preso em setembro, sete meses depois da viagem à China com Tuma Júnior. Interceptações de conversas telefônicas e de e-mails realizadas pela Polícia Federal (PF) em um período de seis meses indicaram que Li contrabandeava telefones celulares da China, adulterava os aparelhos com a colocação de marcas consagradas e os vendia por cerca de R$ 200 cada um. A PF estimou na época que o esquema movimentava R$ 1,2 milhão por mês.

Os laços entre Li e o secretário foram revelados pelo Estado na quarta-feira da semana passada, quando o jornal publicou trechos de diálogos entre ambos. Nas gravações telefônicas, feitas pela Polícia Federal com autorização judicial, os dois discutem a emissão de vistos para chineses em situação irregular no Brasil e o secretário chega a encomendar mercadorias.

Afastado. Anteontem, o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, decidiu afastar por 30 dias Romeu Tuma Júnior da Secretaria. Informalmente, ele disse que resolveu "tirar férias" para se defender. (reportagem completa em O Estado de São Paulo)

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