terça-feira, 20 de julho de 2010

Dia do Amigo

por katia maia

Às vezes, levamos anos para perceber ou até mesmo reconhecer o valor e a importância de uma determinada pessoa em nossa vida. Dominados por uma cegueira racional, nos apegamos aos detalhes, nos envolvemos com partes de um todo e nos esquecemos de compreender o que essa ou aquela pessoa representa para nós.

Digo isso porque percebo na minha história, na história dos meus filhos, dos meus pais, dos meus amigos. Estamos tão preocupados com o hoje e o agora, que perdemos a noção do ‘para sempre’.

De quantas amizades já abrimos mão porque naquele momento o que importava era o que tinha sido dito, feito ou mesmo que não tinha sido feito ou dito? Pensamos que amigos e pessoas próximas tem a obrigação de nos decifrar e entender nossas mágoas, nossas decepções, nossos sofrimentos.

Nos colocamos na posição de esfinges – decifra-me ou devoro nossa amizade. Quando na verdade tudo passa por uma simples palavrinha: compreensão. É como diz a música do ídolo da geração coca-cola: é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanha...

Sim, mas a gente consegue? Talvez. Talvez seja possível se deixarmos um pouco de enxergar o particular, o presente e refletir sobre o todo – o ontem, o hoje e o amanhã. Acho que isso tem a ver, um pouco, com a maturidade.

Com o tempo, quer queira quer não, aprendemos a valorizar as pessoas como um conjunto e a aprender a lidar com as particularidades de cada um. Acho que amizade é isso: está ligada a compreensão que temos do outro e ao aprendizado diário.

Ah, só mais um detalhe: acho que tem também a ver com respeitar as pessoas como elas realmente são e não fazer uma montanha de fatos que não passam de grãos de areia.
Amizade, para mim é isso. Feliz Dia do Amigo!

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