sexta-feira, 2 de julho de 2010

Agora é uma questão de tempo, Guilherme.

Por katia maia

“Tá bom”. Vai passar, mas na hora é difícil. Nunca confiei, acreditei ou mesmo - como diria a gíria - ‘pus fé’ neste ser chamado Dunga. Disso eu posso me gabar. Ele nunca me convenceu. Pelo menos desse mal eu não morro e posso me dizer: coerente.

Desde que a Copa começou, fiquei sempre com o pé atrás em relação a essa seleção que, infinitas vezes meu filho mais novo, Guilherme, (ele sim, um ótimo jogador e que entende tudo de futebol. O meu mais confiante consultor para assuntos futebolísticos) me alertou sobre a fragilidade da composição escolhida por Dunga.

Bom, eu não entendo de futebol, não acompanho, não conheço os craques e não tenho idéia de qualidade técnica. Como brasileira, sei que gosto de Copa do Mundo e de torcer. Mas, confesso, nunca consegui me envolver e acreditar nessa seleção.

Mas, sabe como é... Os jogos começam, a gente vê um, outro e mais outro e, de repente, até pensa: - apesar de não acreditar, posso estar errada, a coisa pode até virar zebra e essa seleção deste ser chamado Dunga, ganhar!

Pois é... Não deu! Zebra, só no começo da Copa quando as grandes seleções começaram a ficar para trás.

Agora o que contava mesmo era qualidade do futebol e, repito que não entendo de futebol, mas tenho noção do que é bom ou ruim e o que vi no segundo tempo desse jogo do Brasil X Holanda foi um time brasileiro muuuuuuuuuuuuito ruim.

Uma coisa desconexa, desacertada, desnorteada, descontrolada. Meu Deus, não entendo, mas tive raiva!

Tive raiva de mim mesma que, na minha ignorância, comecei ‘a começar’ a acreditar que até poderia rolar. Burra! Estava na cara que essa seleção, com esse técnico não iria longe. Estava na cara que chegamos até onde chegamos por ajuda do destino que colocou na nossa rota times tão fracos.

Bom, pelo menos não comprei a camisa da seleção. Confesso que, tive medo de investir a grana que pediam por ela (R$ 180,00). Demais para mim!

Adiei jogo a jogo a decisão e ainda bem que não cedi à emoção e me contive. Agora, mais uma semana, essa camisa estará um quarto do preço e posso guardar para a próxima copa porque não foi nessa que saímos do Penta.

Só lamento a tristeza dos meus filhotes, principalmente o mais novo, que chorou compulsivamente, copiosamente, soluçando em profusão. Tentei consolá-lo.

Para isso, eu disse que em 1982 eu tinha a idade dele (não vou dizer quantos anos ele tem para que não façam as contas) e também me acabei de tristeza, chorando aos montes, com a seleção canarinho. Naquela, eu acreditava. Agora não deu e...

Agora é uma questão de tempo, Guilherme.