sábado, 7 de novembro de 2009

É mas não é. Tudo depende.

Em evento, em salvador, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse que acionistas dirão se União terá capital maior na Petrobras. Isso porque os acionistas tem prefer~encia na hora de decidir sobre a compra da nova oferta de ações da empresa prevista para o póximo ano para aumento de capital da estatal.
Segundo Gabrielli, a participação do governo, que deve emitir títulos da dívida pública, só não sofrerá modificações se 100% dos acionistas minoritários fizerem uso do seu direito de capitalização.
Agora, só para lembrar: o p´rprio ministro da fazenda, Guido Mantega, em evento na Camara dos Deputados, há uns vinte dias disse que achava muito difícil que os acionistas exercessem seu poder de compra plenamente...
Então... É isso!


Participação crescerá se acionistas não exercerem seu direito de preferência, afirma José Gabrielli

DA AGÊNCIA FOLHA, EM SALVADOR

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, negou ontem que a nova oferta de ações da empresa prevista para o ano que vem tenha como objetivo o aumento da participação da União (hoje em 32,1%).
"Quem vai decidir se o governo vai aumentar ou não a participação são os acionistas que não exercerem o seu direito de preferência, porque todos vão ter direitos iguais", afirmou durante um seminário sobre o pré-sal promovido pelo jornal baiano "Correio", em Salvador.
Se os acionistas comprarem apenas 10% do total a que têm direito no processo de capitalização (aumento de capital), a União pode chegar a obter 49,1% do total das ações.
A participação do governo, que deve emitir títulos da dívida pública, só não sofrerá modificações se 100% dos acionistas minoritários fizerem uso do seu direito de capitalização.
A nova oferta, que pode capitalizar a empresa em até R$ 100 bilhões, só acontecerá depois da aprovação dos projetos de lei que regulamentam o pré-sal, que tramitam atualmente na Câmara dos Deputados.
O processo de aumento de capital da Petrobras, entretanto, começou no mês passado com o deslocamento de duas sondas para iniciar a identificação das áreas de exploração dos 5 bilhões de barris destinados à capitalização.
Ainda sobre a nova oferta de ações, Gabrielli afirmou que os trabalhadores não poderão usar o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para manter ou aumentar a participação no capital da empresa.
Para o ministro Edison Lobão (Minas e Energia), que também participou do evento, os recursos do FGTS devem ser usados em obras de habitação popular e saneamento básico.
Segundo Gabrielli, os cotistas dos fundos formados há nove anos com o FGTS podem criar alternativas, utilizando dinheiro próprio, para participar da oferta de ações.
"Esse fundo pode criar um mecanismo paralelo ao fundo que capte dinheiro para comprar as ações. Então, não há por que dizer que há limitação de participação do trabalhador que tem conta no FGTS", disse.
Conforme a Folha noticiou na semana passada, com a legislação vigente, esses fundos a que os trabalhadores estão vinculados não podem receber mais recursos ou cotistas.
O presidente da Petrobras não explicou se haverá mudança na legislação, prevista numa instrução normativa da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), mas sugeriu que os fundos podem ceder o direito de compra de ações aos próprios cotistas. (MM)