sábado, 3 de abril de 2010

Quanto mais tempo, melhor

Veja
Ver as fotos inéditas de Marilyn Monroe nos intervalos de uma filmagem
em 1958 é relembrar o poder da sua beleza e do seu apelo erótico
e confirmar, com um suspiro: que mulher!

NADA FORA DE LUGAR
1 - Marilyn de frente, embasbacando Tony Curtis
2 - De costas, com o coração aberto, ou envolta em peles
3 - protegendo-se do sol na cadeira do diretor: "Seios como balas para meninos pidões"
(Fotos divulgação)


Loura, a pele acetinada de leite derramado, reentrâncias e saliências – estas, principalmente – sem aditivo de espécie alguma, Marilyn Monroe incendeia cada cena em que aparece em Quanto Mais Quente Melhor, lançado em 1959, três anos antes de sua morte precoce, aos 36. E isso em preto e branco. Pois essa Marilyn incandescente agora surge em cores, num conjunto de onze slides fotografados para uma revista num intervalo das filmagens, em 1958, e nunca antes publicados, os quais irão a leilão em junho, em Las Vegas. As fotos foram feitas no exato dia em que ela filmou a cena em que tem de seduzir um Tony Curtis falsamente indiferente. Envolta num vestido semitransparente de chiffon rebordado em branco e prata, ela desliza sobre o colo dele para um longo e insuportavelmente inocente beijo. O vestido famoso é um escândalo. Na frente, os bordados rareiam e os seios impulsionam o tecido translúcido como se movidos por propulsão atômica. Atrás, escorrem pelas costas nuas e rodeiam uma pequena janela em forma de coração bem em cima daquele lugar que nem sequer podia ser mencionado na década de 50. "Transbordando num vestido que oferece seus seios como balas a meninos pidões, ela parece totalmente alheia a sexo, enquanto os homens se derretem em irrefreável desejo", descreveu o crítico americano Roger Ebert.