quinta-feira, 15 de julho de 2010

Ingressos para Sala Funarte!

por Katia maia


Nesta sexta-feira começa a série de Shows do Projeto ‘A Música na Linha do Tempo’. Uma iniciativa que pretende levar ao público da Capital Federal o que há de melhor da Música Popular Brasileira (MPB) e Erudita.

O Show de Abertura da MPB será com Clodo Ferreira que interpretará a obra de Sinhô (1888/1930), um dos pioneiros da música urbana, compositor carioca. Marcando a época da MPB de 1900 À 1929.

No Sábado, será a vez do Gupo Trovas D´Outrora, interpretando Música da Renascença

O estilo de Sinhô tem um sabor diferente do que estamos acostumados. Trata-se da estética adorada entre os fins da década de 20 e princípios dos anos 30 do século passado. Uma viagem musical, onde conserva-se a cadência ‘amaxixada’ de então.

O repertório de Clodo todo assinado por Sinhô traz: Jura, Gosto que me enrosco, Meus Ciúmes, Sabiá, Cansei, Reminiscências do Passado e Confissões de amor , entre outros.

Clodo Ferreira é talento consagrado e tem vários sucessos nacionais gravados pelos melhores cantores do país, como Fagner, Milton Nascimento e Nara Leão. Além disso, tem uma vasta obra em discos feitos com os irmãos Climério e Clésio, e três CDs autorais.

O show na Funarte contará com a presença de importantes instrumentistas como João Ferreira (violão), Fernando Machado (sax e clarineta), Alencar 7 cordas (violão), responsáveis pelos arranjos que são verdadeiras restaurações sonoras de uma época importante da história do Brasil. Estão em palco também artistas igualmente talentosos como Argemiro Oliveira (trompete), Pedro Ferreira (percussão) e Luiz Henrique (tuba).

Erudito

O grupo Trovas D’Outrora apresentará um refinado repertório da música renascentista que vai desde Airs, Chansons até Suites, Sonatas, danças e fantasias típicas dos séculos XVI, XVII e XVIII.

Inspirados no trovadoresco ‘cinquecento’ italiano, quatro jovens músicos de Brasília fundaram o grupo: Keit Guimarães (canto), Marília Carvalho (flautas doce), Iara Ungarelli (viola da gamba), Felippe Maravalhas (alaúdes, guitarra barroca e teorbada).

Como o pitoresco nome sugere, o grupo se dedica ao cancioneiro e repertório instrumental renascentista, envolto de uma singela poética que faz lembrar o trovar dos repentistas.