sexta-feira, 30 de abril de 2010

A volta por cima (de novo)

Dia a Dica de cinema

katia maia

Começo o dia falando novamente de 'superação'. Antes de entrar no noticiário economico e político, me dei ao luxo de ler sobre a estréia de hoje nos cinemas, 'O Homem de Ferro 2'.
E resolvi ler exatamente a matéria que fala de Mickey Hourke. Ele que foi ídolo e símbolo sexual da minha geração, que fez muita adolescente suspirar com '9 e 1/2 semanas de amor', agora reafirma sua voltas às telas.
Rourke havia sumido da telinha durante anos. Caiu num submundo paralelo de lutas e filmes de quinta categoria. Foi alijado e execrado pela crítica. Até que, em 2008, voltou às telas com o filme 'O Lutador'.
Uma história que se confundia com a dele e que lhe resgatava do universo paralelo em que havia se metido. Agora, está de volta com o 'Homem de Ferro 2'. Um exemplo de que as coisas, depois detudo, podem dar certo.
Boto fé!
Vou conferir o filme nesse fim-de-semana e depois falo se foi bom.

Abaixo, segue a matéria de Fernanda Ezabella, da Folha de São Paulo


Sotaque russo nocauteia Mickey Rourke em "Homem de Ferro 2"

FERNANDA EZABELLA
enviada especial a Los Angeles

Foram muitos os desafios de Mickey Rourke para entrar no personagem Ivan Vanko, o vilão de "Homem de Ferro 2", estreia de hoje. O mais difícil deles, no entanto, não foi se transformar no terrível Chicote Negro, e sim aprender o sotaque russo, até hoje criticado por sua namorada russa.

"Foi muito difícil, trabalhamos [eu e um especialista] três horas por dia por cerca de três meses, cinco dias por semana. Eu pedia minha comida por telefone em russo e ainda assim eles não me entendiam", contou o ator a jornalistas na semana passada, no lançamento do filme em Los Angeles. "Minha namorada odiava meu sotaque."

Rourke, que ficou famoso nos anos 80 com filmes como "9 1/2 Semanas de Amor", vive uma volta triunfante ao cinema, depois de um período conturbado como lutador de boxe profissional e filmes de baixa qualidade. Foi com "O Lutador" (2008) que ele passou a ser respeitado de novo, conseguindo até uma indicação ao Oscar.


AP/Paramount Pictures
Mickey Rourke em cena de "Homem de Ferro 2", que estreia  nesta sexta-feira
Mickey Rourke em cena de "Homem de Ferro 2", que estreia nesta sexta-feira

"Fiquei muitos, muitos anos sem trabalhar, achei que nunca mais fosse trabalhar. Graças a Deus estou tendo uma segunda chance, fico muito feliz. Porque tem caras lá fora que são bons atores e não têm uma segunda chance", disse. "Agora eu tenho que dar conta de ficar quieto e me comportar. Não é fácil, mas está ficando mais fácil."

Pássaro

Em "Homem de Ferro 2", ele faz um russo vingativo, cujo pai ajudou o pai de Tony Stark (Robert Downey Jr.), o Homem de Ferro, mas foi deportado dos EUA e caiu em desgraça na Rússia.

Ao ser perguntado se ele também guardava rancor, como Ivan Vanko, Rourke foi categórico: "Sim, muito."

"Quer saber, eu guardei [rancor] por muito tempo e percebi que no final era problema meu. Às vezes, tinha uma batalha acontecendo, mas, como meu psiquiatra dizia, era só coisa da minha cabeça", disse o ator de 57 anos.

Para fazer o vilão do filme, que carrega chicotes elétricos poderosos, o ator fez um treinamento pesado e teve que perder 11 quilos. Por alguns meses, subia na esteira para correr e andar com uma veste de quase 20 quilos e chicotes velhos para treinar os movimentos.

No filme, ele tem um pássaro de estimação, que carrega de um lado para o outro. "Estava procurando alguma coisa para o personagem. Ele não teria tempo para um cachorro, provavelmente não gosta de gatos. Pensei que um pássaro teria a ver. Ele é um cara muito isolado, então seria alguém para ele conversar enquanto trabalhasse."

Um dia antes das entrevistas, a reportagem da Folha conversou com Rourke no bar de um hotel em Los Angeles. Ele mandou lembranças aos amigos Vitor Belfort e Minotauro, lutadores brasileiros. Como ainda não tinha visto o filme pronto, o ator perguntou se tinham mantido as cenas com o pássaro. "Eu avisei, se eles cortassem as cenas com o pássaro, eu não ia nem ajudar a promover o filme", disse.

O diretor Jon Favreau comentou que Rourke queria que seu personagem tivesse "um lado doce", por isso a ideia do animal, apesar de todas as tatuagens malfeitas, cabelo ensebado e dedos sujos de graxa. "Mickey é um cara engraçado, mas quando é hora de trabalhar, o set fica silencioso, ele entra no personagem, se veste, coloca suas coisas... foram dias intensos com ele", disse Favreau.

Quando perguntado pelos jornalistas que tipo de poder de super-herói gostaria de ter na vida real, Rourke não hesitou: "Queria poder desaparecer".

Megan Fox

Os próximos trabalhos de Rourke incluem viver o imperador mongol Gêngis Khan em filme recém anunciado. Ele também já gravou "Passion Play", com Megan Fox, atualmente em pós-produção.

"Ela é muito divertida e muito legal de trabalhar... e de se olhar também. Mas ela realmente fazia a lição de casa, estava a altura do desafio", disse o ator. "As pessoas vão ter uma percepção diferente dela agora."

No filme, ele faz um trompetista viciado em heroína, que conhece uma menina no carnaval que tem asas de verdade. "É um filme estranho", disse. "Aprender a tocar foi mais difícil. Penei mais no trompete do que na heroína."

A jornalista Fernanda Ezabella viajou e se hospedou a convite da Paramount Pictures