por katia maia
Quando decidimos ter filhos sabemos que essa é uma poção para sempre. Não duvidamos, queremos, cogitamos ou sequer admitimos que seja diferente. Por isso, hoje, ao ler a notícia sobre a morte do filho da atriz Cissa Guimarães, fiquei muito triste.
Claro que muitos vão falar que diariamente morrem milhares de filhos de muitas mães em todo país e que a gente só fica emocionado porque ela é uma pessoa pública, uma atriz.
Pode até ser. Acho que tem mesmo a ver com isso.
Uma tragédia como essa chega perto de nossas vidas. A atriz é alguém que diariamente entra em nossas casas pela telinha e de uma maneira ou de outra a gente acaba desenvolvendo um sentimento de amizade e familiaridade platônica com essas figuras.
A forma como o menino dela morreu – atropelado enquanto andava de skate – é uma fatalidade que pode acontecer com qualquer um. Claro que, novamente, muitas pessoas vão procurar desmerecer a tragédia (como eu li em vários comentários de espíritos de porco na internet) dizendo que alguém que decide andar de skate de madrugada num túnel estava mesmo procurando isso.
Venhamos e convenhamos: quem nuca foi jovem e buscou emoções. Andar de skate num túnel interditado é pura emoção para quem tem 18 anos. É o estado da arte para quem é jovem e procura desafiar a vida. Atitude tão comum entre os adolescentes. Não se pode recriminar esse rapaz pela opção. Qualquer jovem ficaria atraído pela idéia.
O que se deve avaliar são a brutalidade e a irresponsabilidade de se buscar emoção participando de pegas ou rachas em plena madrugada. Isso sim é fruto de mentes que não pensam no outro, não tem limites tampouco responsabilidade.
Meu coração dói e chego ficar sem ar só em imaginar a dor que essa mãe está sentindo. A dor que todas as mães sentem ao vivenciar a inversão completa do rito natural da vida que dita a partida dos pais antes de seus filhos.
Aliás, imaginar essa dor é algo que não penso, não cogito e nem admito. Só nos resta desejar conforto para o coração dessa mãe que jamais será a mesma.
Abaixo uma música de Chico Buarque que acho linda, mas evito ouvir justamente porque essa é uma dor que nenhuma mãe cogita e ousar sequer pensar.
terça-feira, 20 de julho de 2010
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