quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Mensagem do presidente: peçam tudo logo!

Autor(es): Agencia O Globo/Flávio Freire
O Globo - 24/12/2009


Logo depois de admitir que 2010, quando haverá eleição presidencial, será um “ano de pauleira”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, em discurso para moradores de rua de São Paulo, que o povo “não deve ter medo do peso da caneta” porque o seu governo está preparado para atender às diferentes demandas da população.

Para Lula, é preciso aproveitar o momento, justamente porque o fim do seu mandato se aproxima.

— Vocês têm que aproveitar este momento, falta um ano, e não tenham medo do peso da caneta. Vamos fazer levantamentos, um pentefino das nossas necessidades para que a gente possa colocar no papel e atender às demandas de vocês — disse ele, argumentando ser uma pessoa “convencida de que não há limite para reivindicação”.

Segundo Lula, que pela sétima vez participou da confraternização de Natal da população de rua, o governo pretende mapear, nos próximos quatro meses, os prédios abandonados nas capitais do país que possam servir de moradias populares. Dirigindo-se a uma funcionária do governo, disse: — Você, por favor, tira 15 dias de férias no começo de janeiro porque ninguém é de ferro e porque teremos um ano de pauleira. Monte uma equipe, dedique três meses e meio para apresentar um projeto, antes de começar a legislação eleitoral, para que possamos apresentar um projeto mais concreto dos equipamentos que temos disponíveis.

Promessa não foi cumprida em 7 anos

Dos 25 prédios da União programados para serem entregues a moradores de rua, só dois foram transferidos de fato durante o governo Lula, segundo dados do próprio governo.

Ainda assim, Lula não se poupou de promessas na área habitacional: — O Brasil está numa situação razoável, quer dizer, numa situação boa, e temos um programa para (a construção de) um milhão de casas. Ora, quem faz um milhão, pode fazer 1,1 milhão, 1,12 milhão, 1,13 milhão — afirmou, referindo-se ao programa federal Minha Casa, Minha Vida.

À vontade na quadra do Sindicato dos Bancários de São Paulo — chegou a pegar até uma criança no colo enquanto discursava —, Lula lembrou que estará prestes a deixar o governo quando participar do encontro anual dos catadores de rua, às vésperas do Natal de 2010. Ele frisou que, em seu lugar, deverá assumir alguém que cumpra as promessas feitas por ele. Nesse instante, enquanto os convidados gritavam o nome da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata petista à eleição presidencial, Lula cometeu um ato falho: — Não precisa esperar até dezembro do ano que vem (para fazer reivindicações), porque eu já serei rei posto, e rei posto não vai mais fazer promessa. De qualquer forma, se for quem eu penso que vai ser, podemos trazer junto para fazer as promessas — disse ele, confundindo o ditado “rei morto, rei posto”.

Lula ainda destacou que será elaborado um Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para o próximo presidente.

— Vamos apresentar um PAC, e isso é preciso porque tudo que não conseguimos fazer vamos precisar deixar preparado para 2011-2015.

O presidente acusou a sociedade de ter preconceito contra os pobres.

— Neste país é assim. Todo mundo quer feira, mas não quer a feira na porta da sua casa. Quer ponto de ônibus, mas não quer na porta de casa. Quer delegacia, mas não quer na sua cidade. Pensam que pobre é bom para a gente ver em filme, mas não para morar no mesmo prédio que a gente mora — disse ele, acompanhado de cinco ministros, além de assessores diretos, vereadores, deputados e do presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (PT-SP).

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